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Hortelã

 

Hortelã
Hortelã

Condimenta doces, legumes, saladas, carnes e licores. É mais conhecido por ser consumido em chá. Também conhecida como menta, a hortelã é uma planta aromática de cheiro puro, refrescante e de sabor intenso.

Existem muitas espécies, algumas originárias do sul e do centro da Europa, outras do Oriente Médio e do centro da Ásia.

Diziam os antigos que conhecê-las todas era tão difícil quanto contar as centelhas que saíam do vulcão do monte Etna. No Brasil as espécies mais conhecidas são hortelã-de-cozinha, hortelã-de-horta, hortelã-pimenta e poejo.

A maior produtora atualmente é a região norte da África. Seu óleo essencial (em concentrações de até 2,5% nas folhas secas) é composto principalmente por mentol (50%), responsável pelo odor refrescante e encontrado em folhas mais velhas.

A hortelã é uma planta herbácea de até 80 cm de altura. Suas folhas são opostas, ovais e serrilhadas.

A hortelã é muito utilizada no Oriente Médio e, ao lado do tomilho, é a especiaria mais forte da culinária britânica. Atualmente sua principal zona de cultivo é o norte da África.

A Hortelã

Erva aromática igualmente reconhecida pelo seu perfume refrescante é utilizada nas mais diversas preparações. Os ingleses não a dispensam no mint sauce, os libaneses exigem-na no taboulé, os marroquinos no chá, os beirões nos maranhos, ...

Belíssima para aromatizar saladas, sejam de legumes, frutas ou mistas, sopas, ervilhas, um chá gelado, um sorvete de limão... a hortelã é ainda excelente para dar um toque especial à mayonnaise ou molho de iogurte.

Com reputação de refrescar o hálito e facilitar a digestão, a hortelã pode considerar-se uma excelente companhia de Verão.

Descrição

Planta de 30 a 60 cm, ligeiramente aveludada. Haste ereta, quadrangular, avermelhada, ramosa. Ramos eretos e opostos. Folhas opostas, curtamente pecioladas, oval-alongadas, lanceoladas ou acuminadas, serreadas, algo pubescentes. Flores violáceas, numerosas pedunculadas, reunidas em verticilos separados e formando na extremidade das hastes, espigas obtusas, curtas, ovóides, assaz cerradas, munidas de brácteas na base. Cálices gamossépalo, tubuloso, de 5 dentes quase iguais.

Corola gamopétala, infundibuliforme: limbo de 4 lobos, sendo o superior algo maior. O fruto é constituído por 4 aquênios.

Outros Nomes:

Menta
Hortelã Apimentada
Hortelã-Comum
Hortelã-Cheirosa
Mint
Menthe Verte

Nome Científico:

Mentha spicata (hortelã-de-cozinha)
Mentha crispa (hortelã-de-horta)
Mentha piperita (hortelã-pimenta)

Utilizando

As muitas variedades de hortelã podem ser usadas tanto em pratos doces como em salgados. É amplamente utilizada pela cozinha da Turquia, do Oriente Médio e do Vietnã. Entra no preparo de molhos e geléias para acompanhar cordeiro, batatas, ervilhas ou cenouras e chás, carne de porco e saladas de folhas. É ingrediente indispensável do tabule, prato à base de trigo típico da cozinha árabe. Na Turquia, no Líbano e em Israel é cozida junto com iogurte e com alho e é o principal tempero do kebab, cordeiro grelhado. No Vietnã, as folhas frescas acompanham quase todos os pratos.

A hortelã seca é usada para temperar coalhadas e rechear pastéis e legumes como berinjela, pimentão e tomate. No Ocidente é usada para aromatizar licores, manteigas, doces, sobremesas, sorvetes e chocolates.

Uso medicinal

Na hortelã estão reunidas, em elevado grau, as propriedades antiespasmódicas, carminativas, estomáquicas, estimulantes, tônicas, etc. Prescreva-se a hortelã como remédio na atonia das vias digestivas, flatulências, timpanite (especialmente a de causa nervosa), cálculos biliares, icterícia, palpitações, tremedeiras, vômitos (por nervosidade), cólicas uterinas, dismenorréia. É um medicamento eficaz contra os catarros das mucosas, já porque favorece a expectoração, já porque combate a formação de novas matérias a expulsar. Aplica-se o sumo embebido em algodão para acalmar as dores de doentes.

Às crianças que tem vermes intestinais, administra-se um chá de hortelã, liberta-las dos parasitas que as atormentam. As mães que amamentam devem tomar este chá, para aumentar a secreção do leite.

Há também outras espécies de hortelã (Mentha viridis, Mentha crispa, etc.), cujas propriedades medicinais são idênticas às da Mentha piperita.

Comprando

A hortelã é vendida geralmente fresca em buquê nas feiras ou lojas especializadas em ervas finas. Encontrada fresca, seca ou em pó.

Fresca: maços e vasinhos de hortelã fresca são encontrados em supermercados, mercados ou feiras. Escolha as folhas vistosas e evite as que estiverem murchas e manchadas.
Seca:
prefira as acondicionadas em vidros ou embalagens escuros, que devem ser guardados ao abrigo da luz. Verifique o prazo de validade.

Conservando

Fresca: deve ser acondicionada em saco plástico, na geladeira, por alguns dias.
Para congelar:
retire as folhas do caule e pique-as finamente. Coloque-as em uma fôrma de gelo com água e leve-as ao congelador.
Como secar:
seque ao ar livre, em local sombreado e bem ventilado, por alguns dias.
No microondas:
lave e seque bem as folhas. Separe-as do talo e forre o prato do microondas com papel absorvente. Espalhe as folhas sobre o papel, deixando o centro do prato livre.
Leve ao micro em potência máxima entre três e quatro minutos.
Seca ou em pó:
deve ser guardada ao abrigo da luz, respeitando o prazo da validade.

Combinando

Experimente combiná-la com salsa, coentro, pimenta-malagueta, alho, cardamomo e manjericão. Fresca e picada é ótima com ervilha, cenoura, beterraba, batata, salada, porco assado ou grelhado e cordeiro assado.

Preparando

Fresca: antes de qualquer preparo, lave bem e ponha a erva de molho em solução anti-séptica para verduras diluída em água. Para picar, primeiro separe as folhas do galho.
Seca:
utilize conforme as instruções da receita.

Dicas

Se você tiver folhas de hortelã começando a murchar, mergulhe-as em água bem gelada por alguns minutos. Elas ficarão mais viçosas. As folhas de hortelã cristalizadas decoram bolos e pudins e podem ser servidas com o café, depois das refeições.

Uso Medicinal

O chá de hortelã é indicado para tratamento de gripes e má digestão. O gargarejo alivia dores de garganta. Pode aliviar, também, picadas de insetos. Muito boa contra ânsia de vômitos Ela ajuda a purificar o organismo, limpar o tubo digestivo, eliminar toxinas, diminuir a temperatura do fígado, acalmar e garantir uma boa noite de sono.

