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Chorai, Ninfas, os fados poderosos (1668)

Sonetos de Luís Vaz de Camões

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Chorai, Ninfas, os fados poderosos

daquela soberana fermosura!

Onde foram parar na sepultura

aqueles reais olhos graciosos?

Ó bens do mundo, falsos e enganosos!

Que mágoas para ouvir! Que tal figura

jaza sem resplandor na terra dura,

com tal rosto e cabelos tão fermosos!

Das outras que será, pois poder teve

a morte sobre cousa tanto bela

que ela eclipsava a luz do claro dia?

Mas o mundo não era dino dela,

por isso mais na terra não esteve;

ao Céu subiu, que já *se* lhe devia.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

 

 

 

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