Breaking News
Home / Automóveis / Lotus Europa

Lotus Europa

PUBLICIDADE

O Lotus Europa é um carro de duas portas com motor central GT coupê construído pela Lotus Cars, de 1966 a 1975.

O modelo mais caro da Lotus atualmente é o Europa.

Em Genebra, este belo cupê esportivo, que preza tanto pelo comportamento dinâmico quanto qualquer outro modelo da marca britânica, apresentará sua linha 2008.

A maior novidade é a versão de entrada do cupê, que sairá por € 31,5 mil, cerca de R$ 80,5 mil. Segundo a fábrica, a nova versão tornará o Europa mais acessível, o que, para a empresa, representará volumes maiores de vendas.

A menina dos olhos de todos, entretanto, continuará a ser a versão topo de linha, agora chamada de SE, que tem motor 2-litros turbinado.

Ele gera 225 cv e 300 Nm de torque, o que leva o carro aos 96 km/h em 5,5 s e à máxima de 230 km/h. O SE custa € 41,5 mil, ou pouco mais de R$ 106 mil.

Além dos preços, o Europa traz novidades de estilo e acabamento. Outra mudança importante é a adoção de airbags em todos os modelos, uma concessão da Lotus à segurança.

História

A Lotus sempre fez máquinas mais focadas no prazer de pilotar, tão valorizado pelo seu fundador, o inglês Colin Chapman. Desde 1952, quando lançou o roadster Six, a produção de carros de corrida ajudou a marca a se estabelecer entre os grandes do automobilismo e deu um apelo extra aos modelos de rua.

Um dos primeiros sucessos foi o roadster Seven, produzido de 1957 a 1972, e que hoje sobrevive nas linhas do Caterham Seven.

Em meados dos anos 60, hapman começou a elaborar seu substituto, um carro tão distinto do Seven que acabou por não tirá-lo de linha. O novo modelo seria um cupê de estilo singular criado por Ron Hickman, diretor de engenharia da empresa.

O Lotus Europa havia sido concebido para a Ford competir nas 24 Horas de Le Mans, mas acabou sendo preterido em prol do GT40, da Lola. Dependendo do ângulo, o Europa parecia um cupê fastback, um três-volumes, uma panel van (perua de duas portas sem as janelas traseiras) ou até uma picape. Se na frente os traços eram arredondados e suaves, a traseira parecia implantada de outro modelo, com linhas retas. Na mecânica, mantinha-se a filosofia de Chapman, que pregava leveza e simplicidade, para que pudesse ser reparado em qualquer oficina.

A estreia se deu em dezembro de 1966, após fechado o acordo para usar o motor central, o 1.5 do Renault 16, retrabalhado para render 82 cv. O câmbio era manual de quatro marchas e a suspensão, independente nas quatro rodas, herança das pistas. Exceto por portas, capô e tampa do porta-malas dianteiro, a carroceria era de fibra de vidro, montada sobre um chassi em forma de Y. Seu Cx de 0,29 era baixo para a época. Com meros 686 kg, atingia 180 km/h e ia de 0 a 100 km/h em 10 segundos. As vendas começaram na Europa continental, para não abalar o bom momento do Lotus Elan no Reino Unido e Estados Unidos.

Na mecânica, o Europa equivalia aos mais conservadores Opel GT, Lancia Fulvia e MG B, todos com um quatro-cilindros dianteiro. Em 1968 vieram novo interior, vidros elétricos e bancos ajustáveis. Antes de lançar o Europa, a Lotus já tinha sua versão de corrida com motor Ford-Cosworth de 1,6 litro e 165 cv.

Com 60 cv a menos, esse motor foi incorporado em 1971. A pintura negra do patrocinador John Player Special homenageou a vitória de Emerson Fittipaldi na F-1 em 1972 com o Europa Special.

Os 107 cm de altura do Europa 1972 das fotos fazem com que se guie com as pernas esticadas. As janelas ficam próximas e, se instrumentos e comandos são bem distribuídos, o mesmo não se pode dizer dos apertados pedais. Leve, precisa e rápida, a direção veio à direita nesse exemplar, mas foi convertida.