Observação importante: Qualquer uso terapêutico deve sempre ser acompanhado por um médico.

Fonte: www.fleischmann.com.br

Hortelã

Hortelã/Menta

Nome científico: Mentha arvensis (sinonímia: M. austriaca, M. lapponica, M. parietariifolia); Mentha spicata; Mentha piperita

Família: Labiadas

Nome comum: Mentha arvensis – menta-japonesa, hortelã-doce, hortelã-japonesa, hortelã-do-Brasil; Mentha spicata – hortelã-comum, hortelã-das-hortas; Mentha piperita – hortelã-pimenta, hortelã-comum.

Origem: Europa e Oriente Médio

Descrição e característica da planta

Hortelã ou menta é o nome dado às diversas plantas do gênero Mentha, que tem mais de 20 espécies. São plantas herbáceas, perenes, aromáticas, refrescantes, de sabor intenso, originárias de clima temperado. Formam longos cordões subterrâneos, os rizomas (caule subterrâneo), e emergem formando novas plantas.

A altura das plantas pode variar em função das espécies e fertilidade do solo, de 30 a 70 centímetros. As plantas não toleram a falta ou excesso de água por longos períodos e se desenvolvem bem em solos férteis, ricos em matéria orgânica e com boa capacidade de drenagem de água. A propagação é vegetativa e feita principalmente através de rizomas, cortados em pedaços de 20 a 30 centímetros de comprimento ou através de porções basais de ramos da planta.

Mentha arvensis é uma planta herbácea com muitas variedades melhoradas e adaptadas a algumas regiões brasileiras, pois é originária de clima temperado. As folhas são lanceoladas ou oblongas, de cor verde-escura a verde-clara, superfície lisa ou levemente enrugada e margens serrilhadas ou sinuosas. O florescimento ocorre cerca de 4 meses após o plantio no campo. A colheita é feita no início do florescimento através do corte das plantas bem próximo ao solo. Nos estados de São Paulo e do Paraná são feitos dois a três cortes anuais.

Mentha spicata é uma planta herbácea e bem adaptada ao clima subtropical. As folhas são ovais, de cor verde-clara, bordas serrilhadas ou sinuosas e conhecida como hortelã-das-hortas.

Mentha piperita é uma planta herbácea e as folhas têm forma alongada e cor verde-clara.

Produção e produtividade

Atualmente, o Norte da África está entre as principais regiões de cultivo da menta do mundo.

As espécies mais cultivadas no Brasil são: Mentha arvensis e Mentha spicata. As folhas e flores, dependendo da espécie, da variedade ou do estágio vegetativo das plantas, contêm 0,5 a 1% de óleo essencial. A produtividade pode variar de 80 a 120 quilos de óleo essencial por hectare ao ano.

Utilidade

A menta ou hortelã é cultivada principalmente para a extração de óleo essencial, o mentol. O mentol é utilizado pelas indústrias na fabricação de bebidas, balas, doces, licores, chás, na indústria de tabaco e componentes medicinais no preparo de pastilhas, chás, infusões, produtos de higiene bucal e outros.

As folhas, principalmente da Mentha spicata, são usadas, na culinária, no preparo de molhos, geléias e como tempero de carnes de cordeiro, batatas, ervilhas ou cenouras, carnes de porco, saladas de folhas, como componente do tabule, além de uso medicinal. As folhas contêm vitaminas A, B e C, e minerais, como cálcio, fósforo, ferro e potássio.

Chukichi Kurozawa

Fonte: globoruraltv.globo.com

Hortelã

Hortelã, ou Menta

Nome científico: Menta spicata
Nome comum: Menta, Hortelã.
Nomes populares: Hortelã
Família: Lamiaceae
Habitat: Espalhada por todo o Mundo

História

Planta utilizada desde a antiguidade, com a sua origem confundida com os mitos.

A Hortelã era muito usada pelos egípcios, hebreus, gregos, romanos e americanos, durante o século IX foram introduzidas na Europa muitas variedades.

Esta planta aparece referenciada na bíblia aparece como dízimo. Os árabes decoravam as mesas dos banquetes com Menta antes das festas e limpavam o chão com a erva para estimular o apetite dos convidados. Uma das ninfas amadas por Plutão, Minthe foi transformada em erva para fugir da ira da ciumenta mulher do deus grego.

Erva da amizade e do amor, símbolo da hospitalidade, conta-se que Zeus e Hermes nas suas andanças pela Terra, disfarçados, foram acolhidos para comer na casa de um casal de pobres anciões que forraram a mesa com hortelãs para melhor recebê-los. Os deuses então transformaram o casebre num palácio.

Outra lenda dá conta que Sherazade, a personagem que contou mil e uma noite de histórias ao sultão para não morrer, relatava os seus contos ao sabor de chã de hortelã.

Descrição

A Hortelã é uma planta herbácea, vivaz e rizomatosa, com porte ereto.

Possui caule aéreo de secção quadrangular e ramificado. As folhas são simples de inserção oposta, verdes e geralmente rugosas. As flores são pequenas, de cor malva ou violeta. Algumas espécies possuem caules púrpura e folhas pubescentes. Floresce no verão.

Planta herbácea perene muito ramificada, rasteira, de folhas aromáticas , de inserção oposta nos ramos, de textura áspera, com a forma oval de base arredondada e de pecíolo curto.

As flores são brancas com sombra violeta pequenas e dispostas em inflorescência tipo espiga terminal nos ramos.

Muito cultivada em hortas domésticas para confecção de chás.

Tem possibilidade de ser usada em paisagismo de áreas sem pisoteio, pois seu caráter invasivo poderia ser melhor aproveitado para substituição de gramados ao redor de árvores e pequenos bosques.

Propagação: Por via vegetativa, através da divisão de touças ou por estacas rizomatosas.

Plantação: Na Primavera ou no Outono.

Luz: 1/2 sombra

Solos: Frescos, húmidos e férteis.

Temperatura: Clima temperado, tolerante ao frio e ás geadas.

Rega: A Menta é exigente em água embora não tolere o encharcamento. Regar logo após a colheita para favorecer os crescimento durante o Inverno

Adubação: Periodíca

Pragas e doenças: Ácaros, lagartas de noctuídeos e afídeos. Verticillium dahliae, Puccinia menthae (ferrugem) e oídio.

Colheita: No início da floração.

Conservação: Secar na sombra num local bem ventilado.

Aplicações medicinais

Partes utilizadas:

Folhas
Flores

Propriedades

Diuréticas
Anti-térmicas
Estimulante

Componentes

Vitaminas ( A,B e C )
Minerais (cálcio, fósforo, ferro e potássio)

Indicações

As folhas de Menta exercem ação tónica e estimulante sobre o aparelho digestivo, além de possuir propriedades antisépticas e ligeiramente anestésicas . Alivia também as dores de cabeça e dores das articulações. Ligeiramente vermífugo (lombrigas e oxíuros), calmante, é também um bom chá para gripes e resfriados.

Combate cólicas e gases, aumenta a produção e circulação da bílis. Favorece a expulsão dos catarros e impede a formação de mais muco.

