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Umbu



 

A Cultura do Umbu

Umbuzeiro

1 - Introdução

Umbu é uma fruta nativa, característica da região semi-árida brasileira, que vem sofrendo eliminações periódicas, pela utilização das áreas com formação de lavouras e pastagens, correndo risco de extinção e há uma seleção negativa, promovida pelo extrativismo.

Muitos produtores fazem a multiplicação da planta pelo enraizamento de partes de galhos da planta, porém este processo torna o umbuzeiro menos resistente aos efeitos da falta de água, e consequentemente com vida útil menor.

O plantio de mudas de pé franco, ou seja, provenientes de sementes, tem o inconveniente de não transferir exatamente as características da planta-mãe e de conferir um período muito longo para o início de produção (mais de 10anos). O processo mais indicado é a enxertia, quando se espera que o início de produção ocorra aos 4 a 5 anos.

O cultivo de Umbu, também denominado de Embu, Imbu e Ambu, é uma medida desejável e ecologicamente correta.

2 - Escolha de cultivares

Umbuzeiro é uma planta selvagem, e os cultivares são originados de seleção natural. Devem-se escolher aqueles cultivares que melhor se prestam aos objetivos do produtor.

3 - Escolha do local

O umbuzeiro é encontrado nos solos de caatinga naturalmente férteis do semi-árido brasileiro, com bom teor de cálcio, magnésio e potássio, e prefere solos profundos e sem encharcamento. Tolera regimes hídricos inferiores a 500 milímetros anuais, com elevada resistência à seca, pela existência de xilopódios ou "batatas" nas suas raízes, que são verdadeiros reservatórios de água para a planta.

4 - Preparo e conservação do solo

Uma aração ( 30 centímetros de profundidade ) e uma gradagem, geralmente, são suficientes. Em áreas inclinadas, há necessidade de se adotarem práticas de conservação de solo. Em áreas recém-abertas, podem-se realizar apenas a limpeza do terreno e o plantio em covas.

5 - Análise do solo e conservação da acidez

Para o cultivo do umbuzeiro, recomenda-se a coleta de amostras de solo para análise e a correção da acidez, com base nos resultados. Usar, de preferência, o calcário dolomítico.

6 - Formação de mudas

Consiste na produção de mudas de pé franco (por sementes) e posterior enxertia.

Como a maturação das sementes ocorre, em maior concentração, de dezembro a março, recomenda-se o semeio cerca de três a quatro meses após a colheita dos frutos, para a quebra de dormência. Podem-se usar sementes do ano anterior, quando a quebra de dormência é facilitada.

Para a formação dos porta-enxertos, escolher sementes de frutos maduros, de plantas vigorosas.

Retirar a casca e a polpa e secar ao sol. Com o uso de um canivete, retirar a mucilagem da parte mais larga da semente, rompendo o tegumento interno do endocarpo, para facilitar a germinação. Em seguida as sementes são colocadas em caixas ou canteiros, em substratos de areia lavada, numa profundidade aproximada de 2 a 3 centímetros, irrigando-se bem diariamente. A germinação ocorre a partir de 10º dia, estendendo-se até os 35º dia, após a semeadura. Usar ambiente protegido.

A repicagem é feita quando as plântulas apresentarem início de caule lenhoso e formação de xilopódio, o que ocorre aos 2 a 2,5 meses após o plantio; para isto, usam-se sacos de polietileno com capacidade de 3 a 4 litros e substrato composto de uma parte de solo e uma de esterco curtido.

Na repicagem colocar a mistura de terra e esterco secos até a metade do saco plástico, colocar a plântula e completar o enchimento do saco. Em seguida, molhar bem uma a duas vezes ao dia.

A enxertia por garfagem no topo em fenda cheia é feita quando o caule atingir a espessura de 0,6 a 0,8 centímetros (grossura de um lápis), o que ocorre aos 9 meses após o plantio. Os garfos retirados da planta produtora dos frutos desejados devem ter de 3 a 4 gemas, coletados de preferência quando a planta estiver no final da fase de dormência vegetativa (início da emissão de folhas).

O amarrio dos enxertos e da extremidade do garfo deve ser feito com fita plástica transparente. Aos 60 dias após a enxertia, as mudas estarão prontas para serem transplantadas para o local definitivo, ocasião em que são retiradas as fitas.

