Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Banana - Página 10  Voltar

Banana

Banana

A banana é o fruto (ou melhor: uma pseudobaga) da bananeira, uma planta herbácea vivaz acaule (e não uma "árvore", apesar do seu porte) da família Musaceae (género Musa - além do género Ensete, que produz as chamadas "falsas bananas").

As bananas constituem o quarto produto alimentar mais produzido no mundo, a seguir ao arroz, trigo e milho. São cultivadas em 130 países.

São originárias do sudeste da Ásia, sendo actualmente cultivadas em praticamente todas as regiões tropicais do planeta. Vulgarmente, inclusive para efeitos comerciais, o termo "banana" refere-se às frutas de polpa macia e doce que podem ser consumidas cruas.

Contudo, existem variedades cultivares, de polpa mais rija e de casca mais firme e verde, geralmente designadas por plátanos, banana-pão ou plantains, que são consumidas cozinhadas (fritas, cozidas ou assadas), constituindo o alimento base de muitas populações de regiões tropicais.

A maioria das bananas para exportação são do primeiro tipo, ainda que apenas 10 a 15% da produção mundial seja para exportação, sendo os Estados Unidos da América e a União Europeia as principais potências importadoras.

As bananas formam-se em cachos na parte superior dos "pseudocaules" que nascem de um verdadeiro caule subterrâneo (rizoma ou cormo) que chega a ter uma longevidade de 15 anos ou mais. Depois da maturação e colheita do cacho de bananas, o pseudocaule morre (ou é cortado), dando origem, posteriormente, a um novo pseudocaule.

As pseudobagas formam-se em conjuntos (clusters) que se agrupam até cerca de vinte bananas em "pencas". Os cachos de bananas, pendentes na extremidade do falso caule da bananeira, podem ter 5 a 20 pencas e podem pesar de 30 a 50 kg. Cada banana pesa, em média, 125g, com uma composição de 75% de água e 25% de matéria seca. São uma fonte apreciável de vitamina A, vitamina C, fibras e potássio.

Ainda que as espécies selvagens apresentem numerosas sementes, grandes e duras, praticamente todas as variedades utilizadas na alimentação humana não apresentam sementes, como fruto partenocárpico que é.

História

O cultivo de bananas pelo Homem teve início no sudeste da Ásia. Existem ainda muitas espécies de banana selvagem na Nova Guiné, na Malásia, Indonésia e Filipinas. Indícios arqueológicos e paleoambientais recentemente revelados em Kuk Swamp na província das Terras Altas Ocidentais da Nova Guiné sugerem que esta actividade remonta pelo menos até 5000 a.C., ou mesmo até 8000 a.C.. Tais dados tornam este local no berço do cultivo de bananas. É provável, contudo, que outras espécies de banana selvagem tenham sido objecto de cultivo posteriormente, noutros locais do sudeste asiático.

A banana é mencionada em documentos escritos, pela primeira vez na história, em textos budistas de cerca de 600 a.C.. Sabe-se que Alexandre, o Grande comeu bananas nos vales da Índia em 327 a.C.. Só encontramos, porém, plantações de banana organizadas a partir do século III d.C. na China. Em 650, os conquistadores Islâmicos trouxeram a banana para a Palestina. Foram, provavelmente, os mercadores árabes quem divulgou a banana por grande parte de África, provavelmente até à Gâmbia. A palavra banana teve origem na África Ocidental e, adoptada pelos portugueses e espanhóis passou também a ser usada, por exemplo, na língua inglesa.

Nos séculos XV e XVI, colonizadores portugueses começaram a plantação sistemática de bananais nas ilhas atlânticas, no Brasil e na costa ocidental africana. Mas as bananas mantiveram-se, durante muito tempo, desconhecidas da maior parte da população europeia. Por exemplo, note-se que Júlio Verne, na obra "A volta ao mundo em oitenta dias" (1872), descreve o fruto detalhadamente porque sabe que grande parte dos seus leitores o desconhece.

Algumas fontes referem que já existiam espécies nativas de bananeira na América pré-colombiana, que se designaria como pacoba, mas, em termos gerais, não é dado crédito a tal informação.

Usos e variedades

Existem quatro padrões ou tipos principais de variedades de banana: a banana prata; a banana maçã (de tamanho pequeno e mais arredondada), a Cavendish (também conhecida como banana-d'água ou caturra) e a banana-terra.

