Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Arruda  Voltar

Arruda

 

A arruda é uma planta originária da região mediterrânea da Europa.

O nome "ruta" é derivado da palavra grega "reuo", que significa "deixar livre", devido às suas infindáveis propriedades medicinais.

Num contexto popular, a ela são atribuídas muitas virtudes mágicas, acreditando-se que seja capaz de afastar mau-olhado, atrair a sorte e tirar quebranto de recém-nascidos.

Arruda
Arruda

Na aromaterapia, é indicada para pessoas que se sentem física e emocionalmente derrotadas.

Sinônimos: Arruda-comum, arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, erva-arruda, ruta e ruta-de-jardim.

Outros Idiomas: Rue (inglês), ruda (espanhol), rue des jardins (francês), ruta (italiano) e raute (alemão).

Descrição Botânica

A arruda é uma planta de porte subarbustivo, de ciclo perene, muito ramificado e que se desenvolve formando touceiras de até 1,5 metro de altura. As folhas são alternas, pecioladas, carnosas e de cor acinzentada quando velhas e verde-clara quando novas. Suas flores são pequenas, amarelas e agrupadas em inflorescências do tipo corimbo. O fruto é loculicida, com sementes rugosas e pardas.

Composição Química

Ácido cáprico, ácido caprílico, ácido láurico, ácido mirístico, ácido palmítico, ácido isovalérico, ácido salicílico, ácido tânico, alcalóides, aldeído, benzaldeído, cineole, cumarina, fenol, guaiacol, rutina e vanilina.

Partes Usadas: Folhas.

Arruda
Arruda

Propriedades Medicinais: Abortiva, Antiespasmódica, Antiinflamatória, Aromática, Carminativa, Emenagoga, Hemostática, Sudorífera e Vermífuga.

Usos

Culinária: Não é usada.
Beleza:
Não é comumente usada.
Saúde:
Problemas menstruais, gases abdominais, hemorragias, vermes intestinais, limpeza de feridas, combate à sarna e piolho e repelente de insetos (pulgas e percevejos).

Contra-Indicações

Gestantes, lactantes, hemorragias, cólica menstrual e sensibilidade na pele.

Efeitos Colaterais

Hemorragias, contração da musculatura do útero e sangramentos com conseqüente aborto e possível morte da gestante, fica presente no leite da lactante, fototoxicidez, dores epigástricas, cólicas, vômitos, contração das pupilas e convulsões.

Cultivo e Conservação

Clima: Vários tipos.
Exposição solar:
Plena.
Propagação:
Sementes e estaquia de ramos novos.
Espaçamento:
60 x 50 centímetros.

Tipo de Solo

Pobre, pedregoso, seco, bem drenado, rico em matéria orgânica.

Adubação e correção: Esterco de animais, húmus ou composto orgânico, incorporados a 40 centímetros de profundidade; adubação mineral nitrogenada na cobertura.

Necessidade de água: Moderada.

Colheita

Folhas: 4 meses após o plantio, logo no início da floração.
Flores: no início da floração, quando estão ainda fechadas.

Secagem

Folhas: Na sombra, em local bem ventilado, ou em secador, com temperatura máxima de 35ºC.
Flores:
Na sombra, em local bem ventilado, ou em secador, com temperatura máxima de 30ºC.

Acondicionamento

Folhas e Flores: Em sacos de papel ou plástico transparente.

Fonte: br.geocities.com

Arruda

O nome primitivo dessa planta era ruda [1], proveniente do latim ruta, sendo a palavra arruda, segundo se supõe, resultante da aglutinação do artigo a àquela forma antiga (a ruda = arruda). Têm a mesma origem o espanhol ruda, o italiano ruta, o alemão raute, o francês e o inglês rue.

Derivados do latim ruta, existem no português os seguintes vocábulos: rutáceas, subst. pl., “família de plantas que tem por tipo a arruda"; rutáceo, adj., relativo à arruda ou pertencente à família das rutáceas"; rútico, adj., "diz-se de diversas substâncias extraídas da arruda"; rutínico, adj., diz-se de "um ácido contido na arruda".

Parece-nos que da forma portuguesa não existem outros derivados além de arrudão, nome de uma espécie de arruda; mas, em compensação, foi ela aproveitada na antroponímia, como sobrenome, sendo conhecidas aqui e na ex-metrópole várias famílias Arruda, e na toponímia, como denominação de diversos acidentes geográficos, existindo em Minas Gerais, Goiás e Paraíba do Norte, ribeirões, córregos e serras, com os nomes de Arruda e Arrudas, e em Portugal uma vila e uma freguesia chamadas Arruda-dos-Vinhos e Arruda-dos-Pinhões.

O nome científico da arruda — também conhecida por arruda doméstica e arruda-dos-jardins — é Ruta graveolens, L., arruda fedorenta. É planta originária do sul da Europa. Cultivavam-na na Palestina, e dela, da hortelã e de todas as espécies de hortaliças, os fariseus pagavam o dízimo, mas desprezavam "a justiça e o amor de Deus", segundo as palavras de Cristo [2].

Era a arruda utilizada na terapêutica e na culinária. Garcia da Orta [3], reportando-se ao que Dioscórides escrevera acerca dessa planta, observa: "... e também põe (Dioscórides) exemplo dizendo, como nós (comemos) arruda, e pode ser que arruda se usasse mais nesse tempo que agora, por ser forte cheiro; e mais então usariam da arruda medicinalmente, por ser contra a peste e contra o veneno; e também alguns práticos receitam salada feita de arruda e de outras cousas, no regimento da peste."

Arruda
Arruda

Atribuíam à arruda a virtude de afastar feitiços e proteger contra as doenças e quebrantos ou mau-olhado. Por isso, em vários países europeus cultivava-se essa planta nos jardins, e no Brasil é ainda hoje muito comum encontrar-se um pé de arruda junto à casa da gente simples do interior.

Era remédio para todos os males: "la ruta ogni mala stuta", dizia um provérbio italiano.

E a escola de Salerno, que redigia em versos os seus preceitos médicos, proclamava-lhe a eficácia contra a presbitia: "Nobilis es ruta, qui lumina reddit acuta".

Segundo um adágio português, "se soubesse a mulher a virtude da arruda, buscá-la-ia de noite à lua".

O seu sentido é obscuro, pelo menos para nós, salvo se quisermos encontrar-lhe explicação no conteúdo da frase latina que diz: "Ruta libidinem in viris extinguet, auget in foeminis", ou, então, na circunstância de ser a arruda um emenagogo [4]. Diz Debret [5], integrante da missão artística de 1816, que "a acreditar-se na credulidade generalizada, essa planta tomada como infusão asseguraria a esterilidade e provocaria o aborto, triste reputação que aumenta consideravelmente a procura". É ainda Debret quem nos conta que no Rio de Janeiro se vendia essa planta pelas ruas, todas as manhãs [6]. Para afugentar os sortilégios, as negras costumavam trazê-la "nas pregas dos turbantes, nos cabelos, atrás da orelha e mesmo nas ventas", e as brancas usavam-na em geral escondida no seio".

