
Origanum vulgare, conhecido popularmente por Orégano (Brasil) ou Orégão (Portugal), é uma erva parecida com a marjolane francesa, e muito utilizada na cozinha do Mediterrâneo.
A palavra Orégano tem origem grega e significa “alegria da montanha”. Para os gregos, a erva tinha o poder mágico de trazer felicidade.
São utilizadas suas folhas, frescas ou secas, pelo sabor e aroma que dão aos pratos. Considera-se que as folhas secas tem melhor sabor.
Originária das regiões da Ásia e Europa mediterrânea, a planta apresenta muitas espécies, sendo todas muito aromáticas. Erva perene, cuja altura pode variar de 25 a 80 cm, pertence à família das Labiadas. O Orégano é uma planta herbácea, com raízes na forma de caules subterrâneos (rizomas). Bastante ramificado, produz folhas pequenas, ovais e pecioladas, medindo de 1 a 5 cm. As flores são pequenas e apresentam cores como o púrpura, rosa, branco ou uma mistura delas, surgindo do início do verão até meados do outono. Há regiões no Brasil, entretanto, onde a planta vive vários anos sem nunca produzir flores.

Várias espécies do gênero Origanum são nativas do Mediterrâneo, todas usadas como tempero. A influência do clima, tempo e fertilidade do solo na composição dos óleos essenciais que dão seu aroma característico é maior que a diferença entre as varias espécies. Uma planta muito parecida é a marjolane ou manjerona, que tem um sabor um pouco diferente por causa de compostos fenólicos presentes em seus óleos aromáticos. Alem do O. vulgare, existem a O. syriacum (o hissopo bíblico), O. laevigatum (orégano vermelho ou ornamental) e O. sativum (conhecido como orégano brasileiro).

Orégano tem alta atividade anti-oxidante pela presença de ácido fenólico e flavonóides. Adicionalmente tem propriedades anti-microbianas contra Listeria monocytogenes e outros patógenos presentes nos alimentos, o que faz com que seja bom para ajudar a preservar alimentos.
É considerado um tônico para o aparelho digestivo, pois seu forte e inconfundível aroma, o sabor amarguinho e picante resultam do seu óleo essencial, composto por cervacol, cimeno, linalol e tanino que garantem as propriedades digestivas. A erva também é usada em infusão para tratar problemas como tosse, bronquite e cólicas intestinais. Estas propriedades eram bem conhecidas pelo antigo povo romano, que difundiu o uso do Orégano por todo o seu império. Tanto isso é verdade, que hoje ele é um dos temperos mais adicionados em pratos típicos da cozinha italiana, como molhos de tomate, berinjela à parmegiana, massas e pães e, é claro, as pizzas.

Junto com o manjericão dá o caráter da culinária italiana. Em Portugal é indispensável na confecção de caracóis, e é usado também em caldeiradas e em saladas de tomate e queijo fresco ou requeijão. Aparece também, ainda que em menor medida, nas cozinhas espanhola, francesa, mexicana e grega.
Há quem se pergunte: como uma erva aromática pode facilitar a digestão dos alimentos se a usamos em tão pouca quantidade, apenas como tempero?
Primeiro, apesar da pequena quantidade, as ervas atuam realçando o sabor dos alimentos e ativando a ação das glândulas salivares, que iniciam o processo digestivo. Além disso, cada tipo de erva apresenta em sua composição princípios ativos presentes principalmente no óleo essencial, de forma que são capazes de agir no organismo mesmo quando a planta é usada apenas como um tempero. Mas, se a argumentação ainda não for convincente, é possível responder à esta pergunta seguindo as reações do nosso organismo quando exalamos o aroma de um prato preparado com ervas aromáticas:
O aroma ativa as células nervosas das narinas que, imediatamente, transmitem o estímulo ao nosso cérebro com uma mensagem de que “o alimento está a caminho”. O cérebro, por sua vez, passa a mensagem para as glândulas salivares, avisando-as que devem elevar a produção de saliva. O resultado é que aumenta a presença de uma enzima que ajuda a digerir os carboidratos, como batatas e massas em geral (pães, macarrão, pizzas, etc.). Outra mensagem é enviada ao estômago, para que aumente a quantidade de ácido clorídrico - principal elemento do suco gástrico. Enquanto isso, no intestino é estimulada a secreção de uma substância hormonal que ativa o pâncreas e o fígado, colocando-os em alerta para o início do processo digestivo.
Os gregos costumavam fazer um vinho aromático e digestivo com ramos de Orégano. Esta receita pode ser adaptada para o preparo de um delicioso vinagre, ideal para temperar saladas, carnes e outros alimentos:
Limpe e lave bem um ou dois ramos de Orégano fresco. Enxugue com um pano e deixe secar completamente, até sumir toda a umidade. Esterilize um vidro ou garrafa e, depois de bem seco, coloque os ramos frescos de Orégano. Encha com duas xícaras (cerca de 480 ml) de vinagre de vinho branco ou de maçã. Atenção: o vinagre deve cobrir a erva completamente.
Feche bem com uma rolha e deixe descansar por 15 dias, agitando o vidro diariamente.
Fonte: www.viaintegral.com

Origanum vulgare L.
Orégano, wild manjerona
Família Lamiaceae
Originária da Europa
Planta herbácea rasteira de caule flexível e folhas pequenas verdes ou variegadas de creme,perfumadas.
É cultivada como tempero de pratos salgados.
Necessita de sol e solo bem rico em material orgânico.
Adicionar composto orgânico e húmus de minhoca à terra do canteiro.
Destorroar bem e manter o solo livre de ervas daninhas.
Para compor canteiros como cobertura vegetal é excelente escolha, pois além de ser rústica suas folhagem é mito bonita.
Pode ser cultivada também em pequenos vasos em ambiente interno onde pegue sol.
Fonte: www.fazfacil.com.br