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Lotus Esprit

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Lotus Esprit é um carro esportivo que foi construído pela Lotus no Reino Unido entre 1976 e 2004.

Originalmente, o nome Kiwi foi proposto, mas em harmonia com a tradição Lotus de ter todos os nomes de modelos de automóveis começam com a letra “E”, o nome tornou Esprit.

A Lotus tem vivido num mar de incertezas nos últimos anos. Adquirida em 1986 pela General Motors, foi revendida em 1996 aos malaios da Proton. No entanto, ainda consegue figurar no lote dos fabricantes de automóveis mais velozes, graças ao Lotus Esprit.

Revelado ao mundo em 1972 durante o Turin Motorshow, como um esportivo conceito, as primeiras unidades do modelo entraram em produção ainda na metade da década de 70.

O coupé tem sobrevivido ao passar dos anos, apesar dos altos e baixos por que a marca tem passado. Em 1994 foi apresentada a versão S4 e em 1996 foram renovadas as suas motorizações com o V8 Twin Turbo de 3.5 litros de cilindrada (354 cv) e com o 2.0 litros turbo (243 cv).

No seu curriculum também figuram duas participações em filmes do espião inglês James Bond – que sempre teve ao seu dispor grandes carros – em “Somente para seus olhos” e “O espião que me amava”, onde dentre as muitas façanhas e artifícios de que o carro dispunha, podia se ver até mesmo uma versão submarina do carro. Mas fantasias cinematográficas a parte, o nome sempre se revelou sinônimo de esportividade graças a perfomance que as diversas versões do bólido apresentou.

A primeira das versões e a mais fraca entre todas, vinha equipada ainda com um modesto motor de 4 cilindros em linha, de 140 cavalos de potência a 6500 rpm e 18 kgfm a 5000 rpm de torque.

Porém graças a sua aerodinâmica e a leveza do conjunto, contanto com carroceria em fibra de vidro, alcançava os 100 km/h em 9 segundos e a velocidade máxima de 195 km/h.

O ponto alto do carro ficava por conta do estilo e design modernos e atraentes para a época.

A década de 80 trouxe mais potência através de algumas motorizações que fariam do Espirit uma verdadera máquina de correr. Da experiência que a fábrica havia adquirido nas pistas com a fórmula 1, o carro entra na geração turbo, passando da marca de 200 cavalos. Entretanto foi somente a partir da adoção de qatro vávulas por cilindro, juntamente com o compressor, que o motor de 4 cilindros e 2.2 litros passa a gerar 228 cavalos de potência, capazes de levar o carro aos 100 km/h em apenas 5,2 segundos e ultrapassar a barreira dos 250 km/h de veleocidade máxima.

O outro marco veio em 89, ainda usando o mesmo 4 cilindros retrabalhado com turbo e 16 válvulas, que o Spirit produzindo 264 cavalos e 36 kgfm de torque a 3900 rpm, passando a atingir os 265 km/h de velocidade máxima.

Porém seria a versão S4, equipada ainda com o motor de 4 cilindros turbo e pela primeira vez rendendo 300 cavalos a responsável por romper a barreira dos 5 segundos para atingir os 100 km/h. O Espirit S4 completava a marca em 4,7 segundos.

Praticamente no limite do desenvolvimento e sem condições de fazer o carro alcançar os meros 280 km/h de máxima mesmo com o novo conjunto aerodinâmico e inferior ainda aos 300 atingidos por muitos concorrentes, a marca inaugura a geração V8 do Espirit. O primeiro veículo da nova safra alcança impressionantes 350 cavalos de potência e 40,8 kgfm de torque.

A máxima finalmente ultrapassa o limite dos 280 km/h em quase 7 km/h e os 100 km/h baixam para 4,4 segundos, números que fazem um carro que completa 30 anos em 2002, figurar ainda entre alguns dos mais rápidos do mundo!

Este modelo como seus antecessores conta com motor em posição traseiro central, todavia agora trata-se de um V8 biturbo rendendo 355 cavalos a 6500 rpm.

A performance está um pouco abaixo do modelo anterior devido a adoção de novos materiais na sua construção como Kevlar e elementos de alimínio na carroceria e aço no chassis, que significaram um pequeno aumento no seu peso, mas garantiram maior rigidez e segurança do conjunto. Além disto o novo conjunto aerodinâmico aumentou o arrasto, mas significou também melhor estabilidade em altas velocidades.

Fala-se nos meios automobílísticos a respeito de uma nova versão para o ano este ano, quando o carro completa 30 anos de seu lançamento em Turin.

