O raio cristalino s’estendia (1598)

Sonetos de Luís Vaz de Camões

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O raio cristalino s’estendia

pelo mundo, da Aurora marchetada,

quando Nise, pastora delicada,

donde a vida deixava, se partia.

Dos olhos, com que o Sol escurecia,

levando a vista em lágrimas banhada,

de si, do Fado e Tempo magoada,

pondo os olhos no Céu, assi dezia:

—Nasce, sereno Sol, puro e luzente;

resplandece, fermosa e roxa Aurora,

qualquer alma alegrando descontente;

que a minha, sabe tu que, desd’agora,

jamais na vida a podes ver contente,

nem tão triste nenhüa outra pastora.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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