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Aero Willys

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O Aero Willys foi uma linha de veículos de passageiros fabricados pela primeira vez por Willys-Overland e mais tarde por Kaiser-Willys Corporação a partir de 1952 até 1955.

O pai do Aero Willys foi Clyde Paton, ex-engenheiro para Packard Motor Car Company.

Aero Willys
Aero willys 1961

História

Com o fim da II Guerra Mundial, mais exatamente em 1948, Clyde Paton – ex-engenheiro chefe da Packard – e Phil Wright – responsável pelo revolucionário Pierce Super Arrow 1933 – deram início, juntos, aos primeiros esboços de um novo veículo, o Aero, assim denominado devido sua futura carroceria monobloco, então comparada às estruturas dos aviões a jato.

O projeto deste carro, posteriormente construído no Brasil, foi oferecido inicialmente à Packard e Nash que, entretanto, não se interessaram pela sua fabricação, o mesmo não ocorrendo com a Willys que, no início de 1952, já apresentava ao público as quatro versões iniciais do Aero: Lark, Wing, Ace e Eagle, equipados com motores de quatro ou seis cilindros em linha, duas ou quatro portas, vidros traseiros panorâmicos ou não, cupês com colunas ou não e outros opcionais, sendo que, após sua fusão da Willys com a Kaiser-Fraser, ocorrida em 1953, os Aero passaram a contar com o câmbio automático e direção servo-assistida.

Nos Estados Unidos, o último Aero foi fabricado em 1955, quando a linha já estava reduzida aos modelos Custom – de quatro portas – e Bermuda – duas portas – acumulando um total de 92.046 unidades produzidas nos seus três anos de vida. Posteriormente o veículo foi fabricado em nosso país, sendo lançado em 25 de março de 1961, mantendo inalteradas as características das versões Wing e Custom.

Face-Lift

Aero Willys
Willys-Overland Aero-Willys 2600

Por demais desatualizado, o carro passou por um “face-lift” e, em setembro de 1962, foi apresentado à imprensa como Aero-Willys 2600.

Na verdade, o nosso 2600 era de fato um projeto brasileiro, encabeçado pelo engenheiro Roberto Araújo, obviamente baseado nos estudos feitos pela equipe de Brook Stevens, o que comprova um fato curioso: apesar de “abortado” lá, o 2600 seria o Aero norte-americano para 1956, cuja linha englobava , inclusive, uma station-wagon, modelo nunca construído.

Apesar disso, um dos protótipos da Kaiser-Willys desenvolvido por Arnott B. “Buzz” Grisinger tinha, entretanto, características diferentes do nosso futuro 2600: sua dianteira era levemente inspirada nos Studebaker Champion 1950/1951 – desenhado por Raymond Loewy – tendo uma espécie de “bullet nose” (algo como “nariz de foguete”), sendo sua grade bastante semelhante à do modelo Hawk de 1956.A Kaiser-Willys também chegou a contratar estilistas “free-lancers”, como Howard A. “Dutch” Darrin, cujo protótipo seguia a mesma escola de estilo que criara o Kaiser Henry J 1950.

Paralamas dianteiros semelhantes aos deste carro só seriam vistos, três anos depois, nos Lincoln Capri/Premiere/Continental, enquanto a grade do radiador – apelidada de “rosebud”, ou “botão de rosa” – era uma cópia da utilizada pelo Kaiser-Darrin DKF 161 1954/55, esportivo criado por “Dutch”, hoje um modelo bastante raro.

Com V8

Howard previa também motores V8 para os novos Aero que, entretanto, nunca os equipariam, mesmo porque estes carros, comercialmente falando, sequer chegaram a existir.

Assim, em 1955, a Kaiser-Fraser suspendeu suas atividades, restando nos Estados Unidos apenas a Willys, que deixou de fabricar carros de passeio, dedicando-se apenas aos utilitários. Mudou de nome duas vezes, sendo rebatizada como Kaiser-Jeep (1963) e Jeep Corporation (1970), empresa vendida para a American Motors Company em 5 de fevereiro do mesmo ano mas, com a compra da AMC pela Chrysler em 5 de agosto de 1987, a Jeep acabou mudando de mãos mais uma vez.

Aero Willys
Aero-Willys – 1955

Aero Willys
1954 Willys Aero Ace luxo sedan de quatro portas

Aero Willys
Willys Aero (Brasil) – 1960–1971

Os antigos modelos Willys e Kaiser-Fraser passaram então a ser fabricados na América do Sul: o Carabela (na verdade o antigo Manhattan) começou a ser construído pela IKA – Indústria Kaiser Argentina, enquanto o Aero-Willys veio para o Brasil, onde deu origem ao modelo “engavetado” nos EUA e a sua versão mais luxuosa, o Itamaraty, ambos motados pela Ford a partir de 1968. Aliás, a Ford chegou a montar um protótipo do Itamaraty com motor V8 do Ford Galaxie.

Dizem que em certa ocasião, um funcionário do departamento de engenharia decidiu “testar”o tal protótipo e, assim sendo, tentou descer a serra de Santos em alta velocidade. Como os sistemas de direção e suspensão continuavam sendo os originais, não é difícil prever o engavetamento do projeto. Não se sabe que fim teve este modelo.

No ano seguinte, 1969, Henry Ford II esteve no Brasil, especialmente para conhecer os novos carros da linha Willys, na verdade outro “face-lift”, desta vez feito em cima do 2600 e do Itamaraty, que passsariam a ter suas partes dianteiras e traseiras “semelhantes” às do Lincoln Continental. Como este enxerto era particularmente infeliz, a idéia foi vetada e os carros, sem grandes modificações foram construídos pela Ford até 1971, época em que a montadora já se dedicava à fabricação do Ford Maverick, que seria apresentado em 1973.

Aero Willys-Eagle – 1952-1954

Aero Willys
Aero Willys-Eagle cupê 1954

O Aero Willys 1952-1954-Eagle foi o retorno da Willys para um automóvel de passageiros “apropriado”, projetado pela Clyde Paton e desenhado por Phil Wright.

Construído com construção monocoque, o limpa-alinhado Aero Willys era prático em tamanho e um dos compactos best-equitação de início dos anos 50.

O Aero Willys

Aero Willys
Aero Willys

Lançado em 1960, o Aero-Willys era um sedã de quatro portas com características de vários modelos da linha Aero norte-americana.

Tinha perfil aerodinâmico, pára-lamas salientes, ampla área envidraçada e motor de 90 cv.

Três anos depois, o modelo foi redesenhado, ganhando linhas mais retas e agressivas, motor mais potente e revestimento de jacarandá no painel.

Em 1967, a Ford assumia o controle da Willys, e o Aero ganhava o motor de 3 litros e 130 cv. Em 1971, a Ford encerrava a produção do Aero, devido às baixas vendas e concorrência interna com o Galaxie. Ao todo foram fabricados 99.621 Aero-Willys e 17.216 Itamaraty.

MOTORIZAÇÃO
Motor HURRICANE, 2.6, 6 cilindros em linha, 12 válvulas (2 por cilindro), dois carburadores de corpo simples, gasolina, dianteiro, longitudinal
Cilindrada 2.638 cm³ Potência 110 cv a 4.400 rpm
Potência Específica 42,3 cv/litro Torque 19,4 kgfm a 2.000 rpm
CARROCERIA
Comprimento 4.638 mm Peso 1.438 kg
Largura 1.828 mm Porta-Malas 450 litros
Altura 1.593 mm Tração Traseira
Freios Tambores nas quatro rodas Câmbio Manual de 3 marchas
DESEMPENHO
Velocidade Máxima 155 km/h Aceleração 17,0 segundos

AERO-WILLYS ITAMARATY 3000

Aero Willys

Lançado em 1966, a versão mais sofisticada do Aero-Willys, batizada com nome de um palácio de Brasília, trazia mais cromados, nova grade dianteira e lanternas. O interior ainda trazia o painel de jacarandá maciço (que seria substituído por uma imitação de plástico nos Willys da Ford), bancos de couro e rádio. Na parte mecânica, ganhava um motor de 3 litros e 132 cv (140 cv na gestão Ford). Sua produção foi encerrada em 1971, junto com Aero-Willys.