7 - Abertura e preparo da cova

Usar o espaçamento de 10 por 10 metros entre as covas, e tamanho das covas deve ser nas dimensões de 0,40 x 0,40 x 0,40 metro. Depois de abertas as covas, fazer adubação de acordo com os resultados da análise de solo. Na falta da dessa, podem-se usar por cova: 10 a 20 litros de esterco de curral curtido e 500 g de superfosfato simples, que devem ser misturados à camada de terra retirada da superfície e colocados no fundo da cova.

8 - Plantio

Fazer o plantio no início da estação chuvosa. Retira-se o saco plástico ou outra embalagem que envolve a muda. Plantar no centro da cova, sem abafar o tronco com a terra. Apertar a terra levemente ao redor da muda e regar bem.

Fazer uma bacia ao redor da cova, para possibilitar maior armazenamento de água, e cobrir a superfície da cova em volta da planta com material vegetal seco.

9 - Tutoramento

Depois de plantadas as mudas, fazer tutoramento com estacas e amarrio da planta, a fim de se evitarem tombamento e danos pelos ventos fortes.

10 - Tratos culturais

Capinas

Manter o terreno (1,5 metros em torno da planta), sem planta daninha.

Desbrotas

Eliminar os brotos que saírem abaixo do ponto da enxertia; daí em diante apenas retirar os galhos que desenvolverem em direção ao solo.

Controle de pragas

Havendo ataque de gafanhoto ou outra praga, fazer pulverizações, preferencialmente com o uso de produtos alternativos, evitando desequilíbrios na natureza.

Controle da erva-de-passarinho

Erva-de-passarinho é a moléstia que mais afeta o umbuzeiro adulto, razão por que ela deve ser periodicamente retirada e queimada.

11 - Culturas intercalares

Como o espaçamento entre plantas é largo, nos dois primeiros anos podem-se plantar nas entre-linhas culturas de ciclo curto ( milho, arroz, feijão), deixando-se 1,5 a 2 metros livres de cada lado da planta. O uso de leguminosas, como o andu, pode trazer vantagens para o umbuzeiro.

12 - Colheira e Comercialização

A colheita é feita manualmente, e os frutos são colhidos "de vez" para facilitar o transporte. O comércio é feito à beira das rodovias, em mercados e feiras, e os frutos são vendidos por volume, quilo ou dúzia.

Nos mercados das grandes cidades, são vendidos em bandejas de isopor contendo cerca de 10 a 12 frutos selecionados, envolvidas por polietileno transparente.

A comercialização é feita também diretamente com os atravessadores nas comunidades rurais, quando os frutos são colocados em caixas ou sacos e levados para as despolpadeiras e para os centros consumidores.

O rendimento por hectare varia com a idade e densidade de plantas, com a condição ambiental e a genética das plantas. De um modo geral uma planta pode produzir de 50 a 300 kg de frutos.

Usos

O umbu é muito apreciado pelos animais, que se alimentam da planta e dos frutos.

Na alimentação humana, os frutos são consumidos ao natural e processados na forma de polpa, geléia, doces, sorvetes, sucos e néctares. O rendimento em polpa é de 50 a 60 % do fruto.

Estudos recentes vêm demonstrando o aproveitamento dos xilopódios de plantas jovens, cultivadas em viveiros, para picles e concentrados in natura.

Composição média de 100 gramas de polpa do fruto verde ou "de vez":

44calorias
0,6 grama de proteínas
20 miligramas de cálcio
14 miligramas de fósforo
2 miligramas de ferro
30 miligramas de Vitamina A
0,04 miligrama de Vitamina B 1
0,04 miligrama de Vitamina B 2
33 miligramas de Vitamina C.

Ildeu de Souza

Fonte: www.emater.mg.gov.br

Umbu

Originário do Nordeste do Brasil, o umbu possui uma polpa branca esverdeada e de sabor agridoce. No Nordeste, é comum o consumo da polpa com leite e açúcar, fato conhecido como umbuzada.

Também pode ser consumido como geléia, suco sorvete , etc. Na área nutricional, o umbu contém sais minerais e vitamina C.

INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS
Porção: 100 gramas
Quantidade por porção
 
%VD(*)
Valor Calórico
44 kcal
2%
Carboidrato
10.6 g
3%
Proteína
0.6 g
1%
Gorduras Totais
0.4 g
1%
Gorduras Saturadas
0 g
0%
Colesterol
0 mg
0%
Fibra Alimentar
1.5 g
5%
Cálcio
20 mg
3%
Ferro
2 mg
14%
Sódio
0 mg
0%
* Valores Diários de referência com base em uma dieta de 2500 calorias

Fonte: www.demarchi.com.br

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