É aguardar para ver o que a Lotus vai trazer de novidades para este carro que já escreveu um capítulo na história dos mitos!

Esprit, um clássico entre os esportivos ingleses

Lotus EspritLotus Esprit

Lançado há quase vinte anos, o Esprit é o modelo mais tradicional da marca britânica, já com ares de clássico. Apesar da idade, algumas modificações no estilo em 1988 (há onze anos!) mantêm o modelo agradável, não parecendo desatualizado.

Equipado com motor V8, o Esprit é oferecido em três versões: SE, GT e Sport 350. Já com um quatro-cilindros, está disponível na versão GT3.

Nos Esprits V8 o motor é sempre o mesmo, o Lotus 918. Um pequeno V8, com 3,5 litros, acompanhado de dois turbocompressores que entregam 353 cv a 6.500 rpm e 40,8 m.kgf a 4.250 rpm de torque.

Este motor foi muito bem desenvolvido com relação ao peso: pesa apenas 220 kg.

O mesmo não se pode dizer em relação ao ruído e vibrações: come poeira quando comparado a outros de sua categoria.

Nos Esprits V8 o motor é sempre o mesmo, o Lotus 918. Um pequeno V8, com 3,5 litros, acompanhado de dois turbocompressores que entregam 353 cv a 6.500 rpm e 40,8 m.kgf a 4.250 rpm de torque.

Lotus Esprit
Lotus Esprit

Este motor foi muito bem desenvolvido com relação ao peso: pesa apenas 220 kg.

O mesmo não se pode dizer em relação ao ruído e vibrações: come poeira quando comparado a outros de sua categoria.

Na versão V8 SE, a básica – e mais pesada -, o motor, trabalhando em conjunto com uma caixa de câmbio com cinco marchas da Renault, leva o Esprit de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos. Em menos de 11 segundos atingem-se 160 km/h. A velocidade máxima chega a 283 km/h. Na versão V8 GT o carro é 40 kg mais leve, tornando o comportamento dinâmico um dos pontos fortes do Esprit.

A versão Sport 350 é a mais exclusiva: só 50 unidades sairão da linha de produção. Segundo a Lotus, esta versão foi desenvolvida para os clientes que queriam usar seu Esprit como os das pistas.

Ele foi inspirado nos modelos utilizados nos diversos campeonatos regionais de GT do mundo. O motor é o mesmo das outras versões, mas recalibrado para produzir mais torque em baixas rotações.

O carro também pesa 80 kg a menos que a versão SE.

O resultado: o tempo gasto na aceleração de 0 a 100 km/h cai para 4,7 segundos, o de 0 a 160 cai para 10 segundos e a velocidade máxima chega a 282 km/h.

O aerofólio traseiro, feito de fibra de carbono ultraleve, é o mesmo desenvolvido para a versão 115, de corrida. Os suportes são de alumínio. Desenvolvidas especialmente para a Lotus, as rodas OZ Racing, confeccionadas em liga de magnésio, são as mais leves que se pode encontrar no mercado.

Lotus EspritAerofólio traseiro destacado, rodas OZ de peso baixíssimo e a
cor única alumínio dão personalidade à série limitada Sport 350

Lotus Esprit
Aerofólio traseiro

São calçadas por pneus Pirelli, maiores na traseira, onde fica a tração. O carro vem ainda com novo spoiler dianteiro, que melhora a refrigeração e a aerodinâmica. Esta versão sai apenas na cor alumínio, com grandes logotipos “Sport 350” nas portas.

Os freios são maiores, fornecidos pela AP Racing, com 320 mm de diâmetro e ligados ao sistema antitravamento ABS Kelsey-Hayes. Opcionalmente pode-se utilizar um escapamento mais esportivo. No interior, o uso extensivo de fibra de carbono dá um toque de tecnologia e auxilia na diminuição de peso.

Na versão GT3, o excelente chassi vem acompanhado de um motor de quatro cilindros em linha, dois litros, turbinado, que desenvolve 240 cv a 6.250 rpm e 29,9 mkgf a 3.750 rpm de torque.

É potência mais que suficiente para o carro de 1.339 kg. Ele acelera de 0 a 96 km/h em apenas 5,1 segundos e chega à velocidade máxima de 261 km/h.

Esprit é um exemplo de que o caminho trilhado pela Lotus é um dos mais eficientes. O peso é o maior inimigo do desempenho. Mesmo sendo um projeto antigo, o carro ainda desperta paixões pelo estilo, charme e esportividade.