O motor 1.6 conta com o bom torque alimentado por dois carburadores duplos e sobe rápido de rotação. A suspensão dianteira demonstra firmeza, o que não evita que a frente leve desvie um pouco da trajetória nas curvas. Há ainda dois tanques de combustível, detalhe curioso de um carro ímpar que durou até 1974.

A Lotus jamais ousaria tanto depois. Seu nome ressurgiria em 2006, em uma variação do Elise, mas já sem o arrojo estético ou o respaldo que o sucesso nas pistas rendia ao Lotus de rua nos anos 60.

Ficha Técnica:

Motor: 4 cilindros em linha de 1,5/1,6 litro
Potência: 82/126 cv a 6 000/6 500 rpm
Câmbio: manual de 4 marchas/5 marchas
Carroceria: cupê
Dimensões: comprimento, 399 cm; largura, 164 cm; altura, 107 cm; entreeixos, 231 cm;
Peso:
686/711 kg

Novo Lotus Europa

Só os europeus terão direito ao Lotus Europa revisado, o que até parece razoável, em se tratando do nome do modelo. Agora ele vem em uma versão de entrada e o superior SE.

O motor central turbinado de 2.0 litros rende 225 cv a 30,6 mkgf e leva a versão SE de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos e dali para 230 km/h, valores estimados pela própria Lotus. Se julgarmos que a versão básica de 200 cv e 27,6 mkgf marca 5,8 segundos e a mesma velocidade máxima, a mudança foi em vão.

Se no desempenho houve empate técnico, para aprimorar a aderência, o SE vem novas rodas, de aro 17 na frente e 18 atrás, mais leves e revestidas de pneus mais largos. Os discos de freio também ficaram maiores no diâmetro. Botão de partida e duplo airbag são itens de série. Melhorias que devem atrair a clientela da marca, mas não a da concorrência, que facilmente vai além desses números e do estilo da marca inglesa.

O Lotus Europa

Em 1947, dois jovens engenheiros construíam na Grã-Bretanha um esportivo a partir do Austin Seven. O carro até hoje é um mito… Eram eles Colin Dare e Anthony Colin Bruce Chapman. Cinco anos depois, fundaram a Lotus Cars Ltd. e não pararam de se destacar nas pistas da Europa, para ganhar o mundo depois.

Chapman, antes de mais nada, era um gênio, destacável em suas soluções no ramo automobilístico, usando técnicas audaciosas. Até sua morte não parou de inovar, seja em seus Fórmula 1, seja nos esportivos de rua. A Lotus até hoje é referência no mundo do automóvel. Lá são preparados motores para vários fabricantes.

A especialidade da empresa eram automóveis com motor traseiro ou central, chassi em aço e em forma de Y, com muita rigidez e eficácia. O genial engenheiro e construtor Chapman queria construir um esportivo barato, pequeno, bonito e rápido — não queria sofisticação, mas eficiência.

Nascia assim, em 1965, o Lotus Europa S1. Para duas pessoas, o pequeno esportivo media quatro metros de comprimento, era extremamente baixo (1,09 m) e aerodinâmico, com um coeficiente de 0,29, excepcional para a época.

A carroceria, em plástico reforçado com fibra de vidro, seguia um estilo único, bastante particular: faróis redondos nas extremidades dos pára-lamas e, abaixo do esguio pára-choque, a grade em forma de boca de tubarão. Sobre o capô e no centro do volante, o logotipo redondo com um triângulo inserido, com o fundo na famosa cor verde-britânico e o emblema da pequena empresa.

De perfil era mais interessante. Via-se parte do pára-brisa e o vidro da porta, que nas primeiras versões não se abria. Parecia um pequeno picape esportivo, pelas altas abas que encobriam a tampa traseira quando visto desse ângulo. O pára-brisa era muito inclinado e um só limpador dava conta do recado; a visibilidade para trás era muito restrita. O pequeno vidro logo atrás dos bancos não tinha mais de 15 cm de altura e ficava em posição vertical, como num picape.

