
O coentro é fonte de magnésio, cálcio, fósforo, ferro, fibras e ácido ascórbico.
O chá de coentro ajuda a aliviar dores de estômago e problemas de flatulência.
Pique o coentro somente um pouco antes de usar e o adicione no final da preparação. Cru, ele possui sabor refrescante, levemente amargo e picante, sendo usado para aromatizar peixes, frutos-de-mar, carnes brancas e legumes.
Fonte: www.prepgc20.cnptia.embrapa.br

Coriandrum sativum L.
Umbelliferae
Costa do Mediterrâneo (Sul da Europa, Oriente Médio e África do Norte)
Planta anual, herbácea, com caule cilíndrico, estriado e pouco ramificado, que pode atingir de 0,70 a 1,00m de comprimento. As folhas são de coloração verde-brilhante e apresentam-se em duas formas: as inferiores pinadas e as superiores bipinadas. Exalam um aroma forte e fétido quando esmagadas, lembrando o cheiro exalado por percevejos.
As flores, pequenas e de coloração branca ou róseo-violácea, estão dispostas numa inflorescência do tipo umbela. O florescimento ocorre entre a primaverae o verão.
É importante lembrar que antes da decisão de investir no cultivo de plantas medicinais e aromáticas, principalmente para quem não tem experiência com estas culturas, é obter mais informações sobre o assunto, para conhecer todas as etapas e técnicas envolvidas na produção.
É aconselhável procurar orientação de instituições de pesquisa ou profissional capacitado, para se informar quais plantas são mais indicadas para serem cultivadas na propriedade, em função da localização e tipo de solo da mesma, entre outros fatores. Deve-se ainda, realizar pesquisa de mercado procurando descobrir quais são os compradores mais próximos, qual a possibilidade de negociar a produção, entre outros pontos importantes.
Traremos apenas informações gerais e sobre o cultivo desta planta, visando sua exploração comercial, fornecendo ainda alguns endereços para mais informações.
De modo geral, para qualquer planta de uso aromático e medicinal, para se iniciar uma cultura seja a nível comercial ou mantê-la na horta doméstica, as sementes e mudas devem ser adquiridas de produtores ou de viveiros de mudas idôneos, que garantam a identificação botânica correta.
Alguns aspectos referentes a colheita e pós-colheita devem ser conhecidos, como por exemplo:
Determinação do momento ideal da colheita, que varia de acordo com o órgão da planta, estádio de desenvolvimento, época do ano e hora do dia;
Conhecimento de qual parte da planta contém o princípio ativo de interesse;
A colheita de sementes é realizada quando elas estão completamente amadurecidas ou no caso de serem deiscentes (que caem após o amadurecimento), antecipa-se a colheita para evitar as perdas;
A colheita deve ser realizada em períodos sem ocorrência de chuvas, preferencialmente no período da manhã, após o orvalho ter evaporado;
As ferramentas utilizadas variam de acordo com as partes que serão colhidas. Normalmente são utilizadas ferramentas simples: tesouras de poda (caule e folhas) e pás, enxadas e enxadões (raízes e partes subterrâneas);
O material cortado é acondicionado em recipientes adequados à parte colhida ( sementes, flores, outros);
O material coletado tem destinos variados: uso direto do material fresco, extração de substâncias ativas ou aromáticas do material fresco e secagem para comercialização "in natura".
Embora não tenhamos como objetivo indicar o uso medicinal desta ou de qualquer outra planta, destacamos algumas recomendações contidas no livro Plantas e Saúde - Guia Introdutório à Fitoterapia:
Utilize somente plantas medicinais conhecidas;
Procure conhecer a parte da planta que serve como remédio (raiz, caule, folha ou flor);
Não colete plantas medicinais nas margens de rios ou córregos poluídos e esgotos, bem como na beira de estradas, devido as substâncias tóxicas liberadas pelo escapamento dos veículos;
Procure conhecer as plantas que são tóxicas;
Tenha cuidado ao comprar ervas medicinais, observando sempre o seu estado de conservação (se não tem mofo, insetos, etc);
Procure conhecer o modo de preparo das plantas utilizadas como remédio (infusão, cozimento, etc);
Estar atento a indicação de uso da planta, se é para uso interno (beber) ou externo (compressa, cataplasma, etc);
Não substitua imediatamente o remédio dado pelo seu médico por plantas indicadas por amigos. Procure antes conversar com seu médico.
Após estas ressalvas, passaremos a tratar sobre o cultivo do Coentro.
Coriandrum sativum L.
Planta herbácea anual, pertencente a família das Umbelíferas. É nativa em países da Europa.
Média de 25 a 60 cm.
Cilíndrico, estriado, um pouco ramificado.
Coloração verde-brilhante, alternadas, pinadas ou bipinadas.
Ocorre entre a primavera e o verão.
Possuem diâmetro entre 1,5 a 5 mm.
Branca e roxa.
P lanta de uso medicinal e aromática.
Uso aromático
Frutos (sementes) bem maduros e secos. As folhas verdes e frescas são também empregadas na culinária.
As folhas do coentro só podem ser conservadas sob refrigeração. As folhas e frutos verdes exalam um odor forte e desagradável característico desta planta (se assemelha ao odor de percevejo "esmagado").
Uso medicinal
Frutos.
Clima
O coentro é uma planta que tolera bem tanto o frio como o calor, assim como curtos períodos de seca.
Plantio
Através de seus frutos ou sementes.
Solo
São preferidos os solos férteis, profundos, bem drenados e com boa exposição à radiação solar. Devem ser evitados solos ácidos e os que retêm muita umidade.
Fertilidade do solo e adubação
Solos ricos em nitrogênio e adubações nitrogenadas intensas devem ser evitadas, pois o excesso de nitrogênio atrasa o amadurecimento das sementes ou prolonga o período de progressivo amadurecimento e reduz a produção. Adubações com fósforo e potássio no mesmo ano do plantio produzem sementes mais aromáticas.
Aração e gradagem.
15 a 25 kg.
Semear em local definitivo.
Cada região tem sua época mais adequada, mas recomenda-se que seja feita no início da primavera. A semeadura deve ser programada de forma que a colheita não coincida com épocas de chuvas intensas, o que prejudica a colheita.
Deve-se evitar a semeadura no período de inverno, devido principalmente ao risco de ocorrência de geadas. Para culturas em escala comercial, devido ao rápido amadurecimento dos frutos, sugere-se que a semeadura seja realizada aos poucos, em etapas, para evitar que a colheita de toda a área cultivada seja realizada de uma única vez, o que poderia gerar perdas durante a colheita, pois as sementes maduras e secas caem facilmente no solo, reduzindo o rendimento.
Usar espaçamento de 30 cm, para solos livres ou com pouca ocorrência de plantas daninhas. Para solos onde é freqüente a infestação por invasoras, o espaçamento é feito de acordo com a largura do cultivador que será utilizado.
As sementes devem ser semeadas nos sulcos das linhas a uma profundidade de 2 a 2,5 cm, e cobertas com 1 a 2 cm de terra.
Utilizar espaçamento de 2 a 5 cm, entre as sementes na linha.
Ocorre no período de 7 a 14 dias. Deve-se então realizar o desbaste, eliminando as plantas fracas e determinando-se o espaçamento final entre uma planta e outra na linha, de 15 a 25 cm.
Realizar controle e combate de ervas daninhas. Irrigar ou drenar o solo, e adubar, sempre que necessário.
É realizada a partir do momento em que 50 a 60% dos frutos, apresentam cor amarelo-dourado ou marrom-claro-amarelado, ou pardo, conforme a variedade. A colheita é feita, cortando-se os ramos com as umbelas (extremidades dos ramos onde estão os frutos). As umbelas cortadas podem ser colocadas em recipientes sem furos, para serem transportados para o local de secagem.
Treinada para reconhecer o período ideal da colheita e realizar todos os procedimentos relacionados à mesma.
É feita a partir do momento em que a planta possui folhas suficientes que possam ser colhidas, sem prejudicar o seu desenvolvimento, encerrando a colheita quando surgirem os primeiros órgãos que originarão as flores.
Bibliografia
COSTA, M.A. (et al). Plantas e Saúde - guia introdutório à Fitoterapia. Governo do Distrito Federal, 1992. 88 p.
MARTINS, E.R.; CASTRO, D.M.; CASTELLANI, D.C.; DIAS, J.E. Plantas Medicinais. Universidade Federal de Viçosa. 1994. 220p.
VON HERTWIG, I.F. Plantas aromáticas e medicinais: plantio, colheita, secagem, comercialização. 2a ed. - São Paulo: Icone, 1991. 414 p.
Fonte: www.agrov.com