Lotus Esprit – História

Lotus Esprit é um carro esportivo premium com corpo de fibra de vidro, motor central e dois lugares que durou no mercado por 28 anos e quatro gerações distintas.

No início da década de 1970, o fundador da Lotus, Colin Chapman, decidiu que construir carros esportivos de nicho e despojados não era o caminho mais lucrativo e decidiu substituir o esteticamente desafiado e envelhecido Lotus Europa por um carro esportivo completamente moderno com aparência exótica.

O Projeto italiano de Giorgetto Giugiaro foi escolhido para estilizar um novo carro em um chassi Europa modificado e, em 1972, o conceito Lotus M70 estreou ao lado do conceito Boomerang selvagem do Projeto italiano.

Giorgetto Giugiaro (esquerda) e Colin Chapman (direita)

Lotus Esprit S1

Enquanto o M70 se parecia muito com o Esprit de produção, levaria até o final de 1974 antes que um protótipo dirigível fosse montado e o Series 1 Esprit finalizado fosse à venda ao público em 1975 para o ano modelo de 1976. Elegante e de aparência exótica com seu perfil em forma de cunha, a Lotus finalmente teve um carro que parecia poder enfrentar marcas de luxo como Porsche e Ferrari.

O primeiro Esprit manteve o design do chassi de backbone de aço que estava em uso desde o Elan em virtude de sua leveza. Com suspensão de braço em A na frente e braços de arrasto atrás, o manuseio do carro era, no verdadeiro estilo Lotus, excelente. A única coisa que mantinha o primeiro Esprit de volta era um motor de quatro cilindros de 2,0 litros naturalmente aspirado, produzindo 140 cavalos de potência nas especificações dos EUA (160 cavalos de potência em acabamento Euro). Embora o Esprit pesasse apenas 2.200 libras, sua aceleração não era páreo para os carros de seis e oito cilindros vindos de outras marcas exóticas.

Lotus Esprit S2

Um Lotus Esprit reestilizado chegou para 1978, o carro que viria a ser conhecido como Series 2 Esprit. As atualizações consistiram em leves mudanças cosméticas, como a substituição das lanternas traseiras anteriores do Fiat X1/9 por unidades Rover e as rodas Wolfrace com ligas Speedline, e concessões ao conforto com um leve redesenho do interior.

Em 1980, um motor de 2,2 litros mais tortuoso substituiu o quatro de 2,0 litros original e o chassi foi galvanizado pela primeira vez, para prevenção de ferrugem. Também em 1980, a Lotus começou a experimentar turboalimentar o Esprit com um modelo Essex Turbo Esprit de produção limitada, refletindo o patrocínio de sua equipe de Fórmula 1. Com óleo de cárter seco, chassi e suspensão revisados e um novo pacote aerodinâmico externo, entre outras mudanças, o Essex Turbo Esprit e sua potência de 210 cavalos eram um sinal do que estava por vir.

Lotus Esprit S3

A primeira produção padrão do Lotus Turbo Esprit chegou em 1981 com o mesmo chassi e motor de quatro cilindros em linha turbo de 2,2 litros que o carro de edição especial Essex, mas com lubrificação por cárter úmido. O Turbo Esprit também continuou com os complementos externos da edição anterior do Essex, mantendo o ritmo com os vários dutos, conchas e vários efeitos de solo que seus concorrentes estavam correndo para adicionar aos seus carros. Os para-choques foram ampliados para atender aos novos regulamentos de segurança, enquanto o interior tornou-se mais espaçoso novamente com outro redesenho sutil e uma carroceria ligeiramente aumentada. Em 1985, outra pequena atualização foi feita e novos modelos de alta compressão (HC) foram introduzidos com mais potência em 1986. Os Turbo Esprits do mercado americano foram os primeiros a receber injeção de combustível para atender às medidas de emissões mais restritivas.

Lotus Esprit X180

Esta série de Lotus Esprit trouxe a revisão exterior mais extensa do modelo até agora, tratada por Peter Stevens. Com superfícies mais arredondadas, pára-choques mais integrados e um interior mais luxuoso, o Esprit foi trazido chutando e gritando para uma nova era. O chassi permaneceu praticamente o mesmo da Série 3 e, talvez por causa disso, o ano modelo de 1988 Esprit não recebeu uma nova série, mas tende a ser referido pelo código do modelo, X180. Além disso, o Turbo Esprit agora era chamado de Esprit Turbo. Em 1989, as modificações do motor, incluindo um novo arranjo de intercooler e sistema de injeção de combustível, aumentaram a potência para 264 cavalos de potência e reduziram os tempos de aceleração de 0 a 60 mph para níveis (então) de classe mundial em menos de cinco segundos. Um modelo SE adicionou uma asa traseira, saias laterais e várias tomadas e dutos de ar, que se mostraram especialmente populares na América.