Receitas medicinais

Para picadas de insetos em crianças, colocar rapidamente muitas folhas amassadas em cima da zona da picada. Para dores abdominais, tomar um copo de leite aquecido com algumas folhas de hortelã.

A Infusão é indicada para gripes e resfriados.

Infusão: 3 gs em 100 ml de água fervente não mais que 5 minutos.
Óleo medicinal:
Mergulhar um bom punhado de folhas e flores amassadas em azeite por 4 dias para aplicações locais com massagens.

Outros usos

Uso caseiro: Plantar perto das rosas para afastar os pulgões. Espalhar folhas frescas ou secas nas despensas, para afastar os ratos.
Uso culinário
e medicinal: Muito utilizada nas receitas de carne de caça e borrego, assim como nos legumes. É usada também como aromatizante de doces e alimentos de conserva, na preparação de licores e xaropes e na aromatização de tabacos.

A hortelã é usada em receitas culinárias de muitos países pelo mundo todo, em chás, em adorno de pratos e composição de saladas.

Na comética entra nas fórmulas de dentifrícios, sabonetes, cremes de massagem e para barba, desodorantes bucais e um sem números de aplicações.

Contém muitos elementos químicos de uso farmacêutico utilizados para remédios.

Na medicina popular é considerada excelente para tratamento de problemas estomacais, pois é digestiva, além de ajudar no tratamento de diarréias infantís e dores abdominais.

Cosmética

Rejuvenescimento da pele e refrescante. A hortelã pimenta é adstringente e clareia o tom da pele, pode também ser utilizada como infusões para bochechar a boca para tirar o mau hálito.

Banho estimulante

Ferver em lume brando cerca de 3 minutos, 50 gramas de folhas de hortelã num litro de água. Misturar à água do banho (tomar pela manhã).

Efeitos colaterais

Não deve ser consumida em grandes quantidade por crianças e lactantes, pois pode causar dispneia e asfixia. As mentas não devem ser consumidas em grandes quantidades por longos períodos de tempo, pois a pulegona contida na planta exerce ação paralisante sobre o bolbo raquidiano. Pode causar insónia se for tomado antes de se deitar.

André M. P. Vasconcelos

Fonte: www.loja.jardicentro.pt

Hortelã

Hortelã
Hortelã

Hortelã
Hortelã

Hortelã
Hortelã

Nome Científico: Hortelãs - Menthas - Famílias Labiadas.

Origem

Erva utilizada desde a antiguidade, com sua origem confundida com os mitos. Usada pelos egípcios, hebreus, gregos, medievais, romanos e americanos, durante o século IX foram introduzidas na Europa muitas variedades. Ela aparece em TODAS as listas de ervas que chegaram até nós. Na bíblia aparece como dízimo. Os árabes regavam as mesas de banquete com menta antes das festas e limpavam o chão com a erva para estimular o apetite dos convidados

Partes usadas

Folhas e sumidades floridas.

Lendas e Mitos

Uma das ninfas amadas por Plutão, Minthe foi transformada em erva para fugir da ira da ciumenta mulher do deus grego.Erva da amizade e do amor, símbolo da hospitalidade, conta-se que Zeus e Hermes em suas andanças disfarçados pela Terra, foram acolhidos para comer na casa de um casal de pobres anciões que forraram a mesa com hortelãs para melhor recebê-los.

Os deuses então transformaram o casebre num palácio. Outra lenda dá conta que Sherazade, a personagem que contou mil e uma noite de estórias ao sultão para não morrer, desfiava seus contos ao sabor de chazinho de hortelã.

O símbolo da virtude, pelo asseamento e pelas qualidades medicinais.

Características e Cultivo

Planta herbácea, perene, de 15 cm a 1 metro de altura, folhas ovadas, aromáticas, verdes e geralmente rugosas, flores pequenas, de cor malva ou violeta. Algumas espécies possuem caules púrpura e folhas pubescentes. Gostam de 1/2 sombra e solos úmidos e férteis. Floresce no verão. Companheira da camomila e urtiga.

Outras espécies

Existem diversas espécies de hortelã, mais do que se consegue identificar, pois a polinização das várias espécies acontece de forma cruzada, dando origem a novos híbridos.

As espécies mais conhecidas são:

Hortelã pimenta - Mentha piperita (planeta Lua/Vênus)
Hortelã verde - Mentha spicata (planeta Lua)
Poejo- Mentha pulegium(planeta Lua/Vênus)
Hortelã Crespa - Mentha crispa
Hortelã doce-Mentha arvensis
Hortelã Romana-Balsamite major/Chrysanthemum balsamite (Planta anual nativa do Oriente, da família das Compostas,planeta regente Júpiter)
Gatária - Nepeta gataria L.
Hortelã do Brasil(hortelà vulgar, hortelà do norte, levante)
Hortelã cíprica, mentastro, hortelã da Córsega.

Propriedades

Medicinal

Todas as hortelãs encerram em suas folhas vitaminas A,B e C. minerais (cálcio, fósforo, ferro e potássio);exercem ação tônica e estimulante sobre o aparelho digestivo, além de propriedades antisépticas e ligeiramente anestésicas .Para picadas de insetos em crianças, colocar rapidamente muitas folhas amassadas em cima.

Bom para dores de cabeça e juntas doloridas. Para dores abdominais, tomar um copo de leite aquecido com algumas folhas de hortelã. Ligeiramente vermífugo (lombriga e oxíuros), calmante, é também um bom chá para gripes e resfriados.

Combate cólicas e gases, aumenta produção e circulação da bílis. Favorece expulsão dos catarros e impede a formação de mais muco. Infusão indicada para gripes e resfriados.

Infusão

3 gs em 100 ml de água fervente não mais que 5 minutos.

Óleo medicinal

Mergulhar um bom punhado de folhas e flores amassadas em azeite por 4 dias para aplicações locais com massagens.

1. M.piperita: Fortificante de glândulas, nervos e coração. Efeitos antiespasmódicos e calmantes. Dores do baixo ventre, cãimbras e prisão de ventre. Infusão quente favorece transpiração e facilita menstruação. Os chás são conhecidos calmantes para idosos e crianças. Para combater o soluço, tomar 1/2 colher de suco fresco de folha de m.piperita com algumas gotas de vinagre.
2. M. spicata:
Recomendado por suas virtudes diuréticas e anti-térmicas
3. Balsamite major/Chrysanthemum:
Balsamite (família compostas) para distúrbios do estômago e da cabeça (infusão de não mais de 5 minutos para não amargar); também indicada para gota, ciática e dores semelhantes(maceração em azeite de oliva por 4 dias, aplicação externa local. Curiosidade: na Nova Inglaterra é conhecida como folha da bíblia, pois era utilizada para marcar as páginas da bíblia no culto dominical, e os fiéis mascavam suas folhas para afastar o sono.
4. Hortelà do norte, levante:
Usam-se as folhas e ramos floridos nas cólicas intestinais e como excitante do sistema nervoso central, na proporção de 3 gramas para um copo de água fervente.

