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História da Willys Overland

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História da Willys Overland

 

Fundada em 26 de abril de 1952 em São Bernando do Campo, a Willys Overland do Brasil começou produzindo o utilitário Jeep Willys CJ-5, aqui batizado de Universal.

Sete anos depois, a Willys lança seu primeiro automóvel de passeio, o Dauphine, fabricado sob licença da Renault francesa.

É comprada pela Ford do Brasil em 1967, mas seus modelos continuam sendo produzidos até 1983, quando o Jeep se despede da linha de montagem.

É bom lembrar que o Ford Corcel foi projetado pela Willys (em parceria com a Renault francesa), e que a gigante norte-americana apenas escolheu o nome do veículo.

História

História da Willys Overland
“Jïpão” ou “Bernardão

A Willys fabricava seus veículos em sua unidade própria em São Bernardo do Campo (atual fábrica da Ford); em 1966 o Jeep (apelidado no Nordeste de “Chapéu de Couro”) passou a ser fabricado (montado) também em Jaboatão, Pernambuco, onde estava a primeira fábrica de automóveis do Nordeste, a Willys-Nordeste, que também fabricou a Rural e Pick-up Jeep. Em 1967 a Willys contava com sete carros de passeio e utilitários em 19 versões – a maior linha de produtos brasileira.

Em 1968 houve a união da Willys Overland do Brasil com a Ford Motors do Brasil que passou a chamar Ford-Willys, passando a fabricar seus veículos até 1984 ( a pick-up F-75 foi a última). Em 1970 deixa de chamar Ford-Willys e passa simplesmente a Ford do Brasil. Aos poucos a Ford foi substituindo os veículos Willys, assim morrendo a marca no Brasil.

A Willys também produzia motores maritímos, grupos geradores de solda, unidades de força, grupos geradores. As bases destes produtos eram os motores de seis cilindros do Aero e o quatro cilindors do Gordini. A unidade que comercializava estes equipamentos era a “Divisão de Produtos Especiais” localizada em Taubaté, SP.

Rural e F-75

História da Willys Overland
Rural Willys

Uma espécie de “faz tudo”, para enfrentar lamaçais, terrenos arenosos, asfalto, para o uso civil, Um carro para o campo e para a cidade, para toda a família, era o que o fabricante anunciava na época. Era um Jeep para a cidade. A primeira “Rural Jeep” fabricada no Brasil – o mesmo modelo americano, com motor seis cilindros – foi lançada oficialmente em 28 de junho de 1956. Batizada pela Willys no Brasil de Rural e lançada como modelo 1957. Em 1959 passou a ter um índice de nacionalização de 100%, recebendo um novo motor nacional fundido em Taubaté/SP (atual fábrica de motores da Ford).

Em princípios de 60 devido a grande aceitação do veículo, a Willys passou a produzir a Rural Jeep com modificações em sua carroçaria e outras alterações, tendo em vista as condições peculiares das rodovias do país.

O modelo então escolhido e projetado na Willys Overland do Brasil (por Boock Stevens, o mesmo que projetou o Aero) passou a ser fabricado no Brasil e na Argentina (com o nome de Estanciero pela IKA). As matrizes foram elaboradas em São Bernardo do Campo o que passou a diferenciá-la do modelo americano. A Nova Rural redesenhada passou a conter uma nova frente (inspirada no Palácio da Alvorada, em Brasília), novas lanternas traseiras, novo parabrisa e novo vidro traseiro. Toda reestilizada atendendo ao gosto do público brasileiro.

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Willys F-75

A pick-up Jeep, fabricada no Brasil sob a estrutura da Rural, era uma camioneta para uso de transporte de carga, com caçamba de lata. Apresentava versão 4×2 e 4×4. Era amplamente utilizada no campo por ser valente e versátil, enfrentava atoleiros com a maior facilidade. Mesma motorização da Rural, mas também teve, no início, alguns modelos fabricados com motor a Diesel.

