Correm turvas as águas deste rio (1616)

Sonetos de Luís Vaz de Camões

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Correm turvas as águas deste rio,

que as do Céu e as do monte as enturbaram;

os campos florecidos se secaram,

intratável se fez o vale, e frio.

Passou o Verão, passou o ardente Estio,

üas cousas por outras se trocaram;

os fementidos Fados já deixaram

do mundo o regimento, ou desvario.

Tem o tempo sua ordem já sabida;

o mundo, não; mas anda tão confuso,

que parece que dele Deus se esquece.

Casos, opiniões, natura e uso

fazem que nos pareça desta vida

que não há nela mais que o que parece

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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