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Barbatimão

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O barbatimão é uma planta adstringente e cicatrizante.

É utilizado popularmente para conter hemorragias, diarreias, anemia, conjuntivite, corrimento vaginal, doenças sexualmente transmissíveis, feridas devido suas propriedades anti-inflamatórias e analgésico.

Tem ação angiogênica, bactericida.

A planta não deve ser usada por um período muito longo, pois poderá causar alguma toxidade no corpo.

Mulheres grávidas devem evitar o uso dessa planta.

Por Portal São Francisco.

Barbatimão

AÇÃO E INDICAÇÃO

Usado como antidiarréico e anti-hemorrágico em dosagens bem diluídas e com acompanhamento médico. Externamente como cicatrizante e adstringente. Externamente usada em feridas, úlceras, escaras,complicações varicosas. Vulvovaginites.

FORMAS UTILIZADAS

Chá (Pó) para banhos
Cosmecêuticos
Tintura (líquido)

Barbatimão (Stryphnodendron adstringens)

Estamos diante de uma das plantas medicinais brasileiras mais conhecidas pelos raizeiros e profissionais de saúde que trabalham com ervas medicinais. O barbatimão é uma arbórea nativa dos cerrados brasileiros, muito difundida na região Norte, Centro-oeste, Nordeste e Sudeste. Planta perene que pode atingir de dois a seis metros de altura, com copa arredondada, floresce entre os meses de outubro a fevereiro, com a produção de vagens entre outubro e março. O pólen produzido pelas suas flores é tóxico para as abelhas não devendo ser iniciada a apicultura onde existe uma grande incidência de barbatimão.

Suas vagens são tóxicas ao gado, que durante a seca, pela falta de capim, costumam se alimentar de suas folhas e das vagens caídas ao solo.Por outro lado, o gado também serve para a dispersão da espécie, pois ao defecar suas sementes, estas acabam germinando no estrume, aumentando a incidência no pasto.

Há algumas décadas atrás, o Barbatimão era muito procurado pelos curtumes, pois utilizavam suas cascas no processo de curtimento de couro. Os taninos que estão presentes em até 30% em suas cascas, possuem a capacidade de transformar a proteína animal em couro. Esta coleta desenfreada levou à diminuição significativa desta espécie em algumas regiões. Além disso, a ocupação irresponsável dos cerrados brasileiros acabou reduzindo significativamente a presença do barbatimão entre nós.

Foram os índios que primeiramente utilizaram esta planta em seus rituais de cura. Era conhecida como yba timó, que significa “árvore que aperta”, isto devido à grande ação adstringente que possui. Já era utilizada pelos pajés como planta cicatrizante e antiinflamatória, conhecimento este que foi passado aos caboclos e acabou chegando até aos centros de pesquisa da atualidade.

Popularmente é uma planta muito empregada como cicatrizante, principalmente pelas pessoas do campo, em feridas ou machucados em animais. As pessoas costumam fazer um chá bem forte de suas cascas e banhar o local de duas a três vezes ao dia. Ou então pegam as cascas, moem e pulverizam em cima do machucado. Por ser adstringente, eliminam a água de dentro das células, provocando uma contração das fibras. Isto facilita a cicatrização, diminuindo a hemorragia. É um grande agente anti-séptico já comprovado cientificamente, combatendo bactérias e fungos.

Em casos de escaras de decúbito existe um trabalho mostrando os resultados surpreendentes na cicatrização, sendo que em até 80% dos casos as escaras cicatrizam em poucas semanas.

Internamente o barbatimão é usado para o tratamento de úlceras e gastrites, fazendo parte de muitas garrafadas para estes fins. Mas alguns trabalhos têm demonstrado que para poder atingir estes resultados devemos usar em baixas dosagens e por um período muito curto, caso contrario os taninos irão começas a irritar a mucosa gástrica.

Devido a sua grande ação anti-séptica é muito empregado em lavagens vaginais para os casos de leucorreia , infecções vaginais, irritações e feridas. Uma outra alternativa mais prática para os dias atuais poderia ser os géis ou cremes vaginais de barbatimão.

Este é mais um exemplo de nossa riqueza botânica, que uma vez explorada com racionalidade pode trazer inúmeros benefícios à comunidade.

Ademar Menezes Junior

Fonte: www.oficinadeervas.com.br

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