No início da fabricação, em 1961, foi lançado o modelo pick-up 4×2 e, em 1962, foi lançada a versão 4×4.  Fabricada pela Ford como F-75, foi o último veículo da Willys que saiu de linha de produção em sua ultima versão F-75 – 4×4 (motorização a álcool / 4 cilindros / 90Hp / 2400cc – motor Ford que equipava o Maverick e o Taurus americano). Em 1962 a Willys lançou a Pick-up Jeep em uma versão especial -Pick-up Militar – a qual ainda estão em uso, nos dias atuais, pelo Exército Brasileiro

Fonte: djjaragua.vilabol.uol.com.br/www.planetaoffroad.com

História da Willys Overland

História

A Willys-Overland Company foi fundada por John North Willys em 1909.

Com sede em Toledo, Ohio, a Willys-Overland Companhia produziu dezenas de modelos, alguns deles para apenas um único ano. Esses modelos estão em várias linhas, incluindo Overland, Willys-Knight, e Willys.

Em 1933, Willys-Overland entrou em concordata até 1935.

Fundador John North Willys faleceu no mesmo ano.

John North Willys nasceu em um pequeno centro-oeste da vila de Nova York chamado Canandaigua em 25 de outubro de 1873. Seu pai era um fabricante de telha de alguma reputação, e também fez um rendimento digno como uma camada mestre tijolo em construção. Sua mãe ficou com a casa.

A Willys-Overland

John North Willys em 1908 compra a divisão Automotive Overland da Standard Roda Company.

Em 1912, John North Willys Overland renomeia a Divisão de Willys-Overland Motor Company.

Nos anos 20 a Willys-Overland chegou a ser uma das principais produtoras de automóveis nos Estados Unidos.

Veio a grande depressão e com isso a concordata, seguida de reorganização.

Na Segunda Guerra Mundial, a Willys teve a felicidade de ser a produtora e criadora de um veículo que ajudou os aliados a vencerem o grande conflito: o Jeep.

Assim que a Willys saiu da guerra em boa situação financeira e com prestígio.

Infelizmente, não conseguiu traduzir essas benesses em sucesso no mercado automobilístico: nos Estados Unidos o sucesso da Willys ficou vinculado ao Jeep e outros veículos de tração nas 4.

Sua última grande tentativa de consolidar sua presença no mercado automobilístico foi com o lançamento do Aero-Willys, no começo da década de 50.

O carro não foi suficiente para trazer a Willys ao mesmo nível das concorrentes GM, Ford e Chrysler, nem tampouco foi o Jeep capaz de manter a companhia em boa situação.

Já nas mãos do grupo Kaiser, a Willys basicamente desistiu de insistir com os Aeros nos EUA, e voltou suas atenções para a América do Sul, ou seja Brasil e Argentina. O grupo Kaiser eventualmente resultou na American Motors, que por sua vez terminou nas mãos da Chrysler. Que hoje é da Mercedes(Daimler-Benz)!

Aqui a empresa iniciou suas operações montando jipes e Rural, e também fez acordo com a Renault para fabricar os carros Dauphine no País. Portanto o primeiro carro a ser produzido pela Willys no Brasil foi de fato o Renault Dauphine, e não um carro da Willys.

O Aero brasileiro só começou a ser produzido em 1960 (ainda com a carroceria original, arredondada, americana), sendo reestilizado, com linhas angulares, em 1962.

O Aero-Willys foi o único carro da época a não ser utilizado em competições. Em teoria, era homologado, mas que eu saiba, ninguém teve coragem de preparar um Aero Willys de corrida – afinal, era um jipe com roupa mais elegante. Não consegui corroborar até hoje, mas acho que o Aero só foi usado no Rio Grande do Sul, com certeza não foi usado em São Paulo.

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John North Willys

Equipe Willys

Christian Heins era o piloto brasileiro de maior trânsito e prestígio na Europa, naquela época, especialmente junto à equipe francesa Alpine, braço de competições da Renault. Visto que a Vemag e a Simca já haviam montado suas equipes oficiais, e até a FNM já tinha ganho certa notoriedade com os feitos do JK em 1960 a 1962, Heins convenceu a direção da Willys a montar uma escuderia, mas só faltava o carro.

O Dauphine, depois chamado Gordini, era o carro de menor capacidade no país, com 850 cc, e impróprio para enfrentar mesmo os DKW.

Achou-se a solução perfeita: lançar no Brasil um dos carros esporte da Alpine, que acabou sendo apropriadamente chamado de Interlagos, e foi homologado como carro de turismo, algo que muito desgostou a Simca e a Vemag.

A Berlinetta já saiu ganhando tudo pela frente em 1962.