Cosmética

Em geral bom para o rejuvenescimento da pele e refrescante.

O hortelã pimenta é adstringente e clareia o tom da pele; bom também para infusos para bochecho do hálito.

Sauna facial antinevrálgica: em uma tigela, adicione 1/2 litro de água fervente a 25 gramas de hortelà pimenta. Exponha o rosto aos vapores, cobrindo a cabeça com um pano formando uma cabana para o rosto.

Banho estimulante: Ferver em fogo brando por 3 minutos 50 gramas de folhas de hortelã em um litro de água. Misturar à água da banheira (tomar pela manhã).

Utilização

Uso caseiro: Plantar perto das rosas para afastar os pulgões. Espalhar folhas frescas ou secas nas despensas, para afastar os ratos.
Uso culinário:
Bom para kibes, molhos, saladas, carnes. A geléia de hortelã acompanha carne ou costeleta, carneiros assados. Ervilhas condimentadas com hortelã. Curtida com vinagre dá toque especial para saladas e assados. Pode ser acrescentada em ovos mexidos e omeletes.
Uso mágico:
Atribui-se às mentas poder afrodisíaco. Seu uso está associado aos feitiços de saúde, proteção, dinheiro e exorcismo.
Aromaterapia:
Fortalece a auto-confiança, dissolve pensamentos negativos, medo e egoísmo.
Efeitos colaterais:
Não deve ser consumida em grande quantidade por crianças e lactantes, pois pode causar dispnéia e asfixia.As mentas não devem ser consumidas em grandes quantidades por longos períodos de tempo, pois a pulegona contida na planta exerce ação paralisante sobre o bulbo raquidiano. Pode causar insônia se tomado antes de deitar.

CRISTINA OKA

AFONSO ROPERTO

Fonte: www.cotianet.com.br

Hortelã

A Hortelã (Mentha piperita), ou simplesmente, Menta, é uma das plantas medicinais mais antigas e seria quase um crime falar do trato digestivo sem dar a esta planta o seu devido lugar.

A hortelã é sem dúvida, a planta mais usada no mundo, sendo encontrada em uma ampla variedade de diferentes confecções. O chá de menta após o jantar evoluído provavelmente de um costume antigo de encerrar os banquetes com um ramo de menta para auxiliar a digestão, e prevenir contra a indigestão que se pode seguir.

Pensa-se que esta planta tem origem na Ásia Oriental e foi verificado ser um híbrido de duas plantas diferentes. É ainda uma das primeiras plantas a ser cultivada ativamente. As plantas originais não são muito conhecidas e a Hortelã tem demonstrado ter uma composição genética complexa.

Aqueles que tem hortelã nos seus jardins saberão que a planta cresce vigorosamente e multiplica-se através de rizomas.

Entretanto, quando crescem num lugar sem transplante regular, a hortelã pode deteriorar-se, perdendo o sabor e aroma.

Modo de Ação

As folhas da planta são usadas medicinalmente e os princípios ativos incluem um óleo volátil, taninos e substâncias amargas, todos com valor para a ação carminativa da planta.

O óleo volátil dá à hortelã seu aroma característico e contém 50 a 60% de mentol. Esta é provavelmente a parte mais importante do óleo de hortelã.

A Hortelã também possui um grau significativo de atividade anti-emética. Tem um efeito desinfectante suave, o qual, juntamente com o sabor agradável, a torna um ingrediente favorável para soluções para lavagem da boca e pastas de dentes.

Um conselho comum para aqueles que fazem uso de remédios homeopáticos é abster-se do uso de pastas de dentes com hortelã como um ingrediente. O óleo volátil contido na hortelã é muito potente, e responsável pelo sabor ‘fresco’ na boca depois do uso de pastas de dentes. Entretanto, pode também ‘desativar’ os remédios homeopáticos.

Uso Clínico e Medicinal

Auxílio à digestão
Síndrome do Intestino Irritável
Náusea / Enjoo matinal
Descongestionante nasal

A partir de agora, lembraremos sempre dos benefícios da hortelã para o sistema digestivo sempre que servirmos um chá de hortelã após o jantar.

O chá de hortelã é consumido em muitas culturas para auxiliar a digestão.

A ação carminativa desta planta aumenta a secreção dos sucos digestivos e melhora as contrações musculares do estômago. Alivia gases intestinais.

A hortelã não tem qualquer ação sobre inflamações no estômago e consequentemente não é usada em gastrites ou úlceras de estômago.

A ação espasmolítica da hortelã é útil para qualquer forma de espasmos no intestino, mas particularmente aos que ocorrem no Sindrome do Intestino Irritável.

Inchaço e flatulência, que são características comuns desta condição, também respondem bem a hortelã.

As propriedades anti-eméticas da hortelã são favoráveis para aqueles que sofrem náuseas ou enjoos matinais. Uma chávena de chá de menta pela manhã na fase inicial da gestação pode ser de grande alívio.

Os óleos voláteis na hortelã são usados largamente como descongestionantes nasais pelas indústrias farmacêutica e herbal.

Fonte: www.jardimverde.pt

Hortelã

Nome Científico: Mentha piperita L.

Nome Popular: Hortelã, hortelã pimenta, hortelã das cozinha, menta inglesa, hortelã de cheiro, hortelã de folha miúda, hortelã de tempero, erva boa, hortelã cheirosa, hortelã chinesa, hortelã comum, hortelã cultivada, hortelã da horta, hortelã de cavalo, hortelã de leite, hortelã de panela.

Família: Labiatae

Mentha piperita

Para a pessoa que é lenta, tanto física como mentalmente. Esta lentidão está presente no pensamento, na fala, nas atividades que desenvolvem, nas decisões a serem tomadas, etc. São pessoas que se atrasam nos compromissos, que demoram à se "tocar" do que acontece a sua volta, que são lentas para entender e fazer uma lição escolar e que, por serem lentas e não acompanharem a velocidade dos acontecimentos, ficam avoadas e desconcentradas.

A essência Piperita ajuda-as a terem mais vivacidade e velocidade, assim elas conseguem viver focalizadas no presente. Útil quando há dificuldade de aprendizado.

Hortelã
Hortelã

Aspectos Agronômicos

Sua reprodução é por estacas de rizoma ou estalão, pois raramente produz sementes. A melhor época para o plantio é o período de chuvas, embora possa ser plantada em qualquer época do ano.

Prefere locais com boa iluminação e não é exigente quanto ao clima.

O solo deve ser fofo, úmido, bem drenado, rico em matéria orgânica e de preferência arenosos.

A colheita das folhas e flores é feita quando do início da floração.

Parte Utilizada

Folhas e sumidades floridas.

Principais constituintes

Óleo essencial, tanino, matérias resinosas, pépticas.

Propriedades

Estimulante, estomacal, carminativo. Usado nas atonias digestivas, flatulências, dispepsias nervosas, empregado nas palpitações e tremoneres nervosos, vômitos, cólicas uterinas, útil nos catarros brônquicos facilitando a expectoração.

