Quando se vir com água o fogo arder (1685-1668)

Sonetos de Luís Vaz de Camões

PUBLICIDADE

Quando se vir com água o fogo arder,

e misturar co dia a noite escura,

e a terra se vir naquela altura

em que se vem os Céus prevalecer;

o Amor por razão mandado ser,

e a todos ser igual nossa ventura,

com tal mudança, vossa formosura

então a poderei deixar de ver.

Porém não sendo vista esta mudança

no mundo (como claro está não ver-se),

não se espere de mim deixar de ver-vos.

Que basta estar em vós minha esperança,

o ganho de minha alma, e o perder-se,

para não deixar nunca de querer-vos

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

Veja também

Memórias Póstumas de Brás Cubas: resumo dos capítulos e frases

Contexto da obra PUBLICIDADE Quando falamos sobre Memórias Póstumas de Brás Cubas: resumo dos capítulos …

Velhas Árvores

Olavo Bilac PUBLICIDADE Olha estas velhas árvores, — mais belas, Do que as árvores mais …

Plutão – Olavo Bilac

Olavo Bilac PUBLICIDADE Negro, com os olhos em brasa, Bom, fiel e brincalhão, Era a …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site é protegido por reCAPTCHA e pelo Googlepolítica de Privacidade eTermos de serviço aplicar.