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Bacuri

Bacuri
O bacuri é pouco maior que uma laranja e contém uma polpa branca usada para fazer doces, sorvetes e outras iguarias.

Bacurizeiros nativos são árvores frondosas que podem atingir até 40 m de altura, com troncos de 2 m de diâmetro

Fruta amazônica em ascensão

Algumas frutas da Amazônia, como guaraná, açaí e cupuaçu, já são conhecidas em outras partes do país e até no exterior, mas outras são consumidas apenas pela população local. Entre as que começam a ganhar mercado fora da região está o bacuri, do qual é extraída uma polpa usada para fazer sorvetes, doces, sucos e outros produtos. A maior procura por essa fruta já supera a capacidade de produção atual, essencialmente extrativa, mas estudos mostram que essa situação pode ser modifi cada com a adoção do cultivo e do manejo de plantas originadas da regeneração natural da espécie, que geraria renda e emprego e permitiria a recuperação parcial de extensas áreas desmatadas e abandonadas.

O bacuri é uma das frutas mais po- pulares da região amazônica. Essa fruta, pouco maior que uma laranja, contém polpa agridoce rica em po- tássio, fósforo e cálcio, que é con- sumida diretamente ou utilizada na produção de doces, sorvetes, sucos, geleias, licores e outras iguarias. Sua casca também é aproveitada na culinária regional e o óleo extraído de suas sementes é usado como anti-inflamatório e cicatrizante na medicina popular e na indústria de cosméticos. O bacurizeiro (Platonia insignis) pode atingir mais de 30 m de altura, com tronco de até 2 m de diâmetro nos indivíduos mais desenvolvidos. Sua madeira, considerada nobre, também tem variadas aplicações. Essa árvore ocorre naturalmente desde a ilha de Marajó, na foz do rio Amazonas, até o Piauí, seguindo a costa do Pará e do Maranhão.

O bacurizeiro é uma das poucas espécies arbó - reas da Amazônia que se reproduzem de modo tanto sexuado (por meio de sementes) quanto asse- xuado (por brotações oriundas de raízes). Em áreas de ocorrência natural, com vegetação aberta, a den- sidade de indivíduos em início de regeneração pode chegar a 40 mil por hectare (1 ha equivale a uma área de 100 m x 100 m), por causa das brotações.

Por esse motivo, o caboclo amazônico diz que o “bacurizeiro nasce até dentro de casa”.

A produção atual de polpa de bacuri tem origem basicamente na coleta dos frutos de árvores oriundas de regeneração natural, que escaparam da expansão de povoados, do avanço da agricultura e da pecuá - ria e da extração madeireira no litoral do Pará e do Maranhão nos últimos quatro séculos. No passado, o bacurizeiro foi mais importante como espécie madeireira que como planta frutífera. Sua madeira resistente e de coloração bege-amarelada era muito utilizada na construção de embarcações e de casas, o que ainda é observado em muitas áreas de ocor- rência natural.

O mercado de frutas amazônicas tinha, até re- centemente, consumo local e restrito ao período da safra, mas a crescente exposição da região nos meios de comunicação, no país e no exterior, sobretudo após o assassinato do ambientalista Chico Mendes (1944-1988), chamou a atenção para esses produtos.

O aumento da procura pela polpa de bacuri elevou seu valor (o preço por quilo passou de R$ 10, em 2005, para até R$ 20 atualmente) e indicou que a produção extrativa não tem condições de atender sequer o mercado local. Essa maior pressão de de- manda teve reflexos nas áreas de ocorrência, induzindo o manejo dos rebrotamentos naturais e o estabelecimento de pomares por agricultores do Pará, em especial da colônia nipo-brasileira no estado. O bacuri, que era uma das “comidas do mato” de Macunaíma, o “herói sem nenhum caráter” do romance modernista (1928) de Mário de Andrade (1893-1945), prepara-se para seguir o caminho de castanha-do-brasil, guaraná, açaí, cupuaçu e pupunha, ganhando dimensão nacional e internacional.

O bacurizeiro na história

O primeiro relato conhecido sobre o bacuri está no livro História da missão dos padres capuchinhos na ilha do Maranhão, escrito pelo frade francês Claude d’Abbeville (?-1632) e publicado em 1614. Sua descrição da espécie, grafada como “pacuri”, é a seguinte: “O pacuri é uma árvore muito alta e grossa, suas folhas parecem-se com as da macieira e a flor é esbranquiçada. O fruto tem o tamanho de dois punhos, com uma casca de meia polegada muito boa de comer como doce, tal qual a pera. A polpa desse fruto é branca, parecida com a da maçã, de gosto suave; encontram-se dentro quatro nozes comestíveis”.

