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Centeio

 

O centeio alimenta os humanos desde há milhares de anos, mas foram os romanos que iniciaram o seu cultivo.

Há indícios de que se desenvolveu a partir de um grão selvagem do Nordeste da Europa.

Justificando a sua origem, é um cereal resistente que sobrevive em climas duros e terras desfavoráveis.

Apesar de atualmente ser um cereal pouco usado, constitui só 2% da produção mundial dos cereais, chegou a ser alimento base, em forma de pão, por longos períodos da Idade Média em certas regiões da Europa, principalmente central e oriental mas também em Portugal.

Centeio
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Este cereal, é tradicional no norte do nosso país, em mistura com o milho, sendo também antigo o uso do pão de trigo e centeio. Esta é, aliás, provavelmente a melhor das misturas para pão, tanto gastronómica como dieteticamente.

Ainda hoje o pão negro feito com este cereal, de mistura ou só de centeio, rico de sabor e de força é o preferido em zonas como a Escandinávia e a Rússia.

Os primeiros colonizadores holandeses levaram-no para o continente americano e os franceses lançaram aí as primeiras plantações deste cereal no século XVII na Nova Escócia.

A meio do século XIX milhares de acres eram dedicados a esta cultura na América do Norte. O whisky de centeio, rye whiskey, de sabor mais “rude” que o de cevada, continua a ser extremamente popular nos E. U.. Outras bebidas à base de centeio são o gin, originário da Holanda e a cerveja russa.

O centeio é menos nutritivo do que os outros cereais mas é o cereal mais rico no aminoácido essencial lisina.

Não contém glúten.

Além de depurativo do sangue, oferece a grande qualidade de facilitar a circulação sanguínea, o que útil na prevenção e no tratamento das doenças cardiovasculares e da arteriosclerose.

É particularmente bom no tempo frio.

A farinha de centeio integral preparada de forma cuidadosa por processos artesanais permite conservar todas as propriedades do grão.

O centeio integral tem vantagens a nível de sabor, textura digestibilidade, nutrientes e outras a nível metabólico.

Pode ser usada na confecção de cremes e papas, para engrossar sopas, e em padaria e doçaria.

Fonte: www.providanatural.com

Centeio

Depois do trigo, o centeio é o cereal mais utilizado na fabricação do pão.

Da mesma forma que a cevada, é empregado também no preparo de bebidas alcoólicas como o uísque e a genebra.

Centeio (Secale cereale) é uma planta de ciclo anual da família das gramíneas, que inclui diversos outros cereais.

Seu aspecto é semelhante ao do trigo, embora o talo seja mais fino e comprido, e as espigas, flexíveis e com finos prolongamentos, sejam de coloração mais clara.

O grão do centeio, coberto por uma casca fina, é também mais comprido e menos dourado do que o do trigo.

A planta, cultivada desde a idade do bronze, é originária da Anatólia, e suporta climas rigorosos, como os do norte da Europa, Rússia, Canadá, e áreas montanhosas de até dois mil metros de altitude.

Desenvolve-se bem em terrenos pedregosos e arenosos, pobres em cal e ligeiramente ácidos.

Pode ser semeado no outono ou na primavera; nesse último caso, as plantas chegam a até dois metros de altura.

A Rússia é o maior produtor de centeio, com um terço da produção mundial, seguida pela Polônia e pela Alemanha.

Emprega-se o centeio como forragem para o gado, como farinha para panificação e na fabricação de bebidas alcoólicas.

A palha se usa para fazer papel.

Nas espigas costuma crescer um fungo parasita em forma de chifre, o esporão do centeio, do qual se extrai a ergotina, utilizada na indústria farmacêutica como abortivo e anti-hemorrágico.

A partir dessa substância se sintetiza também a dietilamida do ácido lisérgico (LSD), droga de poderoso efeito alucinógeno.

Centeio
Centeio

Fonte: www.biomania.com.br

Centeio

O centeio é um cereal originário da Ásia, onde era antigamente a base da alimentação de vários povos.

É parecido com o trigo, tanto na forma quanto na composição e no sabor.

Seu uso mais conhecido é na fabricação de bebidas alcoólicas, como o uísque. Na cozinha, é utilizado no preparo do pão de centeio, muito apreciado por ser leve e macio.

Centeio
Centeio

O centeio é um cereal muito nutritivo, contendo grande quantidade de vitaminas do complexo B e sais minerais, principalmente ferro, manganês, zinco e cobre.

A farinha de centeio é obtida pela trituração dos grãos com casca, daí sua cor escura, e por isso, não perde seus elementos nutritivos.

Como o centeio não contém certas proteínas que, misturadas com líquidos dão o glúten (elemento que possibilita a liga para a massa), é necessário acrescentar um pouco de farinha de trigo ao preparar o pão de centeio.

Fonte: www.cozinhanet.com.br

Centeio

O centeio (Secale cereale) é uma gramínea cultivada em grande escala para colheita de grãos e forragem.

Tem parentesco com o trigo e a cevada.

O grão de centeio é utilizado para fazer farinha, ração, cerveja, alguns tipos de whisky e grande parte das vodcas.

O centeio é plantado, sozinho ou misturado, para forragem do gado ou para ser colhido como feno.

É muito tolerante com a acidez do terreno e mais ambientado a condições de seca e frio do que o trigo, embora não seja tão tolerante com o frio quanto a cevada.

Os indícios mais antigos do uso doméstico do centeio foram encontrados no sítio de Tel Abu Hureyra, no norte da Síria, no vale do Eufrates, datado do fim do Epipaleolítico.

Centeio
Centeio

Farinha de Centeio

Valor Nutricional

Água (%)10,8
Quantidade 100 gramas
Calorias (Kcal) 336
Proteína (g) 12,5
Carboidrato (g) 73,3
Fibra Alimentar (g) 15,5
Colesterol (mg) n/a
Lipídios (g) 1,8
Ácido Graxo Saturado (g) 0,3
Ácido Graxo Saturado (g)Ácido Graxo Mono insaturado (g) 0,3
Ácido Graxo Poli insaturado (g) 0,8
Cálcio (mg) 34
Fósforo (mg) 340
Ferro (mg) 4,7
Potássio (mg) 334
Sódio (mg) 41
Tiamina (mg) 0,29
Riboflavina (mg) 0,03
Niacina (mg) traços

Fonte: www.informacaonutricional.net

Centeio

Cereal que se assemelha ao trigo e à cevada.

É usado na fabricação de pães e certas bebidas.

A planta possui espigas delgadas, com barbas longas e espessas.

As sementes escuras crescem aos pares.

 

Centeio
Centeio

Os grãos caem das espigas quando se bate a palha, como acontece com o trigo.

As flores do centeio, ao contrário das do trigo, aveia e cevada, abrem-se para a polinização.

Durante a florescência, elas deixam cair o pólen como numa chuva dourada. A polinização se dá em aberto, tornando difícil manter espécies puras.

Produção

A cultura do centeio é importante nos climas frios do norte da Europa, Ásia e América do Norte. No hemisfério Sul, seu cultivo é relativamente pequeno.

A maior região produtora de centeio corresponde à da antiga União Soviética. Outros grandes produtores são Alemanha, Polônia, Turquia e Estados Unidos. No Brasil, é cultivado em pouca quantidade nos estados do sul do país.

Usos

Na maioria dos países, o centeio é usado sobretudo como alimento para o homem.

Seu valor nutritivo é quase igual ao do trigo.

Nos EUA, no entanto, a palha de centeio (o centeio cortado e seco), bem como as partículas médias que constituem um subproduto da farinha de centeio, é usada na alimentação do gado.

O pão mais compacto e escuro é feito de centeio, porque esse contém menos glúten (substância nitrogenada existente nas farinhas de cereais) que o trigo.

Os fabricantes de bebidas utilizam o malte do centeio para fazer uísque e genebra.