Acrescenta que quando as negras, vendedoras de frutas, encontravam uma concorrente tida por inimiga, costumavam exclamar: "'Cruz, Ave Maria, arrruda', colocando subitamente os dois dedos index sobre a boca", e para se acautelarem "de um perigo iminente, elas diziam: 'toma arruda, ela corrige tudo'".

Nas Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida [7], deparam-se-nos duas referências ao uso da arruda na época em que se situam as cenas do romance. A primeira, quando o autor descreve o "traje habitual" da comadre, que "era como o de todas as mulheres da sua condição e esfera, uma saia lila preta, que se vestia sobre um vestido qualquer, um lenço branco muito teso e engomado ao pescoço, outro na cabeça, um rosário pendurado no cós da saia, um raminho de arruda atrás da orelha, tudo isto coberto por uma clássica mantilha, junto à renda da qual se pregava uma figa de ouro ou de osso". E a outra, quando narra os preparativos feitos para o momento em que a Chiquinha daria à luz, sendo improvisado "um oratório com uma toalha, um copo com arruda e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição..."

Para os ingleses, a arruda simbolizava a dor.

É com este sentido que Ofélia, no Hamlet, oferece-a à rainha, dizendo-lhe: "Eis a arruda para vós e também para mim. Poderemos aos domingos chamá-la erva-da-graça; usareis o vosso ramo de arruda com uma difereença" [8].

Anota Guizot que "a arruda era o emblema da dor, em virtude da semelhança que existe em inglês entre a palavra rue, arruda, e a palavra ruth, aflição. (...) A arruda era também denominada erva-da-graça porque lhe atribuíam o poder de inspirar a contrição e corrigir os vícios, e como tal era empregada nos exorcismos.

Na velha balada inglesa, que tem por título Os conselhos do doutor benfeitor, vem a seguinte receita para o uso da arruda: 'Se a pessoa tem dedos muito lestos e não pode dominá-los, dedos que queiram esquadrinhar o bolso do próximo ou fazer qualquer mal desse gênero, deve mandar sangrá-los, colocar o braço em tipóia e beber uma infusão de erva-da-graça, adicionando-lhe leite e vinho'.

Ofélia reserva a arruda para si, como símbolo de sua tristeza filial, e quer que a rainha também a use como símbolo de sua tristeza maternal; mas, em chegando o domingo, dia consagrado ao Senhor, Ofélia quer que a arruda tome uma significação mais intensamente mística, a fim de que a rainha se arrependa e se liberte do amor culposo pelo qual vendera sua alma. Eis porque Ofélia assinala uma diferença. Uma diferença em linguagem heráldica, era o símbolo pelo qual, nos brazões de armas da família, se distinguia o filho mais velho do filho mais moço; assim, o mais jovem dos Spencer usava como diferença uma bordadura de goles em torno de seu escudo de armas (Holinshed, Règue du roi Richard II, p.443).

De acordo com o brazão de flores, do qual Ofélia toma por empréstimo as suas imagens, a arruda nas mãos da pobre e inocente desvairada só falará de dor e pezares, e confundindo-se com o outro nome (ruth), nas mãos da rainha culpada falará simultanearnente de pezares e de remorsos" [9].

A arruda também entrou na poesia popular brasileira, tendo Carlos Góis [10] registrado as seguintes quadras — colhidas em Minas Gerais, a primeira, e no Ceará, a segunda — em que se fazem alusão a essa planta:

Arruda tem vinte folhas,
No meio seu arrodeio;
Trata de mim que sou teu,
Deixa de amores alheios.

Arruda também se muda
Do sertão para o deserto
Também se ama de longe
Quem não pode amar de perto.

Aliás, estes versos atestam não só a popularidade como a adaptabilidade a regiões indiscriminadas, da planta que, pelas suas pretensas virtudes, os portugueses trouxeram para os seus domínios neste lado do Atlântico.

Carlos da Costa Pereira

Notas

1. Ruda, empregara o padre Manuel Bernardes em Luz e calor, Doutrina IV, VIII, 88.
2. São Lucas, 11:42 — O padre Manuel Bernardes, no comentário a que se reporta a citação acima, fundiu a passagem de São Lucas com a de São Mateus, 23:23, onde vêm acrescentados à hortelã e à arruda a erva-doce e o cominho.
3. Colóquio dos simples e drogas das Índias, ed. da Academia Real das Ciências de Lisboa, dirigida e anotada pelo conde de Ficalho, 1895, II, p.7.
4. Dicionários franceses e ingleses dão como etimologia duvidosa do lat. ruta o gr. rhuté, do verbo rhéo, correr.
5. Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, trad. de Sérgio Milliet, Livraria Martins, São Paulo, 1940. t.2, p.168-169.
6. Ver na obra citada a prancha 11, Vendeur d’herbe de ruda.
7. Ed. da Livraria Martins, São Paulo, 1941, p.54; 144.
8. "... there's rue for you; and here's some for me; we may call it herb of grace o’Sunday. O! you must wear your rue with a difference".
9. Oeuvres complètes de Shakespeare, trad. fr. de Guizot, 9ª ed., I, p.243-244.
10. Mil quadras populares brasileiras. Rio de Janeiro, 1916.

Fonte: www.jangadabrasil.com.br

Arruda

Arruda
Arruda

No livro "Les Plantes Magiques" de Sédir pode ler-se: "um rebento de arruda atado à asa de uma galinha protege-a do gato e da raposa" e ainda, "se aspergirmos a cama com a água da cozedura de arruda, misturada com urina de mula, as pulgas imediatamente desaparecem". Estas são apenas duas curiosidades do imenso rol de qualidades atribuídas, desde tempos imemoriais, à arruda, como planta protectora e inclusive, activadora contra as más vibrações, os sortilégios, o mau-olhado e as feitiçarias. É impressionante a quantidade de referências que existem, nas obras clássicas da antiguidade, sobre esta planta "com poderes".

No meu quintal mantenho-a nas cabeceiras das semeaduras para que ela proteja as hortaliças, repelindo os insectos predadores. O seu aroma, inconfundivelmente fedorento, é uma característica que facilita o seu reconhecimento, mesmo pelos mais inexperientes.

Existem duas classificações científicas que dão pelo nome de "Ruta graveolens" e "Ruta chalepensis", esta mais notoriamente espontânea na Arrábida. Contudo, ambas as rutáceas são praticamente iguais no tocante aos seus atributos físicos e químicos.