Entre as bananas de mesa contamos as variedades maçã, ouro, prata e nanica (anã, Dwarf Cavendish ou baé). Esta última deve o seu nome ao porte da bananeira sendo, na verdade, uma banana de grande dimensão. Outras variedades incluem a banana das Canárias, a banana da Madeira, a Gros Michael, a Latacan, a Nanican e a Grande Anã. A variedade Cambuta, como é designada em Cabo Verde, é resistente em climas mais frios, sendo a mais utilizada em zonas subtropicais e temperadas/quentes. A cultivar Valery, introduzida pelos portugueses em São Tomé, em 1965 e depois em Angola, onde foi responsável por um surto na produção de bananas neste país até 1974.

A banana, enquanto está verde, é constituída essencialmente por água e amido, e é por essa razão que o seu sabor é adstringente. No entanto, por essa razão, pode ser utilizada como fonte de hidratos de carbono em diversos pratos. Pode ser produzida farinha a partir de bananas verdes. À medida que vão amadurecendo, o amido transforma-se em açúcares mais simples, como a glicose e a sacarose, que lhe dão o sabor doce.

Além de consumida fresca, a banana é utilizada para diversos fins. Em sobremesas de colher, podemos citar o Banana split, ou mesmo as bananadas, feitas com banana-anã e banana-prata. É ingrediente indispensável na salada de fruta (ainda que oxide facilmente), podendo, ainda, ser utilizada na confecção de sangria. Mas a banana-pão (como a pacova, muito utilizada no norte do Brasil) é muito utilizada para outros fins culinários, como na confecção de Banana chips - aperitivo feito com rodelas de banana desidratada ou frita, ou como acompanhamento de diversos pratos tradicionais. As banana-anã e prata são frequentemente servidas cruas, misturadas com arroz e feijão ou outros acompanhamentos. Em alguns locais do Brasil, como em Antonina e cercanias, serve-se banana-terra cozida acompanhando o prato típico da região - o barreado - bem como na forma de "bala de banana". No Rio de Janeiro e em Pernambuco, o cozido é composto por carnes, tubérculos e legumes, além de bananas-da-terra e nanica. No sul de Minas Gerais é famoso o virado de banana nanica, que conta também com farinha de milho e queijo mineiro. No litoral norte de São Paulo, o prato principal da culinária caiçara chama-se "azul-marinho" e é constituído por postas de peixe cozidas com banana nanica verde sem casca, acompanhadas de um pirão feito com o caldo do peixe, banana cozida amassada e farinha de mandioca. Esta comunidades também produzem, tradicionalmente, aguardente de banana.

A banana-terra e a banana-figo são utilizadas fritas, tal como a banana anã, que deve, contudo, ser preparada à milanesa - isto é, passada por ovo batido e, depois, por farinha de trigo e farinha de rosca antes de ser frita, caso contrário, desmancha-se durante a fritura. A banana anã é ainda utilizada para assar.

A banana-maçã é indicada para problemas intestinais, ao aumentar facilmente o volume da massa fecal, ainda que possa causar obstipação.

A produção de sumo a partir de banana é dificultada pelo facto de se produzir apenas polpa quando o fruto é esmagado. Assim, não é possível obter "verdadeiro" sumo de banana, ainda que a sua polpa possa ser misturada ao sumo de outros frutos. Existem, contudo, sumos fermentados feitos a partir da polpa. Esta pode ainda ser utilizada na confecção de diversas compotas (especialmente com banana-figo e banana-anã).

Existem relatos de que seria usada, esmagada com mel, como remédio contra a icterícia em determinadas regiões asiáticas (onde o rizoma da bananeira é utilizado para o mesmo fim).

É também muito utilizada na alimentação de animais. É proverbial o seu uso na alimentação dos macacos, contudo é importante salientar que a banana jamais deve ser utilizada como única fonte de alimentação de macacos, pois contém pouco cálcio e muito fósforo[1], provocando um desequilíbrio alimentar bastante comum, que prejudica a formação e a manutenção da estrutura óssea dos animais.

Transporte e comercialização

Apesar de consumo prático, o transporte de bananas cria alguns problemas - amadurece rapidamente quando retirada de seu cacho e amassa com facilidade por ter uma casca não muito resistente. Além disso, como é uma fruta muito aromática, transfere o seu odor para objetos que com ela entrem em contato. A maior parte da produção para o mercado interno é constituída por bananas verdes para cozinhar ou banana-pão - as variedades utilizadas como fruta são facilmente danificadas durante o seu transporte, mesmo quando transportadas apenas no seu país de origem.

