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Chevrolet Corsa

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Chevrolet Corsa
1998 são lançados o Corsa Sedan Super
O modelo 1998 europeu recebia leves alterações de estilo e motor 1,0-litro de três cilindros.
Dois anos depois seria apresentada a terceira geração do Corsa

O Chevrolet Corsa, compacto da General Motors, nasceu na Europa em 1982 e tinha um desenho bem quadrado. Estilo que quase foi lançado aqui se não fosse a insistência bem-sucedida do então vice-presidente da empresa, André Beer, que bateu o pé e conseguiu trazer as linhas arredondadas da segunda geração lançada no velho continente em 1993.

O Corsa chegou aqui em março do ano seguinte, inicialmente na única versão Wind, com acabamento simples, mas de qualidade, e motor 1.0 de 50 cavalos de potência. Foi o sucessor do Chevette e o primeiro carro popular equipado com injeção eletrônica de combustível, que ainda tinha injetor de bico único. Era mais espaçoso que o antecessor, mas tinha um motor fraco. O concorrente Mille ELX, sem injeção eletrônica, tinha 56 cv. O Corsa acelerava de 0 a 100 km/h em 18,6 segundos e alcançava a velocidade máxima de 145 km/h.

Mesmo com a tecnologia cara, o novo modelo custava 7.350 URVs, a unidade monetária que foi aperitivo do Real, que só chegaria em julho de 1994. E o rendimento fraco do motor não impediu o aumento da procura, a demora na entrega do carro e a cobrança de ágio nas concessionárias de até 50% do valor do carro. O problema fez o próprio André Beer anunciar em rede nacional o aumento da produção do carro.

Em junho foi lançado o Corsa GL com motor 1.4, mais potente (60 cv) e mais equipado, com ar condicionado opcional, vidros elétricos e o inovador display do rádio afastado do aparelho. A sua pré-estreia foi no sorteio do Faustão nos intervalos da Copa do Mundo de 94 em que o Brasil ganhou o tetra. O carrinho nasceu com fama de pé-quente.

No final do ano apareceu no Salão do Automóvel de SP o esportivo GSi, que tinha aerofólio, grade mais aberta, bancos anatômicos e motor 1.6 de dezesseis válvulas importado da Hungria. Da família Ecotec (uma versão mais antiga e menor do bloco do atual utilitário Captiva 2.4), o propulsor rendia 108 cavalos.

Acelerava em menos de dez segundos e alcançava os 192 km/h. Era equipado com freios ABS de série e de opcional tinha teto solar com abertura manual por manivela.

Em 1995 a linha Corsa se tornou uma família com o lançamento da picape GL em maio, do hatch GL quatro portas em agosto (que tinha traseira e vidros traseiros diferentes e porta-malas maior – 280 contra 260 litros) e do sedã em novembro (versões GL e GLS e porta-malas de 390 litros), exclusivamente com o motor 1.6 multiponto de oito válvulas e 92 cavalos que chegaria ao resto da linha em fevereiro do ano seguinte. A picape foi lançada com o 1.6 single-point de 79 cavalos.

O 1.0 também ganharia os injetores múltiplos, passando a render 60 cv. Na mesma época foi lançada a série especial do 1.0 Wind Super, com ar condicionado e direção hidráulica.

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Chevrolet Corsa Pickup

Em 1997 a linha ficou completa com a entrada do Wind 1.

0 quatro portas e o surgimento da perua, que era um hatch de quatro portas esticado, mas com motor 1.6 16v de 102 cv (que logo chegaria ao sedã). Com exceção do hatch, todos os derivados do Corsa foram desenhados no Brasil.

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Chevrolet Tigra

O Tigra, um coupé esportivo também de origem Opel foi importado da Hungria em 1998, com motor 1.6 16v.

Tinha desenho totalmente diferente, mas o chassi e o painel eram do Corsa. No mesmo ano, o sedã ganhou motor 1.0 de 60 cv. Em 1999, o três volumes, a perua e o hatch ganharam um 1.0 de 16v de 68 cv, sendo opcional neste último. Enquanto os dois primeiros adotaram a versão Super, o carro-chefe trocava a versão GL por GLS.

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Corsa Hatch

Chevrolet Corsa
Corsa Sedan 2005

Ainda em 99 o Corsa ganharia uma nova frente, inspirada no já extinto GSi, sem o friso que dividia a grade, que passou a ser em forma de colméia. Os faróis ficaram mais transparentes. A picape ganharia uma versão mais simples chamada ST e em 2000 um furgão com baú adaptado (nada a ver com o Combo europeu que lhe deu origem).

O Corsa voltaria a dar sorte para o futebol brasileiro em 2002, quando foi totalmente reestilizado em abril daquele mesmo ano. O Brasil ganharia o penta no final de junho. As linhas do hatch e do sedan foram totalmente reestilizadas e os dois cresceram. O hatch ganhou lanternas na coluna traseira. O painel também foi renovado. Os dois tinham, como opcional, o moderno câmbio AutoClutch, sem embreagem, e motores 1.0 (71 cv) e 1.8 (102 cv), este último fabricado em parceria com a Fiat sob a marca Powertrain.

Em agosto a plataforma do novo Corsa deu origem ao monovolume Meriva, que fez a sua estreia no Brasil e meses depois foi fabricado também na Europa pela Opel. O Meriva tinha um interessante recurso que rebatia os bancos traseiros e tornava o assoalho plano, chamado FlexSpace, mas foi abandonado logo depois por redução de custos. O mesmo corte foi feito no câmbio sem embreagem da linha Corsa.