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Willys Interlagos da Equipe Willys

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Berlinetta fundindo o motor em Interlagos

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Berlinetta fazendo a curva

Além de Christian Heins, pouco a pouco a Willys foi montando um timaço de pilotos: Luis Pereira Bueno, Rodolfo Costa, Wilson Fittipaldi Júnior, Marivaldo Fernandes, acabando finalmente por contratar Bird Clemente, até então piloto da Vemag. Além desses, outros pilotos foram usados pela Willys nos próximos anos, inclusive Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Carol Figueiredo, Francisco Lameirão, Luis Antonio Grecco e Luis Fernando Terra Smith.

No início das suas atividades, geralmente os amarelinhos da Willys apareciam em grandes números, duas ou três berlinettas para os pilotos mais “senior”, e Gordinis/1093 para os mais inexperientes. Infelizmente a equipe teve que amargar, logo no início, com a morte de Christian Heins, falecido em Le Mans em 1963 defendendo as cores da Alpine.

Em 62 e 63 a Willys basicamente ganhou por onde passou, demonstrando a superioridade da Berlinetta. Os pequenos carrinhos ganhavam em corridas curtas e longas, em circuitos de rua, autódromos e subidas de montanha. Batiam os outros nacionais mas também os estrangeiros, como Alfa-Romeos, e davam muito trabalho até mesmo às carreteras de 5 litros. Ganharam provas em Interlagos, no Rio de Janeiro, Araraquara, Curitiba, Brasilia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, enfim, de norte a sul, tornando-se os bichos papões do automobilismo da época.  A Willys, como as outras equipes de fábrica, montou seus motores (o Gordini) em alguns Fórmula-Júnior, mas a categoria não vingou. Os monopostos acabaram sendo usados como Classe B  da Mecânica Continental, sem nenhuma chance de bater os velhos fórmula 1 equipados com motor Corvette.  Restava aos Gordini Júnior combater com os DKW Júnior.

A Equipe Simca cansada de apanhar de carros com menos da metade da cilindrada dos seus sedãs, decidiu apelar, importando três Simca-Abarth de 2 litros para as temporadas de 1964 e 1965. Aí a coisa ficou mais difícil para a Willys, mas apesar da superioridade dos Abarth, as Berlinettas ainda eram concorrentes fortes – nessa altura já contavam com motores 1.3, em vez dos motores de 1 litro que equipavam os Interlagos de fábrica. Nos próximos dois anos, muitas foram as batalhas, com saldo mais positivo para a Simca.

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Willys Gavea F3 nos 500 km de 1965

Em 1965, Luis Antonio Grecco, chefe da Willys, sonhou com a formação de uma Fórmula 3 no Brasil, que na realidade seria uma Fórmula Renault. Com auxílio da Alpine, construíram um F-3 que foi batizado de Gávea. Nos 500 Km de Interlagos de 1965 o carro teve boa atuação, só perdendo para o Abarth de Jaime Silva, mas batendo algumas Maserati-Corvette, além de outro Abarth e todos os carros brasileiros.

O resultado foi o suficiente para convencer a Willys a levar o Gávea para a temporada argentina de F-3, em 1966. Tendo como piloto Wilson Fittipaldi Jr., o Gávea não teve uma performance esplendorosa, mas nem sempre era o último nos treinos ou corridas. De certo as expectativas eram muito maiores do que os resultados, e assim foi engavetado o Gávea. (desculpe o trocadilho).

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Potótipo Bino Mark I

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500 km de Interlagos, 1966, largada – Alpines entre os primeiros

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Alpine de Wilson Fittipaldi Jr., no GP IV Centenario, 1965

Para combater o Malzoni, e os emergentes KG-Porsche, a Willys importou Alpines verdadeiros da Europa. Àquela altura, Wilson Fittipaldi Jr. tinha ido para a Dacon, correr com os KG, e sobraram na Willys, Luis Pereira Bueno, Carol Figueiredo, Luis Fernando Terra Smith e Bird Clemente. Com uma equipe menor do que a armada dos primórdios, a Willys teve bons resultados em 1966, especialmente a sua primeira vitória nos 500 Km de Interlagos, obtida por Luis Pereira Bueno, superando Malzonis e KG-Porsches, mas já sem as carreteras e mecânicas-continentais do ano anterior.