Constituintes Químicos

Piperitone
Alfa - mentona (8 - 10%)
Mento - furano (1 - 2%)
Metilacelato
Pulegona
Cineol (6 - 8%)
Limoneno
Jasmone
Princípio amargo
Vitaminas C e D
Nicotinamida - traços
Cetonas
Taninos
Sesquirterpenos:
cariofileno, bisabolol
Flavonóides:
mentosie isoroifilina, leiteolina
Óleo essencial 0,7 a 3% que contém mentol (40 - 60%)
Ácidos:
p-cumarínico, ferrúlico, caféico, clorogênico, rosmarínico e outros
Outros constituintes incluindo carotenóides, colina, betaína e minerais.

Origem

Regiões temperadas do globo ( Europa, Japão e China ).

Acredita-se que é originária da Ásia, chegando no Brasil trazida pelos colonizadores.

História

Segundo a mitologia grega a ninfa Menthe, filha de Cocyte, Deus do rio, foi responsável pela criação da hortelã. Diz-se que Menthe era amada por Plutão, Deus dos infernos, e isto enfureceu Perséfone, esposa de Plutão. A ira de Perséfone transformou a adorável Menthe numa planta destinada a crescer na entrada das cavernas.

O nome botânico, provém de mentha, sendo um tributo a ninfa.

Mitologia à parte, os povos antigos conheciam as propriedades medicinais da planta e Carlos Magno, numa atitude de pioneirismo ecológico baixou decreto para proteger a hortelão nativa.

Uso Fitoterápico

Tem ação:

Carminativa
Eupéptica
Colagoga
Estomáquica
Anti-séptica
Antielmíntica
Antiespasmódica
Analgésica
Estimulante
Colerética
Diurética
Sedativa
Expectorante

É indicada:

Fadiga geral
Anatomia digestiva, gastralgias
Cólicas, flatulências, vômitos durante a gravidez
Intoxicações de origem gastrintestinal
Palpitações, enxaquecas, tremores
Afecções hepáticas
Asma, bronquite crônica (favorece a expectoração)
Sinusite
Dores dentárias (bochechos)
Nevralgias faciais provocadas pelo frio

Farmacologia

Diminui o tonus da cárdia e facilita a eliminação de gases. A nível do tubo digestivo a hortelã exerce uma ação estimulante da secreção estomacal e da contratilidade intestinal.

O óleo essencial é responsável pela atividade carminativa e eupéptica, agindo sobre as terminações nervosas da parede gástrica. O ácido rosmarínico é um antioxidante, favorecendo a biotransformação normal dos alimentos ingeridos. As propriedades colagoga e colerética são atribuídas aos flavonóides.

A ligeira atividade anti-séptica, ao nível do trato digestivo, é explicada pelo fato de que o mentol é excretado pela bile.

Apresenta também uma ligeira atividade anti-séptica e expectorante útil em casos de inflamação da mucosas brônquicas.

Externamente, o mentol presente no óleo essencial excita os nervos sensoriais, diminuindo a sensação de dor, desenvolvendo ação anestésica (Teske; Trenttini; 1997).

Riscos

O mentol em crianças de pouca idade e lactentes pode levar à dispnéia e asfixia. A essência irrita a mucosa ocular (conjuntiva). Em pessoas sensíveis pode provocar insônia.

Fitoterápico

Uso Interno

Erva seca: 2 a 4g, três vezes ao dia.
Infuso:
1 colher de sobremesa de folhas por xícara. Tomar 3 xícaras ao dia, após ou entre as refeições.
Essência:
Dose média 0,05 a 0,30g por dia (45 gotas ).
Óleo:
0,05 a 0,2mL, três vezes ao dia.
Tintura:
20%, dose 2 a 10g por dia.
Xarope:
20 a 100g por dia.
Tintura mãe:
40 gotas, 3 vezes ao dia.
Sauna facial para nevralgias faciais provocadas pelo frio:
25g de folhas em 0,5 litro de água fervente.Expor o rosto aos vapores, cobrindo a cabeça com uma toalha.

Bibliografia

Balbach, A. As Plantas Curam. Itaquaquecetuba: Vida Plena, 2ª edição, 1997, p.128-129.
Bremness, L. Plantas Aromáticas. São Paulo: Civilização, 1993, p. 58-59.
Carper, J. Curas Milagrosas. Rio de Janeiro: Campus, 2ªedição, 1998.
Corrêa, A.D.; Batista, R.S.; Quintas, L.E.M. Do Cultivo à Terapêutica. Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 145-146.
Júnior, C.C.; Ming, L.C.; Scheffer, M.C. Cultivo de Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas. Jaboticabal: Funep/Unesp, 2ª edição, 1994, p. 101-102.
Matos, A.J.A. Farmácias Vivas. Fortaleza: UFC, 3ªedição, 1998, p. 127-129.
Panizza, S. Cheiro de Mato. Plantas que Curam. São Paulo: IBRASA, 1998, p. 151-152.
Teske, M.; Trenttini, A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ª edição, 1997, p. 182-184.

Fonte: www.unilavras.edu.br

Hortelã

Hortelã
Hortelã

Na culinária (em especial na árabe), a hortelã é muito usada no preparo de molhos, para aromatizar pratos salgados, além de dar um sabor especial a bebidas e sobremesas

.Existe uma enorme variedade de sabores e de aromas de hortelã.

As espécies mais conhecidas no Brasil são a hortelã-pimenta e a hortelã comum

Uso na culinária

A culinária árabe faz muito uso da hortelã. Para citar alguns exemplos, o quibe, o tabule e pratos feito à base de carne de cordeiro. Suas folhas frescas dão aroma especial a saladas, caldas e pratos feito à base de carne e de peixe.

Uso na medicina caseira

Na forma de chá, a hortelã auxilia na digestão, na eliminação de gases e de secreções do pulmão. É, também, indicada no combate dos parasitas, para cólicas intestinais e no tratamento da diarréia. Ajuda ainda no funcionamento da vesícula biliar, no tratamento da insônia, das dores de cabeça e da congestão das vias aéreas superiores.

Fonte: www.soreceitasculinarias.com

Hortelã

Mentha crispa L. ou Mentha x villosa

Família: Labiatae

Nomes comuns: menta, hortelãzinho, hortelã comum, hortelã-de-panela.

Hortelã
Hortelã

Descrição

Erva perene de folhas aromáticas, originária da Ásia e Europa. Caracterizada por apresentar ramos estoloníferos, eretos e quadrangulares, ramificados na porção superior, cujas folhas são opostas, ovaladas, com margens abruptamente denteadas, rugosas e com pecíolos curtos. Quando floresce, suas flores são tubulares, labiadas, arranjadas em racemos terminais e axilares e ao frutificar, os frutos produzem sementes marrons.

Utilização da planta

Aromático e medicinal.