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Chevrolet Montana

A picape renovada passou a ser chamada de Montana em 2003 e ganhou vidro vigia na lateral e apoio de pés no exterior da caçamba. No mesmo ano toda a linha Corsa ganharia o motor Flexpower, movido a álcool e a gasolina, primeiro o 1.8 (105 cv com gasolina e 109 cv com álcool) e dois anos depois o 1.0 (77 e 79 cv).

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Meriva

Se o 1.0 era muito lento, o 1.8 era caro e gastava muito combustível. Para corrigir o problema a GM resgatou o motor 1.4 (99-105 cv) para a linha Corsa, fazendo leves alterações no estilo, como friso cromado na grade com emblema dourado, faróis com máscara escura e lanternas fumê no hatch. Isso foi em 2007.

No ano anterior, o hatch e a Meriva ganharam a versão esportiva SS, que de arrojado só tinham a grade inteiriça, pois o motor era o mesmo 1.8 e ainda com quatro portas.

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Celta 2009

Quinze anos depois do lançamento da versão popular Wind, a linha Corsa vive a expectativa de ser renovada ou definitivamente extinta.

O seu sucessor, do projeto Viva, está para ser lançado nos próximos meses e a decisão do nome vai determinar o destino desta linha que chegou ao Brasil para oferecer uma opção moderna no aquecido mercado dos populares nos anos 90.

Hoje, esta missão é do Celta, seu sedã Prisma e do remanescente Classic.

Enquanto isso, o Corsa vai aguardando discretamente no mercado a sua situação.

Fonte: novoguscar.blogspot.com

Chevrolet Corsa

A disputa pelo mercado de carros compactos está crescendo muito a cada dia, e com isso o consumidor terá em pouco tempo uma frota de carros totalmente remodelados a sua disposição.

Foi o que aconteceu com o Chevrolet Corsa, que desde 1994 continuava com o mesmo desenho e por esta entre outras razões, vinha tendo suas vendas caindo muito nos últimos anos.

Por conta desta recente mudança, o Corsa deve ganhar uma nova posição no mercado de carros novos, já que requisitos de campeão ele tem. Resta saber se estas mudanças foram para melhor ou pior.

A começar pelo seu desing – inédito para o mercado brasileiro e até mesmo em outros países em que o carro é comercializado, pois na Europa o Corsa apresenta algumas diferenças, principalmente na frente. O “nosso” Corsa tem a frente mais parecida com a família do Astra e é claro, a motorização também é bem diferente do europeu.

Sem dúvida quanto ao desing o Corsa, se saiu muito bem contando com novas linhas bem atuais e limpas, bem como seu interior que também passou por total remodelação.

A grande surpresa é em relação às duas opções de motores, uma é inédita tanto para a GM quanto para nós consumidores – a versão 1.8 que equipa os modelos mais sofisticados e que foi desenvolvida a partir do motor 1.6 da família do Corsa, e não tem nada a ver com o motor 1.8 do Astra.

Mas por que a GM desenvolveu um novo motor sendo que ele já dispunha de uma versão 1.8 litros em sua linha de produção?

A resposta é que este novo motor é exatamente 30 kilos mais leve que seu irmão maior (o Astra 1.8), o que representa na verdade uma relação peso potência melhor e também responde o porquê da potência do Corsa 1.8 (102 cv) ser inferior ao do Astra 1.8 (110 cv).

Seria de se esperar de um compacto equipado com um motor 1.8, um desempenho muito bom , ou pelo menos próximo ao de um esportivo, entretanto seu desempenho é apenas satisfatório, pois o novo Corsa é 145 kilos mais pesado que sua versão antiga. A antiga com motor 1.6 litros é mais rápida em aceleração que a nova versão 1.8 e se iguala em velocidade máxima.

É claro que as pessoas não compram um carro só pelo desempenho, mas sim pela soma de diversos itens, como segurança, estilo, conforto, consumo, equipamentos e preço.

Em alguns quesitos o Corsa melhorou muito, como por exemplo em acabamento, conforto e estilo.

O mesmo não se pode dizer em consumo, desempenho e preço. Por falar em conjunto a versão 1.0, que é o carro chefe e é a que tem maior aceitação no mercado, tem nos itens de conforto, equipamentos e segurança, quase igualdade com a versão 1.8, até externamente a única diferença fica por conta da capa do retrovisor que na versão 1.8 é pintada na cor do carro e na versão 1.0 o retrovisor é preto.

O seu motor 1.0 litros vai dar o que falar, pois se trata do 1.0 litros 8 válvula mais potente do mercado, com potência declarada de 71 cv!! Mas parece que os 71 cv não foram suficientes para levar o novo Corsa a ter marcas de desempenho a altura de seu novo desing. A aceleração de 0 a 100 km/h foi feita em mais de 20 segundos, um número muito além da concorrência, e seu consumo se mostrou também um pouco acima da média.

Para conseguir esta potência, a GM alterou a taxa de compressão do motor, conseguindo uma taxa inédita para um motor movido à gasolina – de 12,6:1 – a mesma taxa de carros movidos a álcool.

Bem, não foi tarefa das mais simples e para consegui-lo, a GM adotou pistões com o desenho parecido dos motores a diesel e adotou um gerenciamento eletrônico de última geração para controlar o funcionamento do motor.

Todavia motores com tais taxas de compressão exigem cuidados, pois níveis elevados como este, podem provocar pré-detonação, responsável pelo o aumento da temperatura e da pressão. Para evitar o fenômeno, o motor é monitorado por sensores que controlam a pressão de cada cilindro para evitar o fenômeno.

