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Chevrolet Veraneio

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Chevrolet Veraneio
Chevrolet Veraneio

Carro, picape ou perua?

Nada disso, ou tudo ao mesmo tempo.

É a Veraneio que ressurgiu das cinzas em 1989. Renovada pelas linhas das atuais picapes GM, e lembrando a transformação que a Brasinca fazia da picape A-20, com o nome de Mangalarga.

A maior diferença é que a Mangalarga tinha o vidro traseiro encurvado no alto, juntando-se à capota, enquanto o vidro da Veraneio é plano. Contudo, como sempre, a Brasinca continua transformando a picape em Veraneio.

Por exigência legal, que restringe o uso do diesel ao transporte coletivo ou de carga, a Veraneio foi inicialmente fabricada a álcool ou a gasolina, e passou a contar com a opção do diesel, quando a lei foi alterada no governo Collor.

Testamos a nova Veraneio inteiramente equipada, com todos os acessórios disponíveis. Assim, é claro, ela é bem mais confortável que uma picape. Mas, do motorista habituado a carros, ela exige novos condicionamentos.

A primeira sensação estranha é de altura. Numa posição bem mais alta que a dos motoristas dos carros comuns, enxerga-se mais para a frente e para os lados.

Isso dá mais segurança e também é possível prever mais facilmente problemas que surjam no fluxo do trânsito.

Mas, como o veículo é grande e pesado – 2.184 kg —, exige certos cuidados, pois não pode ser tão ágil como os carros comuns.

De qualquer modo, com mais de duas toneladas de peso e um grande volume, em nosso teste esta Veraneio a gasolina chegou aos 141,9 km/h e fez de 0 a 100 km/h em 21,37 segundos – mantendo o desempenho da última A-20 cabine dupla que testamos (QR 310), e que era a álcool.

Também foi econômica – para um veículo de seu porte, claro: na estrada, vazia, fez 6,02 km/l de gasolina a 100 km/h e 5,33 km/l com o peso total de 870 kg especificado pela fábrica. Na cidade fez 4,41 km/l.

O desempenho razoável não deve estimular excessos: não se pode dirigir a Veraneio como um carro.

Ainda assim, pode-se dizer que é um veículo seguro, por vários motivos:

A estabilidade não é notável, mas surpreende. Mesmo totalmente carregada, ela se comporta bem. A Veraneio anterior usava molas espirais na suspensão traseira, enquanto nesta as molas são semi-helípticas, o que melhorou seu comportamento em estradas ruins — mesmo enfrentando buracos sucessivos, ela não tende a pular.

A direção – hidráulica, felizmente – é bastante suave. Só que, devido a uma pequena folga que é própria de sua concepção, exige pequenas correções constantes em pisos irregulares — o que é feito com mínimo esforço.

Os freios são muito bons. Apesar da grande altura do veículo (1,80 m), ele não se desequilibra nas frenagens: pára sem desvios. E os espaços de frenagem chegam a ser menores que os de muitos carros testados, inclusive os da linha Opala, que usam o mesmo motor de 4,1 litros.

O motor, aliás, leva muito bem o veículo, com seu grande torque. É ajudado nisso por um câmbio de quatro marchas com boas relações — um pouquinho duro, é verdade, conseqüência provável da própria robustez do conjunto.

Dentro, há espaço de sobra para seis pessoas. E, brevemente, a fábrica pretende lançar uma versão com mais uma fileira de bancos, que poderá levar 9 pessoas mais carga. Só o banco do motorista é separado e tem regulagens de posição. O traseiro é bipartido. E faltam os apoios para cabeça. O acesso é fácil, pelas quatro amplas portas, mas seria bom que houvesse trava central — devido ao tamanho do veículo, dá trabalho travá-las todas.

Aliás, quando se batem as portas dianteiras, os retrovisores mudam de lugar e precisam ser regulados de novo: melhor que fossem bem fixados.

À frente do motorista, nesta versão Custom S (a mais simples), um painel com vários marcadores vazios: tem apenas velocímetro, hodômetro total, e marcadores de temperatura e nível de combustível. Há espaço de sobra para um precioso conta-giros, além de manômetro de óleo, baterímetro e vacuômetro.

No lugar do conta-giros, há um enorme marcador de combustível, do tamanho do velocímetro, tapando o buraco. Além disso, os comandos do limpador e do vidro térmico traseiro não são iluminados, o que dificulta sua localização à noite.

