Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home   Voltar

Honda Civic

O império da maior fábrica de motocicletas do planeta começou a surgir em 1906, quando seu fundador, Soichiro Honda, nasceu na cidade japonesa de Komyo. Em 1922 ele abandonava os estudos para trabalhar em uma oficina mecânica; em 1936 iniciava-se nas corridas de automóveis. No ano seguinte tornava-se fabricante de autopeças (anéis de segmento) ao fundar a Tokai Seikai Heavy Industry, vendida para a Toyota durante a Segunda Guerra Mundial.

Logo após o conflito, em 1946, fundava o Honda Technical Research Institute (instituto de pesquisas técnicas) e já no ano seguinte criava seu primeiro veículo, a bicicleta Tipo A. Estabelecida em 1948 a Honda Motor Company Ltd., a produção da moto Dream era iniciada um ano depois, dando início a uma história que todos vemos nas ruas.

O compacto sedã 1300, lançado em 1967, era um precursor do Civic três-volumes, com motor refrigerado a ar e 100 cv O compacto sedã 1300, lançado em 1967, era um precursor do Civic três-volumes, com motor refrigerado a ar e 100 cv

As motos foram o enfoque da Honda até o final da década de 1950, quando Soichiro decidiu dedicar-se aos automóveis. Vieram então os protótipos X170 e X190 e, em 1962, o utilitário leve T360 e o roadster S360, com motor de apenas 360 cm³ (leia história). Cinco anos mais tarde, a fábrica de Suzuka passava a construir um carro pequeno, o 1300.

Com motor de 1,3 litro arrefecido a ar, era disponível como sedã quatro-portas e como cupê. O primeiro lembrava o Fiat 124 com suas linhas retas, enquanto o outro exibia formas alongadas e elegantes, com quatro faróis circulares (em vez de dois) e um "bico" acentuado na divisão central da grade. Com apenas 3,85 metros de comprimento e 860 kg de peso, tinha rendimento expressivo: 100 cv a 7.200 rpm (potência específica de 77 cv/l), regime muito acima do usual em automóveis na época.

O Civic de primeira geração, em 1972: duas ou três portas, motor transversal, tração dianteira, linhas modernas para a época O Civic de primeira geração, em 1972: duas ou três portas, motor transversal, tração dianteira, linhas modernas para a época

Era uma antevisão do sucesso que não demoraria a nascer: o Civic.

A primeira geração

Com um nome que significa cívico em inglês e que tem a curiosidade de ser um palíndromo (pode ser lido de trás para frente sem mudar o sentido), o Civic começava a ser produzido na fábrica japonesa de Suzuka em julho de 1972. Era um dois-volumes ainda menor que o 1300, com comprimento de apenas 3,55 metros e distância entre eixos de 2,20 m.

As diminutas rodas de 12 pol de aro e a solução de motor transversal com tração dianteira — que o arqui-rival Toyota Corolla, lançado em 1966, ainda não adotava — contribuíam para o comprimento contido. Seu desenho era simples, com algumas curvas quebrando o formato retilíneo, vidro traseiro quase vertical e certo ar esportivo, com arcos de pára-lamas salientes e um ressalto no capô. Havia versões hatchback três-portas e sedã de duas, mas esta tinha na verdade a mesma carroceria: a única diferença era que a tampa do porta-malas não levava junto o vidro traseiro. No interior simples, quatro adultos acomodavam-se bem.

No Japão o motor era mais potente e os retrovisores vinham bem à frente, no capô; a versão de quatro portas, integrava a família no modelo 1974 No Japão o motor era mais potente e os retrovisores vinham bem à frente, no capô; a versão de quatro portas, integrava a família no modelo 1974

O carro não demorou a ingressar no mercado americano, onde surpreendeu pelo espaço dadas as dimensões externas. O Volkswagen vendia muito bem por lá e a indústria local já havia lançado concorrentes como o AMC Gremlin, o Ford Pinto e o Chevrolet Vega. Automóveis japoneses, como o Corolla, não eram muito conhecidos, mas começavam a conquistar seu espaço, sedimentados em uma imagem de eficiência, qualidade de fabricação e economia de combustível.

E o consumo era um destaque do Civic: era possível superar 16 km/l na estrada. Isso em um carro bem-equipado, dotado de freios dianteiros a disco, bancos individuais reclináveis (com acabamento em tecido no hatch) e as opções de ar-condicionado e câmbio automático — de duas marchas apenas, em vez das quatro do manual. O motor de quatro cilindros refrigerado a água, com 1.169 cm³ e boa potência para seu porte (60 cv no Japão, 50 cv nos EUA) não precisava de muito esforço para mover seus 600 a 650 kg. A suspensão era independente à frente e na traseira.

Os pára-choques protuberantes e o motor CVCC, que atendia às normas de emissões sem catalisador, eram novidades com foco no mercado americano Os pára-choques protuberantes e o motor CVCC, que atendia às normas de emissões sem catalisador, eram novidades com foco no mercado americano

voltar 123456789avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal