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Gurgel Carajás

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Quando lançou o Jipe Carajás, em 1984, a GURGEL buscava consolidar-se num mercado no qual já obtinha enorme sucesso com o X-12.

O grande estilo do Carajás, aliado ao ineditismo do projeto, garantiu espaços generosos nas revistas especializadas.

Gurgel Carajás
Gurgel Carajás

Apresentava três opções de motorização: Diesel, Álcool e Gasolina, refrigerados à água.

Destes, a opção Diesel – por isso um carro grande, que se enquadrasse à legislação, no peso e na categoria “jipe” – se mostra bastante atraente em termos de economia, mas com menor desempenho em potência.

Já nas versões Álcool e Gasolina, toda a potência, robustez e confiabilidade do motor VW AP 1.8.

De acordo com as publicações e catálogos de fábrica, foi fabricado nas versões TR – Teto Rígido e TL – Teto Lona, em duas e quatro portas. Não temos notícias de Carajás-TL … de acordo com a colaboração dos amigos na web, talvez não tenha saído nenhum das linhas de montagem … ou sim?

O Jipão foi classificado pela empresa como um “Social-Country”. Os atributos que mais atraiam os consumidores eram o estilo arrojado e a versatilidade.

Não teme estradas ou caminhos ruins, mas não foi feito para uso off-road em trilhas radicais: em virtude de suas dimensões, peso e pouco curso de suspensão, a tração 4×2 não é suficiente para uso extremo.

Basicamente, o Carajás é um SUV – Sport Utility Vehicle, ou Veículo Utilitário-Esportivo. Por definição, um SUV destina-se ao lazer, para quem tem um sítio, fazenda ou casa de veraneio ou faz habituais viagens de fim-de-semana, longe do asfalto e perto da natureza.

Isso pressupõe amplo espaço para carregar toda a “tralha”, passageiros, e um veículo robusto em estrutura e suspensão.

Gurgel Carajás
Gurgel Carajás

Ficha Técnica:

MOTOR VW AP-1800

4 tempos, 4 cilindros, instalado longitudinalmente na parte dianteira do veículo.
Cilindrada: 1,8 litros (1.781 cm3
Curso do pistão:
86,4 mm Diâmetro do cilindro’ 81 O mm
Razão de compressão:
8,~:1
Combustível: gasolina Alimentação por bomba mecânica **(álcool ou diesel).
Potência máxima (ABNT-NBR-5484) 66 kW (90 CV) a 5200 rpm Torque máximo (ABNT-NBR-5484) 144 Nm a 3400 rpm
Eixo comando de válvulas no cabeçote, acionado por correia dentada Lubrificação sob pressão, com bomba de engrenagens e filtro
Carburador de corpo duplo com dois estágios progressivos
Filtro de ar seco com elemento filtrante de papel
Arrefecimento: à água, com circulação forçada por bomba Radiador e reservatório incorporados, ventilação mecânica permanente Sistema de ignição eletrônica

TRANSMISSÃO

Traseira pelo exclusivo sistema TTS (Tork Tube System). Embreagem monodisco a seco e platô com mola tipo membrana acoplada diretamente ao girabrequim. Trasmissão por eixo de aço flexível, apoiado por mancais de rolamento e envolto por um tubo de a o TT ). Conjunto câmbio e diferencial localizados na parte traseira com transmissão nas rodas por semi árvores com juntas homocinéticas.

4 marchas sincronizadas à frente e uma a ré Relação de redução: la) 3,80:1 2.a) 2,06:1 3.a) 1,32:1 4.a) 0,88:1 ré) 3,88:1 Diferencial 5,14:1

CARROCERIA

Monobloco em Plasteel (estrutura em aço revestida em plástico de engenharia). Garantia de 100.000 km ou 5 anos contra torção e corrosão.

SUSPENSÃO

Dianteira: independente com braços oscilantes e barras de torção longitudinais, amortecedores telescópicos de dupla ação e barra estabilizadora.

Traseira: independente com semi eixos articulados, molas helicoidais, amortecedores telescópicos de dupla ação e cinta limitadora de curso.

DIREÇÃO

Mecânica, tipo setor e rosca sem fim, com amortecedor hidráulico. Voltas de batente a batente = 3,5;

Diâmetro mínimo de curva: 11,7 m

FREIOS

E serviço hidráulico com ação nas quatro rodas, dianteiras a disco e traseira a tambor, com servo acionador, duplo circuito.

De estacionamento mecânico com ação sobre as rodas traseiras

RODAS

Aro estampado em aço 6Jx 14H2 Pneus Firestone CV 2.000 185 R 140

SELECTRACTION

Exclusivo dispositivo que permite frear manual e individual nas rodas traseiras, usado para transferir a força motriz a determinada roda.

