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Aveia

Aveia

Grão de cereal usado como alimento para humanos e animais, a aveia é membro do gênero Avena, da família Gramineae. Seu cultivo ocorreu recentemente, se comparado com outros cereais, como o trigo. Era inicialmente cultivada no Norte da Europa, em conjunto com o aumento do uso de cavalos como animais de trabalho, provavelmente dois mil anos a.C.

As espécies de aveia incluem Avena abyssinica, A. byzantina,A. fatua, A. nuda, A. sativa, A. strigosa e outras. Mais de 75% do total cultivado no mundo é de A. sativa (aveia branca). A planta se adapta melhor em climas frios e úmidos. A variedade conhecida como aveia vermelha (A. byzantina) é tolerante ao calor e cresce em climas quentes e úmidos. A aveia, como o centeio, tem rendimentos em solos pobres e tem muito valor na rotação de culturas.

O caule esguio da aveia cresce até mais que 1,2 m de altura, terminando em pontas ramificadas que contém as flores, das quais as sementes cobertas com a casca se desenvolvem. A planta é vulnerável à ferrugem e variedades resistentes foram desenvolvidas.

A produção mundial de aveia se mantém em 50 milhões de toneladas por ano. Os maiores produtores são Rússia, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Polônia, Finlândia e Austrália. É cultivada com vários propósitos: para pastagens, forragens, grãos, sendo que a produção mundial é distribuída da seguinte maneira: aproximadamente 78% para alimentação animal, 18% para alimentação humana e os 4% restantes para uso industrial, sementes e exportação.

Segundo dados do IBGE, a produção brasileira de aveia com casca em 1996 foi de 117.789 toneladas, sendo que destes, 110.659 foram produzidos nos estados de Santa Catarina e Paraná. O consumo deste cereal limita-se muito à alimentação animal e a área plantada é insignificante se comparada ao potencial para cultivo. Isto está relacionado principalmente com a falta de conhecimento em relação aos seus benefícios nutricionais, além da escassez de produtos atrativos e variados utilizando a aveia como base.

Características Nutricionais

Os cereais comumente consumidos tem concentração protéica que varia de 6 a 18%. Os grãos de aveia têm um dos mais altos teores protéicos, com valores médios entre 15 e 20% e qualidade protéica considerada muito boa se comparada com outros cereais.

A qualidade protéica de um cereal é resultado de sua composição em aminoácidos e sua digestibilidade. A lisina é o principal aminoácido considerado limitante, seguida pelos aminoácidos metionina, treonina e isoleucina como limitantes secundários. A composição de aminoácidos da aveia é constante em uma ampla variação no conteúdo protéico, com apenas uma pequena correlação negativa entre a proteína total e a porcentagem de lisina. É também característica do perfil de aminoácidos deste cereal uma alta proporção de ácido glutâmico, com ácido aspártico, leucina e arginina também em altas concentrações.

A aveia tem maior porcentagem de lipídios que a maioria dos cereais. Estes, em grande concentração e distribuídos por todo o grão, destacam-se nutricionalmente por sua razão favorável entre ácidos graxos poliinsaturados e saturados, pelo seu alto conteúdo de ácidos oléico e linoléico, vitaminas e por suas propriedades antioxidantes.

Pesquisas internacionais indicam que o teor de vitamina E é considerável no óleo de aveia, sendo que dentre os tocóis, o teor de a-tocoferol (alfa-tocoferol) varia entre 3,3 a 8,1 mg/Kg de aveia.

Dentre os carboidratos, além da concentração e qualidade do amido, a fração fibra é muito importante. Nesta fração destacam-se as fibras solúveis, principalmente as b-glucanas (beta-glucanas). O benefício mais evidente do consumo de aveia para a saúde humana é sua eficiência na redução dos níveis de colesterol, quando parte de uma dieta equilibrada. Este efeito é quase inteiramente atribuído às b-glucanas (beta-glucanas), porém os lipídios, vitaminas e proteínas da aveia também podem estar envolvidos.

Processamento da Aveia

Processamento da Aveia

De maneira geral, a aveia é processada segundo o esquema da figura abaixo, obtendo-se os seguintes produtos:

Flocos nº 1(flocos inteiros)

Usado principalmente na produção de granola, cereais em barra e na panificação;

Flocos Médios e Flocos Finos (instantâneos)

Usados principalmente na produção caseira de mingaus e sopas;

Farelo

Principal fonte de fibra solúvel (beta-glucanas), usado para mingaus e outras receitas caseiras, como pães e bolachas, principalmente para indivíduos com hipercolesterolemia;

Farinha

Usada em panificação,confeitaria e em mingaus para bebês.