Outro religioso, o padre jesuíta João Daniel (1722-1776), que viveu na Amazônia entre 1741 e 1757, descreveu o bacuri. A partir de 1757 e até sua morte, o padre ficou preso em Portugal – no período da caça aos jesuítas promovida por Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês do Pombal (1699-1782) – e, na prisão, escreveu um enorme tratado sobre a região amazônica, Tesouro descoberto no 271máximo rio Amazonas, onde fez detalhadas observações: “A fruta bacuri, posto que tenha seus senões, também merece sua menção, pelo seu excelente gosto. A sua árvore é famosa de grande, e também o fruto é de bom tamanho... Tem a casca grossa, e para dar a casca, e se abrir a fruta, quer maço, ou requer se dar com ela em uma pedra, ou pau; ... porque tudo são caroços vestidos ou revestidos de uma felpa por modo de algodão muito alva... É esta uns gomos da mesma massa, que serve de divisão aos caroços. (...) Costumam pois os moradores, quebrada a fruta, separar com um garfo esses gomos intermédios para um prato, e se o querem cheio é necessário quebrar mais fruta; mas no seu superlativo gosto pagam muito bem o trabalho em as quebrar, e suprem a sua pouquidade: falo das doces, em que sempre há algum tal ou qual ácido; e tão tenros os gomos, que parecem nata, ou manteiga.” O Ensaio corográfico sobre a província do Pará, livro em que o militar e geógrafo português Antônio Ladislau Monteiro Baena (1782-1850) descrevia a geografia, os recursos naturais e a população paraenses, publicado em 1839, também destacou a importância do bacurizeiro, “árvore que dá fruta agridoce”. Segundo Baena, a espécie “tem casca acitrinada e semelhante à do piquiá” e seu lenho “serve na construção náutica”. Um fato curioso sobre a fruta é relatado pelo escritor paraense Osvaldo Orico (1900-1981) em seu livro Cozinha amazônica: uma autobiografia do paladar, de 1972: o diplomata José Maria da Silva Paranhos Júnior (1845-1912), o barão do Rio Branco, famoso pela solução dos problemas de fronteira do Brasil com os países vizinhos, adotou o bacuri como sobremesa nos grandes banquetes oficiais do palácio do Itamarati, no Rio de Janeiro, em sua gestão (1902 a 1912) como ministro das Relações Exteriores. Sabe-se ainda que, em 1968, em visita ao Brasil, a rainha Elizabeth II, da Grã-Bretanha, ficou encantada com o sorvete de bacuri preparado por uma confeitaria do Rio de Janeiro, razão de diversas encomendas posteriores.

Bacuri
Rebrotamentos de bacurizeiros nas áreas de ocorrência chegam a ter mais de 40 mil plantas por hectare, e podem ser aproveitados, com técnicas apropriadas de manejo. As flores do bacurizeiro variam do branco ao vermelho e dão à árvore um belo visual

E xtrativismo, manejo e plantio

A coleta dos frutos é feita principalmente em bacurizeiros que crescem naturalmente ou em áreas com brotações espontâneas manejadas. Mais recentemente, a espécie começou a ser cultivada por meio de mudas. Em florestas primárias, o bacurizeiro ocorre em baixa densidade, em geral inferior a 1 indivíduo/ha. É uma árvore social, que forma agrupamentos de seis a oito indivíduos, distantes cerca de 30 a 40 m entre si. Na vegetação secundária de terra firme podem ocorrer maciços quase homogêneos, com mais de 200 indivíduos adultos/ha, o que sugere que em tempos passados algum tipo de manejo foi efetuado para favorecer o estabelecimento e o crescimento dos bacurizeiros.

O manejo consiste em selecionar as brotações mais vigorosas que nascem em áreas agrícolas abandonadas, mantendo 10 m de distância entre elas e eliminando as demais. Os únicos cuidados posteriores são roçagens nos primeiros anos de crescimento (para evitar a competição com o mato) e depois em torno de árvores adultas, na época de frutifivisualcação (para facilitar a coleta dos frutos). A primeira produção de frutos ocorre de cinco a sete anos após o início do manejo. É necessário, nas áreas manejadas, evitar que queimadas efetuadas em terrenos próximos cheguem ao bacurizal, pois a espécie é bastante sensível ao fogo.

Avaliações feitas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no nordeste do Pará e na ilha de Marajó evidenciaram que muitos agricultores têm feito o manejo de maneira inadequada, deixando as árvores muito próximas uma das outras, o que implica baixa produção de frutos. Não é raro encontrar bacurizais manejados com número de árvores/ha quatro a cinco vezes superior ao recomendado (de 100 a 120 plantas/ha). Essa elevada densidade é um dos fatores responsáveis pela baixa produtividade de frutos, pois as árvores crescem muito em altura, sem alargar a copa.

