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Guaçatonga – Produto Natural

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Família: Flacourtiaceae
Gênero: Casearia
Espécie: sylvestris
Sinônimos: Samyda parviflora , Casearia parviflora , Anavinga samyda

Nomes comuns

Guaçatonga, guassatonga, café selvagem, café-bravo, cafeiillo, café silvestre, congonhas-de-bugre, corta- lengua, dondequiera, erva-de-bugre, erva de pontada, guayabillo, mahajo, papelite, pau de lagarto, piraquina, raton, sarnilla.

Partes usadas

Casca, folhas

PROPRIEDADES DE PLANTAS E AÇÕES

Principais Ações

protetora do estômago
bloqueia os sinais de dor
previne úlceras
neutraliza veneno
mata células cancerosas
mata vírus
retarda o crescimento do tumor
purifica o sangue
alivia a dor
pá cura feridas

Guaçatonga cresce como um arbusto ou árvore pequena geralmente 2 ou 3 metros de altura.

Nos solos argilosos da Amazônia, a planta adaptou para a absorção de nutrientes, formando amplas raízes laterais rígidas.

Após a floração produz pequenos frutos, de 3-4 mm de diâmetro.

Guaçatonga se adapta em florestas e planícies. É nativo de Cuba, Jamaica, Porto Rico, no Caribe, América Central e América do Sul (incluindo o Brasil, Peru, Argentina, Uruguai e Bolívia).

MEDICINA E USOS

Os índios Karajá no Brasil fazem uma maceração da casca para tratar a diarréia, os índios Shipibo-Conibo do Peru usam uma decocção da casca para resfriados, diarréia e gripe. Outras tribos brasileiras amassam as raízes ou sementes de guaçatonga para curar feridas e hanseníase topicamente. Os povos indígenas da Floresta Amazônica usam durante anos, como um remédio para picada de cobra. A decocção de folhas pode ser aplicada topicamente e também internamente.

Guaçatonga tem uma vasta história de utilidades na medicina herbal brasileira, documentada em livros como anti-séptico e curador de feridas para doenças de pele (em 1939), como um analgésico tópico (em 1941), e como uma droga anti-úlcera (em 1958). Hoje em dia é empregado em sistemas de medicina de ervas brasileiras como um purificador do sangue, anti-inflamatório e antiviral para tratar reumatismo, sífilis, herpes, estômago e úlceras de pele, edema, febre de todos os tipos, diarréia e como um tópico analgésico.

É empregado de forma tópica para queimaduras, feridas, erupções cutâneas, e doenças de pele como eczema.

A planta é um medicamento fitoterápico popular empregado em fitoterapia, para suavizar a dor, diminuir a inflamação, diminuir o ácido do estômago e prevenir úlceras, parar o sangramento e cicatrização de feridas.

Usado para tratar doenças da pele, câncer, úlceras estomacais, picadas de abelha e cobras, herpes, e em produtos dentários, anti-sépticos.

Propriedades

analgésico
antiácido
anti-inflamatório
anti-bacteriano
anticancerígena
antifúngica
antitumoral
soro antiofídico
gastroprotetor (protege o trato gástrico)

Nome popular: GUAÇATONGA
Nome científico: Casearia sylvestris Sw.
Família: Flacourtiaceae

Sinonímia popular

Chá-de-bugre, cafeeiro-do-mato, erva-de-bugre, guassatonga, guassatunga, café-de-frade, apiá-acanoçu, bugre-branco, café-bravo, cambroé, erva-lagarto, erva-pontada, língua-de-teju, língua-de-tiú, para-tudo, varre-forno, fruta-de-saíra, café-do-diabo

Sinonímia científica

Casearia parviflora Willd, Samyda sylvestris (Sw) Poir., Casearia puctata Spreng.,Casearia samyda (Gaert) DC.

Parte usada

Cascas, folhas e raiz

Propriedades terapêuticas

Diurética, diaforética, depurativa

Princípios ativos

Flavonóides, saponinas, alcalóides, óleo essencial, terpenos, limoneno, ácido hexanóico, triterpenos, diterpenos clerodano (casearinas A-S), taninos, lapachol

Indicações terapêuticas

Febre, picada de cobra, envenenamento de gado, úlceras, herpes, diarréia, hematomas, sífilis, queimaduras, ferimentos, erupções cutâneas, eczema, vitiligo

Informações complementares

Outros nomes populares

Marmelinho-do-campo, saritã.