Fonte: www.cca.ufsc.br

Aveia

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O cultivo da aveia remonta a tempos imemoriais. Descobertas arqueológicas revelaram sua utilização em povoados pré-históricos e aldeias da Europa central e do oeste asiático.

Aveia é uma gramínea do gênero Avena, do qual são conhecidas várias espécies. Cereal de relativa importância nas regiões de climas temperados, a aveia é muito utilizada na alimentação animal. Acredita-se que se originou da Anatólia ou na Europa ocidental, de onde se espalhou para outras partes do mundo.

Entre as principais espécies de aveia, distinguem-se as diplóides (Avena brevis, A. wiestii, A. strigosa e A. nudibrevis), as tetraplóides (A. barbata e A. abyssinica) e as hexaplóides (A. sativa diffusa, A. sativa orientalis, A. byzantina, A. nuda, A. fatua e A. sterilis). A maioria dos tipos cultivados pertence à espécie A. sativa e sobretudo à subespécie A. sativa diffusa, cujas panículas se ramificam e se abrem à semelhança de galhos de uma árvore.

Acredita-se que a Avena sativa se originou da aveia selvagem, A. fatua, o que deve ter ocorrido no norte da Europa. Em regiões um pouco mais quentes, onde a aveia comum não cresce bem, cultiva-se a aveia vermelha, A. byzantina, que é originária da aveia selvagem vermelha, A. sterilis.

A planta da aveia cresce até cerca de 1,5m de altura, mas há variedades de porte baixo (sessenta centímetros). Cada planta produz três a cinco colmos ocos, cujo diâmetro tem cerca de meio centímetro. As folhas são estreitas, com cerca de 1,5cm de largura e 25cm de comprimento. As flores desenvolvem-se em panículas terminais de dez a cinqüenta centímetros e se reproduzem em espiguetas providas de um pedúnculo curto. Em cada panícula podem existir de 20 a 120 espiguetas. O sistema de reprodução da aveia é do tipo autogâmico: as flores se autofecundam naturalmente, isto é, os grãos de pólen depositam-se no estigma da mesma flor.

De modo geral, a aveia se desenvolve melhor em regiões frias e úmidas. Em clima seco e quente os grãos ficam chochos e apresentam baixa produtividade. Além disso, o tempo quente e úmido provoca doenças como a ferrugem e o carvão, às quais muitas variedades são susceptíveis.

Contudo, grandes progressos foram alcançados na obtenção de variedades resistentes às doenças e bem adaptadas a ambientes diversos. A aveia é pouco exigente em relação à qualidade do solo; é o cereal que menos problemas apresenta, depois do centeio, pois cresce bem em terrenos de baixa fertilidade, onde o trigo e a cevada não conseguiriam sobreviver.

A colheita da aveia presta-se bem à mecanização. A maior parte da produção destina-se à alimentação dos animais, como cavalos, vacas leiteiras, aves e animais novos de várias espécies. A aveia pode ser fornecida sob a forma de grãos, que são eventualmente misturados a outros produtos.

É possível também usar a planta toda como forragem. Em muitas regiões, é utilizada como pastagem para o gado, ou é cortada e fenada. O corte é feito com os grãos ainda em estado leitoso, quando dão feno muito nutritivo e palatável para os animais. Apenas uma pequena proporção, cerca de cinco por cento da aveia em grãos, é usada na alimentação humana. Os grãos são ricos em proteína, óleo, vitamina B1, fósforo e ferro.

A aveia pode também ser industrializada: a partir da destilação da palha, dá o aldeído líquido chamado furfural. A demanda desse solvente na fabricação do nylon cresceu muito nos últimos anos.

Os países que mais produzem aveia são os da Comunidade de Estados Independentes (CEI), os Estados Unidos, Canadá, China, Polônia, Alemanha, França e Austrália. Na América Latina, a Argentina é o maior produtor. Embora a aveia seja um produto grandemente consumido no Brasil (na alimentação de cavalos de corrida e na alimentação humana, de modo geral), seu cultivo limita-se à região sul do país: Paraná, Santa Catarina, e, principalmente, Rio Grande do Sul.

Fonte: www.biomania.com.br

 

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