As cultivares comerciais de sobremesa mais consumidas nas regiões temperadas (espécies Musa acuminata ou o híbrido cultígeno Musa X paradisiaca) são importadas em larga escala dos trópicos. São muito populares também devido ao facto de constituírem uma fruta não sazonal, que pode ser consumida fresca durante todo o ano. No comércio global, a variedade cultivar de maior importância económica é, de longe, a banana Cavendish que ganhou em popularidade, durante a década de 1950 à cultivar Gros Michel, depois de esta ter sido dizimada pelo mal-do-panamá, um fungo que atacava as raízes das bananeiras.

Tal como acontece com outros tipos de fruta, é comum que o mercado internacional seja monopolizado por pouco mais que uma cultivar. Isso não se deve, contudo, ao sabor, mas às facilidades de transporte e de duração em armazenamento: de facto, as cultivares mais comercializadas raramente são mais saborosas que outras cultivares menos cultivadas por razões económicas. As infrutescências (cachos) são colhidas quando estão plenamente desenvolvidas, se se destinarem ao mercado interno. Se forem para exportação, são colhidas ainda verdes e com cerca de 3/4 do tamanho que poderiam atingir, amadurecendo em armazéns destinados para esse efeito no país onde serão consumidas.

O momento da colheita exige grandes cuidados de modo a não machucar as bananas que perdem atractividade e qualidade se apresentarem manchas provocadas pelos choques. Os cachos são, então, despencados, ou seja, separados nas pencas que os constituem, rejeitando-se as pencas das extremidades (cerca de 25% da produção), por serem mais sujeitas aos choques durante o seu transporte, bem como pela sua forma e tamanho pouco adequado para a comercialização e para um eficaz acondicionamento. Estes excedentes podem ser utilizados pela indústria transformadora de alimentos, na produção de "purés", polpas para a confecção de sumos (fermentados ou não) ou na alimentação de animais. Em muitos casos, os excedentes são, simplesmente, deitados fora.

As pencas são postas, então, em repouso para que exsudem a seiva em excesso, sendo depois lavadas e mergulhadas numa solução fungicida que evitará o apodrecimento a partir dos cortes.

As pencas podem ainda ser cortadas em grupos mais pequenos (clusters) de modo a aumentar a quantidade de fruta embalada por unidade de volume, geralmente em caixas de cartão que podem ser envolvidas por sacos de polietileno e que são embarcadas, salvo raras excepções, nos chamados "barcos fruteiros". Para retardar o amadurecimento, é necessário renovar o ar no local de transporte, para retirar o etileno, hormona produzida pelo metalismo das bananas e que acelera a sua maturação.

Para induzir o amadurecimento das bananas, o ar do armazém pode ser rarefeito e preenchido por etileno. Contudo, se o fruto for comercializado verde, permitindo a maturação mais lenta, o sabor tornar-se-á mais agradável, com polpa firme, ainda que a casca possa ficar manchada e amarelo escura ou castanha.

O sabor e a textura das bananas são, assim afectados pela temperatura a que amadurecem. Durante o transporte, são expostas a uma temperatura de cerca de 12°C e a uma humidade relativa próxima da saturação. A temperaturas mais baixas, contudo, a maturação é definitivamente travada e as bananas tornam-se cinzentas.

Fonte: www.abanorte.com.br

Banana

O Poder da Banana

Originária da Índia, a banana é uma das frutas há mais tempo consumidas pelo homem.

Também é a mais popular de todas, sendo consumida no mundo inteiro. Rica em açúcares e vitamina C, foi chamada "o alimento dos sábios". Suas virtudes nutritivas e terapêuticas são inúmeras. A banana também favorece a secreção dos neurotransmissores, sendo um alimento completo e de baixa caloria.

Banana

A banana chegou ao Ocidente trazida por comerciantes árabes, que a transportavam como valioso alimento para ser consumido durante as viagens de suas caravanas; logo depois, começaram a plantá-las nas costas do Atântico. Seu cultivo, porém, teve início em sua própria terra de origem: as úmidas selvas da Índia e a península da Indochina.

Foram os árabes que lhe deram o nome pelo qual é conhecida em quase todos os idiomas: banan significa "dedo" em árabe. Foram também os árabes, como agricultores, na época em que ocupavan as Ilhas Canárias, que iniciaram as grandes plantações que fornecem a fruta para grande parte da Europa. Entretanto, essa planta bastante útil só conquistou o planeta quando o missionário Tomás de Berlanga, no início do século XVI, decidiu levar alguns rizomas das Canárias para o Novo Mundo. A partir de então, extensos bananais começaram a avançar sobre as selvas do Caribe e das regiões tropicais da América, dando origem a enormes fortunas e criando acirradas disputas entre os comerciais dessas "repúblicas das Bananas".

Além de ser uma das frutas mais saborosas, é também um alimento dos mais completos.