A palha do centeio é longa, macia e fácil de dobrar. É usada para embalagens, fabricação de papel, chapéus, esteiras e enchimento de colchões.

O centeio é também empregado na indústria de construção. Planta-se o centeio no solo bruto, ao longo do leito de novas estradas. As plantas crescem no solo estéril e evitam a erosão.

Fonte: www.klickeducacao.com.br

Centeio

Mais do que rico em fibras, esse poderoso cereal diminui os riscos de cálculos biliares em mulheres e é a base para receitas de pão e até do famoso uísque.

Centeio
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Nome

O Secale cereale, nome científico do centeio – como o cereal é conhecido por brasileiros e portugueses –, pode ser encontrado em diversas partes do mundo. Se você estiver em países de língua inglesa, por exemplo, com certeza vai encontrar um ou outro pacote de pão com a palavra rye, como é chamado.

Já na França,seigle é o nome do que os espanhóis conhecem por centeno e os italianos por segale.

Mas na Alemanha, país onde acredita-se que suas primeiras sementes apareceram, o centeio é chamado de roggen.

Origem

Segundo George Mateljan, autor do livro The World's Healthiest Foods (Os alimentos mais saudáveis do mundo – sem tradução em português), a domesticação do centeio se deu há pouco tempo, comparando com outros cereais.

O pesquisador afirma que seus grãos não foram cultivados até por volta de 400 A.C, quando uma espécie selvagem começou a crescer entre campos de trigo alemães.Mateljan afirma ainda que, apesar de todas suas qualidades, em muitos países seus grãos eram considerados comida para os pobres. Apesar disso, o cereal nunca perdeu a majestade em países do Leste Europeu e na Ásia. Atualmente, Rússia, Polônia, Alemanha e Ucrânia são os maiores produtores devido à adaptabilidade da semente ao clima frio e à terra pouco fértil. Já no Brasil, o centeio chegou junto com a imigração alemã e polonesa há 200 anos.

De acordo com a Embrapa Trigo, é no Rio Grande do Sul onde estão concentradas as maiores áreas de cultivo do cereal que tem diversas utilidades, como ajudar na retenção da água no solo e controlar ervas daninhas, além, é claro, de servir como alimento nutritivo.

Propriedades Nutricionais

Coordenador do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), o Dr. Eric Slywitch dá as dicas para o consumo do cereal. "O centeio é um dos alimentos mais eficientes para o controle da prisão de ventre.

Como ele é um cereal, deve ser consumido dentro da faixa estabelecida para esse grupo alimentar, ou seja, de 5 a 11 porções por dia, sendo cada porção constituída por ½ xícara do cereal cozido." O médico nutrólogo explica que sua preparação é bem simples e tanto seu gosto quanto sua textura agradam aos mais diversos paladares.

"Ele deve ser deixado de molho na água por 12 horas antes do cozimento, que deve ser feito com água em panela aberta por 40 minutos. Pela casca que o envolve, ele não fica empapado e dificilmente 'passa do ponto'. Pode ser refogado com hortaliças, mas se quiser prepará-lo doce, adicione frutas secas no cozimento."

Eric explica ainda que, pelo elevado teor de fibras, o cereal ajuda no tratamento de obesidade e deve ser bem mastigado e consumido com moderação para que não cause nenhum desconforto intestinal. Para quem gosta de saber sobre a quantidade de nutrientes dos alimentos, o nutrólogo dá os números desse poderoso cereal.

Centeio
Centeio

Propriedades Medicinais

Alguns estudos apontam a fibra do centeio como uma de suas melhores qualidades.Tanto o American Journal of Clinical Nutrition quanto o American Journal of Gastroenterology classificam o cereal como um alimento funcional e que só traz benefícios à saúde.

De acordo com a primeira publicação, pães de centeio são melhores do que os de trigo para os diabéticos devido à sua atuação junto à insulina. Já o segundo jornal afirma que o consumo de fibras, como as encontradas no centeio, diminuiu os riscos de mulheres desenvolverem cálculos biliares – doença que acomete a vesícula biliar.