MOTORIZAÇÃO
Motor HURRICANE, 3.0, 6 cilindros em linha, 12 válvulas (2 por cilindro), carburador de corpo duplo, gasolina
Cilindrada 3.014 cm³ Potência 140 cv a 4.400 rpm
Potência Específica 46,6 cv/litro Torque 24 kgfm a 2.000 rpm
CARROCERIA
Comprimento 4.810 mm Peso 1.488 kg
Largura 1.840 mm Porta-Malas Não disponível
Altura 1.570 mm Tração Traseira
Freios Tambores nas quatro rodas Câmbio Manual de 4 marchas
DESEMPENHO
Velocidade Máxima 155 km/h Aceleração 15,0 segundos

AERO-WILLYS ITAMARATY EXECUTIVO 3000

Aero Willys

A versão limusine do Aero-Willys foi construída em parceria com a Karmann-Ghia, ganhando centímetras extras entre as portas dianteiras e traseiras.

A mecânica era a mesma do Itamaraty e trazia dois níveis de acabamento: Standard, com ar-condicionado, rádio toca-fitas, revestimento de couro e jacarandá, e Especial, com todas as regalias e barbeador elétrico. As duas versões vinham com dois bancos escamoteáveis.

O primeiro modelo, um Executivo Especial, foi entregue ao presidente Castello Branco. Além desse, foram construídos mais 26 modelos.

MOTORIZAÇÃO
Motor HURRICANE, 3.0, 6 cilindros em linha, 12 válvulas (2 por cilindro), carburador de corpo duplo, gasolina, dianteiro, longitudinal
Cilindrada 3.014 cm³ Potência 132 cv a 4.400 rpm
Potência Específica 44 cv/litro Torque 22,2 kgfm a 2.000 rpm
CARROCERIA
Comprimento 5.522 mm Peso 1.684 kg
Largura 1.840 mm Porta-Malas Não disponível
Altura 1.570 mm Tração Traseira
Freios Tambores nas quatro rodas Câmbio Manual de 4 marchas
DESEMPENHO
Velocidade Máxima 142 km/h Aceleração Não disponível

Cronograma de Fabricação:

1960 – Inicio da Fabricação, 40% de nacionalização, identico ao americano Aero Agle, motor brasileiro BF161 – 90cv/2600cc
1961 –
Pequenas modificações (cores, Painel almofadado e calotas e rodas)
1962 –
Pequenas alterações, friso lateral reto 100% de nacionalização
1963 –
Lançado o novo Aero Willys 2600, novo motor com 2 carburadores 110cv/2600cc, Painel de instrumentos com 3 mostradores montados sobre madeira de lei (jacarandá).
1964 –
Novas cores, suspensão recalibrada
1965 –
Mudanças na traseira e na frente (novas lanternas), câmbio de 4 marchas sincronizadas, Alternador.
1966 –
Lançamento do Itamaraty (alteração no desenho da grade frontal, novas lanternas e acabamento interno de alto luxo), Interior do Aero com novo acabamento. Os Itamaraty tinham ar-condicionado como opcional.
1967 –
Novo Itamaraty – nova grade, teto de vinil opcional, novas lanternas traseiras, novo acabamento interno, motor mais potente 3000cc/130cv e lançamento do Itamaraty Executivo maior e mais bem acabado, com outros itens de conforto. – Em toda a linha Aero, novo painel de instrumentos com 5 mostradores (Hodometro/Velocimetro, Gasolina, pressão do óleo, amperimetro e temperatura) , novas lanternas trazeiras com lentes de 3 cores (Vermelha/amarela/branca), nova caixa de direção mais macia e novo padrão de estofamento e opcional em couro.
1968 –
Passa a ser fabricado pela Ford-Willys, que retira de linha o Itamaraty Executivo (a Ford alegara que não mais justificava a sua produção pois a Ford Fabricava também o Ford Galaxie 500). ·
1969 –
Poucas modificações – perde o emblema Willys do volante.
1970 –
Aero recebe o motor de 3000cc (igual ao do Itamaraty) e novo volante, calotas e sistema de freio iguais a do seu meio irmão Ford Galaxie, acabamento interno novo e painel em alumínio anodizado no Itamaraty e Plástico no Aero. O Aero Willys passa a chamar somente “Aero”
1971 –
Ford anuncia que seria o último ano de fabricação, devido à queda nas vendas.(Ford experimenta um protótipo do Itamaraty com o motor V8/4500cc/150cv do Galaxie).
1972 –
São vendidos os últimos Aero e Itamaratys pela concessionárias Ford ( a mecânica serviria de base ao futuro Ford Maverick lançado em 1973).

Fonte: www.fortunecity.com/djjaragua.vilabol.uol.com.br

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