Atrás, o grande capô dava acesso ao porta-malas e na outra metade ao motor. Este vinha do Renault 16, com 1.470 cm3, taxa de compressão alta, um carburador Solex e potência de 78 cv a 6.000 rpm. Não era muito, só que o Europa pesava 685 kg (!), e o sedã R16 de dois volumes, pouco mais que uma tonelada. Com isso, o Lotus acelerava de 0 a 100 km/h em 9,4 s e atingia velocidade máxima de 195 km/h, segundo testes realizados na época. Sua estabilidade era impecável apesar dos estreitos pneus 155 HR 13.

Por dentro o Europa era apertado. Próximo ao volante de três raios estava a alavanca de câmbio — de quatro marchas, também da marca francesa –, por causa do console. A posição de dirigir era típica de um carro de corridas, baixa e com todos os comandos à mão. Bem em frente ao volante estavam o velocímetro e o conta-giros. Os outros instrumentos, tais como marcador de pressão de óleo, amperímetro, nível do tanque e temperatura estavam mais ao centro do painel, que podia vir com acabamento imitando madeira. O lugar para o rádio/toca-fitas estava abaixo destes e não havia tampa de porta-luvas, somente a abertura. Desta primeira série foram construídos 300 exemplares.

Em abril de 1968 surgia a primeira evolução, chamada de S2 ou tipo 54. O motor agora era do Renault 16 TX, mais sofisticado, todo em alumínio, com 1.560 cm3, taxa de compressão de 10,3:1, duplo comando de válvulas e pistões do R8 Gordini, mais bravo. Com um carburador duplo Weber 40DCOE, alcançava 135 cv. A velocidade final passava a ser de 205 km/h. Os vidros já não eram mais fixos e ganhavam controle elétrico.

Em 1971 o motor Renault dava lugar ao Lotus/Ford Twim Cam, que já equipava o irmão Lotus Elan e também o Escort esportivo. Semelhante em configuração ao anterior, tinha 1,6 litro, duplo comando de válvulas, dois carburadores horizontais e 105 cv a 6.000 rpm.

Na parte externa, poucas mudanças: a visibilidade estava melhor, pois perdia-se parte das abas laterais traseiras, e havia novas rodas de alumínio e luzes de direção.

O modelo de competição se enquadrava na categoria Carros Esporte Grupo 6. Enfrentava com galhardia carros como o Alfa T33, Matra 630, Porsche 908 e 911. Seu motor de 2,0 litros alimentado por injeção atingia a potência de 240 cv a 8.000 rpm; o câmbio era ZF de cinco marchas e a velocidade final beirava os 250 km/h. Por fora tinha quatro faróis, pára-lamas mais largos, defletores laterais e aerofólios.

Ganhou a corrida internacional para carros até 2,0 litros no famoso autódromo de Brands Hatch, em setembro de 1970. Obteve várias vitórias nesta categoria nas provas na Inglaterra. O patrocinador era o mesmo dos carros de Fórmula 1, como o Lotus 49B que foi pilotado por Graham Hill e Jochem Rind. A produção do Europa se encerrou em 1975, depois de 9.200 unidades.

Fotos

Lotus Europa

Lotus Europa

Lotus Europa

Lotus Europa

Lotus Europa

Lotus Europa

Lotus Europa

Lotus Europa
Lotus Europa

Fonte: www.webmotors.com.br/quatrorodas.abril.com.br

Veja também

História da Tucker

História da Tucker, 48, Carro, Preston, Empresa, Torpedo, Automóveis, Sedan, Motor, Características, Fotos, História da Tucker

Tucker Torpedo

Tucker Torpedo, Carro, História, Preston, Motor, Automóvel, Sedan, Velocidade, Características, Fotos, Tucker Torpedo

Willys Interlagos

Willys Interlagos, Carros, Modelos, História, Brasil, Versão, Velocidade, Motor, Autódromo, Berlineta, Conversível, Willys Interlagos

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.