A Willys fora a terceira montadora a sucumbir às políticas recessivas do governo Castelo Branco, e assim acabou vendida para a Ford. Mesmo assim, a equipe continuou firme em 1967, já munida do belo protótipo Bino Mark I, desenhado por Toni Bianco (o mesmo autor do Fórmula Júnior de Chico Landi, e mais tarde, do Fúria), alcançando uma excelente vitória nas Mil Milhas Brasileiras de 1967, com Luis Pereira Bueno e Luis Fernando Terra Smith, corrida que contou com a participação de pilotos portugueses. A Willys se transformara em Equipe Ford-Willys, que continuou apoiando as atividades sem tanto compromisso quanto a Willys, acabou se transformando em Equipe Bino. Esta produziu o Bino Mk II, com a mesma motorização Renault do seu antecessor, ganhando diversas provas em 1968, com Luis Pereira Bueno e Jose Carlos Pace. Em 1969, Bueno foi para a Europa, e Pace para a Equipe Jolly, e embora o carro tenha sido usado em 1970 (ganhando os 500 km com Luis Pereira Bueno), restava agora a sombra do passado da grande equipe dos amarelinhos. Grecco deu continuidade ao trabalho, com o lançamento da Fórmula Ford em 1971 (os carros também foram chamados Bino), e embora sem ser mais uma equipe de fábrica, Grecco manteve seus fortes vínculos com a Ford, chefiando a sua equipe na Divisão 1 e Divisão 3, ganhando muitas corridas entre 1973 a 1976, com Paulo Gomes, Antonio Castro Prado, José Carlos Pace, Marivaldo Fernandes, Bob Sharp e Arthur Bragantini.

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Protótipo Bino

ALGUMAS SELETAS VITÓRIAS DA EQUIPE WILLYS – A PARTIR DE 1967, FORD/BINO

1962

3 Hrs Velocidade – Rodolfo Olival Costa – Willys Interlagos
500 Milhas Interlagos – Christian Heins/Luiz Antonio Greco – Willys Interlagos
1963 Araraquara – Jose Carlos Pace – Willys Interlagos
3 Hrs Velocidade – Wilson Fittipaldi Jr – Willys Interlagos
1500 km Interlagos – Chico Landi/Marivaldo Fernandes – Willys Interlagos
100 Milhas Interlagos – Wilson Fittipaldi Jr – Willys Interlagos
500 km Recife – Wilson Fittipaldi Jr/Eduardo Scurrachio – Willys Interlagos

1964

Ilha do Fundao – Luis Pereira Bueno – Willys Interlagos
12 Horas de Brasilia – Luis Pereira Bueno/Wilson Fittipaldi Jr/Bird Clemente – Willys Interlagos
6 Horas de Curitiba – Bird Clemente/Wilson Fittipaldi Jr – Willys Interlagos

1965

Ilha do Fundão – Wilson Fittipaldi Jr – Willys Interlagos
1600 km Interlagos – Luiz Pereira Bueno/José Carlos Pace – Gordini

1966

Interlagos – Bird Clemente – Alpine Willys
Rio de Janeiro – Carol Figueiredo – Alpine Willys
3 Hrs de Velocidade – Luis Pereira Bueno – Alpine Willys
500 km Interlagos – Luis Pereira Bueno – Alpine Willys
3 hrs de Velocidade – Bird Clemente – Alpine Willys 

1967  – EquipeFord Willys

Mil Milhas Brasileiras– Luis Pereira Bueno/Luis Fernando Terra Smith – Bino Mark I
Subida da Serra da Graciosa – Luis Pereira Bueno – Alpine Willys 

1968

1000 km Brasilia –  Luiz Pereira Bueno/José Carlos Pace – Bino MK II/Renault
Prova Santos Dumont – Luiz Pereira Bueno/José Carlos Pace – Bino MK II/Renault
Prova Deputado Levi Dias – Luiz Pereira Bueno/José Carlos Pace – Bino MK II/Renault 

1970  – Equipe Bino

500 km Interlagos – Luis Pereira Bueno – Bino MK II/Renault
12 Horas de Interlagos – Luis Pereira Bueno/Lian Duarte – Bino MK II/Renault
Festival de Velocidade – Luis Pereira Bueno – Bino MK II/Renault

Carlos de Paula

Fonte: www.brazilyellowpages.com

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