Nomes em outros idiomas

wild-coffee
cortalenga
crack-open
dondequiera
guayabillo
mahajo
raton
sarnilla
ucho caspi.

Características gerais

A guaçatonga é um arbusto ou árvore que mede geralmente entre 4m e 6m de altura podendo chegar a 10m em áreas isoladas da Amazônia. Dotada de copa densa e arredondada, com tronco de 20-30cm de diâmetro. É nativa de quase todo o Brasil, Cuba, Jamaica, Porto Rico, Espanha, Ilhas do Caribe, Peru, Argentina, Uruguai e Bolívia.

Ocorre desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul. As estruturas vegetativas e reprodutivas são caracterizadas pela presença de inclusões cristalinas e células glandulares contendo óleo essencial. Os estômatos são paracíticos. Os pêlos epidérmicos são unicelulares, não glandulares.

Características da planta

Suas folhas são simples, alternas e pecioladas, tem a forma de ponta de lança com bordas serrilhadas e medem de 6-12 cm de comprimento. Produz flores de cores brancas, creme ou esverdeada reunida em glomérulos axilares.

O fruto cápsula ovóide-globoso é pequeno, vermelho quando maduro e possui 2-3 sementes envoltas em arilo carnoso avermelhado (semelhante a sementes de maracujá e romã), amarelo e comestível.

Uso popular

Diurética e diaforética. Externamente é vulnerária, com utilização em estados febris. Tem uso também como antiofídica e o fruto é utilizado contra o envenenamento do gado. Suas folhas e raízes são usadas como depurativo, anestesiante e úlceras.

Para febres perniciosas e inflamatórias são utilizadas as cascas. O suco e o decocto das folhas têm as mesmas propriedades da casca e ainda antidiarreica e combate a herpes. As folhas cozidas são usadas para lavar feridas e lesões provocadas por picadas de cobras. Se misturar as folhas com álcool (alcoolatura) são colocadas sobre hematomas. Há relatos populares do uso das folhas e raízes contra a sífilis.

A guaçatonga é citada como auxiliar dos criadores de gado na expulsão da placenta após o parto.

É também utilizada externamente em queimaduras, ferimentos, erupções cutâneas, eczema e vitiligo.

Princípios ativos

Nas folhas da Casearia sylvestris consta a presença de flavonóides (quercetina, 4´-O-metiléter do canferol e isoramnetina), saponinas, alcalóides e óleo essencial constituído em grande parte por derivados de sesquiterpenos. As folhas frescas contém 0,6% de óleo essencial e chega a 2,5% quando estão secas.

Tem uma grande porcentagem de terpenos (77,78%), o limoneno e o ácido hexanóico, triterpenos e diterpenos clerodano (casearinas A-S), taninos e lapachol.

Atividades farmacológicas

Scavone et al. (1979) comprovou a ação cicatrizante na pele de camundongos e em comparação com o grupo controle, concluiu que o processo de cicatrização ocorreu mais rápido nos animais tratados com a tintura das folhas da Casearia sylvestris.

Camargo et al. (1993) aplicou o extrato fluido das folhas em lesões de estomatite herpética provocadas por herpes simples na região bucal de crianças e adolescentes e verificou redução no tempo desde o surgimento até desaparecimento das manifestações clínicas.

Sertié et al. (2000) fez estudos e verificou que extratos preparados de folhas frescas e secas de C. sylvestris administrados em ratos protegem a mucosa gástrica sem modificar o pH fisiológico do estômago. Testes foram realizados com úlcera induzida, e tanto o extrato de folhas frescas como secas agiram de forma a reduzir a área ulcerada. Acredita-se que esse efeito é devido a presença de óleos voláteis, taninos e triterpenos.

Itocawa et al. (1988,1990) e Morita et al. (1991) ao isolarem os diterpenos clerodanos (casearinas A-F e G-R) das folhas em extrato hidroalcoólico identificaram com sendo responsáveis pela ação antitumoral e citotóxica.