Portanto a GM acertou no desing do carro, no interior, na segurança, bem como nos equipamentos e acessórios disponíveis, mas no item motor o carro fica devendo algo mais, ainda mais pelo preço que você vai pagar por essa novidade.

É certo que quem compra um carro 1.0, não pode exigir muito do desempenho, mas também ficar para trás de todos os 1.0 e gastando mais combustível não é muito agradável.

Agora é só esperar a reação do mercado, pois o novo Corsa tem tudo para ocupar uma posição privilegiada em vendas, mas não se esqueçam, a concorrência está chegando aí com o VW Polo e o novo Fiesta em agosto. A briga vai ser dura.

Ficha Técnica:

Versão 1.0 1.8
Motor: 1.0 VHC (Very High Compression), dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 8 válvulas, injeção eletrônica. 1.8 SOHC, dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 8 válvulas, injeção eletrônica.
Pot. Líq. Máx.: 71 cv @ 6 400 rpm 102 cv @ 5 200 rpm
Torque Líq. Máx.: 8,8 kgfm @ 3 000 rpm 16,8 kgfm @ 2 800 rpm
Transmissão: Manual de 5 marchas, Auto-Clutch (embreagem automática opcional)
1ª – 4,24:1
2ª – 2,35:1
3ª – 1,48:1
4ª – 1,05:1
5ª – 0,80:1
Ré – 3,31:1
Diferencial – 4,87:1
Manual de 5 marchas
0 – 100 Km/h: 21,5 s N/D
Vel. Máx.: 148 km/h N/D
Pneus: 175/65 R14″ 175/65 R14″
Rodas: 5,0 X 14″ 5,0 X 14″
Freios: A disco nas rodas dianteiras e tambor nas traseiras A disco nas rodas dianteiras e tambor nas traseiras.
Direção: Mecânica ou hidráulica de pinhão e cremalheira. Mecânica ou hidráulica de pinhão e cremalheira.
Peso: 1015 kg N/D
Susp. Diant.: Independente, McPherson, mola helicoidal e amortecedor. Independente, McPherson, mola helicoidal e amortecedor.
Susp. Tras.: Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor. Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor.
Comprimento: 3822 mm 3822 mm
Largura: 1646 mm 1646 mm
Altura: 1432 mm 1432 mm
Entre-Eixos: 2491 mm 2491 mm
* – Dados do fabricante, referentes aos modelos Corsa produzidos em Abril de 2002.

Linha do Tempo

1994 – Inicio produção, Wind 1.0 e GL 1.4 (60 cv)
1995 – Versão esportiva GSi 1.4 16V (106 cv) e picape 1996 – Injeção eletrônica MPFi, GL recebe motor 1.6 (92 cv)
1996 – Sedan e fim da versão GSi
1997 – Corsa Wagon
1997 – Série Piquet (cor amarela)
1998 – Série Champ – Referência à Copa da França
1999 – Sedan 1.0 16V
1999 – Versão ST da picape
2000 – Faróis transparentes e novas lanternas
2001 – Fim da versão Wagon
2002 – Reestilização, fim da versão hatch antiga e da picape
2003 – Motor 1.8 Flex Power bi-combustível Álcool/Gasolina
2003 – Lançamento da picape Montana (outubro)
2004 – O Corsa Classic passa, na linha 2005, a ser identificado apenas como Classic nas versões: Life, Spirit, e Super (agosto)
2004 – Versões Joy, Maxx, e Premium (agosto)
2004 – Picape Montana nas versões Conquest, Sport e Off-Road (agosto)
2005 – Utilização do motor 1.0 Flex Power bi-combustível Álcool/Gasolina e fim do motor 1.0 gasolina (setembro) 2005 – Versão esportiva SS (novembro)
2006 – Corsa Classic 1.0 VHC Flex com 72 cv (janeiro)
2006 – Fim do motor 1.6 no Corsa Classic (outubro)
2007 – Motor 1.4 Econo.Flex de 105/99 cv, acelerador eletrônico drive by wire, grade do radiador com barra cromada. Versões de acabamento: Maxx, intermediária, e Premium, topo de linha. A motorização 1.0 disponível com os pacotes Joy, de entrada, e Maxx, e o bloco 1.8 passa a equipar apenas as versões SS (Super Sport), no hatch e Premium, no sedan (junho)
2009 – Classic com motor VHCE com até 78 cv de potência, acelerador eletrônico (janeiro)
2009 – Fim dos motores 1.0 e 1.8 (maio)

Pontos Positivos:

Design moderno
Confiabilidade mecânica

Atenção:

Batida de pino em motores VHC
Câmbio impreciso

Pontos Negativos:

Alto consumo nos motores 1.6
Manutenção cara nas versões de 16 válvulas
Grelha no capô pode ser quebrada facilmente facilitando o desligamento da bateria e o roubo do veículo

Fonte: www.envenenado.com.br/www.carrosnaweb.com.br

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História

A Opel, fundada em 1862 por Adam Opel e subsidiária da General Motors desde 1929, tinha no Kadett seu modelo de entrada desde antes da Segunda Guerra Mundial (leia história).

Contudo, as dificuldades de tráfego e de estacionamento na Europa e o crescente preço do combustível, no final da década de 70, levaram-na a ver espaço no mercado para um carro ainda menor.

A receita básica seria a mesma já adotada por marcas concorrentes nos últimos anos, como a Volkswagen com o Polo e a Ford com o Fiesta: motor transversal, tração dianteira, carroceria hatchback de três e cinco portas, pouco mais de 3,5 metros de comprimento.