Podemos considerar a arruda como um arbusto, já que o seu caule é lenhoso e ramificado, chegando a ter mais de um metro de altura. Desenvolve-se com facilidade e resiste bem em climas temperados, secos e pedregosos de todo o mundo, mas julga-se que é nativa da Europa meridional.

A planta é persistente, renovando-se em cada Primavera. As folhas são pequenas, verde-acinzentadas, pecioladas e alternadas. As flores são igualmente pequenas, em ramalhete, dotadas de quatro pétalas amarelas, com excepção da flor central que costuma ter cinco. Os frutos formam cápsulas arredondadas de quatro ou cinco lobos rugosos.

A arruda é uma droga forte, quer seja utilizada em verde, quer em seca. Nela foram já identificados 110 constituintes químicos, alguns tóxicos, como certos alcalóides. Por isso, o seu uso interno deve obedecer a doses muito fracas e ser acompanhado. Basicamente, contém ácido salicílico, álcoois, ésteres, matérias resinosas e pépticas, flavonóides (especialmente rutina), óleos essenciais e alcalóides.

As indicações terapêuticas da "erva das bruxas", nome popular por que também é conhecida, quase enchem uma página A4.

Eis algumas: afecções dos rins e da bexiga, distúrbios menstruais, asma brônquica, ansiedade, gota, conjuntivite, hemorroidal, ciática, otite, nevralgias, incontinência urinária, insónia, prisão do ventre, lombrigas, sarna, aerofagia, etc., etc.

No "Herbal Food and Medicines in Sri Lanka" do Dr. Seela Fernando (provavelmente um descendente dos Portugueses, os quais permaneceram um século no Ceilão), que tive a oportunidade de adquirir em Colombo, põe a "Ruta graveolens" nos píncaros da tradicional medicina ayurvédica. Ela é indicada para a prevenção contra a epilepsia, a hipertensão, o catarro infantil e como anti-veneno. Curiosamente, diz-se que é afrodisíaca para as mulheres, mas que, para os homens, produz o efeito inverso (que chatice...!).

Entre as muitas mezinhas que aparecem mencionadas na literatura fitoterápica, escolho a do "remédio para o "stress", distúrbio que é hoje muito comum, devido à vida agitada que levamos: Infusão de 5 gramas de folhas num litro de água. Tomar duas chávenas por dia.

Mas, redobro a advertência: a arruda é tóxica e contra-indicada para gestantes, lactantes, situações hemorrágicas, distúrbios menstruais e hipersensibilidade dérmica.

Doses elevadas do "chá" podem causar gastroenterites, convulsões, hemorragias, abortos, vómitos, tremores e vertigens.

A utilização directa da arruda, apesar do seu comprovado poder fitoterápico, tem muito a ver com as características de cada um e, por isso, todo o cuidado é pouco.

Miguel Boieiro

Fonte: institutohipocratesonline.com

Arruda

Designação Latina: Ruta graveolens

Família Botânica: Rutaceae

Partes Usadas: Folhas e Flores

Indicações: Normalização do ciclo menstrual, sarna, piolhos, conjuntivite, leximaniose.

Contra-indicações: produz alergia se usar abundantemente.

De origem herbácea e com muitos ramos, ela cresce em touceiras e chega a atingir até 60cm de altura e compõe uma família que abrange em torno de 1600 espécies de arbustos e árvores, além de algumas herbáceas.

A arruda é uma planta de existência longa, que se renova a cada primavera. Suas folhas, de um bonito verde claro, contrastam com o amarelo-ouro de suas flores em ramalhete, dotadas de quatro pétalas, com exceção da flor central que possui cinco pétalas. Os frutos têm a forma de cápsulas arredondadas.

Toda a planta é dotada de um odor característico, forte, devido à presença de uma essência de sabor picante que, na maioria das vezes, permanece mascarado pelo próprio perfume. Na composição das folhas são encontrados princípios amargos, resina, goma, matérias tânicas e, sobretudo, um glucosídio denominado rutina.

Incontestavelmente a arruda é muito conhecida na medicina, seja científica ou popular, da mesma forma como está presente no folclore. Segundo o dito popular, a arruda serve para tirar o mau olhado das pessoas invejosas.

Arruda
Arruda

Fonte: sounatural.com

Arruda

Nome Popular: ARRUDA
Nome Científico: Ruta graveolens L.
Família: Rutaceae.
Sinonímia Popular: Arruda-doméstica, arruda dos jardins, ruta de cheiro forte, ruda.
Sinonímia Científica: Ruta chalepensis.
Parte Usada: Folhas, flores.

Arruda
Arruda

Propriedades Terapêuticas

Adstringente, analgésica, antiasmática, antiepiléptica, antiespasmódica, anti-helmíntica, anti-hemorrágica, anti-histérica, antiinflamatória, antinevrálgica, bactericida, calmante, carminativa, cicatrizante.

Princípios Ativos

Alcalóides, ácido salicílico livre, álcool metilnonílico, e seus ésteres, matérias resinosas e pépticas, flavonóides, óleo essencial, pipeno, psoraleno, quercitina, ribalinidina, rubalinidina, rutacridona, rutalidina, rutalinium, rutina.

Indicações Terapêuticas

Normalização do ciclo menstrual, sarna, piolhos, conjuntivite, leximaniose. Acredita-se que a mais importante virtude da arruda é oferecer maior resistência aos capilares sangüíneos, evitando-se assim possíveis hemorragias.

Nomes em outros idiomas

Rue, common rue, garden rue, german rue, herb-of-grace, countryman´s treacle, herbygrass, aruta, somalata, sadab, weinraute.

Origem

Sua predominância está nos países de clima temperado, embora se diga que é originária da Ásia Menor.

Fonte: biovida.site50.net.

Arruda

Nome popular: Arruda.

Coloração: amarela.

Florais de Bach: Centaury (Centaurium erythraea)

Arruda
Arruda

Arruda
Arruda

Arruda - Ruta graveolens

Para aquelas pessoas incapazes de colocar limite nos outros. Não sabem dizer não. São pessoas de boa índole, que querem agradar e acabam sendo exploradas.

Negligenciam suas necessidades a favor das necessidades alheias.

Possuem personalidades influenciáveis, fracas e inseguras. Muitas vezes chegam a copiar gestos, modos de falar, modo de se comportar e idéias daqueles a quem se submetem.

O que elas buscam ao agradar o próximo é receber em troca reconhecimento e aprovação. Útil nos casos em que, temporariamente, a pessoa perde sua força de vontade.

Esta essência ajuda a proteger o campo áurico das influências negativas. Ruta desperta a pessoa para a retomada do poder sobre sua vida, para a autodeterminação, força de ego e autenticidade.

