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Gurgel Itaipu

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O Gurgel Itaipu é um carro elétrico, produzido por Gurgel.

A Itaipu foi apresentado no Salão do Automóvel em 1974, com um início da produção destina-se, em Dezembro de 1975.

Apenas alguns destes carros foram produzidos, como era de má qualidade e dirigibilidade.

A velocidade máxima era a meros 50 km / h (31 mph).

Foi o primeiro carro elétrico construído na América Latina.

O nome foi uma homenagem a usina hidroelétrica na fronteira do Brasil com o Paraguai.

 

Gurgel Itaipu

Gurgel Itaipu
Gurgel Itaipu

História

Em 1974 a Gurgel apresentava um pioneiro projeto de carro elétrico: O Itaipu, alusão à usina hidrelétrica, era bastante interessante: ótima área envidraçada, quatro faróis quadrados e um limpador sobre o enorme párabrisa, que tinha a mesma inclinação do capô traseiro. Visto de lado, era um trapézio sobre rodas. Era um minicarro de uso exclusivamente urbano para duas pessoas, fácil de dirigir e manobrar, que usava baterias recarregáveis em qualquer tomada de luz, como um eletrodoméstico.

O Itaipu era um carro de dois lugares, com 2,65m de comprimento, 1,40m de largura, 1,45m de altura. Pesava 780kg, sendo que 320kg eram das 10 baterias ligadas em série.

O motor elétrico compound de 3000w e 120v, localizado longitudinalmente entre-eixos, desenvolvia uma potência de cerca 4,2cv.

Fazia-se a aceleração por controle eletrônico de corrente seccionada, fornecendo ao motor uma voltagem efetiva de 2 a 120v. Essas características permitiam ao Itaipu atingir uma velocidade máxima de 50km/h, com autonomia variável de 60 a 80km. Para recarregá-lo, era necessário ligar à uma tomada de 220v. Se as baterias estivessem com 90% de carga, o carro ficaria recarregado em 30 minutos; com 50% de carga, ficaria em 2h30m; sem carga, 10 horas.

A Gurgel Veículos Ltda. solicitou à prefeitura de Rio Claro a criação de pontos especiais de estacionamento, onde seriam instalados postes apropriados à recarga de baterias, com tomadas especiais de quatro pontos: dois para conduzir a eletricidade e dois para ligar a tomada. Uma chave especial dentro do carro estacionado desligaria automaticamente a tomada quando as baterias do veículo estivessem carregadas. Seria um teste tanto do carro quanto do sistema integrado de estacionamento.

A fabricação deveria começar em dezembro de 1975, a um preço equivalente ao de um Fusca 1300 daquela época.

O Itaipu tinha todas as condições básicas exigidas aos veículos urbanos: razoável velocidade, boa autonomia, pequeno, não poluente entre outras característica, porém, essas vantagens não foram suficientes para justificar sua produção. Hoje, o Gurgel Itaipu E-150, possui o mérito de ser considerado o primeiro veículo elétrico da América Latina e um exemplo da indústria automobilística brasileira.

As versões apresentados para montar são as seguintes: modelo que rodou nas ruas de Rio Claro-SP em 1975 e o modelo restaurado pelo Sr. Alexandre Brum em 2006.

O Carro

1974 – 1975

Gurgel Itaipu

Em 1973 a Gurgel apresentava um pioneiro projeto de carro elétrico.

O Itaipu, alusão à usina hidrelétrica, era bastante interessante: ótima área envidraçada, quatro faróis quadrados e um limpador sobre o enorme pára-brisa, que tinha a mesma inclinação do capô traseiro. Visto de lado, era um trapézio sobre rodas.

Era um mini-carro de uso exclusivamente urbano para duas pessoas, fácil de dirigir e manobrar, que usava baterias recarregáveis em qualquer tomada de luz, como um eletrodoméstico.

Ele teria tudo para dar certo se não fosse os problemas com a durabilidade, capacidade e peso das baterias, o que até hoje ainda é um desafio. Um dos modelos elétricos se chamaria CENA, carro elétrico nacional, nome que ressurgiria no projeto do BR-280/800, com o “E” representando “econômico”.