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Corsa Wind 1994

A primeira geração do Corsa, lançada em 1983: um hatchback menor que o Kadett, com três ou cinco portas, linhas retas e econômicos motores de 1,0 a 1,5 litro

O pequeno carro da marca de Rüsselsheim, pequena cidade próxima a Frankfurt, Alemanha, veio ao mundo em 1983. Compacto, repetia em grande parte as linhas retas e modernas da geração D do Kadett, lançada três anos antes, mas a traseira trazia um corte abrupto que o deixava menor. A ampla área envidraçada permitia boa visibilidade e o pára-choque traseiro envolvia a saia, enquanto o dianteiro tinha continuidade na grade. Tudo bem de acordo com as tendências de seu tempo.

Além de Polo e Fiesta, numerosos outros modelos competiam no mesmo segmento, como o Renault 5, o Fiat Uno e o Peugeot 205 (a partir de 1984). Mas a Opel era a única a oferecer também versão de três volumes e duas portas — embora não tenha feito o mesmo sucesso do hatch na maioria dos mercados. A linha de motores contava com os econômicos 1,0, 1,2, 1,3 e 1,4-litro a gasolina e o 1,5 a diesel.

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Corsa GTE

A versão GTE foi a primeira esportiva da linha, com motor de 1,6 litro e 100 cv, ainda a carburador. A chegada da injeção em 1990 mudaria a sigla para GSi

A versão SR 1,3 logo conquistava os europeus pelo acabamento esportivo, com bancos “tipo Recaro”, e o bom desempenho do motor de 72 cv, o único da gama com cabeçote de fluxo cruzado e câmbio de cinco marchas. Esse perfil seria acentuado anos depois pelo esportivo GTE, com motor 1,6 de 100 cv.

Em 1990 o Corsa recebia retoques externos e internos, sendo o GTE renomeado GSi com a adoção de injeção eletrônica.

Aparecia também o motor 1,5 turbodiesel.

Dois anos depois o SR passava a SRi, com cilindrada elevada para 1,4 litro, injeção e a mesma suspensão do GSi.

Na Inglaterra o carro era vendido sob a marca Vauxhall, como todos os Opels, e com o nome Nova, impensável em seu país de origem: poderia ser lido como “no-va”, ou “não vai” em espanhol, e interpretado como de fraco desempenho…

Chevrolet Corsa
A versão de três volumes era uma opção rara no segmento dos pequenos europeus. Curiosamente não foi desenvolvida para a segunda geração, a não ser no Brasil

A segunda geração

A primeira geração durou nada menos que 10 anos. Assim, ao projetar seu sucessor a Opel tinha de ser ousada. O desenho do novo Corsa (nome agora extensivo ao Vauxhall inglês) coube à equipe Studio 6, chefiada pelo japonês Hideo Kodama, do centro de estilo da marca, e surpreendeu quando ele foi apresentado ao mundo, em fevereiro de 1993.

Não havia resquícios do retilíneo modelo anterior: tudo era curvo ou ovalado, dos faróis às lanternas traseiras, passando por vidros, molduras das portas e grade, agora apenas um vão entre o capô e o pára-choque. Interessante era que a versão de cinco portas assumia linhas bem diferentes da de três, com a traseira mais vertical (assegurando inclusive maior espaço para bagagem), lanternas estreitas e vidro traseiro chegando às colunas. Não havia mais o três-volumes.

Chevrolet Corsa
Dez anos depois, um novo Corsa, todo arredondado e muito atraente. A versão GSi vinha com motor 1,6 de 16 válvulas e 109 cv, que a levava de 0 a 100 km/h em apenas 9,5 s

A mecânica não tinha inovações, mantendo o esquema básico do anterior. Os motores eram de 1,2 (50 cv) e 1,4 litro (em duas versões: com injeção monoponto e 60 cv, ou multiponto e 82 cv), todos de oito válvulas. Para o esportivo GSi, um 1,6 16-válvulas de generosos 109 cv a 6.000 rpm, capaz de levá-lo de 0 a 100 em 9,5 s e atingir 195 km/h de máxima. O coeficiente aerodinâmico (Cx) era bom, 0,34 na versão de cinco portas e 0,35 na de três (exceto GSi, também 0,34).

A segunda geração foi produzida em Zaragoza (Espanha), Azambuja (Portugal) e Eisenach (Alemanha) até 2000, tendo recebido retoques de estilo em 1998 e outras opções de motores: 1,0 de três cilindros (50 cv), 1,4 16V (90 cv), 1,5 turbodiesel (64 cv), 1,7 diesel (68 cv). Outras unidades da GM a fabricá-lo foram as do México, África do Sul, Argentina, Colômbia, Equador, Venezuela — e a do Brasil.

Chevrolet Corsa
Carro mais vendido do mundo em 1999, o Corsa foi produzido e vendido em vários continentes. Os australianos da Holden criaram esta interessante versão targa, o Barina Cabrio

Foi produzido também na Austrália pela Holden, empresa da GM, a partir de 1994, com motores 1,2, 1,4 e 1,6-litro e o nome Barina — utilizado pela marca, de 1985 até então, em uma versão do Suzuki Swift. Em 1998 surgia nesse país um curioso targa denominado Cabrio, em que a metade posterior do teto era recolhida, restando arcos de proteção que simulavam as colunas traseiras do três-portas. No ano seguinte o Corsa era o carro mais vendido do mundo.

