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Hortelã

Hortelã-pimenta | Mentha x piperita L.

Hortelã

Nome científico: Mentha x piperita L.
Família: Lamiaceae (Labiatae)
Nomes populares: hortelãzinho, hortelã de panela, hortelã de cheiro, hortelã da folha miúda, hortelã da horta, hortelã comum.
Origem: É originária da Europa de onde foi trazida no período da colonização para o Brasil.
Hábito: Planta herbácea

Descrição botânica

É um híbrido, originário do cruzamento entre diversas espécies, provavelmente Mentha spicata L., Mentha aquatica L., Mentha longifolia Huds. e Mentha rotundifolia Huds. É uma planta herbácea estolonífera, aromática, anual, de 30 a 60 cm de altura. As folhas são oval-lanceoladas e serradas, de cor verde-escura a roxapurpúrea, ligeiramente aveludas, haste quadrangular. A inflorescência se dá em espiga terminal de flores violáceas, numerosas, curtamente pedunculadas, reunidas em verticílios separados.

Cultivo

Existem cerca de 25 espécies do gênero Mentha, dada a facilidade de hibridação não se recomenda o cultivo de diversas espécies de hortelã na mesma área. Sua propagação é por rizomas, com cerca de 10 cm, plantando-se no final das chuvas, no espaçamento de 0,6 x 0,3m. A partir do quarto mês de plantio, faz-se a colheita das folhas. A secagem é à sombra ou em secador a 40º C no máximo. Como é uma planta produtora de óleos essenciais, recomenda-se colher bem cedo ou à noite, para não haver perda de óleo existente na planta.

Constituintes químicos

Óleo essencial 0,7 a 3% que contém Mentol (30- 55%), cineol (6-8%), mentona (14-32%), mentofurano (açáo hepatotóxica), pineno, limoneno e mentonapiperitona. Quando cultivado em períodos de dias longos e noites curtas, apresenta um maior rendimento de óleo com teor aumentado de mentofurano; ao contrário, noites frias favorecem a formação de mentol.

Indicação

Distúrbios gastrintestinais, vermífugo (giardíase e amebíase), gases, analgésica, anti-séptica, antiespasmódica, antiinflamatória, tônica, problemas respiratórios.

Parte da planta para uso

Folhas e ramos

Modo de usar

Vermífugo

Sumo preparado diariamente de 20 gramas de folhas e ramos em 300 ml de água. Tomar 3 vezes ao dia, durante 5 dias.

Digestivo e calmante

Em infusão preparar 5 g de folhas e ramos frescos em 1 xícara de água. Tomar 4 a 5 xícaras por dia.

Mau hálito

Macerar em 1 litro de vinho branco, 30 gramas de folhas frescas de hortelã. Coar e utilizar a mistura para bochechos, 2 vezes ao dia.

Possibilidades comerciais e industriais

A hortelã-pimenta junto com a Mentha arvensis L. (hortelã-japonesa), são as espécies de maior interesse econômico na obtenção de óleos voláteis.

Esses óleos voláteis são empregados in natura para preparação de chás, em infusão, e/ou sob a forma de preparações não bem definidas. É mais usada na área de alimentos (condimentos aromatizantes e bebidas) e cosméticos (perfumes e produtos de higiene). Constitui uma importante atividade econômica, destacando-se como espécie de produção mundial em 2.367 toneladas/ano.

Observação

O uso da essência é contra-indicado para bebês, e pessoas com cálculos biliares só devem usar a planta com aconselhamento médico.

Referências bibliográficas

BLANCO, M. C.. G. Cultivo comunitário de plantas medicinais. Campinas, CATI, 2000. 36p. il. 21,5cm (Instrução Prática, 267).

DI STASI l. C.; SANTOS, E. M. G.; SANTOS, C. M. dos; HIRUMA, C. A. Plantas medicinais na Amazônia. São Paulo. Editora Universidade Paulista. 1989. 193p.

PINTO, J. E. B. P.;Santiago, E. J. A. de. Compêndio de plantas medicinais. Lavras: UFLA/FAEPE, 2000. 205 p.

VIEIRA, L. S. Fitoterapia da Amazônia: Manual de Plantas Medicinais (a Farmácia de Deus). 2ª Ed. São Paulo. Agronômica Ceres, 1992. 347p. Guia Rural Abril 1986. 1986. p450. (p331). Editora Abril S. A.