Fonte: www.rsmo.hpg.ig.com.br

Arruda

Originária do sul da Europa, a arruda, Ruta graveolens L. (RUTACEAE) é uma das espécies integ rantes do projeto "Produção, processamento e comercialização de ervas medicinais, condimentares e aromáticas", coordenado pela Embrapa Transferência de Tecnologia - Escritório de Negócios de Campinas (SP), a qual está sendo cultivada e multiplicada nas unidades demonstrativas da Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), Embrapa Semi-Árido (Petrolina, PE) e nos Escritórios de Negócios de Dourados (MS), Canoinhas (SC) e Petrolina (PE).

Esse projeto contempla também o treinamento de técnicos e a qualificação de pequenos agricultores e seus familiares na produção e manipulação de ervas, fundamentadas em boas práticas agrícolas.

DESCRIÇÃO BOTÂNICA

Arruda
Arruda

Subarbusto herbáceo perene que forma touceiras bastante ramificadas, podendo atingir até 1,5 m de altura; folhas alternas, carnosas, pecioladas e de coloração acinzentada; flores miúdas de cor amareloesverdeadas, dispostas em corimbos que surgem na parte terminal dos ramos; fruto locular-capsular com 5 lóculos; sementes pardas e rugosas.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA: Óleos essenciais, rutina e furocumarina.

FORMAS DE PROPAGAÇÃO: Sementes ou mudas produzidas a partir de estacas do caule.

CULTIVO

Espaçamento de 50 x 60 cm entre plantas. Não apresenta exigência de clima, porém prefere local ensolarado, solos permeáveis e ricos em matéria orgânica.

Recomenda-se uma adubação com esterco de gado bem curtido, esterco de galinha ou composto orgânico, quando necessário.

COLHEITA E BENEFICIAMENTO

As folhas devem ser colhidas antes da floração, podando-se até 2/3 da planta para que haja rebrota.

REQUISITOS BÁSICOS PARA UMA PRODUÇÃO DE SUCESSO:

Utilizar sementes e material propagativo de boa qualidade e de origem conhecida: com identidade botânica (nome científico) e bom estado fitossanitário.
O plantio deve ser realizado em solos livres de contaminações (metais pesados, resíduos químicos e coliformes)
Focar a produção em plantas adaptadas ao clima e solo da região
É importante dimensionar a área de produção segundo a mão-de-obra disponível, uma vez que a atividade requer um trabalho intenso
O cultivo deve ser preferencialmente orgânico: sem aplicação de agrotóxicos, com rotação de culturas, diversificação de espécies, adubação orgânica e verde, controle natural de pragas e doenças
A água de irrigação deve ser limpa e de boa qualidade
A qualidade do produto é dependente dos teores das substâncias de interesse, sendo fundamentais os cuidados no manejo e colheita das plantas, assim como no beneficiamento e armazenamento da matéria prima
Além dos equipamentos de cultivo usuais, é necessária uma unidade de secagem e armazenamento adequada para o tipo de produção
O mercado é bastante específico, sendo importante a integração entre produtor e comprador, evitando um número excessivo de intermediários, além da comercialização conjunta de vários agricultores, por meio de cooperativas ou grupos

REFERÊNCIAS

CORRÊA JÚNIOR, C.; MING, L. C.; SCHEFFER, M. C. Cultivo de plantas medicinais, condimentares e aromáticas. 2 ed. Jaboticabal, SP: FUNEP,1994, 162p: il.
FERRI, M. G.; MENEZES, N. L. de; MONTEIRO-SCANAVACCA, W. R. Glossário Ilustrado de Botânica. 1 ed. São Paulo, SP: NOBEL, 1981, 197p, il.
JACOBS, B. E. M. Ervas: como cultivar e utilizar com sucesso. São Paulo, SP: NOBEL, 1995, 215p. il.
PANIZZA, S. Plantas que curam. 28 ed. São Paulo, SP: IBRASA,1997, 279p. il.
SARTÓRIO, M. L.; TRINDADE, C.; RESENDE, P.; MACHADO, J. R. Cultivo de plantas medicinais. Viçosa, MG: Aprenda Fácil, 2000, 260p: il.

Fonte: www.campinas.snt.embrapa.br

Arruda

Nome popular: Arruda.

Nome científico: Ruta graveolens L.

Família: Rutaceae.

Origem: Europa Meridional.

Arruda
Arruda

Propriedades

Adstringente, analgésica (reduz a dor), antiasmática, antiepiléptica, antiespasmódica (reduz contrações musculares involuntárias), anti-helmíntica (elimina vermes), anti-histérica, antiinflamatória, antinevrálgica (redução de dores do sistema nervoso), bactericida (mata bactérias), calmante, carminativa (eliminador de gases intestinais), cicatrizante.

Características

Subarbusto perene, rizomatoso. Cultivada em várias regiões do mundo como planta medicinal e tradicional. Desde a mais remota antiguidade a arruda foi tida na Europa e África com planta mágica (na superstição), usada em rituais de proteção do homem, especialmente crianças, contra o mau-olhado, defesa contra doenças e para a realização de sonhos e desejos. Ainda hoje muitas dessas superstições são mantidas no Brasil. A planta toda exala um forte cheiro, gerado pela presença de seu óleo essencial.

Parte usada

Folhas.

Arruda
Arruda

Usos

A literatura etnofarmacológica cita seu uso em medicina popular na forma de chá como medicação caseira no tratamento de desordens menstruais, inflamações na pele, dor de ouvido, dor de dente, febre, câimbras, doenças do fígado, verminose e como abortivo. Segundo estudos farmacológicos, esta planta tem atividades anti-helmíntica (elimina vermes intestinais), febrífuga (antifebril), emenagoga (que provoca menstruação) e abortiva.

Forma de uso / dosagem indicada

Pelo menos 2 de suas preparações caseiras são aceitas pela medicina oficial, e o sumo (líquido extraído) obtido por pressionamento das folhas. O chá por infusão no tratamento da menstruação atrasada é preparado adicionando-se água fervente a uma xícara das de chá contendo uma colher das de café das folhas picadas e usado na dose de duas xícaras por dia. O sumo é empregado para aliviar a dor de ouvido, colocando-se 2 a 3 gotas no ouvido doloroso. O emprego desta planta, tanto por via oral, quanto por via tópica (externa), deve ser feita com muita cautela, devido ao seu efeito tóxico sobre o útero, podendo provocar hemorragias, além de quando sobre a pele, provocar queimaduras severas quando a pele é exposta ao sol.

Cuidados

Pode possuir ação hemorrágica devido à suas propriedades emenagógicas (que provoca menstruação), induzindo às vezes ao aborto.

Referências bibliográficas

Lorenzi, H. et al. 2002. Plantas Medicinais no Brasil.
Vieira, L. S. 1992. Fitoterapia da Amazônia.

