
O nome brócolos é reservado, no Brasil, ao tipo italiano de brotos verdes, cujas melhores variedades, para nossas condições, são “Ramoso” e “Jundiaí”.
Como os brócolos produzem, com facilidade em São Paulo, muitos hortelões colhem suas próprias sementes. Entretanto, devido ao seu fácil cruzamento com outros tipos de brócolos, com couve-tronchuda, repolho, couve-flor e couve-verde, é comum surgirem cruzamentos imprestáveis ou plantas desuniformes, de má qualidade e pouco produtivas.
As linhagens de brócolos tem grande variação no tempo que leva da semeadura ao início da colheita, a variação no tamanho da planta, na cor de suas folhas, no tamanho da primeira “cabeça” que consiste na reunião de botões e pedúnculos, no número de brotos carnosos, com botões na parte terminal formados logo abaixo da “cabeça”. Esses brotos, cortados e arrumados em maços, dão aparência de uma cabeça.
O tamanho dos botões é, também, variável. Enquanto os norte-americanos preferem variedades de botões pequenos, o nosso mercado tende para os de botões grandes.
Os brócolos são excelentes hortaliças, cinco vezes mais ricas em cálcio e cento e vinte vezes mais vitaminas A do que a couve-flor.
Uma boa linhagem da variedade “Jundiaí” produz cabeças, em média, de 21 centímetros de diâmetro, com botões pequenos, medindo cerca de 5 milímetros de comprimento e 4 milímetros de largura. Essas cabeças se formam 112 a 117 dias após a semeadura, com um transplante aos 30 - 40 dias após o corte da cabeça. Há brotação nas axilas das fôlhas, dando 6 colheitas: primeira 10 a 14 dias depois do corte da cabeça e as demais espaçadas de 7 a 14 dias. O peso médio da cabeça e do total das brotações é praticamente o mesmo, ou seja, cerca de 430 gramas.
Os brócolos “Jundiaí”, quando com cabeças no ponto de colheita, tem altura média de 55 centímetros, diâmetro médio da projeção horizontal de 97 centímetros e 9 folhas, em média, por planta.
Os brotos de brócolos “Jundiaí” são de tamanho regular medindo, em média, 5 milímetros de comprimento por 3 milímetros de largura.
Uma boa linhagem de brócolos “ramoso”, semeada em fins de fevereiro, transplantada 33 dias depois para o local definitivo, inicia a produção 50 dias após o transplante, dando sucessivas colheitas, isto é, 10 até fins de julho. O intervalo entre uma colheita e outra, varia de 5 a 10 dias e o número médio de brotos por planta é de 84. A altura média das folhas é de 70 centímetros e o diâmetro médio da projeção horizontal da planta, de 105 centímetros. Os botões são graúdos, medindo, em média, 8 milímetros de comprimento e largura.
Os brócolos devem ser colhidos antes que as flores da “cabeça” e dos brotos se abram e mostrem suas pétalas amarelas. Quando isso acontece, o tecido exterior da haste floral torna-se endurecido, o que desvaloriza o produto.
Quando as cabeças atingem o ponto de colheita, são cortadas com uma haste de 15 a 25 cm. de comprimento, sem prejudicar a brotação inferior da planta. As cabeças cortadas quando pequenas e as brotaçães que nascem nas axilas das folhas, devem ser reunidas em maços. As cabeças grandes ficam isoladas.
A embalagem é feita em caixas semelhantes aquelas usadas para tomate, mas há necessidade de ventilação se o transporte é feito a maiores distâncias. Nesse caso, deixar aberturas laterais na caixa.
Jacás, por serem firmes e bem ventilados, recomendam-se para o transporte a maiores distâncias, porém menores do que os usados para o repolho, a fim de não comprimir os maços situados na parte inferior.
As caixas adotadas no mercado de Nova Iorque (Estados Unidos), tem comumente 32 cm. de largura por 55 cm. de comprimento e 25 cm. de altura; e comportam 18 (dezoito) maços de brócolos.
a) “curuquerê” ou lagarta-da-couve, que ataca as folhas nos meses mais quentes.
b) Pulgão ou afídio, principalmente nos meses de pouca chuva (junho e setembro).
c) “lagartas-verdes” furadoras das folhas e “lagartinhas-verdes” que se alimentamdos brotos das mudas, inutilizando-as.
d) Lagarta-rosca nas sementeiras e plantas novas no campo.
e) “trips”, ocorrendo o ano todo, sobretudo na época quente.
f) nematóides nas raízes.
