Grande, pesado, potente e caro, talvez em excesso para seu tempo,
o BMW Série 8 firmou um patamar que a empresa ainda não repetiu
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Cupês grã-turismo, em que o conforto e a capacidade de viajar por horas em alta velocidade são mais importantes que as reações esportivas, têm sido um segmento explorado por décadas pela Fábrica de Motores da Bavária — a Bayerische Motoren Werke ou BMW. Já em 1955 era lançado o 503, de quatro lugares e motor V8 de 3,2 litros. Ele deu lugar em 1962 ao 3200 CS e este aos 2000 C e CS, parte de uma linha que incluiu os mais potentes 2800 CS (1968), 3000 CS e CSi (1971). A linha Série 6 viria em 1975 para modernizar a oferta da marca nesse segmento de carros charmosos e desejados.
Um estudo de carroceria do Série 8, já com linhas próximas
das finais
Contudo, em meados da década de 1980, após 10 anos de mercado, o Série 6 começava a apresentar os sinais da idade. A empresa de Munique estudava desde 1981 o projeto de um cupê de 2+2 lugares com maiores dimensões, mais potência e luxo para enfrentar nomes de peso como Mercedes-Benz SL, Porsche 928, Jaguar XJ-S, Aston Martin V8 e os Ferraris de motor 12-cilindros (à época o 512 BBi, em fim de carreira). Não um carro esporte para competir em estradas sinuosas com Porsche 911 e os Ferraris V8 de motor central, mas um grande estradeiro destinado a cruzar com rapidez, conforto e segurança as autobahnen, as autoestradas alemãs sem limite de velocidade.
Um teste de colisão: a BMW estabeleceu padrões severos
para ele