Fonte: www.cpafro.embrapa.br

Hortelã

Hortelã-Pimenta

Hortelã

O mais usado dos óleos essenciais aromáticos tem presença marcante e evidente em toda sorte de alimentos e outros produtos, entre os quais bebidas, sorvetes, molhos, gelatinas, licores, remédios, preparados odontológicos, preparados aromaterapêuticos, detergentes, cosméticos, tabaco, sobremesas e gomas.

A planta era conhecida dos egípcios, que a dedicavam ao deus Horus. Os romanos a personificavam em Minthe, a bela ninfa amada por Plutão, o deus dos subterrâneos. Quando Prosérpina, a rainha de Plutão, descobriu o que estava acontecendo, ela pisoteou Minthe em um acesso de ciúmes, transformando-a nessa planta humilde. Mas Plutão decretou que quanto mais a menta fosse pisada, mais doce seria seu aroma.

A hortelã-pimenta surgiu como híbrido natural no século 17, e em mais de 20 variedades modernas de plantas perenes de raízes quadradas, que se espalharam com facilidade usando sistemas de raízes subterrâneas. Agora, a planta em sua forma natural é encontrada na Europa, América do Norte e Austrália, e é um dos poucos óleos essenciais cultivados nos Estados Unidos, onde as condições de chuva, temperatura e solo do Michigan e do centro do Oregon são ideais para uma alta produção. A maior parte do óleo é redestilado para produzir um sabor de menta mais suave usado em doces e goma de mascar.

Depois que o British Medical Journal apontou em 1879 que cheirar mentol, o principal componente da hortelã-pimenta, alivia dores de cabeça e dores nervosas, cones de mentol que evaporam no ar se tornaram moda.

Os herbalistas assumiram papel central em muitas controvérsias em defesa ou oposição à postura do médico Galeno, da Grécia antiga, segundo o qual a menta tem propriedades afrodisíacas. Mas todos, incluindo os cientistas modernos, concordam em que se trata de um forte estimulante mental e físico que pode ajudar a pessoa a se concentrar e a se manter desperta e alerta.

Principais componentes da hortelã-pimenta

Mentol (até 70%), mentone, mentil acetato, limonene, pulegone, cineol, azuleno e outros.

O aroma da hortelã-pimenta: a hortelã-pimenta tem um aroma forte, mentolado, fresco, com um toque de cânfora bastante distintivo.

Propriedades terapêuticas da hortelã-pimenta

Antiinflamatório; alivia a dor, espasmos musculares e cólicas; relaxa os nervos, mata infecções virais; reduz os gases e a indigestão; elimina a congestão pulmonar; reduz febres.

Usos da hortelã-pimenta

A hortelã-pimenta ajuda na digestão de alimentos pesados e alivia a flatulência e cólicas estomacais, relaxando os músculos digestivos de modo que a operem com mais eficiência.

Uma massagem no abdômen com um óleo contendo hortelã-pimenta pode ajudar muito em caso de espasmos intestinais, indigestão, náusea e sensibilidade intestinal.

O óleo essencial da hortelã-pimenta está incluído na maioria dos linimentos, porque ele propicia aquecimento por meio da elevação do fluxo sangüíneo e alivia espasmos musculares e artrites.

O hortelã-pimenta alivia a coceira de infecções cutâneas e da herpes simplex, bem como a irritação por conta com plantas venenosas. Limpa as vias respiratórias e os pulmões congestionados, quando inalado diretamente ou esfregado no peito em forma de bálsamo. Também destrói muitas bactérias e vírus. a hortelã-pimenta não ajuda na secagem, como muitos poderiam presumir; em lugar disso, ajuda a pele a produzir óleo, de modo que deve ser usado misturado com outros óleos no tratamento de compleições secas. Quando usar o hortelã-pimenta, lembra-se de que é um aroma energizante.

Alertas sobre a hortelã-pimenta

Cuidado! Causa uma sensação refrigerante, inicialmente, mas usado em excesso pode queimar.

Para saber mais sobre a aromaterapia e outras formas de medicina alternativa, consulte:

Aromaterapia

Descubra sobre a aromaterapia, como ela funciona, qual é o papel dos óleos essenciais e como usar aromaterapia.

Perfis dos óleos essenciais

Recolhemos perfis de dezenas de plantas usadas para produzir óleos essenciais. Nestas páginas, você descobrirá sobre as propriedades e preparativos para os óleos essenciais mais populares.

Kathi Keville

Fonte: saude.hsw.uol.com.br

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