A Iagarta-rosca e a lagarta-da-couve, quando em pequena quantidade, são destruídas à mão.
Em ataque mais severo, em grandes plantações, são combatidas nas sementeiras e, na fase de crescimento das plantas, com pulverizações, em chuva bem fina com paration, por exemplo, Rhodiatox (emulsão a 5%) a 1:10, ou seja, uma medida das que acompanham a Lata do produto, para dez litros de água.
Outro produto, menos venenoso, que dá resultados, é o Diazinon M-40 (pó molhavel a 40%), na base de cinco gramas para dez litros de água. Fazer pulverizações, cada 10 a 15 dias, até reduzir bastante essas pragas. Sendo tais produtos venenosos ao homem, nunca usá-los quando, no local definitivo, as plantas estiverem bem desenvolvidas e começarem a formar cabeças.
Nesse caso, devemos empregar inseticida à base de nicotina, como o sulfato de nicotina a 40%: diluído a 1.5 por 1.000, ou seja, 150 gramas para 100 litros de água, mais 0,5% de sabão ou cal, isto e, 500 gramas para 100 litros de sulfato de nicotina diluído. Preferir sempre sabão que, para facilitar a emulsão, deve ser picado e colocado em um pouco de água quente.
Outro produto à base de nicotina, é o Nicotox-20, a ser usado no dobro da dose recomendada para o sulfato de nicotina a 40%. não havendo necessidade de se adicionar água de cal ou de sabão.
Para controle da lagarta-rosca, as pulverizações de Rhodiatox ou Diazinon M-40, devem ser feitas no solo, ao redor do colo da planta, logo após o transplante, e cada 8 a 10 dias, em número de 3 a 4.
O pulgão e o “trips” são combatidos como a lagarta-couve. Os nematóides são diminuídos com rotação de cultura e araçôes entre uma plantação e outra, para expor o solo ao sol. Ou, o uso de um nematicida
Com o fito de evitar a morte das mudas no canteiro de semeadura, devida a fungos ou outros fatóres controláveis, é aconselhavel:
a) desinfetar as sementes com “Rhodiauram”, “Benlate”, secos ou outro produto semelhante na base de 1 kg de desinfetante para 100 kg de sementes.
b) fazer o canteiro de semeadura em locais bem drenados e altos, na época de chuva, a fim de impedir excesso de umidade.
c) protege-lo, no verão, contra encharcamento e sol forte, até as plantas adquirirem duas folhas definitivas.
A transplantação das mudas de couve-flor e brócolos, do canteiro da semeadura para o local definitivo, é realizada a mão. Nos Estados Unidos, já existem grandes plantações feitas com máquinas equipadas, de forma a aplicar pequena quantidade de água em cada planta.
O espaçamento, entre as fileiras de plantas, varia de 0,70 a 1,20 m o a distância das plantas, na fileira, apresenta variação de 0,40 a 0,80 m. de acôrdo com o tamanho que atinge a variedade ou linhagem.
Para as variedades de couve-flor, de médio desenvolvimento, como “Bola de Neve”, “Erfurt”, “Remme”, o espaçamento deve ser de 0,80 por 0,50. Aumentar para 1 por 0,50 iii, para as variedades “Campinas” e “Teresópolis Precoce”, que são de maior crescimento. A variedade de couve-flor precoce “Early Benares” e outras semelhantes, de menor tamanho, plantar no espaçamento de 0,80 x 0,40 m.
Para os brócolos “Ramoso” e “Jundiaí” o espaçamento é de 1 por 0,50 m.
As mudas, ao serem transplantadas, devem ter 6-7 folhas definitivas, o que se dá 30 a 36 dias após a semeadura para as variedades de conve-fior “Campinas”, “Bola de Neve”, “Erfurt” e “Teresópolis Precoce” e de brócolos “Jundiaí” e “Ramoso” e 28 a 33 dias para a variedade “Early Benares”. As mudas precisam ser retiradas do canteiro, com o máximo de terra aderida às raízes, para o que se irrigará o canteiro, pouco antes da operação. A fim de tornar a muda resistente à saca e melhorar a porcentagem de pegamento, convém não irrigar o canteiro dois dias antes do transplante.
