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Música e Ruído

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Quando algum objeto vibra de forma completamente desordenada, dizemos que o som produzido por esta vibração é um ruído, como por exemplo o barulho de uma explosão, um trovão.

O ruído é o resultado da soma de um número muito grande de frequências, de forma que exprimi-lo matematicamente é necessário levar em conta um número muito grande de termos.

Deste modo, um vulcão, quando em erupção ou um instrumento musical qualquer pode produzir um grande número de frequências.

A diferença entre os sons musicais e outros quaisquer é que nos instrumentos musicais utilizamos apenas algumas dentre as inúmeras frequências possíveis, que foram estabelecidas por convenção, constituíndo-se nas notas musicais.

Quando um instrumento por alguma razão começa a produzir frequências diferentes daquelas que estamos acostumados a ouvir, dizemos que o referido instrumento está DESAFINADO, precisando de um ajuste a fim de retornar a produzir sons na escala convencional.

Música e Ruído
Vulcão

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Orquestra

As notas musicais por sua vez podem ser agrupadas de modo a formar um conjunto. Este conjunto recebe o nome de gama e um conjunto de gamas se constitui numa escala musical.

Cumpre observar que tanto as gamas quanto as escalas musicais podem ser construídas de diversas maneiras, não sendo única (isto pode ser exemplificado verificando-se que a música oriental usa uma gama de cinco notas musicais ao passo que o mundo ocidental utiliza uma gama de sete).

Entre as diversas gamas existentes, a mais popular de todas é a chamada GAMA NATURAL ou GAMA DE ZARLIN, que utiliza as notas denominadas dó, ré, mi, fá, sol, lá si e novamente dó.

Estes nomes foram atribuídos a Guido de Arezzo, que foi um músico italiano que viveu no século XI.

Naquele tempo, as notas musicais não possuíam nomes, fato este que levava a uma natural dificuldade aos aprendizes em memorizar o som das notas.

Devido a isto, Guido imaginou um processo mnemônico, onde descobriu que um certo hino de louvor a São João Baptista continha justamente as sete notas fundamentais.

Como este hino era muito popular na época pois diziam ser muito eficaz contra dor de garganta, Guido fazia seus alunos decorarem este hino para melhorar a execução das notas.

“HINO DE LOUVOR A SÃO JOÃO BAPTISTA”

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“Ut queant laxis Re sonare fibris Mira gestorum Famuli torum Solve polluti Labii reatum Sancte Iohannes”. “Para que teus servos possam exaltar a plenos pulmões as maravilhas dos teus milagres perdoa a falta do lábio impuro Ó São João”.

Extraíndo as iniciais de cada verso, Guido obteve a seqüência UT, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI, a qual estabelecia a gama. Foi somente seis séculos mais tarde (século XVII), que o papa João Baptista Doni substituiu a nota “UT” por “DÓ” (de DOni). Deste modo, ficamos com:

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Gama Musical da Escala de Zarlin

Obviamente devemos utilizar alguma notação que diferencie as diversas gamas que constituem a escala de Zarlin.

Para isto, é utilizado índices nas notas musicais, ou seja, o DÓ da primeira gama será o “DÓ1”, o da segunda gama “DÓ2” e assim por diante. O “DÓ1” ocupa um lugar de destaque na escala natural, já que é a primeira nota da gama, recebendo o nome de NOTA FUNDAMENTAL.

Fonte: www.cdcc.sc.usp.br

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