De um tão felice engenho produzido (1668)

Sonetos de Luís Vaz de Camões

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De um tão felice engenho, produzido

de outro, que o claro Sol não viu maior,

é trazer cousas altas no sentido,

todas dinas de espanto e de louvor.

Museu foi antiquíssimo escritor,

filósofo e poeta conhecido,

discípulo do Músico amador

que co som teve o Inferno suspendido.

Este pôde abalar o monte mudo,

cantando aquele mal, que eu já passei,

do mancebo de Abido mal sisudo.

Agora contam já (segundo achei),

Passo, e o nosso Boscão, que disse tudo

dos segredos que move o cego Rei.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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