Fonte: www.cultivando.com.br

Arruda

Arruda
Arruda

Nome científico: Ruta graveolens

Características

Planta originária do Sul da Europa. É bastante conhecida como de erva purificadora, que limpa ambientes, atrai bons fluidos e afasta maus-olhados.

A arruda é um arbusto que pode chegar a 1,5 m de altura. Desenvolve-se com facilidade em qualquer clima. Tem muitos ramos e suas folhas são ovais e pequenas, de cor verde-acinzentada. As flores têm pétalas amarelo-esverdeadas.

Seus ramos frescos afastam insetos, pulgas e ratos, podendo ser utilizada como repelente. As partes utilizadas são principalmente a folhas, mas a planta toda pode ser utilizada. Pode ser colhida o ano todo.

Arruda
Arruda

Propagação

Pode ser por sementes ou estacas. As estacas são produzidas a partir dos ramos de uma planta adulta. As estacas devem ser plantadas em ambiente protegido do sol excessivo e depois de 2 ou 3 meses podem ser transferidas para o local definitivo. Clique aqui para saber mais sobre estacas.

Cultivo

Preferem solos bem drenados, adubados com adubo orgânico e ambientes ensolarados. Mas também se desenvolvem em ambientes sombreados, desde que recebam um pouco de sol em alguma parte do dia. Neste caso crescem menos. A adubação orgânica deve ser feita nas covas 15 dias antes do plantio. Exigem regas freqüentes. O espaçamento entre as plantas deve ser de 50 x 50 cm.

Aplicações

Seu uso deve ser restrito, pois apresenta componentes tóxicos. Nunca deve ser utilizado na gravidez, pois pode provocar hemorragias. Deve ser utilizada apenas como repelente de insetos.

Fonte: www.astral.oxigenio.com

Arruda

Mau-olhado pra lá, arruda pra cá!

Apesar de ter aplicação na medicina natural e até na preparação de bebidas, a arruda ficou famosa mesmo pelos seus poderes contra o mau olhado e outras vibrações negativas.

Arruda
Arruda

Não é fácil determinar quando surgiu a fama da arruda (Ruta graveolens) como erva protetora. O que se sabe é que em culturas muito antigas, são encontradas referências sobre seus poderes contra as "más vibrações" e seu uso na magia e religião. Na Grécia antiga, ela era usada pare tratar diversas enfermidades, mas seu ponto forte era mesmo contra as forças do mal. As experientes mulheres romanas costumavam andar pelas ruas sempre carregando um ramo de arruda na mão, diziam que era para se defenderem contra doenças contagiosas, mas principalmente, para afastar todos os males que iam além do corpo físico e aí se incluíam as feitiçarias, mau olhado, sortilégios, etc.

Na Idade Media, época em que se acreditava que as bruxas só poderiam ser destruídas com grandes poderes como o do fogo, a arruda reafirmou sua fama, pois seus ramos eram usados como proteção contra as feiticeiras, e ainda, serviam para aspergir água benta nos fiéis em missas solenes. O uso desta planta nas práticas mágicas do passado é impressionante. Em todas as referências pesquisadas, há receitas que empregam a arruda como ingrediente. William Shakespeare, na obra Hamlet, se refere a arruda como sendo "a erva sagrada dos domingos". Dizem que ela passou a ser chamada assim, porque nos rituais de exorcismo, realizados aos domingos, costumava-se fazer um preparado a base de vinho e arruda que era ingerido pelos "possessos" antes de serem exorcizados pelos padres.

A fama atravessou séculos e fronteiras, e no tempo do Brasil Colonial a arruda já podia ser vista com freqüência repetindo a performance dos tempos antigos, só que, desta vez, associada aos rituais africanos. Numa famosa obra intitulada “Viagem Histórica e Pitoresca ao Brasil, o artista Jean Debret retrata o comércio da arruda realizado pelas escravas africanas. O galho de arruda era vendido como amuleto para trazer sorte e proteção. E não eram apenas as escravas que usavam os galhinhos da planta ocultos nas pregas de seus turbantes, as mulheres brancas colocavam o galhinho estrategicamente escondido nos seios.

Outro fator teria reforçado o valor da arruda naquela época: “a infusão feita com a planta era usada como uma espécie de anticoncepcional e abortivo”.

Medicinal, com reservas

Também conhecida como arruda dos jardins, arruda fedorenta ou ruta de cheiro forte, a arruda é uma representante da família das Rutáceas. É uma planta considerada subarbustiva ou herbácea, lenhosa, que apresenta caule ramificado, pequenas folhas verde acinzentadas e alternadas. As flores também são pequenas e de coloração amarelo esverdeada. Originária da Europa, mais especificamente do Mediterrâneo, a arruda se dá muito bem em solos levemente alcalinos, bem drenados e ricos em matéria orgânica. A planta necessita de sol pleno pelo menos algumas horas por dia. Sua propagação se dá por meio de estacas ou sementes.

Trata-se de uma planta muito resistente que, se atendidas suas necessidades básicas de cultivo, dificilmente apresentará problemas. A colheita normalmente pode ser feita cerca de quatro meses após o plantio.

Quanto às propriedades medicinais da arruda é interessante: divulga-se que a planta apresenta propriedades muito ligadas ao desejo sexual masculino e feminino, mas de formas diferentes: seria um "antiafrodisíaco" para os homens e um excitante pare as mulheres Ainda não foi possível comprovar a veracidade dessas indicações, entretanto, nos escritos, datados de 1551, de Hieronymus Bock, considerado um dos primeiros botânicos da historia, havia a recomendação, para que monges e religiosos ingerissem arruda, misturada aos alimentos e as bebidas, para garantir a pureza e castidade. A verdade é que esta planta era realmente muito abundante nos jardins dos mosteiros.

Uma substância chamada rutina é a responsável pelas principais propriedades da arruda. Ela é usada pare aumentar a resistência dos vasos sanguíneos, evitando rupturas, e por isso é indicada no tratamento contra varizes. Popularmente, seu uso é indicado para restabelecer ou aumentar o fluxo menstrual e, também, para combater vermes. Como uso tópico, o azeite de arruda, obtido com o cozimento da planta, é aplicado para aliviar dores reumáticas O aroma forte e característico da planta, detestado por muita gente, é considerado um ótimo repelente, por isso a arruda é colocada em portas e janelas parem espantar insetos.

Apesar das propriedades medicinais conhecidas ha séculos, o uso interno desta planta e desaconselhado, pois em grandes quantidades, a arruda pode causar hiperemia dos órgãos respiratórios, vômitos, sonolências e convulsões. O efeito considerado "anticoncepcional" na verdade é abortivo, pois provem da inibição da implantação do óvulo no útero, entretanto a ingestão da infusão preparada com a arruda para esta finalidade é muito perigosa e pode provocar fortes hemorragias.