Apesar disso, viaja-se bem na Veraneio. A visibilidade é facilitada pelos enormes vidros laterais traseiros, sem emendas. Apenas à frente, a altura do capô prejudica um pouco. Para trás, os grandes retrovisores ajudam bem. O nível de ruído, para o tipo de veículo, até que não foi alto.

E, finalmente, a Veraneio premia seus usuários com o que é sua própria razão de ser: um enorme espaço para carga. Medido pelo nosso sistema, ele comporta 1.240 litros até a altura do vidro ou 2.392 até o teto. Seu uso é facilitado pela porta traseira, que, contudo, é bem pesada. Alguns prefeririam ter duas portas, abrindo para os lados. No geral, contudo, acredita-se que os fãs da Veraneio não se incomodem de fazer um pouco de força.

Chevrolet Veraneio
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Três versões

A nova Veraneio tem três versões: S, Luxo e Superluxo. todas com opção de motor a gasolina ou a álcool (neste caso, com desempenho um pouco melhor).

A diferença entre as três são os acessórios, sendo que apenas a Superluxo — ainda não disponível no mercado — poderá vir teto de vinil opcional.

Testamos uma S que, contudo, equivaíe a um modelo de topo, pois foi equipada com rodas e pneus especiais (mais largos), vidros verdes, desembaçador, direção hidráulica, diferencial positraction (com efeito autoblocante para evitar atolagens), limpador traseiro e retrovisores especiais. Com tudo isso, seu preço em meados de março de 1989 era de NCz$ 40.117 (contra NCz$ 35.783 do modelo básico). A Veraneio é fornecida nas cores branco, vermelho, marrom, azul e bege claro.

O primeiro “carro” da GM

A Veraneio é um dos veículos mais antigos de nossa indústria. Sua origem está na picape C-14, lançada em 1957 — e, na verdade, o primeiro veículo GM fabricado no Brasil que não era exatamente um caminhão. Já na época, era a Brasinca que produzia a carroceria para a GM. Dessa picape derivou uma outra picape, cabine dupla, a C-14 Amazonas. Ambas circulavam em meio aos Aero-Willvs, DKW, Kombi e Fuscas de uma época de poucas estradas — e bem piores que as de hoje.

Com o nome Veraneio, e baseada na mesma picape C-14, a perua foi lançada em 1964. Vinha equipada com o mesmo motor da C-14, um seis-cilindros herdado do caminhão Chevrolet Brasil.

De lá para cá, além de ficar célebre como carro de polícia, muito usado também pelos órgãos da repressão política — aliás, seus anos de maior venda coincidem com o pior período do AI-5 —, a Veraneio permaneceu com as mesmas formas clássicas das picapes encarroçadas americanas. Mas teve várias mudanças, algumas infelizes, na motorização.

Em 1976, por exemplo, autoridades policiais pediram que a GM colocasse nela o motor 2.500 do Opala de quatro cilindros.

Não deu certo: os camburões rodavam quase sempre cheios e seu desempenho, com excesso de peso, era muito ruim. Em 1979 foi colocada a versão a álcool desse motor 2.500, com mais torque e potência, mas o desempenho continuou insatisfatório. Uma versão modernizada do velho motor de seis cilindros a gasolina, adotada em 78, funcionou melhor.

Finalmente, em 81, a Veraneio passou a usar o motor do Opala de seis cilindros.

É o que continua até hoje.

E a situação se inverte agora: mesmo motor, aspecto diferente.

Nesta remodelação a GM gastou 10 milhões de dólares.

E espera vender 2.000 unidades por ano dessa Veraneio, juntamente com sua versão menor – a Bonanza, que só tem duas portas e foi mostrada no Salão do Automóvel.

Fonte: www.picapesgm.com.br

Chevrolet Veraneio

Chevrolet Veraneio, uma espécie precoce de SUV produzido pela GM do Brasil início em 1964.

Construído sobre o chassi de pickup Chevy brasileiro, o veículo era ideal para as estradas em más condições de uma nação em desenvolvimento.

Fabricada no Brasil entre 1964 e 1994, a Veraneio foi um utilitário de muito sucesso principalmente por sua utilização como viatura de ambulância e também de polícia.

Seu modelo é semelhante ao Chevrolet Suburban americano, e teve as seguintes versões: C-1416, Amazonas, Passo Fino, Mangalarga, Bonanza, Veraneio M e Grand Blazer.

Acomodava tranquilamente 8 pessoas, e foi muito utilizada para a diversão e viagens familiares, sendo projetada especificamente para o mercado brasileiro.

O câmbio era de três marchas e ficava acoplado ao volante, seu motor levava o pesado automóvel de 1850kg aos 100km/h em 21 segundos, com máxima de 138km/h.