Outros estudos indicam que o consumo de cereais integrais, pelo menos seis vezes na semana, é uma excelente opção para mulheres na pós-menopausa e que sofrem de doenças cardíacas, pressão e colesterol altos. Por tudo isso, os médicos em geral recomendam seu consumo.

Curiosidades

Apesar de todas essas propriedades, o centeio tem seu lado “negro”.Um fungo que aparece dentro de suas sementes conhecido como 'esporão do centeio' é a base para a produção de LSD – droga alucinógena popularizada na década de 1960.De acordo com uma tese da Faculdade de Farmácia, da Universidade de Porto, em Portugal, a "doença" do centeio apareceu pela primeira vez em 600 A.C e foi a causa de uma enfermidade conhecida como ergotismo, que infectou milhares de pessoas na Europa do século 18.E mesmo no século 20, em 1951, alguns habitantes da cidade francesa de Pont-Saint-Espirit apresentaram sintomas como alucinações, euforia e gangrenas.Tudo porque um padeiro local usou centeio contaminado em suas receitas.

Mas as “utilidades”desse poderoso cereal não param por aí. Ele também pode ser destilado junto com a cevada, que fermentada dá origem ao famoso uísque.

Samira Menezes

Fonte: www.tffalimentos.com.br

Centeio

Centeio - Secale cereale

O centeio produz bem em solos levemente ácidos.

Também é um cultivar de climas temperados e resiste mais que o trigo a pragas e doenças.

Centeio
Centeio

É um dos principais cereais da indústria da panificação, perdendo em importância apenas para o trigo.

Em alguns países, principalmente da Europa Oriental e Escandinávia, é a principal matéria prima na panificação.

Centeio
Centeio

Melhor variedade: Centeio - branco.

Época de plantio: Março - abril.

Espaçamento: 20cm entre linhas, com 1,5 de sementes/metro de sulco .

Sementes necessários: 80kg/ha.

Combate à erosão: Terraços e patamares.

Adubação: Conforme a análise da terra.

Tratos culturais: Dispensáveis.

Combate à moléstias e pragas: Ferrugem

Variedades resistentes: Caruncho

Expurgo das sementes.

Época de colheita: Agosto - setembro.

Produção normal: 80 a 1,5t/ha de grãos.

Melhor rotação: Adubos verdes e culturas de ciclo curto. Alqueive.

Observações: Preparar bem o solo. Escolher terras frescas

Fonte: www.setor1.com.br/www.agrov.com

Centeio

O centeio é um cereal em grão, conhecido cientificamente como Secale cereale, que se parece com o trigo, mas é mais comprido e mais esguio.

A cor do centeio varia do castanho amarelado a um verde acinzentado.

Encontra-se geralmente disponível em grão integral ou partido, o em farinha ou flocos, o último dos quais se assemelha aos antiquados flocos de aveia.

O centeio é o ingrediente principal no tradicional pão de centeio e pão preto.

Uma vez que o seu glúten é menos elástico que o do trigo, e produz menos gás durante o processo de levedura, os pães feitos de farinha de centeio são mais compactos e densos.

Como é difícil separa o germe e o farelo do endosperma do centeio, a farinha de centeio retém normalmente uma grande quantidade de nutrientes, ao contrário da farinha de trigo refinada.

56.28 grs / 188.69 Calorias
NUTRIENTES QUANT. DDR (%)

DENSIDADE DO NUTRIENTE

CLASS.
manganésio 1.51 mg 75.5 7.2 excelente
fibras 8.22 g 32.9 3.1 bom
selênio 19.89 mcg 28.4 2.7 bom
triptofanos 0.09 g 28.1 2.7 bom
fósforo 210.69 mg 21.1 2.0 bom
magnésio 68.16 mg 17.0 1.6 bom
proteÍnas 8.31 g 16.6 1.6 bom

Fonte: www.alimentacaosaudavel.org

Centeio

Centeio (Secale cereale L.) ocupa oitavo lugar, entre os cereais, no mundo e é cultivado especialmente no centro e no norte da Europa, em climas frios ou secos, em solos arenosos e poucos férteis.