Por incrível que pareça, a arruda também teve muita aplicação na culinária: suas sementes e folhas eram usadas pare enriquecer saladas e molhos, em virtude das boas doses de vitamina "C" contidas na planta. Seu uso era considerado uma defesa contra o escorbuto. Além disso, a planta também servia para aromatizar vinhos.

No sul da Europa, as raízes da arruda eram adicionadas a um tipo de bebida chamada “grappa” para funcionar como um licor digestivo”.

Rose Aielo Blanco

Fonte: Revista Tempo Verde

Arruda

Arruda - Ruta graveolens

Arruda
Arruda

Nome Popular: Arruda – comum, arruda – dos – jardins, arruda – fedorenta, ruta, ruta – de – cheiro – forte, arruda – doméstica, erva- arruda.

Família: Rutaceae  

A arruda (Ruta graveolens) é uma planta medicinal também conhecida como arruda-comum, arruda-do-jardim, arruda-dos-jardins, arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, aruta, aruda, ruda, ruta, erva-da-graça e common rue (inglês). Pertence a família Rutaceae.

Indicações e Usos: Informações médicas recentes desaconselham totalmente o uso da arruda na medicina caseira, devido à alta toxicidade da planta. Ela serve para preparar medicamentos feitos por farmacêuticos, da medicina alopata ou homeopata. Ramos frescos da planta servem como repelente de pulgas, insetos e ratos.

Atenção: O chá de suas folhas é empregado em várias regiões brasileiras no combate às cólicas menstruais. E justamente para estes casos é preciso tomar muito cuidado, pois a arruda pode provocar hemorragias graves e por vezes até a morte. Assim, não deve ser de forma alguma consumida durante a gravidez.

Diz a crendice popular que a arruda tem o poder de combater o mau-olhado.

Aspectos Agronômicos:

Tem excelente adaptação às diversas condições climáticas. O plantio é feito por meio de sementes, em sementeiras e logo depois transplantadas para local definitivo ou propagação vegetativa. Já por  estaquia, as estacas demoram de 2 a 2,5 meses para serem transplantadas. Aconselha-se sombreamento parcial das plantas.
Ela desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica e permeáveis. A colheita  é feita entre seis e oito meses após plantio, e duas vezes ao ano, antes da floração.
Pode chegar a 1,5m de altura. Tem muitos ramos e folhas ovais e pequenas, de cor verde-acinzentado. As flores, de pétalas amarelo-esverdeadas, reúnem-se em terminais. O fruto é uma cápsula onde ficam as sementes pardas e rugosas.

Parte Usada: Toda a planta

Constituintes Químicos:

Glicosídeos (rutina)
Lactonas aromáticas (cumarina, bergapteno, xantotoxina, rutaretina e rutamarina)
Glicosídeos antociânicos
Alcalóides (rutamina, rutalidina, cocusaginina, esquiamianina e ribalinidina)
Metilcetonas (metilnonilatona)
Flavonóides ( hesperidina)
Rutalinio
Rutacridona
Terpenos (?- pipeno, limoneno, cineol)
Ésteres
Psoraleno.

Origem: A arruda é um arbusto, originário do sul da Europa e norte da África.

Aspectos Históricos: No país, conquistou o título de erva purificadora, que limpa ambientes, atrai bons fluidos e afasta maus-olhados. Na Idade Média, acreditava-se que a arruda defendia as pessoas contra a peste negra.

Leonardo da Vinci e Michelangelo afirmavam que, graças aos poderes metafísicos da arruda, o seu sentido criativo e a sua visão interior melhoraram consideravelmente.

Com os ramos aspergia-se água benta sobre as multidões. Era considerada uma importante defesa contra a peste negra. Os ladrões que roubavam as vítimas da peste negra protegiam-se com o chamado " vinagre dos quatro ladrões" , de cuja composição ela fazia parte.

Era também um dos principais componentes da mitevidade, antídoto grego contra todos os venenos. Esta planta apareceu nas armas da  Ordem do Cardo, escocesa,e inspirou o desenho do naipe dos baralhos de cartas.

Ela é usada desde a antiguidade para proteger as pessoas do mau olhado.

Uso

Fitoterápico:

Normalização das funções do ciclo menstrual (menstruação escassa).
Fragilidade dos capilares sanguíneos.
Parasitas (piolhos e lêndeas). Verminoses (oxiúros)
Dores de ouvido. Varizes e flebite. Combate da calvície.
Asma brônquica, pneumonia e cefaléia.
Ansiedade e insônia.
Reumatismo, clerose, paralisia e nevralgias.
Incontinências de urina e prisão de ventre.

Farmacologia:

 Tem ação emenagoga, sudorífica, anti – helmíntica, anti – hemorrágica, abortiva, carminativa, antiespasmódica, diaforética e estimulante.
 A rutina aumenta a resistência dos capilares sangüíneos, evitando sua ruptura e blenorragia. Provoca uma leve contração de útero (ela congestiona este órgão), estimula as fibras musculares, provocando-lhes a contração. Pode levar a hemorragia grave.

Riscos:

Seu uso durante a gravidez é contra – indicado.
O seu uso externo por pessoas com pele sensível é contra – indicado.
Pode levar a hemorragia em mulheres grávidas, provocando o aborto.

Dose Utilizada

Fitoterápico:

Infusão: 2 a 3g de folhas secas em 1 litro de água. Ingerir 2 xícaras (chá) por dia.
Vermífugo: 20g de arruda para 1 litro de azeite comestível. Ingerir 2 a 3 colheres (chá) por dia.
Tintura: 1 copo de folhas frescas picadas em 1 litro de álcool (contra sarna).
Cataplasma: varizes e flebite.
Decocção: utilizar 100g de planta fresca em ½ litro de água. Fazer lavagem nos olhos.

Bibliografia

Martins,E.R.; Castro,D.M.; Castellani,D.C.; Dias,J.E.  Plantas Medicinais. Viçosa: UFV, 2000, p.77 – 79.
Teske,M.; Trenttini,A.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ª edição, abril 1997, p. 46-47.
Panizza,S. Cheiro de Mato. Plantas Que Curam. São Paulo: Ibrasa, 1998, p.34-35.
Côrrea,A.D.; Batista,S.R.; Quintas,L.E.M. Do cultivo à terapêutica. Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998, p.80-81.
Vieira,S. Fitoterapia da Amazônia. São Paulo: Agronômica Ceres, 2ª edição, 1992, p.55.
Júnior,C.C.; Ming.L.C.; Sheffer,M.C. Cultivo de Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas. Jaboticabal: Unesp/Funep, 2ª edição, 1994. p.82.
Balmé,F. Plantas Medicinais. São Paulo: Hemus, 5ª edição, p.66-67.
Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ª edição, 1989, p.55.
Balbach,A. As Plantas Curam. Itaquaquecetuba: Vida Plena, 2ª edição, 1992, p. 56-57.
Bremness,L. Plantas Aromáticas. São Paulo: Civilização, agosto de 1993, p. 79.