Cultivo

Pode ser cultivada em canteiros junto a hortaliças ou plantas ornamentais.
Desenvolve-se também em vasos.
Necessita de sol, solo fértil em matéria orgânica e boa drenagem.
Prepara-se o canteiro como de costume, destorroando, retirando pedras e tocos e plantas fenecidas.
Arejamento de até 15 cm de profundidade com enxada ou pá, adicionando nesta ocasião composto orgânico de folhas e adubo animal de gado ou aves bem curtido.
Revolver bem e umedecer o solo.
Após o plantio das hortaliças ou plantas ornamentais, colocar as mudas de hortelã na borda do canteiro,pois desenvolve-se melhor nesta posição.
Tende a ser invasiva e seu controle deve ser feito desbastando os ramos dirigidos para dentro do canteiro, senão abafará as outras plantas.

Solo

Se desenvolve melhor em canteiros a plena luz, de solo bem revolvido, fértil e rico em matéria orgânica. Pode-se acrescentar ao solo, de 3 a 5 kg/m2 de esterco de curral curtido ou de composto orgânico. Irrigar a cultura sempre que necessário.

Época de plantio

Durante o ano todo.

Propagação

Através de estolões com algumas raízes (pedaços de ramos), cortados de touceiras sadias.
Os estolões devem ter aproximadamente 20 cm de comprimento e apresentar pelo menos três gemas. Podem ser plantados em canteiro definitivo, devidamente preparado, colocando-se os estolões em sulcos, cobrindo-os com uma camada de terra e irrigando em seguida.
Normalmente utiliza-se espaçamento de 25 cm entre plantas e 40 cm entre fileiras.

Colheita

É iniciada 3 a 4 meses após o plantio, quando 2/3 das plantas começam a florir. Os ramos são cortados a 10 cm do solo, preferencialmente nas primeiras horas do dia, e após o corte devem ser protegidos da incidência direta dos raios solares.

Bibliografia

COSTA, M.A. (et al.). Plantas e Saúde - guia introdutório à Fitoterapia. Governo do Distrito Federal, 1992. 88 p.
MARTINS, E.R.; CASTRO, D.M.; CASTELLANI, D.C.; DIAS, J.E. Plantas Medicinais. Universidade Federal de Viçosa. 1994. 220p.

Fonte: www.agrov.com

Hortelã

Hortelã-Verde

O género Mentha compreende cerca de 25 espécies diferentes de hortelãs e correlatos, que pertencem á família Labiatae. Destacam-se pelo uso culinário e de chás com efeito medicinal sendo bastante conhecidos principalmente pelo seu sabor característico e aroma refrescante.

Todas as plantas são perenes, de crescimento rápido e fácil, com caules violáceos, ramificados; folhas opostas, serreadas e cor verde escura; flores lilases ou azuladas, dispostas em espigas terminais; frutos tipo aquénio.

Dentre as mais populares destacam-se:

Hortelã verde ( Mentha viridis)
O mentrasto
( Mentha rotundifolia)
A menta-do-levante
(Mentha citrata)
A Mentha crispa
Mentha arvensis
, rico em óleo mentol
E a hortelã pimenta ( Mentha piperita) que é a mais famosa e refrescante das hortelãs.

A espécie Mentha arvensis é produtora de um óleo essencial, rico em mentol, cujas aplicações nas indústrias farmacêuticas, de higiene e do tabaco lhe conferem uma importância económica muito grande. Por isso, é a mais estudada.

Hortelã

Da esquerda para a direita:

Hortelã-pimenta (Mentha piperita);
Hortelã Colonia (Mentha citrata);
Hortelã japonesa (Mentha arvensis ou japonica);
Hortelã prata (Mentha longifolia);
Hortelã marroquina (Mentha spicata);
Hortelã abacaxi (Mentha suaveolens);
Hortelã da Caríntia (Mentha carinthiaca = Mentha arvensis x Mentha suaveolens).

CULTIVO

Todas as espécies de hortelã são facilmente cultiváveis e multiplicam-se pela divisão de estolões. Embora possam ser plantadas em qualquer época do ano, o melhor momento é na primavera ou no outono.

Têm preferência por solos férteis, bem drenados ( porém não secos), ricos em matéria orgânica. O pH deve estar entre 6.0 e 7.0.

Para uma produção de 4 t/ha de planta fresca, a hortelã retira 170 kg de nitrogénio, 25 kg de fósforo (P2O5), 290 kg de potássio (K2O), 130 kg de cálcio e 17 kg de magnésio.

Uma lavoura de hortelã pode durar até 4 anos e fornecer 2 a 3 cortes por ano. Recomenda-se, na implantação da lavoura, 5.0 kg/m2 de esterco de curral curtido ou composto orgânico (ou 3.0 kg/m2 de esterco de aves), além de adubos químicos formulados. Após cada corte repetir a adubarão orgânica, em cobertura, com 2.0 kg/ m2 de esterco de curral curtido, + 150kg /ha nitrato de potássio, + 150 kg/ ha de nitrocálcio.

Quando usados defensivos, optar pelo dimetoate, na dosagem de 250g i.a./ha, para controlar pulgões; e mancozeb, 800g i.a./ha para o controle da ferrugem (Puccinia menthae).

Hortelã
Hortelã

PADRÃO PARA ACEITAÇÃO DO ÓLEO

O teor de essências varia entre 1.0-1.5% e deve ter mais que 50% de mentol; ter no mínimo 1.0% de óleos etéreos; não deve haver pedaços de caule com diâmetro maior que 5.0 mm e o resíduo por incineração máximo 8.0%.

PROPRIEDADES MEDICINAIS

As hortelãs, principalmente a pimenta, são dotadas de propriedades antiespasmóticas, carminativas, estomáquicas, tónicas e estimulantes relativamente notáveis.

Por favorecerem a expectoração, indicam-se contra os catarasmos, as tosses rebeldes e a asma. Aliviam as cólicas de origem nervosa, bem como as dores de cabeça e reumáticas. Combatem os vermes intestinais das crianças.

INDICAÇÕES DE USO

Digestivo, excitação nervosa, insónia

Infusão: em 100g água quente colocar 5 g de folhas frescas ou secas de hortelã-pimenta. Beber o liquido em seguida bem devagar.
Mau hálito- Infusão:
Macerar por 2 dias em um litro de vinho branco 30 g de folhas frescas de hortelã e também algumas gotas de sua essência. Usar em frequentes bochechos.
Vomito- Infusão:
Em uma xícara de água quente colocar uma pitada de folhas secas de hortelã. Beber em seguida

DOENÇAS E PRAGAS

A principal doença que ataca a menta é a ferrugem, que é causada por um fungo e pode ser combatida de maneira natural ou através do uso de fungicidas. As pragas mais comuns são as formigas, as cigarrinhas e as lagartas.

EFEITOS ADVERSOS

Em pessoas sensíveis ao mentol pode aparecer insónia e irritabilidade nervosa. Por outro lado, a introdução da essência por via inalatória pode causar depressão cardíaca e broncoespasmos, especialmente em crianças, pelo qual se desaconselha o uso de unguentos mentolados ou preparados tópicos nasais a base de mentol. Assim mesmo, a inalação do óleo essencial não deve realizar-se durante longos períodos devido à possibilidade de irritação das mucosas.