A Rússia, a Polônia, a Alemanha, a Belarus e a Ucrânia são os países que mais cultivam centeio no mundo e juntos são responsáveis por 81% da área mundial, sendo que, somente a Rússia e a Polônia representam 56% ou aproximadamente três quintos da área cultivada com este cereal no mundo.

Centeio
Centeio

Nestes países, a cultura destina-se à alimentação humana e animal e à adubação verde. Na Alemanha, por exemplo, a maioria dos pães consumidos, são produzidos com farinha de centeio.

No Brasil, o centeio foi introduzido pelos imigrantes alemães e poloneses no século passado, e até hoje o cultivo é realizado principalmente por descendentes de europeus.

A área de centeio no Brasil diminuiu nas últimas cinco décadas, e provavelmente, o subsídio fornecido ao trigo, a extinção de moinhos coloniais de centeio, a reduzida pesquisa e a incidência de doenças foram os maiores motivos para a redução da área cultivada.

Contudo, outros fatores podem ter influenciado, como o desenvolvimento de cultivares de trigo mais adaptadas que oferecem ao produtor uma maior rentabilidade econômica, disponibilidade de sementes de trigo, aveia e cevada maior que a de centeio e, finalmente, o fator cultural, em que muitas vezes o jovem não absorve na totalidade a linguagem, costumes e tradições de seus pais, influenciado diariamente por inúmeras outras origens e mesclas, diminuindo a possibilidade de manutenção dos valores dos seus antepassados.

Foram cultivados no Brasil, aproximadamente 7.500 hectares com centeio no ano de 2001, com uma produtividade média de grãos de 1.330 kg/ha, e apesar de termos a segunda maior área de cultivo na América do Sul, representamos apenas 9% da área, estando atrás da Argentina, em que são semeados 75 mil hectares, participando com 89% da área e com um rendimento médio de 1.440 kg/ha de grãos.

O centeio é uma espécie de fecundação cruzada com grande rusticidade e adaptação a solos pobres, especialmente os arenosos, possuindo sistema radicular profundo e agressivo, característica que lhe permite absorver água e nutrientes indisponíveis a outras espécies.

Se a intenção de cultivo for alimentação animal e ou cobertura de solo, através da produção de massa verde, a semeadura poderá ser realizada logo após a colheita da soja no final do mês de março até abril/maio, apesar desta antecipação de semeadura, o centeio possui grande resistência ao frio quando comparado a outros cereais de inverno, podendo fornecer pastagem de boa qualidade ao gado, principalmente de leite, no período crítico para outras forragens de inverno.

Estas características, e em especial sua grande capacidade de produzir excelente volume de forragem verde palatável, podem ser usadas em sistemas integrados de manejo, rotação, preservação e produção, auxiliando na diversificação, economia e racionalização de esforços nas propriedades rurais no sul do Brasil.

Descrição da planta

O centeio é uma gramínea anual ereta, parecido com o trigo, mas geralmente mais alto (pode ter mais de 1,5 m) e com espigas mais compridas e flexíveis. O centeio perfilha menos que o trigo e as folhas são mais claras (verde-azuladas-acinzentadas).

Devido a sua rusticidade e grande capacidade de desenvolvimento no inverno, mesmo sob condições moderadas de seca, o centeio pode fornecer grãos de excelente qualidade nutricional para alimentação humana e animal, indústria de destilados, fornecer forragem para feno, silagem, pastoreio e palhada para cobertura de solo, contribuindo para manutenção da matéria orgânica, redução de perdas por erosão e intensificar a penetração e retenção de água no solo.

Além disso, devido seus efeitos alelopáticos, o centeio pode ser largamente utilizado no controle de ervas daninhas. Na indústria de cosméticos e de colas a farinha de centeio pode ser usada em função das características adesivas, conferida pela secalina.

