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Grindélia

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A grindélia é utiliza para diversos problemas entre eles, varizes, sarampo, tosses, asma, artite, herpes, queimaduras.

Esta planta tem flores amarelas, que florescem em julho, agosto e setembro.

É considerada uma erva daninha e é muito resistente. As plantas são localizadas em todos os Estados Unidos. Bovinos e ovinos não ingerem esta planta, por seu gosto muito amargo.

O extrato de grindelia é feito a partir de suas folhas. Grindelia foi utilizada na medicina tradicional indígena americana.

Benefícios do extrato de Grindélia

Grindélia é conhecida por suas propriedades anti-inflamatória, expectorante, anti-espasmódico, e suaves propriedades analgésicas.

Ela tem sido usada como um tratamento para a asma, bronquite, e outras doenças das vias respiratórias há muito tempo. Grindélia também é usada para curar infecções da bexiga crônicas.
O extrato de ervas pode ser usado de forma tópica para cuidar de queimaduras, erupções cutâneas, picadas de inseto e outros problemas de pele.

Efeitos colaterais

Pode causar irritação nos rins ou estômago, que inclui cólicas abdominais e diarreia.

Grindelia robusta

Descrição

Planta da família das ASTERACEAE, também conhecida como GIRASSOL-DO-MATO, GIRASSOL-SILVESTRE.

Herbácea robusta que se assemelha um pouco a uma enorme bonina (margarida dos campos), forma tufos de 50 a 90cm de altura. É viscosa e está revestida por uma resina segregada pelos pêlos secretores que cobrem as folhas e as brácteas dos capítulos. Colhem-se apenas as sumidades floridas, ativas devido à resina que as cobre. A grindelia tem como habitat preferido, os pântanos salobros da Califórnia (EUA). No Brasil é conhecida por girassol-silvestre ou malmequer do campo.

Partes utilizadas

FOLHAS SECAS E SUMIDADES FLORIDAS.

História

Faz parte da farmacopéia homeopática.

Componentes

Taninos, alcalóides, flavonóides, compostos acetilênicos.

Propriedades

Antiespasmódica, antitússica e expectorante.

Indicações

Asma, tosse, bronquite.

Uso pediátrico

Contra-indicada para crianças abaixo dos 6 anos de Idade.

Uso na gestação e na amamentação

Não há contra indicações nos usos e doses terapêuticas indicadas.

Posologia

Adultos: 1,5 a 3ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água ou compressas da tintura diluída em uso tópico; 2g de folhas secas ou 3g de sumidades floridas frescas – 1 colher de sopa para cada xícara de água – em decocto ou infuso 2 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs; Extrato fluido: 1 a 3 gotas 3 vezes ao dia; Crianças: 0,5 a 1,5ml de tintura divididos em 3 doses diárias ou 1/3 a % dose do chá. Posologia por peso corporal: 0,4mi/Kg dia com intervalos menores que 12hs.

Grindélia

Efeitos colaterais

Há relatos antigos de irritação gástrica e diarréia.

Superdosagem

O uso em doses maiores que as recomendadas pode causar intoxicação.

Os nativos do México e da Califórnia utilizavam esta planta para tratar enfermidades respiratórias, alérgicas e queimaduras da pele.

É considerada pela Farmacopéia dos Estados Unidos do Brasil 2ª Edição (1959) três espécies do gênero Grindelia: Grindelia squerrosa (Pursh) Dunal, Grindelia camporum Greene e Grindelia humilis Hooker e Arnott, as quais são descritas da seguinte forma:

“Grindelia squerrosa (Pursh) Dunal, Grindelia camporum Greene e Grindelia humilis Hooker e Arnott; Compositae.

A droga possui odor aromático característico e sabor aromático, peculiar e amargo.

A droga consiste das sumidades floridas e folhas de uma ou de duas das três espécies acima mencionadas.

Grindelia squarrosa

O caule é cilíndrico, de cor verde-cinzenta ou amarelo-clara, medindo 10 a 20 cm comprimento e até 2 mm de diâmetro. As folhas são sésseis e amplexicaules, coriáceas e quebradiças, oblongas, até 5 cm de comprimento e até 1,5 cm de largura na base, obtusas no ápice e dentadas nos bordos, de cor verde-cinzenta ou verde-amarelada. Os capítulos dispõem-se solitários nas extremidades, mostram formas quase globulosas, subglobulosas ou obovóides, apresentando um invólucro fortemente desenvolvido, medindo até 2 cm de diâmetro, com várias sérias de brácteas estreitamente lanceoladas, coriáceas, imbricadas e, no ápice, recurvadas; o receptáculo nú e areolado sustenta na periferia flores femininas liguladas, amarelas e, no disco, flores hermafroditas, amarelas, com aquênio quadrangulares e truncados no vértice; o papo é composto de duas ou três cerdas espessas e caducas. Uma substância resinosa cobre o caule, as folhas, e, particularmente, os capítulos que aparecem como envernizados, resina esta que forma água e ali gotas pardacentas.

Grindelia camporum

Esta droga difere da anterior pelas propriedades seguintes: o caule é rósco ou amarelado; a folha é oblonga, oblongo-lanceolado-espatulada, medindo até 6 cm de comprimento, acuminada no ápice, irregularmente serreada no bordo e de cor amarelo-clara; flores liguladas de cor pardo-alaranjada, aquênios biauriculados no ápice.

Grindelia humilis

Difere da Grindelia squarrosa pelas propriedades seguintes o caule é róseo ou pardo-purpúreo; a folha é cúneo oblonga, medindo até 10 cm de comprimento por 2,7 cm de largura na base, acuminada no ápice, inteira na parte inferior do limbo e serreada na parte superior, e de cor amarelo-clara; os aquênios denteados e biauriculados no ápice; a substância resinosa é muito menos secretada, podendo mesmo faltar no caule e na folha.”

Nome Científico

Grindelia robusta Nutt. Sinonímia: Grindelia camporum Greene; Grindelia cuneifolia Nutt.

Nome Popular

Grindélia, em português; Grindelienkraut, na Alemanha; Grindelia, na França; Broad Gum Plant, Gum Plant e Wild Sunflower, em inglês; Grindelia, em espanhol.

Denominação Homeopática: GRINDELIA ROBUSTA.

Família Botânica: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Caule, folha e flor.

Ácidos Fenólicos

Cafêico, clorogênico, ferúlico, p-hidroxibenzóico, p-cumarínico e vanílico; Saponinas: grindelina; Flavonóides: kempferol, luteolol e quercetol; Taninos; Mucilagens; Matricarianol; Éster de Matricarianol.? e ?-humuleno e bisaboleno e ácidos diterpênicos: grindelanos e ácido grindélico. Já a fração oleosa contém principalmente ?-farneseno, ?Princípios Ativos: Oleorresina (10-20%): a fração resinosa é rica em sesquiterpenos: germacreno D,

Indicações e Ação Farmacológica

Esta planta é indicada nos casos de espasmos gastrintestinais, asma, bronquites, faringites, laringites, enfisema pulmonar, varizes e fragilidade capilar. Em Homeopatia é indicado na nefrite, na asma e na brônquite crônica, entre outras aplicações.

Os usos medicinais mais empregados da Gracilária estão relacionados às enfermidades do trato respiratório e logo do tubo digestivo e pele. A grindelina juntamente com as mucilagens proporcionam um efeito expectorante e béquico, os quais são somados às atividades bactericida e antiespasmódica promovidas pelos ácidos fenólicos e pelos flavonóides, ocorrendo bons resultados nos casos de bronquite, asma, laringite e tosse. A atividade antiespasmódica é de utilidade nos quadros tais como cólicas intestinais e píloro-espasmo (Peris J. et al., 1995).

A ação conjunta entre ácidos fenólicos, mucilagens e flavonóides também é útil para uso tópico (Didry N. et al., 1982).

Já os ácidos fenólicos têm demonstrado também atividade antiinflamatória e vitamínica P, aumentando a resistência capilar e reduzindo a permeabilidade (Arteche García A. e col., 1994).

Toxicidade/Contra-indicações

Doses normais são bem toleradas. Altas doses promovem ação nefrotóxica e depressora do sistema nervoso central. Também foi relatado midríase, bradicardia e hipertensão arterial por via interna (Amorín J., 1980).

É contra-indicado o uso para pacientes que sofram de insuficiência renal e cardíaca, na gravidez e na lactação(Chevallier A., 1996).

Dosagem e Modo de Usar

Pó: 1 a 2 gramas por dia;
Extrato Fluido (1:1): 25-50 gotas, uma a quatro vezes ao dia;
Xarope (5% do Extrato Fluido): Uma a quatro vezes ao dia;
Tintura (1:10): 50-100 gotas, uma a quatro vezes ao dia;
Homepatia: uso interno: Tintura-mãe à 30ª.

Referência Bibliográfica

ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. Buenos Aires 1998.

PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª edição. 1998.

CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 1983.

ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926.

SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos Livraria Editora. 2000.

Fonte: herbario.com/ www.plantasquecuram.com.br/ervaseinsumos.blogspot.com.br

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