No Salão de Paris de 2000 surgia na Europa a terceira geração do Corsa, com aprimoramentos como subchassi na suspensão dianteira, câmbio automatizado de operação seqüencial (denominado Easytronic) e motor 1,8 16V de 125 cv no esportivo GSi (saiba mais). Às versões de três e cinco portas somavam-se em 2001 o Combo, furgão que já existia na geração anterior, e o Combo Tour, sua versão de passageiros, ao estilo de Doblò, Kangoo e Berlingo.

O popular da Chevrolet

Em 1992, pouco antes do lançamento europeu do segundo Corsa, a subsidiária da General Motors em um certo país do outro lado do Oceano Atlântico tinha alguns problemas. A Fiat havia inaugurado com sucesso o segmento de motor 1,0-litro no Brasil com o Uno Mille, em 1990, ao qual o gigante americano só podia responder com uma versão despotenciada do velho Chevette. Pesado, pouco espaçoso e com tração traseira, o Junior foi um fracasso. Era preciso implantar algo novo à categoria.

Como trazer os projetos da Opel já era habitual à GM brasileira – o primeiro fora o Opala, em 1968 –, a solução natural foi acelerar o desenvolvimento do Corsa brasileiro. Certamente para despistar a imprensa, unidades do modelo antigo rodaram em testes pelo País por algum tempo — houve quem caísse no conto e divulgasse que a marca fabricaria aqui aquele modelo, já com uma década de mercado europeu…

Quando chegou ao mercado, em fevereiro de 1994, um ano depois do lançamento na Europa, o Corsa caiu como uma bomba. De repente, o “moderno” Uno — para não falar no Escort Hobby e no Gol 1000, à época o modelo antigo, de primeira geração – revelava-se um projeto ultrapassado.

O novo GM era muito atraente, com suas linhas arredondadas, e trazia um recurso inédito no segmento 1,0-litro: injeção de combustível, uma AC Rochester monoponto com ignição conjugada (a Fiat usava apenas ignição mapeada, com carburador, no Mille Electronic, embora muitos pensem que ele já tivesse injeção).

E não era só: do acabamento interno ao conforto de rodagem, o pequeno carro produzido em São José dos Campos, SP parecia pertencer a um segmento superior. Por dentro exibia um painel moderno, bancos bem desenhados e espaço bem superior ao do Chevette, apesar de ser bem mais curto externamente. O encosto do banco traseiro podia ser ajustado em duas posições e o sistema de ventilação incluía recirculação de ar. Nota negativa era o volante de dois raios baixos.

Tudo isso custava apenas US$ 7.350, mesmo preço dos concorrentes citados, fixado entre fabricantes e governo por ocasião do acordo do carro popular em 1993. Idêntico ao europeu no estilo, o Corsa nacional trazia peculiaridades mecânicas, a começar pelo motor. A Opel não o produzia em 1,0 litro e foi preciso reduzir a versão 1,2 (diâmetro e curso passaram de 72 x 73,9 mm para 71,1 x 62,9 mm), que manteve a potência de 50 cv mas perdeu em torque, ficando com 7,7 m.kgf a 3.200 rpm.

Como de hábito, havia diferenças na suspensão, como maior altura de rodagem. Lá fora eram oferecidos ainda direção assistida, câmbio automático de quatro marchas, bolsas infláveis e barras de proteção no interior das portas, inexistentes aqui.

Soube-se, na época, que a GM do Brasil pretendia suprimir o retrovisor direito a fim de baixar custosdos espelhos do Corsa “começa” no capô, seria impossível eliminá-lo , mas a Opel trabalhou a favor do consumidor: como o estilo sem provocar um desastre estilístico.

Chevrolet Corsa
O estilo arredondado e simpático do Corsa contribuiu muito para seu grande sucesso. Esta é a versão Wind Super, oferecida em 1995 com o mesmo motor de injeção monoponto e 50 cv

Apesar da injeção, o carro não era o mais potente dos 1,0 (o Mille já tinha 56 cv) e decepcionava a muitos no desempenho: a GM declarava máxima de 145 km/h e 0 a 100 km/h em 18,6 s. A razão estava na escolha de relações de marcha longas, com quinta de economia (4+E), que o deixavam lento caso o motorista não adaptasse seu modo de dirigir. O hábito brasileiro de “engatar a quinta marcha e esquecer”, na estrada e até em avenidas de tráfego rápido, não combinava com o câmbio longo e a baixa potência do motor.

Mesmo assim, o Corsa foi um sucesso absoluto. A grande demanda, aliada à reduzida capacidade de produção inicial, causada pela seção de pintura, levou o mercado a comprá-lo com ágio de até 50%, chegando a US$ 11.000. O então vice-presidente da GM, o carismático André Beer, apareceu em comerciais de TV pedindo aos compradores que aguardassem o aumento da capacidade produtiva — nas entrelinhas, que não pagassem ágio, muito menos trocassem a novidade por um concorrente mais barato…

Chevrolet Corsa
O Corsa GL: melhor acabamento, ar-condicionado opcional e motor de 1,4 litro e 60 cv, com agradável torque em baixa rotação

O GL e o esportivo GSi

O crescimento da família foi rápido. Já em junho aparecia o Corsa GL, com acabamento superior e motor de 1,4 litro. Entre as novidades estavam ar-condicionado (com corte do compressor sob aceleração total, para não roubar potência em ultrapassagens), controle elétrico dos vidros e travas das portas, encostos de cabeça e cintos de três pontos para dois ocupantes do banco traseiro, banco do motorista ajustável em altura, conta-giros e rádio/toca-fitas com mostrador separado no alto do painel.