Temperatura/ distribuição geográfica

O centeio é cultivado em zonas temperadas frias e regiões montanhosas (Himalaia a 4.300m), supera em resistência ao frio o trigo, mesmo a maioria das variedades de trigo duro de inverno. A temperatura mínima para germinar é de 3-5° C e de 25-31° C para crescimento ótimo. O centeio é uma planta de dia longo e o florescimento é induzido por 14 horas de luz acompanhado por temperatura de 5 a 10° C. A temperatura mínima para crescimento vegetativo do centeio é de pelo menos 4° C.

O centeio tem a mais ampla valência ecológica dos cereais de inverno, sendo cultivado nas zonas temperadas e subtropicais do Ártico ao sul do Chile. Essa distribuição geográfica é explicada não apenas pela resistência ao frio, mas também pela adaptação a solos pobres, podendo ser cultivado em solos mais ácidos do que trigo. Além disso, pelo amplo sistema radicular o centeio é considerado o cereal mais tolerante à seca, superando inclusive a aveia (Miller, 1984).

O centeio é a cultura mais indicada para zonas onde os solos são de baixa fertilidade e as temperaturas no inverno são muito baixas (McLeod, 1982).

Água:

Centeio cresce bem em uma ampla variação de umidade, mas em geral ele supera as leguminosas em regiões de baixa precipitação hídrica e tem superado os demais cereais de inverno em solos arenosos, pobre quimicamente e em condições de seca. Existe informações preliminares de que o centeio requer 20-30% menos água por unidade de matéria seca do que o trigo.

pH do solo:

Centeio é conhecido por tolerar acidez podendo ser cultivado entre pH 5,0 a 7,0, mas entre pH 4,5 a 8,0.

Alimentação humana:

A farinha de centeio é utilizada para a fabricação do pães e biscoitos, diretamente ou em pré-misturas. Seu uso é indicado para diabéticos, hipertensos, pessoas preocupadas em manter a forma física e em dietas alimentares. A adição de pequenas quantidades de farinha de centeio em produtos produzidos com farinha de trigo auxilia a absorção de água, volume e vida de prateleira. Por conter glúten, alimentos produzidos com este cereal não devem ser usados por celíacos (pessoas que tem alergia ao glúten). A porcentagem de carbohidratos, proteínas, lipídeos, fibras e cinzas dos grãos de centeio não diferem muito dos outros cereais de inverno. Entretanto, trata-se de um cereal de alto valor dietético, rico em fibras, sais minerais e aminoácidos essenciais e pobre em calorias, e diferencia dos demais, por conter maior concentração de pentosanas (hemiceluloses ou glicoprotídeos), que além de conferirem alta viscosidade e serem responsáveis pela estrutura dos pães de centeio, dificultam ou retardam a alimentação, atrasando a absorção de nutrientes e reduzindo a conversão alimentar (Baier, 1996).Os grãos podem também ser usados na mistura para cereais matinais e outros produtos dietéticos.

Alimentação animal:

Grão - Os grãos de centeio possui valor energético semelhante ao de outros cereais de inverno e valor nutritivo em torno de 85 a 90% dos grãos milho, e contém mais proteína e nutrientes digeríveis do que aveia ou cevada. Se misturados na ração, devem participar em proporções não superiores a 20% devido a sua reduzida palatabilidade e elevada tenacidade quando mastigado.

Forragem e pastagem - De acordo com Baier (1988) a palatabilidade do centeio verde para bovinos é muito boa e não há informação sobre uma possível redução na conversão alimentar da massa verde ou palha. Em outros países, é recomendado a consorciação do centeio com outras forragens verdes, pois a adaptação a temperaturas baixas e rápido crescimento vegetativo tornam o centeio uma ótima opção de cultivo, principalmente quando usado com outras gramíneas e leguminosas de inverno para melhor palatabilidade, qualidade e disponibilidade da forragem.