A couve-flor é menos resistente ao frio do que o repolho e somente deve ser plantada quando não haja perigo de geadas. Os períodos de frios intensos, logo após o plantio, paralisam o crescimento da couve-flor e conduzem à prematura formação de “cabeças”, que se tornam pequenas, sem valor comercial. Os brócolos, embora mais resistentes a esses maus efeitos do frio, são também afetados. Em São Paulo, períodos de frio prejudiciais aparecem, comumente, no inverno, nas regiões de altitude acima de 800 metros.
Com sementes da variedade “Campinas”, os meses de fevereiro e março são os melhores para a semeadura, visando a colheita de cabeças para o mercado, o qual se dá em junho. São de regular qualidade, as cabeças produzidas na semeadura de abril a agosto e de má qualidade quando semeadas nos outros meses do ano. Melhores resultados, visando a produção de se-mentes, são conseguidas plantando-se no mês de fevereiro.
Os brócólos “Jundiaí” e “Ramoso” comportam-se de modo semelhante ao da couve-flor “Campinas”, escolhendo-se a melhor época de plantio, sendo a colheita para consumo, ou para produção de sementes.
O número médio de sementes por grama varia conforme a espécie. As couves-flores “Campinas” e “Early Benares” e os brócolos “Jundiaí” e “Ramoso” tem, em média, por grama, 440, 260, 248 e 228 sementes, respectivamente.
A quantidade de sementes, por hectare, varia de acõrdo com o número de sementes por grama, com seu poder gerniinativo e com o espaçamento adotado. Além disso, é preciso empregar cerca de 30% a mais de sementes do que a calculada para permitir a escolha de mudas mais fortes e prevenir-se da perda de parte da sementeira, devido a algum fator estranho.
Se as sementes tem 80% de poder germinativo, serão necessárias, por hectares, as seguintes quantidades: couve-flor “Campinas”: 80 gramas, couve-flor “Early Benares”: 200 gramas, biócolos “Jundiaí”: 130 gramas c brócolos “Ramoso”: 150 gramas.
Muitas sementes de couve-flor e brócolo são perdidas, na época de calor, ou seja, de novembro a fevereiro, em virtude da forte insolação. O sol aquece a superfície da terra, de tal modo que afeta a regido do colo das plantas tenras e elas caem e morrem, ou resistem, mas ficam raquíticas. Para evitar que isso aconteça, é preciso proteger, contra o sol, as mudas recém-nascidas do canteiro de semeadura, adotando os mais variados materiais, preferivelmente um ripado feito de bambu, colocado à altura de trinta centímetros do solõ, aproximadamente. Essa cobertura deverá ser feita de forma que os bambus fiquem em posição norte-sul, ou seja, contrária ao movimento do sol. O espaço entre eles deve ser de 2 a 3 cm, na primeira semana passando, na semana seguinte, a 5-6 cm. de distância.
Quando a cobertura do canteiro é de pano ou sapé, que veda quase totalmente a passagem dos raios solares, deve ser usada somente nas horas de sol forte, o das 10 às 16 horas, na primeira semana, e das 12 às 16 horas na segunda. Daí em diante, e até a transplantação, as plantas devem ficar a pleno sol.
Fonte: www.criareplantar.com.br

Os brócolos ou brocos (do italiano broccolo, no plural broccoli) são um vegetal da família Brassicaceae (crucíferas), uma das formas cultivadas de couve, Brassica oleracea, tal como a couve-flor, o repolho, couve de bruxelas, kohlrabi entre outros.
As folhas, as flores e os pedúnculos florais são comestíveis.
Tambem tem seu uso na medicina, graças ao seu elevado teor de cálcio que é em média 400 mg por cada 100 g de flores e 518 g em cada 100 g de folhas, o que representa cerca de cinco vezes a dose existente no leite esse vegetal é um bom construtor e formador dos ossos e dos dentes.
De acordo com pesquisas publicada recentemente, os brócolos e o repolho ajudam a evitar o câncer de próstata se consumirmos pelo menos três porções diárias desses vegetais, assim como podem reduzir até metade o risco de câncer de próstata. Essa pesquisa baseou-se num estudo do Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, Estados Unidos.
Fonte: www.sitiosaocarlos.com.br