Aquela que, de pura castidade (1598)

Sonetos de Luís Vaz de Camões

PUBLICIDADE

Aquela que, de pura castidade,

de si mesma tomou cruel vingança

por üa breve e súbita mudança,

contrária a sua honra e qualidade

(venceu à fermosura a honestidade,

venceu no fim da vida a esperança

porque ficasse viva tal lembrança,

tal amor, tanta fé, tanta verdade!),

de si, da gente e do mundo esquecida,

feriu com duro ferro o brando peito,

banhando em sangue a força do tirano.

[Oh!] estranha ousadia ! estranho feito !

Que, dando breve morte ao corpo humano,

tenha sua memória larga vida!

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

Veja também

Memórias Póstumas de Brás Cubas: resumo dos capítulos e frases

Contexto da obra PUBLICIDADE Quando falamos sobre Memórias Póstumas de Brás Cubas: resumo dos capítulos …

Velhas Árvores

Olavo Bilac PUBLICIDADE Olha estas velhas árvores, — mais belas, Do que as árvores mais …

Plutão – Olavo Bilac

Olavo Bilac PUBLICIDADE Negro, com os olhos em brasa, Bom, fiel e brincalhão, Era a …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site é protegido por reCAPTCHA e pelo Googlepolítica de Privacidade eTermos de serviço aplicar.