A notável capacidade de reprodução do bacurizeiro por brotações oriundas de raízes facilita o manejo, mas pode trazer um problema: todos os indivíduos de uma área de 1 ha, por exemplo, podem se originar da mesma planta-mãe, não havendo variabilidade genética. Isso é prejudicial porque o bacurizeiro, como outras espécies arbóreas amazônicas (entre elas o cupuaçuzeiro e a castanheira-do-brasil), apresenta autoincompatibilidade genética, ou seja, as flo- res não se convertem em frutos quando a flor que fornece o pólen é da mesma planta que a flor que o recebe. Assim, os clones rebrotados da mesma planta-mãe também seriam incompatíveis, o que inviabilizaria a produção de frutos ou a tornaria dependente de pólen vindo de longe. Os polinizadores principais são pássaros de diferentes espécies, e o principal atrativo para eles é o néctar produzido em abundância (até 5 mililitros de néctar por dia) pela flor do bacurizeiro. Uma estratégia recomendada para assegurar a variabilidade genética em bacurizais manejados é a de introduzir diferentes clones na área, o que pode ser feito por meio de enxertos (de outra origem) em indivíduos locais ou do plantio de mudas trazidas de outras regiões.

O crescimento do mercado de bacuri está expandindo o plantio com plantas obtidas de sementes. Essas plantas demoram, em média, 10 anos para produzir os primeiros frutos, mas crescem mais rápido que mudas enxertadas e têm, quando adultas, tronco retilíneo, permitindo o aproveitamento da madeira. Mudas enxertadas, ao contrário, dificultam o uso da madeira, mas começam a produzir mais cedo, entre quatro e cinco anos. É importante, porém, escolher (para os enxertos) espécimes com frutos de qualidade superior, em especial quanto à proporção de polpa, que deve ser de no mínimo 18% do peso do fruto.

Bacuri
A enxertia reduz o tamanho das árvores (imagens superiores) e faz com que os bacurizeiros frutifiquem mais cedo (com 4 a 5 anos) que as árvores que crescem naturalmente (estas podem demorar mais de 10 anos). Alguns bacurizais manejados mostram grande proximidade entre as árvores (embaixo esquerda), o que prejudica a produção de frutos. O espaçamento ideal é de 10 m entre as árvores (embaixo à direita), que permite podar as árvores para que tenham copas mais largas

Crendices populares

Os agricultores amazônicos adotam diversas práticas, sem comprovação científica, visando aumentar a produção de frutos de bacurizeiros ‘vadios’, ou seja, os que têm floração abundante, mas reduzida frutificação. Entre elas estão as de efetuar cortes na casca e remover pequenas porções desta, inserir pregos nos troncos, pendurar garrafas com água ou amarrar o cós de calças s árvores. O corte da casca é feito de diferentes formas, às vezes até ferindo o lenho, durante a floração e por ocasião da lua cheia.

Outro mito refere-se ao uso do cipó-de-tracuá (Philodendron megalophyllum) para dar uma ‘surra’ no bacurizeiro. Depois dessa prática, o cipó deve ser amarrado em seu tronco, a uma altura equivalente à do peito da pessoa que o usou na ‘surra’. Essa crendice, porém, tem opositores. Muitos agricultores dizem que a prática faz com que o bacurizeiro “fique com raiva” e, em represália, desprenda frutos tanto maduros quanto imaturos. A queda de frutos imaturos representaria, para os agricultores, um “castigo dos deuses” aos que surram a árvore. Acredita-se que essa crendice, como tantas outras, tem origem no acaso: ao passar por um bacurizeiro carregado de frutos, alguém teria batido no tronco com um cipó, amarrando-o depois no tronco da árvore, e algum tempo depois ventos fortes teriam provocado a queda de grande quantidade de frutos, inclusive imaturos e verdes, levando à associação entre a “surra” com o cipó-de-tracuá e as perdas.

O exotismo das práticas chega ao ponto de recomendar, para que a safra seguinte seja abundante, a simulação de uma relação sexual com o bacurizeiro, entendido como uma fêmea. Nesse caso, o órgão sexual masculino é representado por algum objeto que lembre o falo, como uma mão de pilão. Durante esse ‘ato sexual’, que segundo a crendice deve ser praticado na lua nova, a pessoa deve repetir diversas vezes a expressão “segura teu fruto”.

Existe ainda a prática de jogar areia ou cinza em volta dos bacurizeiros durante a lua cheia. A areia não tem propriedades capazes de interferir na produtividade dos bacurizeiros, mas a adição de cinzas pode contribuir para o aumento de produção porque esse material contém macro e micronutrientes essenciais às plantas. Outra ‘simpatia’ é a de, por ocasião da lua cheia, em qualquer mês, juntar folhas dos bacurizeiros, pôr fogo e jogar areia para simbolizar a quantidade de frutas. Essa crendice é praticada tam- bém com outras espécies frutíferas. Apesar da riqueza cul- tural que representam, todas essas lendas e crendices sobre o bacuri precisam ser desmistificadas pela pesquisa científica.