Estudos experimentais a base de óleos essenciais, tem demonstrado que algumas das substâncias componentes em altas doses (cetonas terpénicas e/ou fenóis aromáticos), podem ser tóxicos. No caso da M. piperita foram descobertos na pulegona efeitos convulsivos e abortivos; no limoneno e felandreno efeito de irritação sobre a pele e no mentol efeitos narcóticos e em menor escala a irritação sobre a pele.

Outros estudos indicaram que a essência desta planta pode reduzir o fluxo de leite durante a amamentação, devendo-se administrar com cautela nesses casos. É importante lembrar que as folhas jovens da M. piperita são as mais ricas em pulegona no qual se recomenda não utilizá-las.

AÇÃO FARMACOLÓGICA

O mentol é o principal componente do óleo essencial responsável pelo aroma agradável e de sua atividade terapêutica. Tanto o óleo essencial como os flavonóides por seu efeito espasmódico, colagoga, antiflatulento, antipruriginoso, antiemético e analgésico das mucosas, o qual pode ser demonstrado por numerosos ensaios in vivo e in vitro.

A respeito do efeito analgésico a nível digestivo, o que se produz é uma ligeira anestesia da mucosa gástrica, que condiciona indiretamente um efeito antiemétrico útil em casos de náuseas e vómitos.

Em um estudo feito na Alemanha em 45 pacientes afetados com dispepsia, em 95% mostrou sinais objetivos de melhoras (eliminação de gases, cólicas, náuseas, etc.) com a ingestão de cápsulas que continham uma mescla de 90 mg de óleo de menta e 50 mg de óleo de algaravia.

A aplicação externa do óleo essencial de menta nas têmporas, pescoço e testa alivia dores de cabeça.

Provavelmente o efeito analgésico é dado por um relaxamento dos músculos pericraniais e através de um bloqueio dos canais de Cálcio.

Tanto o óleo essencial de menta quanto o de eucalipto mostram-se exercer uma atividade por mecanismos não competitivos de serotonina e substância P, as quais provocam contração muscular em animais.

Em outros ensaios se demonstrou que o princípio amargo concede virtudes aperitivas e aos ácidos fenólicos propriedades anti-inflamatórias, anti-sépticas e antifúngicas.

Em camundongos que se administrou um extrato aquoso de M. piperita se observou em algumas horas um efeito diurético significativo sem espoliação importante de K, e um efeito sedativo sem transtornos na coordenação motora.

Os taninos da menta exercem uma ação adstringente útil em casos de diarreia.

Atualmente encontra-se em fase preliminar nos estudos sobre atividades antivirais de óleos essenciais. Ao contrário, a atividade anti-microbiana tem sido suficientemente ensaiada através de métodos de difusão disco-placa e de inibição em meio líquido.

Foi encontrado atividade inibitória frente a Bacillus subtilis, Micrococcus luteus, E. coli e Serratia marcescens. A atividade anti-micótica mostrou ser efetiva em caso de Aspergillus oryzae e negativa frente a Candida albicans.

A hortelã-pimenta pode ainda ser usada como expectorante, desodorante, refrescante, estimulante, tónica.

MENTHA

A menta cresce bem em solos húmidos. Nativa da Europa meridional, foi propagada pelos Romanos. Faz parte da culinária norte-africana e oriental, indiana, chinesa e indochinesa. Na França, a menta era utilizada principalmente nas infusões, misturada no chá e na forma de xaropes. Os britânicos utilizam como acompanhamento tradicional da carne de ovelha e no chocolate. A essência desta planta contem mentol, utilizado em pastilhas, balas, creme dental, licores, perfumes, etc. Na fitoterapia a menta é considerada como antiespasmódico e antinevrálgico.

NA CULINÁRIA

É pouco utilizada na cozinha francesa clássica. Pode ser utilizada em molhos como pepino com iogurte e saladas, principalmente de tomate e vinagrete. As sopas geladas e ervilhas frescas ficam deliciosas temperadas com menta. É também muito utilizada no tabule e chás árabes. Experimente utilizar menta para temperar cordeiro, salada de frutas, chá gelado, chocolate quente e até mesmo o café.

CURIOSIDADE

A origem do nome "menta" vem da mitologia grega, do nome da ninfa Mintha, transformada em erva pelo ciúme da rainha Persépone.

Fonte: www.dq.fct.unl.pt

Hortelã

Hortelã
Hortelã - Menta piperita

Menta piperita

Partes usadas: Flôres, folhas e sementes

Família: Labiadas

Características: Herbácea perene de caule violáceo, folhas ovais e dentadas, com flores reunidas em espigas, de cor rosada ou lilás. Também conhecida como hortelã-de-cheiro, hortelã-de-folha-miúda, hortelã-de-tempero, hortelã-pimenta e menta.

Dicas de Cultivo: Prefere os solos argilosos e úmidos a luminosidade pelna. O plantio é feito com estacas ou divisão de touceiras, em qualquer época do ano, com espaçamento de 0,20 x 0,25m.

Outros Nomes: Menta, hortelã-pimenta, hortelã-das-cozinhas, menta-inglesa, sândalo.

Port.: hortelã-pimenta, menta;
Esp.:
menta, menta inglesa, menta negra;
Fr.:
menthe [poivrée], menthe anglaise; peppermint, mint.

Princípio ativo: óleo essencial (terpenos), aldeídos e taninos, resinas, flavonóides, ácidos, carotenos, vitaminas e outros

Propriedades: Antifungica, antiinflamatória, analgésica, anestesica e antiespasmódica. Calmante e digestivo.

Indicações: Seu suco, puro ou com um dentinho de alho, ajuda a combater os vermes intestinais.

Fonte: www.cantoverde.org

Hortelã

Hortelã-pimenta | Mentha x piperita L.

Hortelã
Hortelã-pimenta

Nome científico: Mentha x piperita L.

Família: Lamiaceae (Labiatae)

Nomes populares: hortelãzinho, hortelã de panela, hortelã de cheiro, hortelã da folha miúda, hortelã da horta, hortelã comum.

Origem: É originária da Europa de onde foi trazida no período da colonização para o Brasil.

Hábito: Planta herbácea

Descrição botânica

É um híbrido, originário do cruzamento entre diversas espécies, provavelmente Mentha spicata L., Mentha aquatica L., Mentha longifolia Huds. e Mentha rotundifolia Huds. É uma planta herbácea estolonífera, aromática, anual, de 30 a 60 cm de altura. As folhas são oval-lanceoladas e serradas, de cor verde-escura a roxapurpúrea, ligeiramente aveludas, haste quadrangular. A inflorescência se dá em espiga terminal de flores violáceas, numerosas, curtamente pedunculadas, reunidas em verticílios separados.

Cultivo

Existem cerca de 25 espécies do gênero Mentha, dada a facilidade de hibridação não se recomenda o cultivo de diversas espécies de hortelã na mesma área.