CAPACIDADES

Reservatório de combustível 80 litros
Motor carter (incluindo filtro) 3,0 (3,5) l
Transmissão (reabastecimento) 2,5 (2,0) l
Sistema de arrefecimento 6.0 l

PESOS

Peso líquido 1250 kg
Carga útil (5 passageiros e bagagem) 750 kg

DIMENSÕES

Comprimento 4115 mm
Largura 1705 mm
Altura (com bagageiro) 1775 (1870) mm
Distância entre eixos 2550 mm
Bitola dianteira 1387 mm
Bitola traseira 1420 mm
Altura livre do solo 280 mm

Fonte: br.geocities.com/carajazeiros

Gurgel Carajás

Foi em 1984 que ocorreu a evolução maior da linha de utilitários com o lançamento do Jipe Carajás.

Com suspensão independente nas quatro rodas, motor dianteiro – VW 1600 cm3 Diesel ou VW AP 1800 cm3 álcool ou gasolina (do Santana) e mais tarde VW AP 2000 cm3, refrigerado à água, tração traseira, grande espaço interno, para cargas e passageiros, estilo agressivo e um nível de conforto incomparável aos utilitários da época, o Carajás garantiu espaços generosos na mídia especializada.

A exemplo do X-12, também foi um sucesso em vendas, tanto no público privado quanto junto aos órgãos públicos.

Por seu estilo diferente, um carro grande e pesado, o Carajás não rivaliza com o mercado do X12, cujo nicho continua aberto para um público fiel ao desempenho e à mecânica VW de melhor custo-benefício do mundo.

História

Em 1984 foi lançado o sofisticado Carajás. As versões eram TL (teto de lona) TR (teto rígido) e MM (versão militar).

Versões especiais ambulância e furgão também existiram. Um detalhe que chamava logo a atenção era o grande pneu estepe sobre o capô dianteiro. Esta solução foi inspirada nos Land Rover. Braços com músculos bem desenvolvidos eram indicados para abri-lo na hora de alguma manutenção. De frente era notável a grade preta com quatro faróis retangulares, iguais ao do Passat e abaixo destes, as luzes de pisca-pisca na cor âmbar enormes. Opcionalmente poderia vir com o guincho.

Era um jipão na melhor definição. Era alto e grandalhão. Chamava a atenção por onde passasse. Tinha duas portas laterais e uma traseira com abertura meio a meio. O enorme vidro na lateral contribuía para aumentar a visibilidade que era prejudicada pela larga coluna B. Sobre o teto uma útil clarabóia para ventilar a cabine. Dentro tinha um forro/teto duplo com cinco grelhas de ar, duas para os passageiros da frente e três para os de trás. E funcionava bem. Em dias de chuva podiam ficar abertas que água que vinha de fora escorria por canais laterais e caia atrás das rodas da frente. Ainda, sobre o teto, como opcional, era oferecido um enorme bagageiro.

A carroceria, em fibra de vidro, dois volumes tinham sempre cor preto fosco no teto acima dos passageiros da frente e depois da coluna B também, na lateral e na capota. O chassi plasteel também estava presente junto com a transmissão selectraction.

Os bancos dianteiros, com encosto para a cabeça, corriam sobre trilhos e facilitavam a entrada de passageiros atrás. A posição de dirigir era boa para as pessoas mais altas, típica de um jipão. O motor dianteiro de 1,8 litros, refrigerado á água, quatro cilindros com 94 cavalos era o mesmo que equipava o sedam Santana da Volkswagen. Poderia ser a álcool ou a gasolina. Depois veio a versão com motor diesel de 1,6 litros e 50 cavalos igual ao usado na VW Kombi.

Um detalhe mecânico interessante era o TTS.

Para transmitir a força do motor para as rodas traseiras, era usado o Tork Tube System que era um tubo de aço, com um eixo de aço flexível dentro, que interligava o conjunto motor e embreagem na frente ao conjunto caixa de marchas, diferencial e semi-eixos atrás. Solução ótima encontrada pelo fato do Carajás usar quase todo o conjunto mecânico do Santana que é tração dianteira. Este sistema era novidade no país, baseado no Transaxle. Se mostrou frágil pois era muita potência do motor transmitida para o conjunto traseiro e quebrava. A suspensão era independente nas quatro rodas.

As rodas com pneu cidade campo de perfil alto tinham aro de 14 polegadas. O parrudão tinha 4,1 metros de comprimento, 1,70 de largura e 1,77 de altura.

Apesar das dimensões e do tamanho do carro, era confortável, de rodar macio e tranqüilo no asfalto ou em terrenos difíceis. Pesava 1290 quilos e a capacidade de carga era de 750 quilos.

Em 1988 foram apresentadas as versões VIP e LE do Carajás. As mudanças foram na porta traseira, agora numa peça só, nas maçanetas, no capô e na grade frontal que passava a fazer parte da carroceria. Na VIP as rodas eram cromadas, os vidros fumê, recebia pintura metálica acrílica e os bancos tinham um revestimento com tecido mais nobre.

O Carajás era caro para o público pelo seu alto custo de produção e exclusividade. Não alcançou o sucesso esperado. Era 10 % mais cara que as camionetes movidas a gasolina ou álcool da Ford e da GM.

Fonte: www.geocities.com/www.retroauto.com.br

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