Em estudos desenvolvidos na Alemanha, Brusche(1986) citado por Baier (1996), concluiu que o centeio de inverno permite o aproveitamento precoce, mesmo quando semeado tardiamente, produzindo mais massa seca a um custo unitário inferior a de outros cereais, sendo indicado para pastoreio, para silagem ou para adubação verde. Estudos realizados no Brasil evidenciaram que o centeio, mesmo o de tipo precoce, é apropriado ao pastoreio e ao corte como forragem durante o outono e inverno. Segundo Souza et al.(1989) em um ensaio conduzido no Centro de Treinamento Técnico da COTRIJUÍ, o centeio foi, entre várias espécies forrageiras de inverno testadas, o mais precoce, produzindo maior quantidade de massa seca no primeiro corte. De modo semelhante, Fontaneli et al. (1993b), observaram que o centeio e o triticale foram precoces na produção de forragem no inverno, apresentando, todavia, acentuada redução na produção de grãos, em decorrência dos cortes.

Em outro estudo com consorciação de gramíneas de inverno, Fontaneli et al. (1993a), avaliaram a produção de forragem de diversas datas de corte e constataram que nos tratamentos em que o centeio participou, houve tendência a maiores rendimentos nos dois primeiros cortes, enquanto que o monocultivo de centeio apresentou a menor produção. O consórcio de azevém com centeio mostrou tendência de maior produção de forragem, na soma de quatro cortes.

Postiglione (1982) também destacou a precocidade do centeio numa pastagem consorciada com aveia e azevém, avaliada de maio a setembro no Paraná. O centeio produziu 55% do total de forragem em maio de junho, a aveia produziu 60% em junho e julho, enquanto o azevém, mais tardio, produziu 70% em agosto e setembro. O autor observou ainda que a produção de forragem aumentou à medida que a fertilidade do solo foi melhorada e concluiu que a consorciação é importante para melhor distribuir a oferta de forragem durante o período em que há maior deficiência de alimento para os bovinos.

Cobertura de solo- Cobertura de solo com palhada de centeio, protege mais o solo de agentes erosivos do que em solo desnudo. Em casos de colheita precoce de culturas de verão, o centeio pode ser considerado como uma opção de cultivo subsequente se a semeadura ocorrer próximo ao final de março. Em estabelecimentos que valorizam o aproveitamento intensivo do nitrogênio, como após o cultivo da soja que, se não houver cultura imediatamente em seguida que auxilie na absorção e reciclagem de alguns nutrientes, poderão ocorrer perdas de nitrogênio por lixiviação (Wiethölter, 1996).

A biomassa de centeio, como raízes ou palhada em decomposição, apresenta o potencial de reduzir o crescimento das invasoras e das culturas sucessoras, pela liberação de substâncias químicas alelopáticas (benzoxazinonas e os ácidos ?-fenilático e ?-hidroxibutírico) (Baier, 1996). Na prática, é notável a economia em herbicidas em culturas principais que são semeadas após centeio.

Culturas em sucessão ao centeio podem ser favorecidas, como a soja, que em anos de forte deficiência hídrica, cresceram mais sobre resteva de centeio do que de trigo (Baier, 1988) e com o milho, Raimbault et al.(1991) observaram que a produção de silagem de milho cultivado após cobertura com centeio, que quando o centeio for manejado ou colhido para silagem pelo menos duas semanas antes da semeadura de milho, os efeitos alelopáticos do centeio podem ser parcialmente neutralizados. Além disso, os autores evidenciaram a importância da cobertura do solo com o centeio que melhorou a estrutura do solo, e produziu grande quantidade de biomassa protegendo o solo contra a erosão.

É importante salientar que o centeio não deve ser utilizado imediatamente anterior ou entre cultivos de trigo ou cevada, a menos que as plantas de centeio sejam totalmente mortas antes da semeadura daquelas culturas.

