
O Girassol é uma planta originária das Américas, que foi utilizada como alimento, pelos índios americanos, em mistura com outros vegetais.
No século XVI, o girassol foi levado para a Europa e Ásia, onde era utilizado como uma planta ornamental e como uma hortaliça.
A grande importância da cultura do girassol no mundo deve-se à excelente qualidade do óleo comestível que se extrai de sua semente.
É um cultivo econômico, rústico e que não requer maquinário especializado.
Tem um ciclo vegetativo curto e se adapta perfeitamente a condições de solo e clima pouco favoráveis.
Para seu cultivo correto são necessários os mesmos conhecimentos e maquinários utilizados na cultura de milho, sorgo ou soja.
No começo, durante quase 200 anos, foi cultivado somente como planta ornamental.
Só em princípios do século XVI começou sua utilização como planta oleaginosa, para a extração de azeite, e a verdadeiramente difusão da cultura do girassol na Europa.
O girassol por ter suas raízes do tipo pivotante, promovem uma considerável reciclagem de nutrientes, além da matéria orgânica deixada no solo pela sua morte; as hastes podem originar material para forração acústica e junto com as folhas podem ser ensiladas e promove uma adubação verde.
Das flores podem ser extraídos de 20 a 40 quilos de mel/hectare.
Elas originam as sementes, que podem ser consumidas pelo homem e pelos animais.
Também usado em adubação verde, devido a seu desenvolvimento inicial rápido, à eficiência da planta na reciclagem de nutrientes e por ser um agente protetor de solos contra a erosão e a infestação de invasoras.
Por isso é recomendado para rotação de culturas.
Fonte: www.biodieselbr.com

De girar e sol, propriedade que tem a planta de ir girando para o lado que se move o sol.
Planta anual oriunda do Perú, da família das compostas, com caule herbáceo, direito, com uns 3 cm de grossura e cerca de dois metros de altura; folhas alternadas, pecioladas e em forma de coração; folhas terminais que se dobram na maturação, amarelas, com 20 a 30 cm de diâmetro, fruto com muitas sementes e negruscas, quase elipsodais, com 3 cm de largura e comestíveis.
Cultiva-se para se obter óleo e em menor escala para consumir as sementes.
O girassol foi introduzido na Europa durante o século XVI.
Não são muitas as espécies domesticadas que sejam provenientes da região temperada Norte Americana e cujo antecessor ainda existe. Descobriu-se aqui material arqueológico que prova a sua longa existência e uso por parte do homem. Os indígenas convertiam as sementes em farinha.
A sua difusão pela América Central e do Sul é relativamente recente, mas conquistou uma larga área devido a sua alta resistência e fácil adaptabilidade.
Dodonaeus a denominou em 1568 como Chrysantemum Peruvianum, convicto de que a planta procedia do Perú quando na realidade é procedente da América do Norte.
A difusão do girassol no Leste Europeu deveu-se à falta de outros óleos e a particularidade de congelar a baixas temperaturas.
Pela sua adaptação á Estepe do Sudoeste, o girassol adquiriu popularidade na Rússia desde o principio do século passado. Este país é hoje o maior produtor e exportador do mundo.

As flores do girassol contêm quercimeritrina, que é um monoglucido da quercetina, antocianina, uma considerável quantidade de colina e betaína; ácido solantico, provavelmente em forma de solantato cálcio, etc. A matéria corante das flores é a xantofila.
As sementes são ricas em óleo: raras vezes contêm menos de 30 %, chegando algumas variedades produzidas por hibridação a ter quantidades superiores a 50 %. No óleo predominam a linoleína (57%) e a oleína, existindo menores quantidades de palmitina, estearina, araquina e lignocerina. Na semente também se encontram lecitina, colesterina, diversos ácidos orgânicos, fitina, etc.
A produção e rendimento do girassol pode ser incrementado de uma forma espectacular quando as abelhas e outros insectos ajudam na polinização. E mais a atividade das abelhas torna-se necessária quando se trata de híbridos com pólen pouco compatível, nos quais se registam sementes vazias, porque o pólen tem inconvenientes fisiológicos em fecundar a própria flor.
O desenvolvimento do girassol está intimamente ligado ao que dá origem ao seu nome : a luz solar. Ela é um dos seus nutrientes, juntamente com a água, que é capaz de absorver em quantidades sobresselentes. Quando a planta há formado o total de folhas que deverá de ter, o ritmo de aparecimento das folhas será governado pela temperatura e portanto, quanto maior seja esta, menor será o tempo necessário para a floração.
A atividade fotosintética alcança o ponto óptimo aos 27ºC. A uma temperatura superior, aumenta a evotranspiração e baixa a eficiência no consumo da água. Quando o girassol está neste estado vegetativo pode limitar o consumo de água, pode concentrar sacarose nas células onde se dão as trocas gasosas e pode chegar a um caso extremo, em que limita a expansão foliar e até reduzir o número de folhas.
Quando a floração coincide com os períodos chuvosos, há um humedecimento e inchaço dos grãos de pólen e perda da sua capacidade fecundadora. Se isto dura mais que dois ou três dias, é necessário que o pólen de flores distantes seja transportado. As abelhas fazem um excelente trabalho para esta situação.
Girassol é o nome comum das ervas anuais e vivazes de um género da família das compostas. O género Helianthus tem umas 67 espécies. As formas mais altas medem até 3 metros. As folhas são alternadas, em forma de coração, ásperas e peludas. O grande capítulo solitário, pode medir quase um metro de diâmetro, tem ligulas amarelas que rodeiam um disco central, flósculos ou flores individuais de cor amarela, vermelha ou purpura, segundo a espécie.
A orientação do capítulo para o sol deve-se ao crescimento diferenciado do caule. Quando a iluminação é desigual, o lado da planta que está á sombra acumula auxina, que é um regulador de crescimento vegetal; esta acumulação faz com que a parte que está á sombra cresça mais rapidamente do que a que está ao sol e o caule se inclina para o sol.

Antigamente a planta cultivava-se como ornamental, mas a partir do século passado adquiriu valor comercial. O óleo de girassol refinado é comestível e alguns consideram equiparável a sua qualidade ao azeite. Sem ser refinado é utilizado para o fabrico de sabonetes e velas.
Com o resíduo sólido que sobra depois de se extrair o óleo das sementes é aproveitado para a alimentação animal. As sementes cruas são usadas nas misturas destinadas á alimentação das aves e as tostadas na alimentação humana.
È utilizado em muitos países como remédio caseiro para muitas doenças, como por exemplo : as folhas e flores da planta no combate de doenças de garganta e pulmonares.
Na América do Sul adiciona-se sumo de flores e sementes ao vinho branco para funcionar como remédio contra doenças e eliminar a pedra do rim e da vesícula.
As raízes de uma espécie, chamada pataca, são comestíveis e podem ser consumidas da seguinte maneira : cozidas, estufadas e assadas.
Recentemente tem-se insistido sobre o valor farmacológico das flores e do caule do girassol, que são empregados em forma de tintura alcoólica no combate das febres paludosas.
A tintura do girassol prepara-se com flores recentemente colhidas ( unicamente as flores) nos grandes receptáculos do capitulo que pesam á volta de 50gr, e depois cortam-se as tiras as partes mais suculentas do cale que estão na parte superior das plantas que não floriram e pesam-se então 50gr destas tiras.
Introduzem-se as flores e as tiras dos caules numa garrafa com 1 litro de álcool. Deixa-se ficar uma semana e depois filtra-se. Adicione umas gotas em vinho ou em água depois das refeições que são o suficiente.
Fonte: www.delariva.com