Os desafios do bacuri

Bacuri

Para obter a polpa, os agricultores partem a casca com um porrete. Retirada a casca, encontram os ‘filhotes’ ou ‘línguas’, como chamam a porção da polpa não aderida às sementes, e as ‘mães’, nome dado à polpa que envolve as sementes (‘caroços’). As sementes devem ser separadas cuidadosamente, com o uso de tesouras, porque qualquer ferimento no caroço libera uma resina que mancha a polpa. Por isso, os produtores de bacuri não utilizam as máquinas despolpadoras existentes no mercado, mas esse problema poderia ser evitado com o desenvolvimento de um equipamento específico para extração da polpa dessa fruta.

As comunidades que produzem o bacuri também precisam ser conscientizadas sobre práticas equivocadas de coleta fortuita. Os agricultores provocam a queda de frutos subindo nos bacurizeiros e sacudindo os galhos, mesmo à noite. Em geral, isso acontece no início da safra, quando os preços estão elevados. Essa prática leva à queda de frutos maduros e semimaduros, mas também de frutos ainda em fase de crescimento, que são abandonados no chão, causando a perda de 5% a 10% da safra, segundo estimativas. Os frutos imaturos são enterrados no chão com sal e carbureto de cálcio (produto usado para induzir floração no abacaxizeiro e em outras plantas), visando ao seu amadurecimento forçado e à venda posterior, prática que engana os consumidores.

Muitas áreas de vegetação onde ocorrem bacurizeiros continuam sendo derrubadas para formar pastagens e culturas agrícolas (soja, feijão caupi, abacaxi e outras), obter lenha para olarias, produzir carvão ou extrair madeira para construção civil. A baixa lucratividade, decorrente da densidade reduzida de bacurizeiros na vegetação nativa, torna a opção de curto prazo mais atraente para os agricultores. Isso pode ser alterado com técnicas de manejo (desbaste dos rebrotamentos espontâneos ou plantio de mudas).

O manejo é simples: a densidade de bacurizeiros deve ser corrigida para 100 a 120 indivíduos/ha, ordenados de modo que formem uma malha quadrangular de 10 m por 10 m. Isso pode ser feito nos rebrotamentos naturais pela seleção de plantas vigorosas distantes 10 m umas das outras, ou por meio do plantio de mudas em áreas com menor densidade da espécie. A formação de pomares manejados de bacuri representa importante alternativa para recuperar mais de 50 mil ha de áreas degradadas nos estados de Pará, Maranhão e Piauí e para recompor áreas de Reserva Legal (RL) e Áreas de Preservação Permanente (APP).

Como o bacurizeiro é uma planta de fecundação cruzada, polinizada principalmente por pássaros, a produção dos frutos depende da presença destes. Assim, também é importante um ‘manejo’ da população humana local, para evitar a captura e venda desses pássaros e a destruição das matas próximas, onde vivem, ações que podem causar sérios prejuízos à produção de bacuri.

Um cálculo simples mostra como o bacuri pode trazer grande benefício para a região amazônica. Caso seja possível, por exemplo, adicionar 20 mil ha à atual área de produção, com uma produtividade média de 200 frutos por ano em cada planta, a produção anual aumentaria em 400 milhões de frutos, quantidade que corresponde a cerca de 120 mil toneladas de frutos e 12 a 15 mil toneladas de polpa. Isso implicaria R$ 200 milhões anuais (a preços atuais) de receita extra para a região, sem contar com possíveis aumentos na produtividade por árvore e no percentual de polpa por fruto (decorrentes de técnicas e pesquisas de melhoramento da espécie) e com a agregação de valor pela industrialização. A cultura manejada do bacuri – aproveitando os rebrotamentos ou com plantios racionais – constitui, portanto, uma solução local capaz de gerar renda e emprego, além de contribuir para a redução dos problemas ambientais globais.

Alfredo Homma, José Edmar Urano de Carvalho Antônio José Elias Amorim de Menezes

Referências

CAVALCANTE, P. B. Frutas comestíveis da Amazônia.

Belém, CNPq/Museu Paraense Emílio Goeldi (Coleção Adolfo Ducke), 1996.

DANIEL, J. Tesouro descoberto no máximo rio Amazonas.

Rio de Janeiro, Contraponto, 2004.

LIMA, M. C. (org.). Bacuri: agrobiodiversidade.

São Luís, Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura, 2007.

SOUTO, G. C.; GIBSON, C. P.; HOMMA, A. K. O.; CARVALHO, J. E. U. & MENEZES, A. J. E. A. (eds.). Manual de manejo de bacurizeiros. Belém, Emater-Pa, 2006.

Fonte: cienciahoje.uol.com.br

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