Dados Técnicos:

Motor: Elétrico 120 volts.
Potência: 4,2 cv (3000 watts)
Autonomia: 60 a 80 Km.
Velocidade: 60 Km/h. (max.)
Carroceria: Monovolume.
Fabricante: Gurgel Motores.
Comprimento: 2,65 metros.
Largura: 1,40 metros.
Peso total: 780,00 Kg.

Fonte: www.papelmod.com.br/www.carroantigo.com

Gurgel Itaipu

Procurando uma solução para o problema do carro urbano, o engenheiro da Gurgel projetou vários veículos.

Um deles, o Mocar, chegou a ser construído, mas limitava-se ao transporte de cargas em recintos pequenos.

Com motor de um cilindro (6cv), o Mocar foi experimentado por empresas nacionais de aviação no transporte de bagagens nos aeroportos.

O Gurgel 2, que permaneceu no estágio de projeto, era um carrinho para duas pessoas, com carroceria em fibra de vidro e um pequeno motor de dois cilindros e dois tempos.

A suspensão, totalmente inovadora, permitia às rodas um jogo também no sentido horizontal.

Um sistema de correias variáveis, aproveitando a força total do pequeno motor, possibilitava a escolha de até dezesseis marchas.

Para atender sua crescente produção, a Gurgel mudou-se para uma área de 400 mil m2 em Rio Claro.

Nessa ocasião, a indústria apresentava um projeto para a fabricação de um veículo elétrico, o Itaipu, cujo uso no trânsito urbano seria testado naquela cidade.

A Gurgel Veículos Ltda. solicitou à prefeitura de Rio Claro a criação de pontos especiais de estacionamento, onde seriam instalados postes apropriados à recarga de baterias, com tomadas especiais de quatro pontos: dois para conduzir a eletricidade e dois para ligar a tomada.

Uma chave especial dentro do carro estacionado desligaria automaticamente a tomada quando as baterias do veículo estivessem carregadas.

O Itaipu era um carro de dois lugares, com 2,65m de comprimento, 1,40m de largura, 1,45m de altura.

Pesava 780kg, sendo que 320kg eram das 10 baterias ligadas em série.

O motor elétrico compound de 3000w e 120v, localizado longitudinalmente entre-eixos, desenvolvia uma potência de cerca 4,2cv.

Fazia-se a aceleração por controle eletrônico de corrente seccionada, fornecendo ao motor uma voltagem efetiva de 2 a 120v.

Essas características permitiam ao Itaipu atingir uma velocidade máxima de 50km/h, com autonomia variável de 60 a 80km.

Para recarregá-lo, era necessário ligar à uma tomada de 220v.

Se as baterias estivessem com 90% de carga, o carro ficaria recarregado em 30 minutos; com 50% de carga, ficaria em 2h30m; sem carga, 10 horas.

O Itaipu tinha todas as condições básicas exigidas aos veículos urbanos: razoável velocidade, boa autonomia, pequeno, não poluente… quem sabe as montadoras de hoje não desenvolvem algo similar.

MOTORIZAÇÃO

Motor: Motor elétrico, 120 volts, 3.000 watts, 10 baterias em série
Cilindrada:
Não existente
Potência:
4,2 cv
Potência Específica:
Não existente
Torque:
Não existente

CARROCERIA

Comprimento: 2.650 mm
Largura:
1.400 mm
Altura:
1.450 mm
Peso:
780 kg
Porta-Malas:
Não disponível
Tração:
Não disponível
Freios:
Tambor nas quatro rodas
Câmbio:
Não existente

DESEMPENHO

Velocidade Máxima: 60 km/h

Aceleração: Não disponível

O primeiro carro elétrico brasileiro foi o Itaipu (homenagem a maior usina hidrelétrica do país), testado nas ruas de Rio Claro (SP).

Com 2 lugares, o carro precisava de 10 horas para recarregar completamente seus 320 kg de baterias, dando uma autonomia de 60 a 80 quilômetros.

Fonte: www.primeiramao.com.br/br.geocities.com

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