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Côco

Nome popular da fruta: Coco (coco-da-baía)
Nome científico:Cocus nucifera L.
Origem: Ásia

Côco

A água de coco e suas propriedades isotônicas impulsionam a produção de coco verde no país, inclusive no interior

O coqueiro é considerado a árvore da vida, dada a grande gama de produtos e subprodutos que podem ser obtidos da planta.

O consumo da água de coco verde no Brasil é crescente e significativo. A demanda é suprida pelo comércio do fruto e, principalmente, pela extração e envasamento da água, o que envolve pequenas, médias e grandes empresas.

Fruto

O coco possui uma camada externa grossa e fibrosa (casca).

A água-de-coco (endosperma líquido) preenche a cavidade central do fruto, encerrado pela copra ou polpa (endosperma sólido). Em seu estado natural, a água é estéril (sem presença de microrganismos – fungos, bactérias etc) e é utilizada como isotônico natural.

O coco verde possui maior quantidade de líquido que o maduro ( ou coco seco ) e tem polpa tenra.

O sabor da água-de-coco é doce e levemente adstringente. Suas características são influenciadas, principalmente, pela variedade e o estágio de maturação do fruto, bem como pelas práticas agronômicas empregadas na lavoura (adubação, irrigação etc) e condições climáticas.

Planta

O coqueiro é uma planta da família Palmae (palmeira), introduzida no Brasil em 1553 pelos portugueses. É considerada a árvore da vida, dada a grande gama de produtos e subprodutos que podem ser obtidos da planta.

Três variedades de coqueiro são exploradas no país:

Coqueiro gigante

Planta de porte alto, atingindo cerca de 35 m de altura. Sua finalidade principal é o fornecimento de polpa (copra) para a indústria de derivados de coco ( coco ralado e leite de coco).

Inicia sua produção a partir de seis anos e meio. Tem a produção média de 70 frutos/planta/ano

Coqueiro anão

Planta de porte baixo, atingindo cerca de 12 m de altura, utilizado para atendimento do consumo de água-de-coco (“in natura” ou envasada). Começa a produzir com 2 anos e meio, apresenta produtividade de 120 frutos/planta/ano, podendo alcançar 250 frutos em sistemas irrigados

Coqueiro híbrido

Plantas de porte intermediário, atingindo cerca de 20 m de altura, com dupla finalidade de fornecimento de coco para a indústria e para água. Sua produtividade alcança de 120 a 150 frutos/planta/ano, com início de produção aos quatro anos pós-plantio.

Tem participação pouco expressiva na produção.

Cultivo

O coqueiro é uma planta de clima tropical, cultivado em cerca de 90 países, destacando-se o continente asiático, líder na produção e comercialização do fruto “in natura”e de seus subprodutos. Dentre as principais regiões brasileiras produtoras, o Nordeste destaca-se, produzindo cerca de 80% de toda a produção nacional.

A área de produção do coqueiro do tipo anão cresce rapidamente no Brasil, onde estima-se haver cerca de 50 mil hectares dedicados a essa variedade.

Dependendo da tecnologia utilizada, o coqueiro anão pode florescer com pouco mais de dois anos de idade e atingir, em função dos tratos culturais, de 200 a 250 frutos/pé/ano, o que proporciona maior rapidez no retorno dos investimentos realizados.

Precipitações acima de 1.500 mm, bem distribuídas, e insolação em torno de 2.000 horas são ideais. Temperaturas abaixo de 17° afetam o desenvolvimento da planta. A altitude também limita a produção de coco.

Áreas com mais de 400 m de altitude promovem a redução da produtividade, podendo inviabilizar economicamente a cultura.

Nas regiões com baixa precipitação anual ou com distribuição irregular de chuvas, a suplementação hídrica através da irrigação é fundamental para a obtenção de alta produtividade e estabilidade de produção.

A cultura do coqueiro anão irrigado, que pode produzir o ano todo, e a expansão da industrialização (que aumenta o tempo de vida de prateleira da água-de-coco), regularizam a oferta, reduzindo significativamente a sazonalidade da produção e dos preços.

Na colheita, deve-se também proceder à limpeza dos cachos, eliminando-se as ráquilas (rabicho do coco) para que não haja atritos com os frutos no transporte. Com isso, evitam-se ferimentos e o escurecimento da casca do coco, que prejudicam a aparência do fruto, dificultando a comercialização.

A comercialização da água-de-coco dentro do próprio fruto envolve problemas de transporte, armazenamento e perecibilidade do produto. Observam-se danos à aparência dos frutos durante o período de transporte e armazenamento. Além disso, os resíduos deixados pela casca da fruta durante sua extração tornam a água avermelhada após alguns dias.

Usos

Do coqueiro podem-se aproveitar diversas partes, como o fruto, as folhas, a inflorescência, entre outros produtos e subprodutos.

A casca do coco é usada na fabricação de cordas, tapetes, chapéus e encosto de veículos. O óleo é largamente usado na indústria alimentícia como óleo de mesa e também na produção de margarina, glicerol, cosméticos, detergentes sintéticos, sabão, velas e fluidos para freio de avião.

Mercado

O consumo da água de coco verde no Brasil é crescente e significativo. A demanda é suprida pelo comércio do fruto e, principalmente, pela extração e envasamento da água, o que envolve pequenas, médias e grandes empresas. As multinacionais de bebidas (refrigerantes), por exemplo, já visualizam o crescimento do mercado de bebidas naturais, em detrimento de refrigerantes e produtos artificiais.

O mercado de água-de-coco é quase totalmente suprido por plantas da variedade anã.

Estima-se que apenas 15% do mercado de água-de-coco seja suprido pelos plantios de coqueiro gigante.

A água pode ser extraída do fruto e comercializada, também, na forma congelada, resfriada, esterilizada, concentrada e desidratada (bebida obtida por meio de processo tecnológico adequado, não diluída e não fermentada, submetida a um processo adequado de desidratação cujo teor de umidade seja igual ou inferior a 3%).

A casca de coco verde é um subproduto do consumo e da industrialização da água de coco e tem se tornado um problema ambiental nos grandes centros urbanos, seja depositada nos lixões ou às margens de estradas, praias, lotes vagos etc.

É um material de difícil decomposição, levando mais de 8 anos para se decompor. Portanto, a utilização da casca do coco verde processada, além da importância econômica e social, é também interessante do ponto de vista ambiental. Cerca de 80% a 85% do peso bruto do coco verde é considerado lixo.

A fibra do coco maduro já é utilizada na agricultura e na indústria. Já a fibra da casca do coco verde tem baixo aproveitamento e pode se tornar matéria-prima importante na produção de vasos, placas, substratos (para a produção de mudas ou em cultivos sem o uso do solo) e outros produtos. Suas fibras são quase inertes e têm alta porosidade. A facilidade de produção, baixo custo e alta disponibilidade são outras vantagens adicionais apresentadas por este tipo de material.

Para a obtenção da fibra e seu uso, a casca de coco passa por diversas operações, como corte, desfibramento, lavagem, trituração, secagem e, quando necessário, compostagem

Fonte: www.sebrae.com.br

Coco

Nome popular: coqueiro; coco-da- baía
Nome científico: cocos nucifera L
Família botânica: Palmae
Origem: Ásia

Côco

Côco

Características da planta

Palmeira com estipe solitário de até 30 m de altura, curvado ou ereto. Folhas de até 3 m de comprimento, pêndulas, com folíolos de coloração verde-amarelada, rígidas. Flores numerosas brancas, pequenas, reunidas em cacho de até I m de comprimento. Floresce o ano todo e de forma mais abundante no verão.

Fruto

Côco

Forma ovóide, quase globoso, de coloração esverdeada a amarela, de casca lisa, com cerca de 25 cm de comprimento e 15 em de diâmetro, que demora a amadurecer, quando então torna-se castanho. Polpa abundante de até 2 em de espessura. Cavidade central contendo a conhecida "água-de-coco".

Cultivo

Propagação por meio dos coco-sementes, provenientes das plantas matrizes ou mães. Prefere terras arenosas de regiões de clima quente. São cultivadas as seguintes variedades: gigante (conhecido como o coqueiro-da-baía), anão, verde, amarelo, vermelho e híbrido (anão X gigante).

A origem do coqueiro

A palmeira tropical que dá o famoso coco-da-praia, coco-da-índia, coco-da-baía ou, simplesmente, coco - é bastante controversa. Uns dizem que ele é oriundo da Índia outros afirmam que é proveniente de ilhas do Pacífico; alguns, ainda, o julgam africano; e, para completar, dizem também que já existia, em tempos pré-colombianos, na América Central.

O certo é que, no Brasil, ou melhor, na Bahia, o Cocos nu-cifera chegou, em 1553, a bordo das embarcações portuguesas, proveniente das ilhas de Cabo Verde, para onde, por sua vez, também tinha sido levado pelos portugueses, como nos dá notícia o viajante Gabriel Soares de Sousa.

Dali, da região do Recôncavo Baiano, espalhou-se por toda a costa do Brasil levado, provavelmente por dispersão natural, através das correntes marítimas.

Na terra brasilis, o coqueiro não revelou, imediatamente, ao indígena que habitava aquela área, todas as suas potencialidades alimentares. Segundo Camara Cascudo, pouco mais de 50 anos após sua introdução no país, frei Vicente do Salvador já observava que, por aqui, cultivavam-se em quantidade as grandes palmeiras que dão o coco, mas acrescentava também que o habitante da terra apenas aproveitava a água e a fina polpa, nutritivas e refrescantes, de seu fruto verde.

