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Alavanca

BIOMECÂNICA GLOBAL

INTRODUÇÃO

A mecânica é uma área da física e da engenharia, que lida com a análise das forças que agem sobre um objeto. Seja para a manutenção deste ou de uma estrutura em um ponto fixo, como a descrição e a causa do movimento do mesmo. Assim, a Cinesiologia deve ser capaz de aplicar leis e princípios básicos de mecânica a fim de avaliar as atividades humanas. Essa aplicação da mecânica cai nos domínios da Biomecânica que pode ser definida como aplicação da mecânica aos organismos vivos, tecidos biológicos, aos corpos humanos e animais. A postura do corpo é resultante de inúmeras forças musculares que atuam equilibrando forças impostas sobre o corpo, e todos os movimentos do corpo são causados por forças que agem dentro e sobre o corpo. Em nossas atividades diárias, no trabalho, no esporte, temos que lidar com forças e os profissionais que trabalham com lesões músculo-esqueléticas precisam compreender como as forças afetam as estruturas do corpo e como estas forças controlam o movimento. A biomecânica é a base da função músculo-esquelética. Os músculos produzem forças que agem através do sistema de alavancas ósseas. O sistema ósseo ou move-se ou age estaticamente contra uma resistência. O arranjo de fibras de cada músculo determina a quantidade de força que o músculo pode produzir e o comprimento no qual os músculos podem se contrair. Dentro do corpo, os músculos são as principais estruturas controladoras da postura e do movimento. Contudo, ligamentos, cartilagens e outros tecidos moles também ajudam no controle articular ou são afetados pela posição ou movimento.

CENTRO DE GRAVIDADE

A Gravidade é uma força externa que age sobre um objeto sobre a terra, e para equilibrar essa força, uma segunda força externa precisa ser induzida - ou seja, todo o corpo recebe a ação de uma força, reage à mesma com uma força igual e oposta. O conceito de Centro de Gravidade é proveitoso ao descrever e analisar mecanicamente o movimento do corpo humano e outros objetos, sabendo exatamente como a força da gravidade atua nesses corpos. O Centro de Gravidade é o ponto dentro de um objeto onde se pode considerar que toda a massa, ou seja, o material que constitui o objeto, esteja concentrada. A gravidade puxa para baixo todo ponto de massa que constitui este objeto ou o corpo. No entanto, a determinação do Centro de Gravidade do corpo humano é muito difícil, pois este não apresenta densidade uniforme, não é rígido e não é simétrico enquanto um objeto com todas estas características o Centro de Gravidade em cada ponto é igual. Existem cálculos matemáticos que analisam parte a parte o centro de gravidade de um corpo não uniforme, de forma a adquirir um resultado médio do centro de gravidade do mesmo.

LINHA GRAVITACIONAL

A localização do Centro de Gravidade do corpo como um todo varia, dependendo da posição do corpo. Numa pessoa ereta, pode-se situá-lo de forma aproximada sobre uma linha, formada pela interseção de um plano que corta o corpo em duas metades, uma direita e uma esquerda, e um plano que corta o corpo em metade anterior e posterior. A posição do ponto do Centro de Gravidade ao longo desta linha imaginária, pode-se considerar que a gravidade atua sobre esse único ponto de Centro de Gravidade, puxando diretamente para baixo em direção ao centro da terra. Essa linha ou direção de tração é a linha de gravidade.

BASE DE SUSTENTAÇÃO

A base de sustentação, ou a base de apoio para o corpo é a área formada abaixo do corpo pela conexão com a linha continua de todos os pontos em contato com o solo. Na posição ereta, por exemplo, a base de apoio é aproximadamente um retângulo, formado por linhas retas através dos dedos, formado por linhas retas através dos dedos e calcanhares e ao longo dos dedos de cada pé. Quando um corpo está numa posição fixa com a linha de gravidade passando através da base de apoio, diz-se que ele está compensado, estável ou em equilíbrio estático. Se a linha de gravidade passar fora da base de apoio, o equilíbrio e a estabilidade são perdidos e os membros apoiadores devem mover-se para evitar uma queda. Essa situação ocorre continuamente, quando andamos, corremos e mudamos de direção.

FORCAS QUE ATUAM NO MOVIMENTO

A Ciência mecânica diz que uma força pode ser definida simplesmente como um empurrão ou tração. Por definição a força é uma entidade que tende a produzir movimento. Às vezes, o movimento não ocorre ou o objeto se acha em equilíbrio. O ramo da mecânica que lida com este fenômeno é a estática; caso haja o movimento, é chamado dinâmica. A força é definida por quatro características básicas:

Magnitude de força; Direção; Sentido; e Quantidade de tração.

As forças mais comuns envolvidas com a biomecânica são: a força muscular, gravitacional, inércia, de flutuação e força de contato. A força produzida por músculos depende de vários fatores. Dois desses fatores incluem velocidade de contração do músculo e comprimento do músculo. O peso de um objeto é resultado da força gravitacional. O conceito de inércia mantém que um corpo permanece em repouso ou em movimento uniforme até receber a ação de uma força externa. A força de flutuação tende a resistir à força da gravidade. Na água a magnitude dessa força equivale ao peso de água que o objeto desloca. A força de contato existe toda vez que dois objetos se acharem em contato um com o outro. Esse tipo de força pode ser uma força de reação ou uma força de impacto. A força pode ser ainda subdividida em uma força normal perpendicular às superfícies de contato e uma força de fricção ou atrito que é paralela à superfície de contato.

PLANOS E EIXOS

Planos de ação são linhas fixas de referencia ao longo das quais o corpo se divide. Há 3 planos e cada um está em ângulo reto ou perpendicular com dois planos. O plano frontal passa através do corpo de lado a lado, dividindo-o em frente e costa. É também chamado plano coronal. Os movimentos que ocorrem neste plano são abdução e adução. O plano sagital passa através do corpo da frente para trás e o divide em direita e esquerda. Pode-se pensar nele como uma parede vertical cuja extremidade se move. Os movimentos que ocorrem neste plano são flexão e extensão. O plano transverso passa horizontalmente pelo corpo e o divide em parte superior e inferior. É também chamado plano horizontal. Neste plano, ocorre a rotação. Sempre que um plano passa pela linha média de uma parte, esteja ela no plano sagital, frontal ou transverso, está se referindo ao plano cardinal, porque divide o corpo em partes iguais. O pondo onde os três planos cardinais se encontram é o centro de gravidade. No corpo humano este ponto é, na linha média, mais ou menos ao nível da segunda vértebra sacra, ligeiramente anterior a ela. Os eixos são pontos que atravessam o centro de uma articulação em tomo da qual uma parte gira. O eixo sagital é um ponto que percorre a articulação de frente para trás. O eixo frontal vai de lado a lado e o eixo vertical, também chamado longitudinal, vai da parte superior à inferior. O movimento articular ocorre em torno de um eixo que está sempre perpendicular a um plano. Outro modo de se descrever este movimento articular, é que ele ocorre sempre no mesmo plano e em tomo do mesmo eixo. Por exemplo, flexão/extensão ocorrerá sempre no plano sagital em tomo do eixo frontal e a adução em tomo do eixo sagital. Movimentos semelhantes como o desvio radial e ulnar do punho também ocorrerão no plano frontal em tomo do eixo sagital.

TIPOS DE MOVIMENTO

Movimento linear, também chamado movimento translatório, ocorre mais ou menos em uma linha reta, de um lugar para outro. Todas as partes do objeto percorrem a mesma distancia, na mesma direção e ao mesmo tempo. Se este movimento ocorrer em linha reta é chamado movimento retilíneo. Se este movimento ocorre numa linha reta mas em uma forma curva, é chamado curvilíneo. O movimento de um objeto em tomo de um ponto fixo é chamado movimento angular, também conhecido como movimento rotatório. Todas as partes do objeto movem-se num mesmo ângulo, na mesma direção, ao mesmo tempo. Elas não percorrem a mesma distância. Falando de um modo geral, a maioria dos movimentos do corpo é angular, enquanto os movimentos feitos fora da superfície corporal tendem a ser lineares. Exceções podem ser encontradas. Por exemplo, o movimento da escápula em elevação/depressão e pronação/retração é essencialmente linear. Todavia, o movimento da clavícula, que é fixada à escápula, é angular e realizado através da articulação extraclavicular.

MOVIMENTOS ARTICULARES

As articulações movem-se em direções diferentes. O movimento ocorre em tomo de um eixo e de um plano. Os termos a seguir são usados para descrever os vários movimentos que ocorrem numa articulação sinovial. A articulação sinovial é uma articulação móvel livre, onde a maioria dos movimentos articulares ocorrem. Flexão: é o movimento de dobra de um osso sobre o outro causando uma diminuição do ângulo da articulação. Extensão: é o movimento que ocorre inversamente à flexão. É o endireitamento de um osso sobre o outro, causando aumento do ângulo de articulação. O movimento, geralmente, traz uma parte do corpo à sua posição anatômica após esta ser flexionada. A hiperextensão é a continuação da extensão, além da posição anatômica. Abdução: é o movimento para longe da linha média do corpo e adução é o movimento de aproximação da linha média do corpo. As exceções a esta definição de linha média são os dedos e os artelhos, onde o ponto de referência para os dedos é o dedo médio. O movimento para longe do dedo médio abduz, mas aduz somente como um movimento de volta da adução. O ponto de referência dos artelhos é o segundo artelho. Semelhante ao dedo médio, o segundo artelho abduz da direita para a esquerda, mas não abduz a não ser como movimento de volta da adução. Circundução: é a combinação de todos esses movimentos numa seqüência em que a parte da extremidade faz um grande círculo no ar, enquanto as partes próximas à extremidade proximal fazem um círculo pequeno. Rotação: é o movimento de um osso ou parte dele em torno de seu eixo longitudinal. Se a superfície anterior se move em direção à linha média, é chamado medial ou rotação interna. Se a superfície anterior se movimenta para longe da linha média, este movimento é chamado rotação lateral ou externa.

Alguns termos são usados para descrever movimentos específicos de certas articulações, como: Pronação: é o movimento ao longo de um plano paralelo ao solo e para longe da linha média e retração é o movimento no mesmo plano em direção à linha média. Ainda existem alguns termos como desvio ulnar e radial, para se referir à adução e abdução do punho. Inclinação lateral: quando se refere ao tronco que se move para a direita ou para a esquerda.

TIPOS DE CONTRAÇÕES MUSCULARES

Há três tipos básicos de contrações musculares:

Isométrica Isotônica concêntrica Isotônica excêntrica.

Uma contração isométrica ocorre quando o músculo se contrai, produzindo força sem mudar o seu comprimento. O músculo se contrai mas nenhum movimento ocorre. O ângulo da articulação muda. Uma contração isotônica pode ser dividida em concêntrica e excêntrica. Uma contração concêntrica ocorre quando há movimento articular, o músculo diminui e as fixações musculares se movem em direção uma da outra. Uma contração excêntrica ocorre quando há movimento articular, mas o músculo parece alongar, quer dizer, as extremidades se distanciam.

CONTRAÇÕES CONCÊNTRICAS

1- Fixações musculares se movem juntas, em direção uma da outra. 2- O movimento se faz contra a gravidade. 3- Se o movimento acontece com gravidade, o músculo está usando uma força maior do que a força da gravidade.

8.2. CONTRAÇÕES EXCÊNTRICAS

1- As fixações musculares se movem para longe uma da outra. 2- 0 movimento ocorre com gravidade.

SISTEMA DE ALAVANCAS

Uma alavanca é uma barra rígida que gira em torno de um ponto fixo quando uma força é aplicada para vencer a resistência. Uma quantidade maior de força ou um braço de alavanca mais longo aumentam o movimento de força. Há três classes de alavancas, cada uma com uma função e uma vantagem mecânica diferente. Diferentes tipos de alavancas também podem ser encontradas no corpo humano. No corpo humano, a força que faz com que a alavanca se mova, na maioria das vezes e muscular. A resistência que deve ser vencida para que o movimento ocorra, inclui o peso da parte a ser movida, gravidade ou peso externo. A disposição do eixo em relação à força e a resistência vão determinar o topo de alavanca.

9.1. CLASSE DAS ALAVANCAS 9.1.1. Alavanca de Primeira Classe O eixo (E) está localizado entre a força (F) e a resistência ( R).

 Alavanca

9.1.2. Alavanca de Segunda Classe O eixo (E) em uma das extremidades, a resistência ( R) no meio e a força (F) na outra extremidade.

 Alavanca

9.1.3. Alavanca de Terceira Classe Tem o eixo numa das extremidades, a força no meio, a resistência na extremidade oposta.

 Alavanca

A alavanca de 3ª classe é a mais comum das alavancas do corpo. Sua vantagem é a extensão do movimento.

TORQUE

Se for exercida uma força sobre um corpo que possa girar em torno de um ponto central, diz-se que a força gera um torque. Como o corpo humano se move por uma série de rotações de seus segmentos, a quantidade de torque que um músculo desenvolve é uma medida muito proveitosa de seu efeito. Para empregar o valioso conceito de torque, devem-se compreender os fatores relacionados à sua magnitude e as técnicas para seu cálculo. A magnitude de um torque está claramente relacionada à magnitude da força que o está gerando, mas um fator adicional é a direção da força em relação à posição do ponto central. A distância perpendicular do pivô à linha de ação da força é conhecida como braço de alavanca da força. Um método para calcular o torque é multiplicar a força (F) que gerou pelo braço de alavanca (d).

T = F x d

 

CADEIA CINÉTICA

É o estudo das forças que produzem ou afetam o movimento. As leis desenvolvidas por Newton formam a base para o estudo da cinemática.

PRIMEIRA LEI DE NEWTON

A força tem sido definida como uma entidade que acelera um objeto (implica em movimento). a aceleração, seja positiva ou negativa, de um objeto, é a rapidez com que muda de velocidade, que é produzida por uma ou mais forças. Esta é a lei da Inércia, que afirma que um objeto permanece em seu estado existente de movimento a menos que sofra a ação de uma força externa. Assim, um objeto estacionário não começará a se mover, a menos que uma força externa aja sobre ele, e um objeto em movimento permanecerá em movimento, na mesma velocidade e direção.

SEGUNDA LEI DE NEWTON

A segunda lei de Newton é a lei da aceleração. Afirma que quando uma força externa age sobre um objeto, o objeto muda sua velocidade ou acelera-se em proporção direta à força aplicada. O objeto irá também acelerar em proporção inversa à sua massa. Assim, a massa tende a resistir à aceleração.

A fórmula bem conhecida como: F = m . a é válida para objetos que se movem em translação ou linearmente.

TERCEIRA LEI DE NEWTON

A gravidade é uma força externa que sempre age sobre um objeto sobre a terra. Para equilibrar essa força crescente, uma segunda força externa precisa ser introduzida. Um objeto apoiado sobre uma mesa recebe ação de pelo menos duas forças: a da gravidade e a força exercida pela mesa. Assim, na medida em que o objeto sobre a mesa sofre ação da tração da gravidade, a mesa reage à força da gravidade com uma força igual e oposta.

TRABALHO E ENERGIA

Quando a força de um objeto está relacionada com a localização do objeto, os princípios de trabalho e energia se tornam importantes. Em mecânica, o trabalho refere-se ao produto de forças exercidas sobre um objeto e o deslocamento do objeto paralelo ao componente de força de resistência do objeto. Trabalho (W) = Força (F) x Distância (d). O trabalho é realizado na medida em que a força vence uma resistência e move o objeto em uma direção paralela ao componente de força de resistência. Energia é a capacidade de fazer trabalho. Existem muitas formas de energia, dentre elas a energia mecânica e o calor. O calor é geralmente considerado subproduto de outras formas de energia ou resulta quando uma forma de energia se transforma em outra. Um aumento de calor ocorre quando moléculas de área aquecida aumentam sua quantidade de movimento. A energia mecânica pode ser dividida em dois tipos: energia potencial e cinética.

A energia potencial é a energia armazenada. Possui o potencial para ser liberada e tornar-se energia cinética, que é a energia de movimento.

OMBRO

CONSIDERAÇÕES ANATÔMICAS

A mobilidade desfrutada pelo membro superior advém em parte das estruturas conhecidas como o cíngulo do membro superior e articulação do ombro ou, mais precisamente, articulação glenonumeral. É através dessa unidade funcional que o braço, antebraço, punho e mão são conectados ao esqueleto axial e por controle dessa unidade é que o úmero pode ser posicionado. Embora estruturalmente separados, o cíngulo do membro superior e a articulação glenonumeral são funcionalmente inseparáveis. Os componentes esqueléticos do cíngulo do membro superior incluem duas clavículas, duas escápulas e o esterno. Estes ossos são responsáveis pela transmissão de forças dos membros superiores para o corpo. Esta transmissão de força segue, necessariamente, um caminho definido pelas articulações associadas ao cíngulo do membro superior. O cíngulo é considerado um sistema mecânico aberto - isto é, os lados esquerdo e direito não são conectados diretamente e, portanto, podem mover-se de modo independente. A fixação indireta entre os lados esquerdo e direito é através do manúbrio do esterno. As escápulas não são ligadas entre si ou à coluna vertebral, embora se considere que existe uma conexão ou articulação precária entre a face anterior de cada escápula (fossa subescapular) e os tecidos que estão entre ela e as costelas. Esta é geralmente denominada articulação escapulotorácica. O ponto de fixação das escápulas às clavículas é a articulação acromioclavicular. Esta é uma articulação plana que, além de ser estabilizada pelos ligamentos capsulares, é auxiliada por duas estruturas ligamentosas importantes, os ligamentos acromioclavicular e coracoclavicular. A exemplo de muitas estruturas anatômicas, a denominação sugere claramente sua localização. O ligamento acromioclavicular serve para fortalecer, na frente, a articulação acromioclavicular, anaxial; o ligamento coracoclavicular, que conecta a escápula com o processo coracóide, fornece a principal proteção à articulação. Esse ligamento é composto de duas estruturas, os ligamentos conóide e trapezóide, que seguem da face superior do processo coracóide para a face inferior da clavícula. A articulação esternoclavicular (plana) dupla, triaxial, funciona em todos os movimentos do cíngulo do membro superior. Embora dupla, a articulação esternoclavicular funciona como uma articulação esferóide triaxial porque a clavícula se articula com o manúbrio do esterno e também com a primeira costela. A clavícula, atuando como uma escora ou braço mecânico, mantém a articulação glenonumeral em sua distância correta do esterno. As faces articulares das extremidades esternais das clavículas não são moldadas anatomicamente ao ponto esternal de fixação. Um disco articular aumenta o grau de ajuste e também atua como um amortecedor de choques para as forças transmitidas da região do ombro e ajuda a prevenir luxação da articulação. O disco é fixado à clavícula e à primeira cartilagem costal. A articulação esternoclavicular também é protegida de deslocamento excessivo pelo ligamento costoclavicular, que segue da face superior medial da primeira costela à face inferior medial da clavícula. A articulação glenoumeral consiste numa cabeça do úmero quase hemisférica e numa cavidade glenóide relativamente rasa na margem lateral da escápula. O lábio glenoidal é uma estrutura na margem lateral da escápula. O lábio glenoidal é uma estrutura fibrosa que reveste o perímetro da cavidade glenóide e serve, essencialmente, para aprofundar a articulação e desse modo aumentar sua estabilidade. A extrema mobilidade da articulação glenoumeral é alcançada em sacrifício direto da estabilidade, ou resistência ao deslocamento. A cápsula articular, que circunda completamente a articulação, não é uma estrutura rígida e permite uma separação significativa das faces articulares durante o movimento umeral anterior e inferior. A cápsula se fixa ao colo do úmero abaixo e a margem óssea da cavidade glenóide acima. Estruturalmente, a articulação é protegida, acima, pelo arco coracoacromial, formado pelo processo coracóide, acrômio e ligamento coracoacromial, que atravessa a distância entre estas duas protuberâncias. Outros ligamentos, embora não mantenham as faces articulares em aposição, protegem a articulação de um deslocamento. O ligamento coracoumeral segue do processo coracóide à face anterior do tubérculo maior e serve para fortalecer a cápsula articular. Os ligamentos glenoumerais (superior, médio, inferior) também são encontrados na parte anterior da articulação e constituem parte da cápsula articular. Embora difíceis de identificar como ligamentos individuais, eles seguem da cavidade glenóide ao tubérculo menor e colo anatômico do úmero. 13.2. FISIOLOGIA DO OMBRO 13.2.1. Amplitude

Extensão do ombro - 45º a 50º Flexão do ombro - 180º (amplitude total do ombro) Rotação interna do ombro - 95º (ultrapassa um pouco 90º) Rotação externa do ombro - 80º (não atinge 90º) Abdução e adução a partir da posição da referência =3 estágios Abdução de amplitude 60º Abdução de amplitude 120º Abdução de amplitude 180º Adução amplitude muito fraca Adução atinge amplitude de 30º a 45º

13.2.2. Amplitude e músculos envolvidos

Anteposição (proteção) Peitoral maior Peitoral menor Serrátil anterior Retroposição (retração) Rombóide Trapézio Grande dorsal

Obs.: A amplitude de anteposição é maior que a da retroposição.

Abdução de 90º no plano frontal Músculo deltóide Músculo supra-renal Músculo trapézio Antepulsão + adução anterior = 140º Músculo "deltóide (feixe clavícula)" Músculo "sub escapular" Músculo "peitoral maior" Músculo "peitoral menor” Músculo "serrátil anterior" Retropulsão + adução posterior + 30º Músculo "deltóide" Músculo "infra espinhal" Músculo "redondo maior" Músculo "redondo menor" Músculo "rombóide" Músculo "trapézio" Músculo "grande dorsal" Cintura escapular A cintura escapular consiste de dois pares de ossos: 1 clavícula de cada lado 1 escápula de cada lado Articulações

Articulação esternoclavicular - é a que se dá entre a ponta medial da clavícula e o manúbio do esterno. E uma articulação sinovial em sela. Há um disco cartilaginoso entre as duas faces, que ajuda a articulação a mover-se melhor, reduzindo a incongruência das superfícies e absorvendo o choque transmitido através do membro superior para o esqueleto axial (D.1). Articulação acromioclavicular - é uma pequena articulação sinovial entre a ponta lateral da clavícula e o processo acromial da escápula (D.2). Articulação glenoumeral - é a função entre a cabeça do úmero e a cavidade glenóide. É uma articulação sinovial, esferóide e multiaxial. É a frouxidão da cápsula que permite que a articulação possua uma grande amplitude de movimento mas a faz vulnerável a luxações (D.1). Articulação carococlavicular - é onde a superfície inferior da clavícula passa na proximidade do processo coracóide da escápula. A forte união desta articulação fibrosa garante que a escápula e a clavícula movam-se como uma unidade e também ajuda a transferir o choque do membro superior a forte extremidade medial da clavícula. 13.2.3. Ligamentos

ligamento interclavicular ligamento costoclavicular ligamento acromioclavicular ligamento conóide ligamento trapezóide ligamento capsular ligamento transversoumeral ligamento glenoumeral

13.2.4. Músculos envolvidos na rotação interna (medial) e externa (lateral) do ombro

Músculo subescapular - Rotação interna medial II Movimento acessório: adução fraca do úmero Músculo peitoral maior - Adução horizontal do ombro II

Movimento acessório: Flexão do úmero Rotação mediana interna do úmero Músculo grande dorsal - Extensão do ombro II Movimento acessório: Adução do úmero Adução horizontal Rotação medial Músculo redondo maior - Extensão do ombro II Movimento acessório: Adução do úmero Rotação medial (interna) - Músculo infra espinhal - Rotação externa lateral do úmero II Movimento acessório: Extensão do ombro Abdução horizontal do úmero Músculo redondo menor - Rotação externa lateral do úmero II Movimento acessório: Extensão fraca do ombro Adução do ombro 13.2.5. Músculos envolvidos nos movimentos escapulares Músculo trapézio (fibras superiores) - Elevação da escápula II Movimento acessório: Extensão do pescoço Músculo elevador da escápula - Elevação da escápula Músculo trapézio (fibras inferiores) - Depressão da escápula II Movimento acessório: Adução da escápula Músculo serrátil anterior - Abdução da escápula Movimento acessório: Rotação para cima da escápula Músculo peitoral menor - Abdução da escápula Movimento acessório: Rotação para baixo da escápula 13.2.6 Músculos envolvidos na flexão e extensão do ombro Músculo deltóide anterior - Faz flexão do ombro II Movimento acessório: Adução horizontal Rotação medial Abdução do ombro Músculo coracobraquial - Faz flexão do ombro Músculo grande dorsal - Extensão do ombro II Movimento acessório: Adução do úmero Adução horizontal Rotação medial (interna) Músculo redondo maior - Faz extensão do ombro II Movimento acessório: Adução do úmero Rotação medial (interna) Músculo deltóide superior - Faz extensão do ombro II Movimento acessório: Abdução horizontal Rotação lateral externa 13.2.7 Músculos envolvidos na abdução e adução do ombro Músculo medial - faz abdução do ombro Músculo supra-espinhal - inicia a abdução do úmero Músculo trapézio (fibras mediais) - adução da escápula Músculo rombóide maior e menor - adução da escápula II Movimento acessório: rotação da escápula para baixo 13.2.8. Músculos envolvidos na adução e abdução horizontal do ombro Músculo deltóide posterior - abdução horizontal do ombro Músculo peitoral maior - abdução horizontal do ombro II Movimento acessório: flexão do úmero rotação medial interna do úmero 13.2.9. Os movimentos da escápula Elevação - elevantador da escápula e trapézio (parte posterior) Abaixamento - peitoral menor, trapézio inferior, serrátil anterior e posterior Abdução da escápula (para frente) - serrátil anterior Adução da escápula (para trás) - rombóide e trapézio 13.2.10. Músculos que compõem o "Manguito Rotador" O manguito rotador é uma convergência de todos, semelhante a um capuz; são músculos superiores que possuem a função de manter firme a cabeça do úmero junto à cavidade glenóide; são eles: Músculo infra-espinhal - faz a adução do braço e é fraco rotador lateral e flexor. Músculo supra-espinhal - gira lateralmente, faz abdução (parte posterior), adução (parte inferior). Músculo redondo menor - gira lateral e faz adução do braço. Músculo subescapular - faz giro medial do braço, flexão e extensão do braço, adução e abdução. 13.2.11. Músculos que ligam o ombro ao braço e suas funções Músculo deltóide - faz abdução do braço, é a parte clavicular e adjacente ao acrômio, flexionam o braço. As partes espinhais e adjacentes das porções acromiais estendem o braço medialmente, a porção dorsal e gira lateralmente o braço. Músculo coracobraquial - faz flexão do braço e do antebraço, e faz supinação da mão. Músculo tríceps braquial - porção longa, aduz o braço. Músculo infra-espinhal - faz adução do braço, é fraco rotador lateral e flexor. Músculo supra-espinhal - gira lateralmente, faz abdução (parte posterior) e adução (parte inferior). Músculo redondo menor - gira lateral e faz adução do braço. Músculo redondo maior - adução, extensão e giro medial do braço. Músculo subescapular - giro medial do braço e flexão, extensão do braço, adução e abdução.

Resumo dos músculos envolvidos nos movimentos do ombro e da cintura escapular

Movimentos Anatômicos Músculos Atuantes Primários Músculos Atuantes Assistentes
Flexão Deltóite anterior

Peitoral menor (clavícula)

Bíceps braquial (cabeça curta)

Coracobraquial

Subescapular

Extensão Grande dorsal

Redondo maior

Tríceps braquial

Deltóide posterior

Abdução Deltóide medial

Supra-espinhal

Peitoral maior

Deltóide anterior

Biceps braquial

Adução Peitoral maior

Grande dorsal

Redondo maior

Bíceps braquial

Tríceps braquial

Coracobraquial

Subescapular

Adução horizontal Deltóide anterior

Peitoral maior

Coracobraquial

Bíceps braquial
Abdução horizontal Deltóide médio

Deltóide posterior

Infra-espinhal

Redondo menor

Supra-espinhal

Grande dorsal

Redondo maior

Rotação interna Subescapular

Redondo maior

Deltóide anterior

Peitoral menor

Bíceps braquial

Rotação externa Infra-espinhal

Redondo menor

Deltóide posterior
Elevação da escápula Trapézio

Elevador da escápula

Rombóide

xxxxxx
Depressão da escápula Trapézio

Peitoral menor

Grande dorsal
Abdução e rotação para cima da escápula Serrátil anterior

Trapézio

Elevador da escápula
Abdução e rotação para cima da escápula Rombóide

Peitoral menor

xxxxxx
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