A morte, que da vida o no desata (1616)

Sonetos de Luís Vaz de Camões

PUBLICIDADE

A Morte, que da vida o nó desata,

os nós, que dá o Amor, cortar quisera

na Ausência, que é contr’ ele espada fera,

e co Tempo, que tudo desbarata.

Duas contrárias, que üa a outra mata,

a Morte contra o Amor ajunta e altera:

üa é Razão contra a Fortuna austera,

outra, contra a Razão, Fortuna ingrata.

Mas mostre a sua imperial potência

a Morte em apartar dum corpo a alma,

duas num corpo o Amor ajunte e una;

porque assi leve triunfante a palma,

Amor da Morte, apesar da Ausência,

do Tempo, da Razão e da Fortuna

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

 

Veja também

Memórias Póstumas de Brás Cubas: resumo dos capítulos e frases

Contexto da obra PUBLICIDADE Quando falamos sobre Memórias Póstumas de Brás Cubas: resumo dos capítulos …

Velhas Árvores

Olavo Bilac PUBLICIDADE Olha estas velhas árvores, — mais belas, Do que as árvores mais …

Plutão – Olavo Bilac

Olavo Bilac PUBLICIDADE Negro, com os olhos em brasa, Bom, fiel e brincalhão, Era a …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site é protegido por reCAPTCHA e pelo Googlepolítica de Privacidade eTermos de serviço aplicar.