Clima

O centeio possui ampla adaptação, e pode ser cultivado em uma vasta diversidade de condições ambientais quando comparado aos outros cereais de inverno. É cultivado desde o círculo polar ártico até altitudes de 4300 m acima do nível do mar, no Himalaia (Baier, 1996). Sob condições de temperatura baixas, próximas à zero, ou em casos de ocorrência de geadas, o centeio possui maior potencial de rendimento de massa verde do que o trigo ou aveia, isto é devido a atividade fisiológica de crescimento ocorrer a temperatura basal a partir de 0° C, enquanto que o trigo, somente a partir de 2,8 a 4,4° C, e a aveia, apenas acima de 4,4° C (Bruckner & Raymer, 1990).

Uma característica do centeio que enfatiza sua eficiência como cultura de cobertura é sua adaptação superior às condições frias e secas. Ele cresce, a partir dos 0° C, que o azevém necessita de mais de 6,4° C. É em regiões mais elevadas e mais frias, ou em anos com invernos mais frios ou mais secos, que o centeio se destaca pela sua maior produção de massa e precocidade. Mundstock (1983) evidenciou o centeio como o cereal mais tolerante às baixas temperaturas, principalmente nas fases iniciais do desenvolvimento. Todavia, o centeio é muito sensível à altas temperaturas, principalmente durante a floração e formação de grãos. O centeio é uma cultura pouco exigente em disponibilidade hídrica durante seu desenvolvimento, e altamente sensíveis a excesso de chuvas, justificando assim as maiores áreas de cultivo são em regiões de solos arenosos e com déficit hídrico, como na Polônia e na Argentina. A água é requerida com maior intensidade, durante as fases de florescimento e enchimento de grãos.

Solos:

O centeio é mais produtivo do que outros cereais de inverno em condições de baixa fertilidade, maior acidez, e reduzida umidade do solo, podendo ser indicado para cultivo em solos arenosos, degradados e exauridos, e recomendado para recuperar e proteger áreas em processo de desertificação. É pouco exigente em adubação ou em preparo de solo, requer temperaturas baixas durante o perfilhamento e solos profundos e bem drenados, devendo-se evitar seu cultivo em solos argilosos ou encharcados. Adapta-se melhor às regiões situadas em altitudes superiores a 400 m, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo, em Minas Gerais e em Mato Grosso do Sul. Entretanto, quando adubado corretamente, a cultura responde positivamente com aumento de produtividade de grãos e de massa verde.

Cultivares:

Deve-se preferir a cultiva "Centeio BR 1", ou então "Populações Coloniais", com um mínimo de uniformidade, com resistência à ferrugem do colmo e com características de produtividade e sanidade aceitáveis (Baier, 1996).

Produção e obtenção de sementes:

Semeadura:

A densidade recomendada é de 200 a 250 sementes aptas por m2 (30 a 50 kg/há). Adapta-se à semeadura convencional, direta, à lanço, ou à sobressemeadura (Baier, 1994).

Época - para a formação de pastagens no sul do Brasil, o centeio é semeado a partir de março e, para produção de grãos em abril e maio no norte do PR, em SP, em MG e em MS, e, em junho e julho, no RS, em SC e no sul do PR.

Tratos culturais:

O centeio, por ser uma planta rústica e sujeita a grandes flutuações de preço, de forma geral, não comporta o uso de defensivos.

Manejo de plantas daninhas:

A espécie concorre em vantagem com a maioria das invasoras, pois tem crescimento inicial vigoroso. Apresenta alelopatia, que impede o desenvolvimento de plantas daninhas entre as plantas e logo após a colheita (Baier, 1996).

Doenças e métodos de controle:

O centeio apresenta marcada resistência às doenças da parte aérea, dispensando o uso de fungicidas (Baier, 1996).

Pragas e métodos de controle:

É resistente aos afídeos, mas pode ocorrer lagartas no final do ciclo e essas devem ser controladas com inseticidas específicos (Baier, 1996).

Adubação foliar:

Em geral, não há vantagem econômica em suprir nutrientes via pulverização foliar em cereais de inverno.

Fonte: www.agrolink.com.br

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