
Mauritia flexuosa
Buriti; coqueiro-buriti; miriti (PA); boriti; moriti; muriti; caradáguaçú; carandai-guaçú; palmeira dos brejos.
Árvore com altura em torno de 20 a 30 m, tronco até 50 cm de diâmetro. Cachos de 2 a 3 m de comprimento.
Pará; Maranhão; Piauí até São Paulo e Mato Grosso do Sul, em brejos de várias formações vegetais. Sua presença é tão característica e notável que emprestou seu nome à várias cidades, parques, etc.
Sua madeira é empregada para construções rutais e em beira de rios. A polpa do fruto fornece óleo comestível e é consumida pelas populações locais, geralmente na forma de doces. A árvore é muito ornamental, podendo ser usada com sucesso na arborização de ruas e parques. Esta palmeira é uma das mais importantes e talvez aquela que desde o tempo pré-histórico os aborígines vêm tirando maior proveito, sendo que ainda hoje as tribos dispersas na Amazônia saúdam alegremente a aparição dos frutos maduros, realizando nessa época, sempre ansiosamente esperada, as suas melhores festas e celebrando simultaneamente os casamentos ajustados.
Pode ser encontrada em várias formações vegetais, em áreas brejosas ou permanentemente inundadas. É frequente em baixadas úmidas de áreas do cerrado do Brasil Central. Produz anualmente grande quantidade de frutos consumidos por inúmeros animais.
Floresce durante quase o ano inteiro, porém com maior intensidade nos meses de dezembro-abril. A maturação dos frutos verifica-se principalmente nos meses de dezembro-junho.
Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem queda espontânea, ou recolhê-los no chão após a queda. Os frutos assim obtidos podem ser utilizados para semeadura não havendo necessidade de despolpá-los. Entretanto, caso deseje-se armazená-los ou remetê-los para outros locais, é conveniente despolpá-los. Sua viabilidade de armazenamento geralmente é curta.
Fonte: walehu.vilabol.uol.com.br

Buriti na língua indígena significa "a árvore que emite líquidos" ou "a árvore da vida". Considerada sagrada pelos índios por dela se fazer tudo o que é necessário para a sobrevivência, a casa, os objetos e a alimentação. Em Macaúbas é encontrado em diversos lugares da região das serras.
Da palmeira se aproveita quase tudo: com as palhas são feitas coberturas de casas, gaiolas, cercas; dos frutos faz-se doces, picolés, vitaminas. É uma importante fonte de renda para diversas famílias.
O doce de buriti tem prezença garantida nos lares macaubenses.
Buriti, mirití, palmeira-dos-brejos.
Mauritia vinífera Mart.
Palmae.
Regiões brejosas, mata de Galeria e Veredas
Palmeira de porte elegante com até 15 metros de altura. Flores em longos cachos de até três metros de comprimento, de coloração amarelada.
Castanho-avermelhado, coberto por escamas, com polpa marcadamente amarela e rica em cálcio. Frutifica de outubro a março.
A germinação é lenta e irregular. No período de 60 dias germinam cerca de 30% e mais 30% germinam aos 10 meses após a semeadura. As mudas podem ser produzidas em laboratório através da cultura de embriões. O crescimento da planta é lento.
Dos frutos do buriti, aproveita-se a polpa amarelo-ouro. Com ela, são preparados doces e outros subprodutos tradicionais. A polpa pode também ser congelada e conservada por mais de um ano. Com ela, produzem-se, hoje em dia, diferentes tipos de sorvetes, cremes, geléias, licores e vitaminas de sabores exóticos e alta concentração de vitamina A.
144 cal, 2,6 g de proteína, 156 mg de cálcio, 54 g de fósforo, 6.000 mg de vitamina A, 0,03 mg de vitamina B1, 0,23 mg e vitamina B2 e 0,26 de vitamina C.
Ornamental, medicinal e artesanato.
Fonte: www.macaubasemfoco.hpg.ig.com.br