Sua propagação é por rizomas, com cerca de 10 cm, plantando-se no final das chuvas, no espaçamento de 0,6 x 0,3m. A partir do quarto mês de plantio, faz-se a colheita das folhas. A secagem é à sombra ou em secador a 40º C no máximo. Como é uma planta produtora de óleos essenciais, recomenda-se colher bem cedo ou à noite, para não haver perda de óleo existente na planta.

Constituintes químicos

Óleo essencial 0,7 a 3% que contém Mentol (30- 55%), cineol (6-8%), mentona (14-32%), mentofurano (açáo hepatotóxica), pineno, limoneno e mentonapiperitona. Quando cultivado em períodos de dias longos e noites curtas, apresenta um maior rendimento de óleo com teor aumentado de mentofurano; ao contrário, noites frias favorecem a formação de mentol.

Indicação

Distúrbios gastrintestinais, vermífugo (giardíase e amebíase), gases, analgésica, anti-séptica, antiespasmódica, antiinflamatória, tônica, problemas respiratórios.

Parte da planta para uso

Folhas e ramos

Modo de usar

Vermífugo

Sumo preparado diariamente de 20 gramas de folhas e ramos em 300 ml de água. Tomar 3 vezes ao dia, durante 5 dias.

Digestivo e calmante: Em infusão preparar 5 g de folhas e ramos frescos em 1 xícara de água. Tomar 4 a 5 xícaras por dia.
Mau hálito:
Macerar em 1 litro de vinho branco, 30 gramas de folhas frescas de hortelã. Coar e utilizar a mistura para bochechos, 2 vezes ao dia.

Possibilidades comerciais e industriais

A hortelã-pimenta junto com a Mentha arvensis L. (hortelã-japonesa), são as espécies de maior interesse econômico na obtenção de óleos voláteis.

Esses óleos voláteis são empregados in natura para preparação de chás, em infusão, e/ou sob a forma de preparações não bem definidas. É mais usada na área de alimentos (condimentos aromatizantes e bebidas) e cosméticos (perfumes e produtos de higiene). Constitui uma importante atividade econômica, destacando-se como espécie de produção mundial em 2.367 toneladas/ano.

Observação

O uso da essência é contra-indicado para bebês, e pessoas com cálculos biliares só devem usar a planta com aconselhamento médico.

Referências bibliográficas

BLANCO, M. C.. G. Cultivo comunitário de plantas medicinais. Campinas, CATI, 2000. 36p. il. 21,5cm (Instrução Prática, 267).
DI STASI l. C.; SANTOS, E. M. G.; SANTOS, C. M. dos; HIRUMA, C. A. Plantas medicinais na Amazônia. São Paulo. Editora Universidade Paulista. 1989. 193p.
PINTO, J. E. B. P.;Santiago, E. J. A. de. Compêndio de plantas medicinais. Lavras: UFLA/FAEPE, 2000. 205 p.
VIEIRA, L. S. Fitoterapia da Amazônia: Manual de Plantas Medicinais (a Farmácia de Deus). 2ª Ed. São Paulo. Agronômica Ceres, 1992. 347p. Guia Rural Abril 1986. 1986. p450. (p331). Editora Abril S. A.

Fonte: www.cpafro.embrapa.br

Hortelã

Hortelã
Hortelã

O mais usado dos óleos essenciais aromáticos tem presença marcante e evidente em toda sorte de alimentos e outros produtos, entre os quais bebidas, sorvetes, molhos, gelatinas, licores, remédios, preparados odontológicos, preparados aromaterapêuticos, detergentes, cosméticos, tabaco, sobremesas e gomas.

A planta era conhecida dos egípcios, que a dedicavam ao deus Horus. Os romanos a personificavam em Minthe, a bela ninfa amada por Plutão, o deus dos subterrâneos. Quando Prosérpina, a rainha de Plutão, descobriu o que estava acontecendo, ela pisoteou Minthe em um acesso de ciúmes, transformando-a nessa planta humilde. Mas Plutão decretou que quanto mais a menta fosse pisada, mais doce seria seu aroma.

A hortelã-pimenta surgiu como híbrido natural no século 17, e em mais de 20 variedades modernas de plantas perenes de raízes quadradas, que se espalharam com facilidade usando sistemas de raízes subterrâneas. Agora, a planta em sua forma natural é encontrada na Europa, América do Norte e Austrália, e é um dos poucos óleos essenciais cultivados nos Estados Unidos, onde as condições de chuva, temperatura e solo do Michigan e do centro do Oregon são ideais para uma alta produção. A maior parte do óleo é redestilado para produzir um sabor de menta mais suave usado em doces e goma de mascar.

Depois que o British Medical Journal apontou em 1879 que cheirar mentol, o principal componente da hortelã-pimenta, alivia dores de cabeça e dores nervosas, cones de mentol que evaporam no ar se tornaram moda.

Os herbalistas assumiram papel central em muitas controvérsias em defesa ou oposição à postura do médico Galeno, da Grécia antiga, segundo o qual a menta tem propriedades afrodisíacas. Mas todos, incluindo os cientistas modernos, concordam em que se trata de um forte estimulante mental e físico que pode ajudar a pessoa a se concentrar e a se manter desperta e alerta.

Principais componentes da hortelã-pimenta

Mentol (até 70%), mentone, mentil acetato, limonene, pulegone, cineol, azuleno e outros.

O aroma da hortelã-pimenta: a hortelã-pimenta tem um aroma forte, mentolado, fresco, com um toque de cânfora bastante distintivo.

Propriedades terapêuticas da hortelã-pimenta

Antiinflamatório; alivia a dor, espasmos musculares e cólicas; relaxa os nervos, mata infecções virais; reduz os gases e a indigestão; elimina a congestão pulmonar; reduz febres.

Usos da hortelã-pimenta

A hortelã-pimenta ajuda na digestão de alimentos pesados e alivia a flatulência e cólicas estomacais, relaxando os músculos digestivos de modo que a operem com mais eficiência.

Uma massagem no abdômen com um óleo contendo hortelã-pimenta pode ajudar muito em caso de espasmos intestinais, indigestão, náusea e sensibilidade intestinal.

O óleo essencial da hortelã-pimenta está incluído na maioria dos linimentos, porque ele propicia aquecimento por meio da elevação do fluxo sangüíneo e alivia espasmos musculares e artrites.

O hortelã-pimenta alivia a coceira de infecções cutâneas e da herpes simplex, bem como a irritação por conta com plantas venenosas. Limpa as vias respiratórias e os pulmões congestionados, quando inalado diretamente ou esfregado no peito em forma de bálsamo. Também destrói muitas bactérias e vírus. a hortelã-pimenta não ajuda na secagem, como muitos poderiam presumir; em lugar disso, ajuda a pele a produzir óleo, de modo que deve ser usado misturado com outros óleos no tratamento de compleições secas. Quando usar o hortelã-pimenta, lembra-se de que é um aroma energizante.

Alertas sobre a hortelã-pimenta

Cuidado! Causa uma sensação refrigerante, inicialmente, mas usado em excesso pode queimar.

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Kathi Keville

Fonte: saude.hsw.uol.com.br

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