Ainda segundo o autor, foi apenas com a chegada dos escravos africanos, especialmente aqueles originários de Moçambique - onde a extração e o aproveitamento do leite de coco já eram práticas comuns, herdadas da longínqua Índia - que iniciou-se a perfeita alquimia que culminou com a criação dos deliciosos e únicos pratos da original culinária afro-brasileira.

Que pratos dessa culinária podem levar leite de coco ou coco puro? Muitos! Entre os salgados, o vatapá, o caruru de folha, o efó, as frigideiras de maturi, peixes e frutos do mar, as moquearraia,cas todas, de arraia, aratu, camarão, peixe, lagosta, ostra e siri-mole, o xinxim de galinha, o arroz-de-hauçá, e outros.

Entre os doces, a baba-de-mofa, as cocadas, branca, queimada ou de coco verde, de cortar ou de colher, a cocada-puxa, o quindim, o "creme do homem", o beiju molhado, o cuscuz de tapioca, os bolos todos, de aipim, de milho, de milho verde, de tapioca, de massa puba e de farinha de trigo, os mingaus de milho, de puba e de tapioca, a canjica, a pamonha, o xerém, o munguzá, a paçoca de banana, entre tantas outras invenções possíveis.

Apesar de se tratarem de pratos bastante específicos e típicos, muitos dos princípios contidos em seu receituário foram incorporados às outras culinárias desse país continente, tendo sido transformados e adaptados de acordo com os ingredientes e costumes locais, mantendo, é claro, o precioso sabor do coco-da-baía.

Para Pio Corrêa, "sem dúvida alguma, entre as numerosas palmeiras utilíssimas ao homem, esta é a mais importante de todas". De fato, como em todas as demais plantas da família das Palmáceas, do coqueiro nada se perde. Porém, neste caso, o fruto é, essencial e fundamentalmente, a parte mais valiosa.

Antes de atingir a perfeita maturação, quando está ainda verde, o coco-da-baía contém um líquido de cor clara, de sabor adocicado, conhecido como água-de-coco.

Refrigerante, nutritiva e terapêutica, a água-de-coco tem inúmeras aplicações sendo, a melhor delas, deliciar aqueles que dela sabem se aproveitar. É, também, eficiente como soro hidratador, podendo ainda ser utilizado como auxiliar no tratamento das doenças infantis e dos organismos debilitados.

Com a idade, em seu processo de maturação, diminui a quantidade de água no interior do fruto, aumentando, ao mesmo tempo, a espessura e a consistência de sua polpa. Dessa polpa branca, carnuda e oleosa, extrai-se o leite de coco, de uso culinário por excelência. O bagaço, acrescido da polpa integral e de outras matérias, é também utilizado na fabricação de azeite, de sabão, de velas e de margarina.

A fibra do coco, que envolve essa parte carnosa, tem ampla utilização na fabricação de capachos, passadeiras, sacos, broxas, escovas, redes, esteiras, etc.

Côco

O coqueiro e seus frutos estão presentes em mais de 80 paises ao redor do globo - na indonésia, no Pacífico, na África, na América Central e do Sul e no Caribe tendo grande importância na vida e na economia de várias populações regionais. Ele vive bem na praia, perto do mar e do sal, mas esta não é uma condição necessária para que seja cultivado com sucesso.

Atualmente, por exemplo, estão em andamento projetos de cultivo do coqueiro-da-baía em áreas irrigadas do sertão nordestino com bons rendimentos. No Brasil, os coqueiros mais comuns são encontrados em duas variedades: a gigante e a anã. Os frutos obtidos, tanto numa variedade como na outra, têm as mesmas características e utilidades.

No primeiro caso, como o coqueiro é uma planta de grande longevidade, podendo viver além dos 150 anos, chega a atingir 35 metros de altura. Isso dificulta bastante a coleta dos frutos, tornando-a uma atividade arriscada e que exige do apanhador grande destreza, prática e coragem. Por outro lado, com toda a sua altura, elegância e porte, o coqueiro transforma-se em uma das mais belas e ornamentais plantas existentes.

Dos 6 aos 9 anos de idade o coqueiro inicia a produção de frutos, que se estabiliza quando chega aos 12 anos, alcançando uma média de 70 cocos por pé ao ano. Esta é a variedade mais comum em todo o Nordeste brasileiro, região responsável por cerca de 85% da produção nacional e mais de 90% da área plantada, ocupando principalmente os Estados de Alagoas, Sergipe e Bahia.

O coqueiro anão - introduzido no Brasil em 1925, vindo da Malásia - não alcança mais do que 10 metros de altura, o que facilita bastante a coleta dos frutos. É mais precoce do que a variedade gigante, iniciando sua frutificação no segundo ano após o plantio, também apresentando maior produtividade, cerca de 200 frutos por pé ao ano. Em compensação, vive apenas 20 anos, ou seja, bem menos tempo do que o centenário coqueiro comum.

Côco

Fonte: www.paty.posto7.com.br

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