O dia em que eu nasci, moura e pereça (1860)

Sonetos de Luís Vaz de Camões

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O dia em que eu nasci, moura e pereça,

não o queira jamais o tempo dar,

não torne mais ao mundo, e, se tornar,

eclipse nesse passo o sol padeça.

luz lhe falte, o sol se [lhe] escureça,

mostre o mundo sinais de se acabar,

nasçam-lhe monstros, sangue chova

o ar, a mãe ao próprio filho não conheça.

as pessoas pasmadas de ignorantes,

as lágrimas no rosto, a cor perdida,

cuidem que o mundo já se destruiu.

Ó gente temerosa, não te espantes,

que este dia deitou ao mundo a vida

mais desgraçada que jamais se viu!

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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