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Produto Natural – Taboa

Produto Natural – Taboa

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Taboa
Typha domingensis Pers.

Descrição

Planta da família das Thyphaceae. Também conhecida como bucha, capim-de-esteira, erva-de-esteira, espadana, landim, paina, paina-de-flecha, paineira-de-flecha, paineira-do-brejo, paneira-de-brejo, paneira-do-brejo, partasana, pau-de-lagoa, tabebuia, taboinha, tabu, tabua, tabuca, tabuba, tifa, totora. Planta aquática comum em áreas de banhado, muito usada o artesanato, indicando grande valor comercial.

Parte utilizada

Rizoma e pólen seco.

Propriedades medicinais

Astringente, diurética, antidiarréica, antidisentérica, antiinflamatória, antianêmica, emoliente e tônica.

Indicações

Aftas e inflamações dérmicas (uso externo), dismenorréia, dores abdominais durante o puerpério, dores estomacais, contusões e luxações, hemoptises, sangramento nasal, hematuria, hemorragia uterina funcional, afecções das vias urinárias e debilidade geral.

Modo de usar

5 a 10g/dia; – decocção de 1 a 2 colheres das de chá do rizoma para 1 xícara de água. Tomar 4 a 6 xícaras ao dia;

Compressas com o decôcto: emoliente, tônico;

Brotos novos crus ou cozidos: alimentação;

Rizomas cozidos: alimentação. Nota: depuradora de água poluídas, absorvendo metais pesados.

Crescimento, Produção Primária e Regeneração de Typha domingensis Pers.: Elementos para Avaliação do Uso Sustentável da Espécie çalves Rodrigues.

Variação da composição nutricional em folhas de Typha domingensis (Pers) sob dois regimes de água, ao longo do seu desenvolvimento. Giselli Martins de Almeida Freesz1, Gustavo Gomes Chagas1, Marina Satika Suzuki – Laboratório de Ciências Ambientais / Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF)

Fonte: www.plantasquecuram.com.br

Produto Natural – Taboa

Taboa – Typha angustifolia

Taboa

Planta comestível, despoluente e artesanal.

Nome científico: Typha angustifolia L. (sinonímia: T. domingensis Pers.)

Nomes populares: Taboa, tabôa, tabua, pau de lagoa, partasana, paina-de-flexa, paineira-de-flexa, paineira-do-brejo, espadana, landim, capim-de-esteira, tabebuia, erva-de-esteira.

Família: Typhaceae

Centro de origem: América do Sul.

Planta aquática, ereta, de caule cilíndrico, chegando até 2-3 metros de altura. Abundante em margens de corpos d’água, o que leva alguns a consideram a espécie como daninha. Vigorosa, cresce e se reproduz rapidamente.

Esta planta é muito comum no país, e até por isso deveria ser melhor compreendida. O fato mais interessante é que se trata de uma planta comestível, e muito nutritiva. Partes comestíveis são: os brotos, crus ou cozidos, que parecem palmito; o pólen, que fica na parte superior da planta, rico em vitaminas, sai fácil na mão e é comido ao natural (e é delicioso); e o rizoma (ou raiz), que recomenda-se ser servido cozido, e possui teor de proteína igual ao do milho e teor de carboidratos igual o da batata. Coisas que me levam a perguntar: porque tanto trabalho plantando batatas e milho mesmo?

O biólogo Valdely Knupp, que têm trabalhado no projeto PANCs – Plantas Alimentícias Não-Convencionais, mostra melhor a planta e como comê-la no vídeo abaixo (nas referências), além de trazer mais informações. Por sinal, vale a pena assistir todo o vídeo, onde ele fala de mais algumas plantas.

Voltando à taboa, esta planta simpática também têm outros usos: a folha é utilizada para artesanato, na confecção de esteiras, cestos, tapeçarias. A fibra da folha serve para fazer papéis, cartões, ou outros tecidos. A inflorescência (parte que parece uma “salsicha”) serve para encher travesseiros e almofadas. Existem inclusive alguns projetos sociais dedicados a tornar esta planta uma fonte de renda de comunidades carentes.

Um último detalhe. Como boa parte das plantas aquáticas, a taboa absorve metais pesados e outros poluentes das águas. Isto é bom, muito bom, já que nos mostra que a natureza é capaz de se limpar, e podemos trabalhar para ajudar isso. Além disso torna a taboa uma planta capaz de participar de sistemas de purificação de água e de esgotos. Porém não é muito bom se você pretende comer esta planta (e talvez nem mesmo em alguns artesanatos… alguém gostaria de usar uma pulseira cheia de chumbo?). Portanto sempre que coletar taboas com fins de alimentação, certifique-se que a água é de qualidade. Por exemplo, evite águas próximas à plantações que utilizem agrotóxicos, águas próximas à indústrias, e águas próximas à estradas de grande porte, ou ainda águas que estiverem cheias de lixo. Não custa nada lembrar.

Referências

Valdely Knupp sobre Taboas (Vídeo PANCs – Parte 1)

Núcleo de estudos em desenvolvimento rural sustentável e Mata Atlântica
Sub-Projeto Macrófitas Aquáticas: http://www.ufrgs.br/desma/macrofitas.html

“Plantas daninhas do Brasil – terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas”, Harri Lorenzi. 4ª Edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

“Botânica Sistemática – guia ilustrado para identificação das famílias de Angiospermas da flora brasileira, baseado em APG II”, Vinicius C. Souza e Harri Lorenzi. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2005.

AVISO GERAL: Sempre que utilizar plantas comestíveis, certifique-se de colher a espécie correta, e que a planta esteja saudável e tenha crescido em bom solo (ou boa água, neste caso). Ou seja: evite plantas próximas à esgoto, lixo, sujeira, etc. Evite plantas com sinais de predação por insetos ou fungos. Não recomendo o uso de produtos agroquímicos sobre plantações ou populações selvagens, por qualquer finalidade. Leia atentamente as dicas e recomendações, no mundo biológico todo detalhe é importante.

Fonte: vida-nos-bosques.blogspot.com.br

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