Fonte: www.ceunossasenhoradaconceicao.com.br

Arruda

Arruda
Arruda

Nome científico: Ruta graveolens L.

Família: Rutaceae

Sinonímia popular: Arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, ruta-de-cheiro-forte, ruda.

Sinonímia científica: Ruta chalepensis

Parte usada: Folhas, flores

História

A arruda é uma erva ornamental arbustiva com ramos lenhosos duros, pequenos e de cores suavemente verde-azuladas, com flores muito pequenas de cor amarelo-esverdeado. O nome de gênero, Ruta, é derivado do grego “reuo“, que significa “deixar livre”, vez que havia a esperança de que a planta fizesse com que a pessoa se livrasse de doenças. Graveolens significa “cheiro pesado”. Ramos de arruda são usados para borrifar água benta em missas, o que consequentemente gerou o apelido erva-da-graça.

Durante a Idade Média, a arruda foi usada para gerar proteção contra o mal e para prevenir a Peste Negra. A arruda era usada em um conhecido antídoto grego que tratava gama extensiva de venenos. A espécie Ruta graveolens faz parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), constituída de espécies vegetais com potencial de avançar nas etapas da cadeia produtiva e de gerar produtos de interesse do Ministério da Saúde do Brasil.

Propriedades terapêuticas

Adstringente, analgésica, antiasmática, antiepiléptica, antiespasmódica, anti-helmíntica, anti-hemorrágica, anti-histérica, antiinflamatória, antinevrálgica, bactericida, calmante, carminativa, cicatrizante.

Princípios ativos

Alcalóides, ácido salicílico livre, álcool metilnonílico, e seus ésteres, matérias resinosas e pépticas, flavonóides, óleo essencial, pipeno, psoraleno, quercitina, ribalinidina, rubalinidina, rutacridona, rutalidina, rutalinium, rutina.

Indicações terapêuticas

Normalização do ciclo menstrual, sarna, piolhos, conjuntivite, leximaniose. Acredita-se que a mais importante virtude da arruda é oferecer maior resistência aos capilares sangüíneos, evitando-se assim possíveis hemorragias.

Informações complementares

Nomes em outros idiomas: Rue, common rue, garden rue, german rue, herb-of-grace, countryman´s treacle, herbygrass, aruta, somalata, sadab, weinraute.

Origem: Sua predominância está nos países de clima temperado, embora se diga que é originária da Ásia Menor.

Características

De origem herbácea e com muitos ramos, ela cresce em touceiras e chega a atingir até 60cm de altura e compõe uma família que abrange em torno de 1600 espécies de arbustos e árvores, além de algumas herbáceas.

A arruda é uma planta de existência longa, que se renova a cada primavera. Suas folhas, de um bonito verde claro, contrastam com o amarelo-ouro de suas flores em ramalhete, dotadas de quatro pétalas, com exceção da flor central que possui cinco pétalas. Os frutos têm a forma de cápsulas arredondadas.

Toda a planta é dotada de um odor característico, forte, devido à presença de uma essência de sabor picante que, na maioria das vezes, permanece mascarado pelo próprio perfume. Na composição das folhas são encontrados princípios amargos, resina, goma, matérias tânicas e, sobretudo, um glucosídio denominado rutina.

Incontestavelmente a arruda é muito conhecida na medicina, seja científica ou popular, da mesma forma como está presente no folclore. Segundo o dito popular, a arruda serve para tirar o mau olhado das pessoas invejosas.

Indicações terapêuticas

Afecção dos rins, alterações menstruais, ansiedade, asma brônquica, bexiga, calvície, cefaléia, ciática, clerose, conjuntivite, derrame cerebral, dermatite, dores de ouvido, dor intestinal, enxaqueca, flebite, fígado, fragilidade dos capilares sanguíneos, gases, gota, hemorróidas, hipocondria, inchaço nas pernas, incontinências de urina, inflamação, inflamação nos olhos, insônia, limpeza de feridas, nevralgia, olhos cansados, onicomicose, otite, ouvido (feridas e zumbido), nevralgias, normalização das funções do ciclo menstrual (menstruação escassa), paralisia, parasitas (piolhos e lêndeas), pneumonia, prisão de ventre, repelente de insetos (pulgas, percevejos, ratos), reumatismo, sarna, varizes, vermes (oxiúros e ascárides).

Contra-indicações/cuidados

É necessário ter muito cuidado pois é uma planta TÓXICA. É venenosa e abortiva. Contra-indicada para gestantes, lactantes, hemorragias, cólica menstrual e sensibilidade na pele.

Efeitos colaterais

Doses elevadas do chá podem causar vertigens, tremores, gastroenterites, convulsões, hemorragia e aborto, hiperemia dos órgãos respiratórios, vômitos, salivações, edema na língua, dores abdominais, náuseas e vômitos, secura na garganta, dores epigástricas, cólicas, arrefecimento da pele, depressão do pulso, contração da pupila e sonolência.

Pode causar fitodermatites, através de um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar. Nas mulheres pode levar a hemorragias graves do útero.

Curiosidades

Michelângelo e Leonardo da Vinci afirmaram que foi graças aos poderes metafísicos da arruda que ambos tiveram sensíveis melhoras em seus trabalhos de criatividade.

Na Idade Média, era muito usada em rituais religiosos, tida como erva de proteção contra feitiçarias. Por este motivo, é usada até hoje para espantar maus olhados.

Fonte: www.ervasbr.com

Arruda

Nome Científico: Ruta graveolens

Origem: Originária da Europa, mais especificamente do Mediterrâneo.

Características: Também conhecida como arruda-dos-jardins, arruda-fedorenta ou ruta-de-cheiro-forte, a arruda é uma representante da Família das Rutáceas.

É uma planta considerada sub-arbustiva ou herbácea, lenhosa, que apresenta caule ramificado, pequenas folhas verde-acinzentadas e alternadas. As flores também são pequenas e de coloração amarelo-esverdeada.

Cuidado: A arruda se dá muito bem em solos levemente alcalinos, bem drenados e ricos em matéria orgânica. A planta necessita de sol pleno pelo menos algumas horas por dia.

Trata-se de uma planta muito resistente que, se atendidas suas necessidades básicas de cultivo, dificilmente apresentará problemas.