Apesar de sua simpatia atualmente, o carro ficou estigmatizado por ser utilizado como camburão na época da ditadura brasileira inclusive para perseguições, pois apesar do peso, seu motor era muito confiável, seu câmbio longo exigia poucas mudanças, sua direção e sua suspensão eram ótimas e maleáveis, chegando a “varrer” as ruas com a traseira em curvas mais rápidas, daí sua frequente utilização pela polícia.

Em sua “homenagem”, o grupo Capital Inicial lançou a música Veraneio Vascaína, que inclusive foi censurada para venda para menores de 18 anos. De autoria de Renato Russo e Flávio Lemos, era originalmente do repertório do Aborto Elétrico, ficando com o Capital Inicial depois da separação, fala da lendária viatura policial preta e branca, vermelha e cinza, que eram as cores da polícia militar e do escudo do clube carioca Vasco da Gama, daí o nome.

O Chevrolet Veraneio

Desde 1959 a GM fabricava a Amazona, uma perua de três portas laterais (sim, havia uma porta no lado esquerdo e duas no lado direito) e oito lugares.

Em 1964, era apresentada sua sucessora, a C-1416, baseada na picape C-14.

Seu desenho era mais atual, com quatro faróis redondos, quatro portas laterais, amplo espaço interno, suspensão independente na dianteira e câmbio sincronizado.

Anos depois, ganharia o nome de Veraneio, em alusão ao uso em lazer, mas entrou para história como o temido camburão da polícia.

O mesmo modelo foi produzido até o final da década de 1980, com ligeiras alterações de estilo (adoção de apenas dois faróis redondos), e mecânica (uso de motores 6 cilindros do Opala e diesel do D-10). Em 1990, era lançada uma nova Veraneio, agora não mais um automóvel original, mas uma picape D-20 transformada pela Brasinca.

 

Chevrolet Veraneio

Chevrolet Veraneio
Chevrolet Veraneio

MOTORIZAÇÃO
Motor: 4.3, 6 cilindros em linha, 12 válvulas (2 por cilindro), carburador de corpo simples, gasolina
Cilindrada: 4.278 cm³ Potência: 149 cv a 3.800 rpm
Potência Específica: 34,6 cv/litro Torque: 32 kgfm a 2.400 rpm
CARROCERIA
Comprimento: 5.162 mm Peso: 2.000 kg
Largura: 1.976 mm Porta-Malas: Não disponível
Altura: 1.730 mm Tração: Traseira
Freios: Tambores nas quatro rodas Câmbio: Manual de 3 marchas
DESEMPENHO
Velocidade Máxima: 144 km/h Aceleração: 18,3 segundos

O Chevrolet Veraneio

Chevrolet Veraneio
A Veraneio de Luxo com seus equipamentos exclusivos: supercalotas, faixa lateral e pneus de faixa branca

Com capacidade de carga de 3.160 litros (com banco traseiro rebaixado), a perua Veraneio tem 5,16m de comprimento e quase 2 metros de largura.

Sua concepção mecânica é convencional: motor 261, conhecido por Chevrolet Brasil, de seis cilindros, 4.280cm3, potência de 151cv a 3800 rpm.

Construído no Brasil desde 1958, esse propulsor é o que equipa o caminhão Chevrolet; trata-se de uma simples evolução do motor lançado pela Chevrolet americana em 1929. Entretanto, algumas modificações tornaram-no muito durável e de excelente torque, proporcionando boa tração mesmo em baixas rotações.

Apesar do peso elevado – cerca de duas toneladas -, a Veraneio tem boa aceleração (de 0 a 100 km/h em 18,3 segundos) e é capaz de uma velocidade máxima aproximada de 145 km/h.

Por ser um utilitário, a Veraneio pode ser equipada também com tração positiva, ou seja, um diferencial normal acompanhado de sistema travante automático; este impede que as rotações de uma roda do eixo motriz sejam excessivamente mais elevadas que as rotações da outra roda. Semelhante a um sistema autoblocante, não chegava, no entanto, a caracterizar-se como tal, agindo mais como freio pela diferença centrífuga de rotações.

Comercializada nas versões normal, de Luxo e Econômica, tem quatro portas para passageiros e uma traseira, de acesso ao compartimento de carga.

Opcionalmente, a Veraneio pode ser equipada com direção hidráulica e um terceiro banco, que aumenta sua capacidade para nove passageiros.

Fonte: djjaragua.vilabol.uol.com.br/www.carroantigo.com

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