Outros estudos foram realizados com o óleo essencial das folhas secas e mostraram a ação inibitória de edema agudo induzido por veneno de urutu (Bothrops alternatus) e carragenina. Em outro trabalho com veneno de cobras e abelhas injetadas em camundongo em doses letais, o extrato aquoso de folhas mostrou-se capaz de inibir a atividade anticoagulante de enzimas e neutralizar o efeito letal destas, prolongando a sobrevivência dos animais.

Confusão dos nomes populares

Não foram encontradas confusões com o nome popular guaçatonga.

O nome marmelinho-do-campo é o nome também da Austroplinckia populnea Reiss, também conhecida como mangabeira-brava.

O café-do-diabo é também o nome dado a Euphorbia heterophylla L. conhecida também por amendoim-bravo.

O café-bravo possui 4 plantas conhecidas com esse nome: Croton lobatus L., Guarea macrophylla Vahl, Palicourea marc gravii (considerada venenosa) e Margaritaria nobilis L

Toxicidade

A C. sylvestris apresentou baixa toxicidade e excelente índice terapêutico.

As folhas são utilizadas com sucesso em casos de úlceras pépticas e também em gastrites, úlceras varicosas, feridas, picadas de insetos, herpes, aftas e todo tipo de ulcerações. Tem saponina, uma substância química antiinflamatória e tanino, um princípio adstringente. Segundo alguns ajuda a eliminar a batéria Helicobacter pylorae.

Ana Lúcia T. L. Mota 

Arbusto ou árvore encontrada em quase todo o Brasil, que mede até 10 metros de altura. Sua casca é cinéreo-pardacenta, rugosa e com pequenas fendas quase superficiais.

Suas folhas são alternas, pecioladas, lanceoladas até ovadas ou elíticas, agudas até longo-acuminadas no ápice, estreitas ou arredondadas na base, chegando a medir 14 centímetros de comprimento e 3 centímetros de largura, serreado-dentadas ou sub-inteiras, densa e minusculamente pelúcido-glanduloso-puntuadas e com linhas também pelúcidas, nervuras laterais 5-8, glabras. Vistas contra a luz, mostram minúsculos pontos translúcidos, que correspondem às glândulas de óleo essencial.

As flores são numerosas e pequenas, de cor branco-esverdeada ou amarelada, com anteras brancas, estigma trilobado, dispostos em cimeiras axilares de 20-50 flores. Elas exalam um forte aroma.

O fruto é uma cápsula ovóide-globosa, pequena, vermelha quando madura, contendo em seu interior 2-6 sementes em volta em arilo lanoso, amarelo e comestível.

É conhecida principalmente por Guaçatonga, palavra de origem na língua tupi-guarani, indicando o conhecimento desta espécie pelos nossos índios.

Nome Científico

Casearia sylvestris Swartz. Sinonímia: Casearia parviflora Willd.; Anavinga samyda Gaertn.; Casearia punctata Spreng; Samyda parviflora L.

Nome Popular

Guaçatonga,Apiá-açonoçú, Baga-de-pomba, Bugre-branco, Café-bravo, Café-de-fraile, Café-do-diabo, Cafezeiro-bravo, Cafezeiro-do-mato, caimbim, Caroba, Carvalinho, Chá-de-bugre, Chá-de-frade, Chá-de-são-gonçalinho, Erva-de-pontada, Erva-de-bugre, Erva-de-largarto, Estralador, Fruta-de-saíra, Gaibim, Gaimbim, Guaçatunga, Guaçatunga-branca, Guaçutonga, Guaçutunga, Guassatonga, Língua-de-lagarto, Língua de tiú, Marmelada-vermelha, Marmelinho-do-campo, Pau-de-bugre, Petumba, Pioia, Pióia, Pombeiro, Quacitunga, Vacatunga, Vassitonga e Vassatunga, no Brasil; Avanti-timbatí, Guatiguá-blanca, Catiguá-obí e Guazatumba, na Argentina.

Observação

Segundo M. Pio Côrrea (Dicionário de Plantas Úteis do Brasil), tanto a espécie Casearia sylvestris Swartz, quanto a espécie Cordia salicifolia Cham. (sinonímia: Cordia eucalyculata Vell.), são conhecidas no Brasil por Chá de Bugre. Desta forma, surgiram confusões, principalmente com o aparecimento de produtos feitos de Porangaba, outra sinonímia popular da espécie Cordia eucalyculata Vell.

Assim, para evitar esta confusão, optou-se por chamar de “Guaçatonga” a espécie Casearia sylvestris Swartz e a espécie Cordia eucalyculata Vell. de “Chá-de-bugre” (também conhecida por Porangaba).

Família Botânica

Flacourtiaceae.

Parte Utilizada

Folha.

Princípios Ativos

Óleo Essencial

Apresenta aroma agradável e com alto teor de terpenos e ácido capróico; Saponinas; Alcalóides; Flavonóides; Taninos; Antocianosídeos.

Indicações e Ação Farmacológica

É usada no tratamento de úlceras estomacais, febre, inflamações, diarréias, dores no peito e no corpo. Externamente é indicada para a cura de feridas, eczemas, pruridos, picadas de insetos e cobras e outros distúrbios da pele, além dos distúrbios da orofaringe, tais como aftas, herpes e mau hálito.

Apresenta propriedades depurativa, anti-reumática, vulnerária, cardiotônica, antiobésica, diurética, antiartrítica, hemostática, anestésica tópica em lesões da pele, anticolesterolêmica, afrodisíaca, antipirética, cicatrizante, anti-séptica, eupéptica, anti-herpética, antiulcerogênica, antiofídica, antidiarréica, antimicrobiana, fungicida e calmante.

O extrato etanólico das folhas apresentaram uma ação antitumoral em ratos na dose de 100 mg/kg i.p.contra o sarcoma 180. O extrato etanólico a 70% das folhas secas demonstraram atividade cicatrizante em ratas. O extrato aquoso da planta apresentou ação antiofídica ao veneno de Bothrops jararaca e o óleo essencial teve um efeito inibidor dos processos induzidos pelo veneno de Bothrops alternatus.

Além disso, reduz o volume de ácido clorídrico produzido no estômago e desta forma promove uma ação anti-gástrica pronunciada. Não interfere também no processo de digestão e nem na absorção das proteínas. Promove a prevenção da irritação da mucosa gástrica induzida pelo stress.

A presença de óleo essencial nesta espécie é responsável pela atividade anti-séptica, antimicrobiana e fungicida.

Toxicidade/Contra-indicações

Os extratos aquosos das folhas demonstraram atividade sobre a musculatura lisa uterina em ratas, podendo portanto explicar a sua ação abortiva. A DL50 em ratos foi estimada em 1792g do extrato seco/kg.

É contra-indicado o uso durante a gravidez e como há falta de referências quanto a utilização durante a lactação, recomenda-se não usar.

Dosagem e Modo de Usar

Uso Interno

Infusão ou Decocção: a 5%, 50 a 200 ml/dia;

Colocar 10 gramas de folhas frescas ou secas em 200 ml de água quente. Tomar 2 xícaras por dia da infusão para úlceras e problemas digestivos

Extrato Seco: 57,5 mg/kg;
Extrato Fluido: 2 a 10 ml/dia;
Tintura: 10 a 50 ml/dia

Uso Externo

Compressa

Ferver durante 10 minutos 30 gramas de folhas de Guaçatonga com 10 folhas de Confrey em 1 litro de água. Coar e aplicar compressas sobre eczemas;

Alcolatura

Macerar por 5 dias 20 gramas de folhas em meio copo de álcool neutro. Coar e aplicar topicamente nas picadas de inseto. O preprado deve ser mantido em locais frescos e em frascos frescos e escuros.

Maceração

Num pilão, coloque 2 colheres de sopa de folhas frescas, 1 colher de sopa de glicerina e 2 colheres de sopa de álcool. Amasse bem e coe. Aplique com um chumaço de algodão a parte afetada, de 2 a 3 vezes ao dia. É válido para gengivite, estomatite, aftas e feridas.

Referências Bibliográficas

CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.
TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia. Herbarium. Curitiba. 1994.
PANIZZA, S. Plantas que Curam (Cheiro de Mato). 7ª edição. 1997.
Internet www.unesc.rct-sc.br/plantas_medicinais;

Fonte: ci-67.ciagri.usp.br/ geocities.com/ervaseinsumos.blogspot.com.br

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