Arruda
Arruda

Utilização

Propriedades medicinais

Por incrível que pareça , a arruda mesmo sendo uma planta tóxica , tem aplicações medicinais , já com longa tradição . A planta contém uma essência , rica em metilnonilcetona , de forte actividade ocitócica e emenagoga , sendo por isso usada em afecções ginecológicas .Mas , de notar , tal como é usual com quase todas as plantas medicinais , que está proibido o seu uso a mulheres grávidas.

A planta tem propriedades antiespamódicas e antisépticas , pelo que se refere o seu uso para acalmar as cólicas abdominais.

A rutina , ou rutosido (vitamina P) contida na arruda , confere-lhe também , propriedades anti-hemorrágicas , aumentando a resistência dos vasos capilares ; aplica-se nste caso para o tratamento de varizes .

Arruda
Arruda

Como se trata de uma planta , potencialmente tóxica , o seu uso por via interna não é aconselhado , a não ser que seja seguido por um profissional de Fitoterapia.

Assim o seu uso mais seguro é por via externa , recorrendo a compressas . Nestes casos tem boas aplicações , por ter propriedades revulsivas ( que atrai o sangue dos orgãos congestionados para a pele ) , no tratamento de dores reumáticas e em afecções dermatológicas , como a psoríase ou eczemas.

Curiosidade

Existe uma história muito curiosa - não se sabe se é verdadeira - que relaciona a arruda ao "Vinagre dos quatro ladrões". Conta-se que no século XVII, a Europa padeceu com uma grande peste que dizimava centenas de pessoas por semana. Ninguém conhecia a causa da doença e muito menos a cura. Grandes cruzes vermelhas eram pintadas nas paredes para marcar as casas de pessoas atacadas pela praga.

Alguns ladrões, porém, pareciam completamente imunes: entravam naquelas casas, roubavam os mortos e não adoeciam. Muito tempo depois, descobriu-se como esses ladrões se protegiam - era com uma espécie de vinagre, preparado com arruda, sálvia, losna, menta, alecrim, lavanda, cânfora, alho, noz-moscada, cravo e canela; tudo bem misturado em um galão de vinagre de vinho.

Dica: Nunca tome o chá sem um acompanhamento médico.

Quais os cuidados que se deve ter com essa planta e também se existe realmente uma relação entre ela e “mau olhado”.

A arruda (Ruta graveolens), também conhecida como arruda-dos-jardins, arruda-fedorenta ou ruta-de-cheiro-forte é uma planta considerada sub-arbustiva ou herbácea, lenhosa, que apresenta caule ramificado, pequenas folhas verde-acinzentadas e alternadas.

As flores também são pequenas e de coloração amarelo-esverdeada.

Originária da Europa, mais especificamente do Mediterrâneo, a arruda se dá muito bem em solos levemente alcalinos, bem drenados e ricos em matéria orgânica.

A planta necessita de sol pleno pelo menos algumas horas por dia e regas moderadas.

Trata-se de uma planta muito resistente que, se atendidas suas necessidades básicas de cultivo, dificilmente apresentará problemas.

Entretanto, quando cultivada em locais sujeitos a ventos fortes, sem luz solar e recebendo água em demasia, a arruda pode realmente manifestar problemas.

Outra dica importante: procure fazer seu replantio anualmente e aproveite para fazer novas mudas a partir de estacas de galho.

Quanto ao mau-olhado, realmente, existem inúmeras referências a esse respeito desde a mais remota Antigüidade. Na dúvida, temos que considerar as tradições.

Neste caso, aproveitar para cuidar também da energia da sua casa!

Fonte: www.ninaflowers.com.br

Arruda

Arruda
Arruda

 

Nome Científico: Ruta graveolens

Sinonímia: Ruta hortensis

Nome Popular: Arruda, Arruda-doméstica, Arruda-dos-jardins, Ruta-de-cheiro-forte, Ruda, Arruda-fedorenta

Família: Rutaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: Europa

Ciclo de Vida: Perene

A arruda é uma planta subarbustiva muito popular por suas propriedades aromáticas e medicinais. Suas folhas são longas, glaucas e compostas, com folíolos oblongos a elípticos de cor verde-acinzentada a azulada. Os ramos são ramificados e herbáceos e com o passar do tempo se tornam lenhosos na base. Quando amassada a planta libera um aroma pungente, considerado desagradável por muitos. As inflorescências surgem no verão e apresentam pequenas e numerosas flores amarelas. O fruto é do tipo cápsula.

Esta planta é realmente muito versátil, visto que além de ser plantada em hortas, devido às suas propriedades fitoterápicas e condimentares, ela também é ornamental e cria excelentes contrastes com flores, forrações e folhagens devido à sua folhagem delicada, de cor azulada. Há inclusive variedades melhoradas para a função ornamental, como "Blue Beauty", "Jackman's Blue" ou "Variegata", esta última também muito utilizada em arranjos florais. Sob podas de formação, a arruda adquire uma bela forma compacta e arredondada, podendo ser utilizada em bordaduras e maciços. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras.

À arruda também são atribuídos poderes mágicos e religiosos. Ela é historicamente considerada por muitos povos como uma erva de proteção. Desde à antigüidade seus ramos e essências são utilizados para purificar ambientes e proteger as pessoas de espíritos malignos, doenças, mau-olhado, feitiçarias e até mesmo da tentação. Ainda diz-se que dá clareza aos pensamentos e atrai o amor e o sucesso. Não obstante todos estes místicos poderes, a arruda ainda repele insetos, ratos, cães e gatos.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solos leves, neutros a levemente alcalinos, bem drenáveis, irrigados periodicamente. Depois de bem estabelecida ela é capaz de tolerar períodos de estiagem. Não tolera encharcamentos. A arruda não é uma planta exigente, crescendo bem mesmo em solos muito pobres. Aprecia o calor, mas pode ser cultivada em locais de clima temperado ou subtropical se protegida no inverno. Multiplica-se facilmente por estaquia e por sementes, que germinam em boas condições de luminosidade.

Cuidado: planta tóxica, não deve ser ingerida e deve ser manipulada com luvas para evitar irritações na pele.

Medicinal

Indicações: Varizes, dores, inflamações, asma, bronquite, insônia, reumatismo, flatulência, flebite, afecções do fígado, afecções da pele, afecções intestinais, parasitismo interno e externo (sarna, piolhos e vermes), compulsão sexual.

Propriedades: Abortiva, adstringente, analgésica, antiasmática, anti-helmíntica, anafrodisíaca, anti-hemorrágica, antiinflamatória, antinevrálgica, anti-reumática, calmante, carminativa, diaforética, emenagoga, estimulante, febrífuga, repelente, sudorífica e tranquilizante.

Partes usadas: Folhas e flores.

Cuidado: Planta tóxica, pode causar aborto, fotossensibilização à luz, dor aguda intestinal, entre outros sintomas. Usar sempre sob orientação médica.

Raquel Patro

Fonte: www.jardineiro.ne

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal