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Cupuaçu

Nome popular: cupu; cupuaçueiro
Nome científico: Theobroma grandiflorum (Willd. ex Spreng.) Schum
Família botânica: Sterculiaceae

Cupuaçu

Origem

Brasil - Amazonas. Características da planta: Árvore de até 10 m de altura com ramos fleríveis. Folhas longas de até 60 em de comprimento, de coloração ferrugínea na face inferior. Flores grandes, de cor vermelho- escura presas diretamente ao tronco.

Fruto

Forma esférica ou ovóide de até 25 cm de comprimento. Casca dura e lisa, de coloração castanho-escura. Sementes envoltas por polpa branca, ácida e aromática. Frutifica de janeiro a maio.

Cultivo

Propaga-se por sementes em regiões de clima quente e úmido. Aceita solo de baixa fertilidade e o plantio ocorre na estação chuvosa.

O cupuaçu é uma fruta exagerada: grande, pesada. volumosa, perfumadíssima. As folhas de sua árvore são grandes; suas sementes são muitas e também grandes, envoltas em uma polpa branca, ácida e de aroma bastante forte e agradável. Para o olfato de alguns, o cheiro do cupuaçu maduro é tão forte que chega a ser um pouco enjoativo.

Quando maduro, o cupuaçu simplesmente cai. A polpa, carnuda, é removida com tesoura e os resíduos que ficam na semente, lavados. Depois de processada, a polpa do cupuaçu é congelada, podendo ser comercializada a longas distancias.

Com essa polpa refrescante faz-se todo tipo de doces, uma verdadeira confeitaria: sucos, refrescos e sorvetes; licores e aguardentes temperados; cremes, gelatinas, espumas, mousses e pudins; tortas, bolos, pavês, biscoitos e coberturas para outros doces; compotas e geléias; doces de colher, de cortar e cristalizados; e o famoso bombom de cupuaçu.

Muito próximo do cacau, o cupuaçu carrega, como ele, o nome Theobroma ou manjar dos deuses. E se, externamente, o cupuaçu é muito diferente do cacau, hoje em dia já se sabe que, de suas gordurosas amêndoas, é possível extrair uma pasta semelhante àquela com que se produz o chocolate e a manteiga de cacau.

Industrializado, o chocolate de cupuaçu já pode ser encontrado em diversas capitais do país e começa a ser exportado, na onda internacional pela busca de produtos naturais e amazônicos. Como reflexo, ampliou-se o número de pessoas animadas com o seu cultivo e, em algumas regiões o cupuaçu já está sendo tratado como o verdadeiro"chocolate branco".

Em Nova Califórnia, por exemplo, onde passa a estrada que liga Rondônia ao Acre, um grupo de agricultores está fazendo dinheiro e escola com o cultivo do cupuaçu em escala comercial. Plantado em consórcio com a pupunha palmeira que, além de dar a sombra de que o cupuaçu necessita, ainda fornece o coco e o palmito para a alimentação humana, gordura para sabão, farinha e ração para a criação - o cupuaçu já está sustentando inúmeras famílias que antes insistiam em lutar contra o clima tropical cultivando, sem muito sucesso, arroz, feijão e milho.

A árvore que dá o cupuaçu é nativa da parte oriental da Amazônia, em particular da região nordeste do Maranhão, estando atualmente disseminada por toda a bacia amazônica do Brasil e dos países vizinhos. Em toda a região, nas capitais, cidades ou vilarejos, é raro encontrar- se uma residência que não possua um ou mais pés de cupuaçu em seu pomar.

O cupuaçuzeiro cresce espontaneamente nas florestas de terra firme, onde chega a ultrapassar 20 metros de altura. Mas, sendo árvore de fácil adaptação, pode ser encontrado em cultivo até mesmo no Espírito Santo e em São Paulo, onde alcança, porém, um tamanho reduzido.

Nos últimos anos, mudas e sementes de cupuaçu foram proibidas de sair da Amazônia, numa tentativa de evitar a contaminação das grandes plantações de cacau, existentes no sul da Bahia, pela praga da "vassoura de bruxa" comum na floresta. Ainda assim, o cacau está sendo duramente atingido por esta praga.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

Cupuaçu

 

Cupuaçu

O cupuaçu: usos e potencial para o desenvolvimento rural na Amazônia

O cupuaçu (Theobroma grandiflorum) é uma espécie nativa da Amazônia e pertence à mesma família do cacau (Theobroma cacau), espécie da qual se obtém o chocolate. Ao contrário do cacau que é cultivado em diversas partes do mundo, o cupuaçu está em processo de domesticação e seu cultivo é restrito aos estados da região norte e alguns países que fazem parte da Amazônia.

E, em decorrência desse processo recente, pode ser encontrado em estado silvestre, no interior das florestas, em pomares caseiros e em plantios comerciais. Desenvolve-se bem em solos pobres, pode ser cultivado em plantios homogêneos ou em consórcio com outras espécies, em sistemas agroflorestais.

A polpa do fruto, com aroma e sabor característicos, é o principal produto obtido, sendo largamente utilizada no preparo bombons, musses, sorvetes, sucos e refrescos. Apesar de ser o produto mais valorizado, não é o único.

Das sementes podem-se obter o cupulate e a manteiga de cupuaçu. O cupulate é um produto semelhante ao chocolate, porém com menor concentração do estimulante cafeína; a manteiga é similar à de cacau, com a vantagem de ser obtida por um processo mais econômico, e pode ser empregada na produção de cupulate em tabletes e na industria de cosmético.

Pesquisas recentes têm demonstrado a possibilidade de obtenção de novos produtos, ampliando o leque dos já existentes e contribuindo para o aproveitamento mais eficiente do fruto do cupuaçu. Das sementes processadas pode-se produzir uma bebida com teor de proteína semelhante ao de um achocolatado formulado com leite de vaca.

Esta bebida apresenta a vantagem de possuir um custo de produção inferior ao do achocolatado convencional e poder ser comercializada em forma de pó.

Os benefícios dessas pesquisas vão além do lançamento no mercado de novos produtos e se estendem por toda a cadeia produtiva: o produtor terá mais uma fonte de renda com a comercialização das sementes que, atualmente, são descartadas; o consumidor contará com uma fonte de proteína de alta qualidade a preços acessíveis; os programas oficiais de combate à fome e à miséria e da merenda escolar poderão ofertar uma dieta saudável e diversificada; e os vegetarianos, que normalmente possuem poucas opções de fontes de proteínas de origem vegetal, contarão com alternativas para uma alimentação equilibrada.

A casca de cupuaçu, que normalmente é descartada e usada como adubo, pode ser aplicada na geração de energia. Um projeto que utiliza a casca como fonte de biomassa para produzir energia está em fase de teste em uma comunidade do Amazonas. Ao ser submetida a um processo de queima incompleta, produz um gás, ao invés de fumaça. Este gás, ao ser misturado a motores movido a diesel, pode reduzir o consumo de diesel em até 80%.

A energia gerada é utilizada para alimentar uma agroindústria de processamento do fruto que, antes, era vendido in natura. Os custos ainda são superiores aos geradores que usam apenas o diesel como combustível, mas compensa por utilizar matéria prima em abundância, proveniente da atividade econômica da região, e pelos benefícios sociais e ambientais gerados.

Os exemplos relacionados anteriormente servem para ilustrar o potencial de aproveitamento, a versatilidade de produtos e usos alternativos que o cupuaçu apresenta.

Estas características, aliadas ao sabor forte e agradável e à facilidade de industrialização do fruto têm contribuído para a difusão do consumo, ampliação e abertura de novos mercados para uma espécie nativa da Amazônia. A exemplo do guaraná, da castanha e do açaí, que são reconhecidos como produtos típicos da Amazônia, consumidos em todo o Brasil e exportados para diversos países, o cupuaçu tem o potencial de alcançar status semelhante.

No entanto, a realização desse potencial só será possível com o avanço das pesquisas sobre a espécie, a transferência dos resultados e capacitação do produtor, e a adoção de políticas que estimulem o cultivo de cupuaçu. Através da oferta de materiais mais produtivos e resistentes a doenças, principalmente vassoura-de-bruxa; do plantio e manejo seguindo as recomendações para a cultura; e da existência de uma infraestrutura adequada para o beneficiamento dos frutos pode-se ampliar a área cultivada, aumentar a produção, colocar no mercado produtos diferenciados, capazes de atender a demanda por produtos da Amazônia.

Existem ainda os benefícios sociais e ambientais associados e, entre esses, podem ser citados: a geração de empregos e utilização da mão-de-obra familiar; a geração de riqueza e desenvolvimento do meio rural; e a exploração sustentável da biodiversidade da Amazônia.

Paulo Emílio Kaminski

Fonte: www.amda.org.br

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