Mais que a potência de 60 cv (aumento de 20%, pequeno para o de 40% em cilindrada), o destaque do motor 1,4 era o torque máximo de 11,1 m.kgf a 2.800 rpm — ganho de 44%, bem perceptível em qualquer condição de uso. Tanto que o carro pareceria mais forte para o motorista comum que a versão 1,0-litro multiponto de mesma potência, a ser lançada dois anos mais tarde. A suspensão ganhava estabilizadores à frente e atrás, o que permitia molas mais macias que as do Wind para um rodar mais confortável.

Chevrolet Corsa
Já em outubro de 1994 chegava o GSi, um Corsa muito rápido e delicioso de dirigir — um verdadeiro esportivo, como a GM nunca mais produziria no Brasil

No Salão do Automóvel em outubro do mesmo ano era lançado o Corsa GSi. O motor Ecotec (Emissions and Consumption Optimization Technology, ou tecnologia de otimização de emissões e consumo) 1,6-litro de duplo comando e 16 válvulas, importado da Hungria, havia sido introduzido no mês anterior na Europa e era dos mais modernos do mercado nacional, com injeção multiponto seqüencial, bomba de oxigênio e válvula de recirculação de gases de escapamento (EGR).

Esses recursos o faziam atender às rigorosas normas de emissões européias da época. A bomba de ar destinava-se a oxidar os gases de escapamento antes de atingirem o catalisador, levando à máxima eficiência na conversão de gases tóxicos em inofensivos logo após a partida a frio do motor. Uma das vantagens era evitar emissões elevadas em ambientes confinados, como garagens cobertas. A EGR, contudo, se tornaria uma fonte de defeitos crônicos da versão.

A potência de 108 cv a 6.200 rpm – representando aumento de 116% sobre o Wind 1,0 em apenas oito meses! – e o torque de 14,8 m.kgf a 4.000 rpm resultavam em desempenho brilhante: aceleração de 0 a 100 km/h em 9,8 s e velocidade máxima de 192 km/h, marcas equivalentes às dos concorrentes Gol GTI (109 cv) e Uno Turbo i.e. (118 cv). Apesar do alto regime de torque máximo, 80% dele (11,8 m.kgf) estavam disponíveis entre 1.500 e 6.300 rpm.

Como era comum nos esportivos da época, todo o conjunto mecânico era redimensionado para o motor mais potente, do câmbio de relações mais próximas (close ratio) aos freios com discos ventilados à frente e sistema antitravamento (ABS) de série. A suspensão ganhava molas e amortecedores pressurizados mais firmes e estabilizadores mais grossos; a direção era a primeira assistida do modelo, com relação mais baixa (rápida), 15,7:1 ante 22,6:1.

As rodas de 14 pol e os pneus 185/60 conferiam ar dinâmico ao GSi, que esbanjava adereços esportivos no estilo: pára-choque dianteiro com faróis de neblina integrados, saias laterais, spoiler traseiro — todos na cor da carroceria. O interior exibia bancos mais envolventes, painel com grafia própria e volante de três raios revestido em couro. E havia ainda o teto solar opcional, de acionamento manual por manivela.

Tudo somado, era um carrinho do qual não se queria mais sair. A relação peso-potência de apenas 9,2 kg/cv permitia grande agilidade. Apesar de não ter relação r/l adequada (0,31), o motor era suave e emitia um “urro” em altas rotações que convidava ao dirigir com entusiasmo. Segundo a GM, o ruído do escapamento era calculado para “dar imenso prazer a cada troca de marcha, sem exceder o limite sonoro de 77 decibéis” que logo seria adotado no Brasil.

Chevrolet Corsa
O desenho dos mais felizes era um ponto alto do Corsa Pickup, desenvolvido pela GM brasileira. O eixo traseiro rígido conferia estabilidade típica de suspensão independente

O rodar perdia em conforto, mas se compensava pelo primoroso comportamento dinâmico, inclusive em piso molhado. O motor cativava até pelo visual de alta tecnologia, em que os quatro dutos de ar deixavam a câmara plenum sobre o cabeçote e se dirigiam aos respectivos dutos de admissão. Ainda hoje muitos proprietários do GSi o preservam como um espécime que talvez nunca tenha sucessor na linha Chevrolet.

Picape e três-volumes

Desenvolvidas três versões do Corsa de três portas, era a hora de diversificar as carrocerias. Em maio de 1995 chegava o Corsa Pickup, para suceder ao Chevy 500 da linha Chevette. Derivado do furgão Combo já existente na Europa (mesma receita que a Ford seguiria anos depois no Courier), tinha entreeixos 37 mm mais longo e suspensão traseira própria, com eixo rígido e mola parabólica de lâmina única, que surpreendia pelo bom comportamento em curvas.

Chevrolet Corsa
Em 1995 o Corsa ganhava conveniência com a versão GL cinco-portas, cuja traseira de formato próprio ampliava a capacidade de bagagem. Rodas de alumínio e pneus 165/70 eram oferecidos

Igual ao hatchback até o final das portas e oferecido em versão única GL, o pequeno utilitário trazia outras novidades: rodas de 14 pol com pneus 185/60, opcionais, e uma versão mais simples do motor 1,6, com oito válvulas e injeção monoponto, resultando em bons 79 cv e torque de 12,9 m.kgf a 3.000 rpm. A capacidade de carga de 575 kg estava bem situada na categoria, embora a caçamba não fosse das maiores.

