Nome Científico: Dipteryx alata
Família: Leguminosae-Mimosoideae
Árvore de grande porte, com um fruto peculiar. Sua castanha é comestível, e a polpa é procurada pela fauna, inclusive o gado.


Fonte: www.arvores.brasil.nom.br
O baru ou cumaru (Dipteryx alata), é uma árvore da família das leguminosas, subfamília papilionoídea.
Baru, barujo, bugueiro, cambaru, castanha-de-bugre, coco-feijão, cumari, cumaru, cumarurana, cumbaru, feijão-baru, feijão-coco, imburana-brava e pau-cumaru.
A árvore, de até 25 metros de altura com tronco podendo atingir 70 cm de diâmetro, possui copa densa e arredondada. Sua madeira é resistente
Folhas compostas por 6 a 12 folíolos, glabras, de coloração verde intensa.
Flores pequenas, de coloração esverdeada que surgem de outubro a janeiro. Floresce de outubro a janeiro.
O fruto (baru) é um legume lenhoso, castanho com uma única amêndoa comestível, que amadurece de setembro a outubro.
As sementes são uma iguaria cada vez mais apreciada e muito nutritiva, embora a dureza do fruto dificulte sua obtenção. Animais silvestres e o gado consomem a polpa aromática do fruto, assim como seres humanos, in natura ou como geléia.
O baru é nativo da vegetação do cerrado brasileiro e das faixas de transição da Mata Atlântica para o cerrado (na floresta latifoliada semidecidual). Ocorre nos estados de Minas Gerais (Triângulo Mineiro), São Paulo (norte do estado), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Ocorre também na Bolívia, Paraguai e Peru. [1]
A árvore é perenifólia, heliófita, de terrenos secos. Sua dispersão é irregular.
Está ameaçada de extinção devido a:
De crescimento rápido, cultiva-se por sementes. Um quilograma de frutos contém cerca de 30 sementes.
A semente germina em cerca de 20 a 40 dias, e a taxa de germinação é baixa.[3]

Muda de baru

Flor de Baru
A madeira é de qualidade superior.
O gosto da amêndoa do baru, parecido com o do amendoim, leva a população da região a atribuir-lhe propriedades afrodisíacas: diz-se que na época do baru, aumenta o número de mulheres que engravidam.
O que já se sabe é que o baru tem um alto valor nutricional.
A castanha tem em torno de 23% de proteína, valor maior do que a castanha-de-caju e a castanha-do-pará.
A semente pode ser armazenada em um saco de aniagem, em ambiente fechado, por um período de um ano, sem nenhum dano para a qualidade da amêndoa. Fora do coco, as amêndoas também podem ser conservadas pelo mesmo período, desde que sejam guardadas em sacos plásticos dentro do freezer.
O preparo das amêndoas para consumo é simples. Depois de tiradas da polpa, é só torrar. Podem ser consumidas sozinhas ou usadas no preparo de pé-de-moleque, rapadura e paçoca.
O óleo extraído da amêndoa é de excelente qualidade, e costuma ser utilizado pela população local como aromatizante para o fumo e como anti-reumático. Apesar de todas as suas qualidades, o baru não é ainda comercializado, sendo muito raro encontrá-lo nas feiras e nas cidades.
As qualidades do baruzeiro vêm sendo pesquisadas desde o fim dos anos 80 pela Embrapa e suas propriedades o tornam uma planta relevante.
O baruzeiro, por ser uma árvore de crescimento rápido e pela qualidade e resistência de sua madeira, é uma planta de bastante interesse e indicada para as empresas de reflorestamento.[4]
Citação
1. Catalogue of Life: Annual Checklist 2008
2. IUCN Red List
3. POTT, A.; POTT, V.J. 1994. Plantas do Pantanal. EMBRAPA/MS.
4. POTT, A.; POTT, V.J. 1994. Plantas do Pantanal. EMBRAPA/MS.
Referências
Lorenzi, Harri: Árvores brasileiras: manual de identificação
e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. Instituto Plantarum,
Nova Odessa, SP, 2002, 4a. edição. ISBN 85-86174-16-X
Lorenzi, Harri et. al.: Frutas brasileiras e exóticas cultivadas (de
consumo in natura), Instituto Plantarum de Estudos da Flora, Nova Odessa,
SP, 2006. ISBN 85-867174-23-2
Fonte: pt.wikipedia.org