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Se, despois d’esperança tão perdida (1598)

Sonetos de Luís Vaz de Camões

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[À morte de D. António de Noronha]

Em flor vos arrancou, de então crecida

(Ah! senhor dom António!), a dura sorte,

donde fazendo andava o braço forte

a fama dos Antigos esquecida.

üa só razão tenho conhecida

com que tamanha mágoa se conforte:

que, pois no mundo havia honrada morte,

que não podíeis ter mais larga a vida.

Se meus humildes versos podem tanto

que co desejo meu se iguale a arte,

especial matéria me sereis.

E, celebrado em triste e longo canto,

se morrestes nas mãos do fero Marte,

na memória das gentes vivereis.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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