Apenas três meses depois vinha o Corsa GL de cinco portas, com traseira de desenho próprio, a exemplo do europeu, em que o vidro traseiro era mais vertical e as lanternas mais estreitas.

Sua aerodinâmica melhorava, com Cx 0,34 (o mesmo do GSi) em vez de 0,35, e o porta-malas ganhava espaço: 280 litros contra 260. Havia ainda barras de proteção nas portas e opção de rodas de alumínio com pneus 165/70-13. Juntamente era introduzido, assim como no Wind, câmbio mais curto (a quinta foi encurtada de 0,71 para 0,76 e a quarta de 0,89 para 0,95) para maior agilidade.

O sucesso da linha estimulava a GM a expandi-la com rapidez.

E um passo importante chegava em novembro de 1995: o Corsa Sedan, um três-volumes de quatro portas e linhas muito harmoniosas, em que a traseira fora desenhada pela subsidiária brasileira. As rodas traseiras bastante recuadas do hatch haviam servido com perfeição ao novo modelo, já que o porta-malas não parecia longo demais. Sua capacidade de 390 litros consistia em ganho importante e o banco traseiro podia ser rebatido, algo ainda raro em três-volumes na época.

Chevrolet Corsa
Outro projeto GMB de ótimo resultado: o porta-malas destacado, de 390 litros, parecia ter nascido no desenho original do Corsa Sedan, que vinha ainda com motor 1,6 de injeção multiponto e 92 cv

Todo Sedan vinha com pára-choques na cor da carroceria e motor 1,6 de oito válvulas com nova injeção multiponto (MPFI), que trazia 13 cv adicionais em relação à monoponto do Pickup: 92 cv. Além de apto a levá-lo a 182 km/h de máxima e a acelerar de 0 a 100 em 11 s, seu bom torque em baixa rotação (13 m.kgf a 2.800 rpm) tornava-o muito agradável de dirigir no trânsito. Além do acabamento GL oferecia o requintado GLS, com faróis de neblina, pneus 185/60-14 e opção de freios com ABS, primazia entre os pequenos não-esportivos. Direção assistida era disponível nas duas versões.

Injeção de ânimo

Com quatro carrocerias de desenho distinto e três opções de cilindrada, o Corsa havia formado em menos de dois anos uma grande família. Mas a concorrência se acentuava em 1996, com a chegada do Fiesta nacional e do Palio, este líder em potência no segmento 1,0-litro, com 61 cv.

Para combatê-los, a GM providenciava uma injeção multiponto para o motor do Wind, que passava a 60 cv (20% a mais), e adotava o 1,6 de oito válvulas e 92 cv do Sedan como padrão para o hatch GL (agora 53% mais potente!) e o Pickup. Era extinto o 1,4 de 60 cv, pois não ficaria bem mantê-lo com a mesma potência do novo 1,0 — mas poderia ter passado também a multiponto, com 82 cv, como na Europa.

Motor à parte, o Wind permanecia um Corsa simples, perdendo apelo diante das versões mais equipadas de alguns concorrentes. A série Wind Super havia sido oferecida meses antes e a GM optou por relançá-la, agora como Corsa Super apenas, com a nova injeção. Pela primeira vez o motor 1,0 podia ser combinado a ar-condicionado, direção assistida e cinco portas, compondo um agradável conjunto para o uso urbano.

O Super marcou também a introdução de novo câmbio Opel F15, mais reforçado e de mesmas relações que o do GSi (com as marchas mais próximas entre si), logo estendido ao Wind. Era uma segunda resposta da GM às críticas iniciais ao desempenho do Corsa 1,0. Só que agora o motor tinha 5,2% a mais de torque e potência 20% superior — e poderia ter continuado com o câmbio antigo com ótimo resultado…

Em março de 1997 chegava o último membro da família, a perua Corsa Wagon, para suceder a Kadett Ipanema (apesar do maior porte desta) e a Chevette Marajó há muito extinta.

Com as mesmas versões de acabamento do Sedan, GL e GLS, trazia uma novidade: o motor 1,6 de 16 válvulas e 102 cv para a mais luxuosa, logo disponível também no três-volumes.

Chevrolet Corsa
Quase um cinco-portas alongado, a perua Corsa Wagon não fez sucesso, talvez pelo modesto espaço interno e de bagagem. Mas inaugurou o motor nacional 1,6 16V de 102 cv

Produzido no Brasil, desenvolvia 6 cv a menos que o do GSi devido a diferenças de calibração, destinadas a deixar o motor mais elástico em razão do maior peso da perua, vazia e com carga (o torque máximo permanecia igual). Uma transmissão automática de quatro marchas e controle eletrônico era oferecida em agosto seguinte para o Sedan GL de oito válvulas, resgatando uma prática já vigente no antigo Chevette (porém com três marchas). Foi durante muito tempo o carro nacional mais acessível com esse recurso e uma boa opção também a portadores de deficiência física.

No final do ano era descontinuado o esportivo GSi, afetado — como seus concorrentes — por fatores como seguro e manutenção mais onerosos. Como essa opção do Kadett e do Vectra também já havia desaparecido, a marca ficaria até hoje (até quando?) sem uma legítima versão esportiva, tendo o consumidor de se contentar com os “maquiados” Kadett e Astra Sport. Uma tentativa de substituir esse Corsa seria o Tigra, em 1998 (saiba mais), mas sua importação não durou mais que um ano.

Mais opções em 1,0 litro

O crescimento dos modelos de 1.000 cm3 no mercado levou a GM a acrescentar esta opção ao Corsa Sedan, em março de 1998. O motor de 60 cv era modesto para seu peso, sobretudo com habitáculo e porta-malas cheios (logo depois a primeira marcha era encurtada, para melhorar as saídas em aclive), mas a vantagem de preço sobre as versões 1,6 logo garantiu a ele uma clientela fiel. Ao contrário do hatch, o Sedan Wind trazia os pára-choques na cor da carroceria.

O três-volumes já tinha sua produção dividida entre as fábricas brasileira e argentina desde a inauguração desta, em dezembro de 1997.

Pouco depois a linha ganhava opção de bolsa inflável do lado do motorista e, enfim, um volante mais funcional de três raios. Havia também mudanças na geometria dianteira e na calibragem da suspensão e — boa alteração — antena incorporada ao pára-brisa, em vez da de teto, alvo fácil de furtos. O Pickup ganhava 25 kg na capacidade de carga, passando a 600 kg.

Com o lançamento do motor 1,0 de 16 válvulas da Volkswagen para Gol e Parati, ainda em 1998, a GM não podia esperar muito para responder.

Em abril de 1999, seis meses após ser exibido no Salão de Automóvel, apresentava o seu, com injeção seqüencial, sensor de detonação, 68 cv de potência e 9,2 m.kgf de torque.

A novidade era aplicada aos Corsas Super com carroceria hatch, Sedan e também Wagon, permanecendo para os dois primeiros a oferta do motor oito-válvulas em acabamento Wind, mais simples.

Amortecedores pressurizados e tanque de combustível em plástico eram adotados em simultâneo, e o Corsa GL hatch dava lugar ao GLS, sempre com cinco portas.

A esse tempo a Opel havia efetuado sutis mudanças estéticas no Corsa europeu, que se esperava ser adotadas aqui. Só que a Chevrolet optou por desenvolver alterações próprias — algo discutíveis, mas logo incorporadas à paisagem de nossas ruas. A linha Corsa 2000 trazia novo pára-choque dianteiro, com saliências nos extremos e locais previstos para faróis de neblina em todas as versões, e lanternas traseiras com “bolhas” e parte fumê. O Wind trazia pára-choques pintados e instrumentos de fundo branco.

O picape era oferecido também no acabamento mais simples ST. Em julho de 2000 ganhava versão furgão, vendida apenas a frotistas, com capacidade volumétrica de 2.800 litros. Era uma solução grosseira, com um baú de plástico reforçado com fibra-de-vidro produzido e montado por terceiro. Nem comunicação entre compartimento de carga e cabine havia. Dois meses antes fora lançado para o Wind (hatch e Sedan) um motor 1,0-litro a álcool, com 4 cv adicionais (64 cv).

Outra mudança seria introduzida apenas em setembro a toda a linha: faróis com refletor de superfície complexa e lente de policarbonato. À mesma época nascia na nova fábrica de Gravataí, RS o Celta, nada mais que um Corsa de roupa nova e extremamente despojado — mais que o próprio Wind de 1994 –, com o mesmo motor 1,0 de 60 cv. Seu preço também decepcionava diante da expectativa de que fosse o nacional mais barato.

E veio o imenso recall: mais de 1,3 milhão de Corsas, de qualquer versão, motorização, carroceria ou procedência (São José dos Campos, São Caetano do Sul, SP, e Rosário, Argentina), fabricados até dezembro de 1999, e também o esportivo Tigra eram convocados pela GM, devido ao risco de se soltarem os cintos de segurança em uma colisão. Um reforço era adicionado à ancoragem.

No final do ano, a versão Super de todos os Corsas ganhava opção do motor 1,6 de oito válvulas, substituindo a GL, que permanecia apenas no picape. A Wagon perdia a opção GLS 16V, agora restrita ao Sedan. Na linha 2002 eram eliminados os motores de 16 válvulas (1,0 e 1,6-litro), aparecia o pacote Sport do Pickup e a série Milenium tornava-se versão de linha, representando acabamento superior em relação ao hatch e ao Sedan Wind.

Seriam as últimas alterações do Corsa até que surgisse por aqui sua terceira geração, em abril de 2002. Com base no modelo europeu lançado dois anos antes — um atraso inexplicável diante da rapidez com que outros concorrentes chegavam, os novos Polo e Fiesta, e da agilidade da marca nesses casos até então –, a GM desenvolvera no Brasil uma frente mais agressiva, inspirada no Astra, e uma versão três-volumes bastante harmoniosa.

O novo Corsa trazia apenas motores de oito válvulas: o 1,0 de 71 cv, com altíssima taxa de compressão (12,6:1), e o 1,8 de 102 cv, obtido a partir da majoração do conhecido 1,6. Uma novidade foi a embreagem automática para a versão 1,0-litro, pela primeira vez na marca no Brasil. A Corsa Wagon saía de linha, para abrir espaço à minivan Meriva, e os hatches de três e cinco portas durariam apenas mais três meses.

Chevrolet Corsa
…e o Pickup foi substuído pelo Montana.

Da antiga família, apenas o Sedan (renomeado Classic) permaneceu em produção, até que o mercado o aposente — ou, quem sabe, ceda espaço às mesmas variações do Celta. Até julho último, a linha Corsa (incluindo os novos e as unidades para exportação) somavam 1,563 milhão de unidades produzidas no Brasil.

O Pickup foi substuído pelo Montana.

O simpático Chevrolet, nascido Opel, marcou mesmo uma revolução no mercado de carros pequenos.

Fonte: www2.uol.com.br

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