Este também foi o primeiro novo Esprit projetado sob propriedade da GM, o que resultou em carros do mercado americano sendo equipados com volantes do tipo airbag Pontiac, entre outros detalhes.

Lotus Esprit S4

Para o ano modelo de 1993, a Lotus fez com que o designer Julian Thomson tentasse manter o Esprit relevante. As maiores mudanças foram nos para-choques e no pacote aerodinâmico, com um spoiler traseiro redesenhado. A potência do motor permaneceu a mesma do modelo SE anterior com 264 cavalos de potência. Em 1994, o Esprit S4 Sport chegou com uma asa maior e mais modificações no motor para uma atualização para 301 cavalos de potência do turbo-quatro de 2,2 litros.

A introdução de um Esprit com motor V-8 em 1996 foi a maior novidade para o carro em algum tempo. O motor de manivela plana era de design Lotus, deslocando 3,5 litros, com turbocompressores duplos Garrett.

Mudanças foram necessárias para o envelhecido câmbio de cinco marchas da Renault para manter a confiabilidade com a saída de 350 cavalos de potência do V-8 twin-turbo. O sprint de 0 a 60 mph caiu mais uma vez, desta vez para a faixa de quatro segundos. Uma variante Sport 350 incluía freios maiores, bits aerodinâmicos maiores e suspensão mais rígida. Um facelift final em 2002 por Russell Carr foi a última grande mudança para o Lotus Esprit, que encerrou a produção em 2004.

Um novo carro esportivo da Lotus chamado Esprit foi planejado para 2008, mas foi cancelado depois que as finanças da Lotus diminuíram e a empresa foi vendida para a empresa chinesa Geely.

Destaques do Lotus Esprit

Quando o Lotus Esprit foi lançado em meados da década de 1970, a Lotus, como a Ferrari, tinha interesse principal no automobilismo.

Os carros de estrada foram vendidos principalmente para financiar as operações de corrida, embora isso mudasse à medida que o Esprit continuasse ao longo das décadas.

Embora os Esprits não fossem muito importantes nas corridas, havia alguns carros construídos para a tarefa. O X180R era uma versão de corrida do Esprit de 1990 que começou a vida como um carro SE com o interior quase todo desmontado, equipamentos de segurança de corrida adicionados (incluindo uma gaiola de proteção completa) e um motor turbo de 2,2 litros revisado produzindo quase 290 cavalos de potência. Os carros tiveram um bom sucesso na série de corridas SCCA Escort World Challenge de 1990 nos EUA e, em seguida, no IMSA Bridgestone Supercar Championship em 1991 e 1992. Uma edição especial Esprit X180R de estrada foi produzida no final de 1990 para homologar peças especiais de automobilismo para as duas últimas temporadas de corrida, das quais apenas 20 exemplares foram construídos.

Lotus Esprit também apareceu fortemente na cultura pop no início de sua vida com uma aparição no filme 007, The Spy Who Loved Me. Nesta edição de 1977 da franquia James Bond, o Esprit se transforma de uma máquina de estrada com rodas em um submarino com barbatanas. Esse carro foi vendido no leilão da RM Sotheby’s em 2013 por quase US$ 1.000.000.

Ficha técnica do Lotus Esprit V8 SE:

Motor: Lotus 918, 3.5 litros, 8 cilindros em “V” a 90º, DOHC 32 válvulas, longitudinal, traseiro central, bi-turbo Allied Signal T25, duplo radiador de óleo.
Cilindrada: 
3506 cm³
Potência: 
355 cv @ 6500 rpm
Potência específica: 
101,4 cv/l
Torque: 
101,4 cv/l
Aceleração (0-100 Km/h): 
4,8 s
Velocidade máx.:  
282,0 Km/h
Freios: 
Brembo, Discos ventilados de 320 mm na dianteira e na traseira com ABS Kelsey Hayes de 3 canais.
Comprimento:
 4369 mm
Largura: 
1833 mm
Altura:  
1150 mm
Peso: 
1380 kg

Fonte: www.envenenado.com.br/www2.uol.com.br/www.motortrend.com/silodrome.com

 

 

 

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