Como quando do mar tempestuoso (1598)

Sonetos de Luís Vaz de Camões

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Como quando do mar tempestuoso

o marinheiro, lasso e trabalhado,

d’um naufrágio cruel já salvo a nado,

só ouvir falar nele o faz medroso;

e jura que em que veja bonançoso

o violento mar, e sossegado

não entre nele mais, mas vai, forçado

pelo muito interesse cobiçoso;

Assi, Senhora eu, que da tormenta,

de vossa vista fujo, por salvar me,

jurando de não mais em outra ver me;

minh’alma que de vós nunca se ausenta,

dá me por preço ver vos, faz tornar me

donde fugi tão perto de perder me.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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