Já em sua História Natural, escrita no primeiro século de nossa era, o romano Plínio, o Velho (23 a 79 a.C.), chama-a de "a fruta dos sábios". Para Plínio, contudo a banana ainda era um produto exótico, proveniente do Oriente. O naturalista romano desconhecia sua composição química, mas havia observado o efeito benéfico que a fruta produzia sobre a atividade mental.

Sua polpa é um verdadeiro laboratório químico no qual se produzem valiosos neurotransmissores, como a dopamina e a tirosina. A primeira dessas substâncias rege a coordenação motora por meio do sistema nervoso; a segunda intervém na formação de novos neurotransmissores, sobretudo da adrenalina e da noradrenalina. Estes, por sua vez, influem de forma decisiva sobre o nível da lucidez.

Todas as frutas frescas contêm substâncias valiosas, devendo-se dar importância ao seu consumo; porém, nenhuma outra possui uma porcentagem tão alta dessas substâncias quanto a banana.

A banana é um excelente "combustível" para os esportistas. Isto deve-se ao fato de essa fonte natural de energia (ao contrário do açúcar refinado, outra contribuição dos árabes para a dieta ocidental) conter, em proporções quase ideais, diversos carboidratos cuja combinação tem a propriedade de produzir gradualmente seus efeitos benéficos. Primeiramente, a glicose passa quase que imediatamente à corrente sanguíena para , em seguida, ser queimada. Por sua vez, a frutose só se decompõe duas horas após a ingestão. E, por último, o amido é absorvido pelo organismo de forma mais lenta, o que explica a sensação de saciedade prolongada que a banana produz. Por outro lado, trata-se de um alimento de baixa caloria: cem gramas desta fruta contêm somente 96 calorias. Sua porcentagem de gordura não ultrapassa 0,2% (a carne bovina tem 2,87%). Das centenas de variedades cultivadas nos trópicos, os países produtores só exportam as que podem ser ingeridas em seu estado natural. Além dessas, há bananas de outros tipos, consumidas apenas nas regiões de plantio.

A banana é uma forma ideal para se levar as regiões mais frias e temperadas a energia e as vitaminas dos trópicos. As frutas são colhidas verdes e transportadas em navios ou aviões frigoríficos, o que adia sua maturação. Após o desembarque, a maturação é feita em câmaras especiais, de acordo com o próprio consumo local. Como em suas regiões de origem, a produção é feita durante todo o ano, sem o incoveniente dos vegetais e frutas sazonais, só disponíveis em determinadas épocas do ano.

A fruta verde contém uma fécula dura, só digerível com o cozimento. Contudo, com o oxigênio e a temperatura das câmaras de maturação, essa fécula transforma-se em açúcar, a polpa se torna macia e a casca adquire sua característica cor dourada.

A banana não contém somente uma grande porcentagem de vitamina E, o seu componente mais conhecido. A presença da vitamina C também é elevada. Destaca-se, ainda, por conter vitaminas energéticas e as vitaminas do grupo B, cujo consumo é importante principalmente para o sistema nervoso. Junto com elas, atua o ácido fólico, substância vital para o metabolismo e a formação de glóbulos vermelhos. Além disso, o ácido fólico serve de agente protetor contra o câncer uterino. As mulheres grávidas e, principalmente, as mulheres que utilizam regularmente substâncias contraceptivas costumam apresentar déficit na taxa de ácido fólico, sendo, portanto, aconselhavél o consumo habitual de bananas.

A banana, além de oferecer uma considerável cota de energia e vitaminas, também é rica em minerais (ferro, cobre, flúor, cálcio, fósforo), utéis para complementar as monótonas dietas compostas praticamente de proteínas e carboidratos. Seu equilíbrio energético, vitamínico e mineral permite recomendar seu consumo imediatamente após a realização de qualquer esforço físico intenso.

O potássio, elemento abundante na banana, cumpre o papel de manter o equilíbrio hidrelétrico do organismo. Além disso, fixa os ácidos estomacais e atua como protetor contra o estresse do estômago. O magnésio, também presente em elevadas porcentagens, é parte essencial da molécula de diversos reguladores metabólicos, mais conhecidos como enzimas. Quando, ao desempenhar esforços intensos, os músculos sofrem falta de magnésio, surgem cãibras paralisantes. Para evitá-las, os esportistas recorrem a banana.

CACHO PRONTO PARA COLHEITA

O cacho de bananas (acima), que primeiro foi um cacho de flores, termina virando para baixo devido ao peso. Como os hormônios dirigem o crescimento em direção vertical, as bananas acabam adquirindo uma forma curva

Fonte: www.savive.com.br

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal