Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Dom Pedro Ii  Voltar

Dom Pedro II

Local e data de nascimento: Paço de São Cristóvão (Quinta da Boa Vista) - Rio de Janeiro às 2:30 da madrugada do dia 2 de dezembro de 1825.

Local e data da morte: No quarto nº 18 do Hotel Bedford em Paris -5 de dezembro de 1891.

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bebiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga era o 7º filho de Dom Pedro I (Dom Pedro IV de Portugal) e da imperatriz Dona Maria Leopoldina, herdou o direito ao trono brasileiro devido a morte de dois irmãos mais velhos, Dom Miguel e Dom Carlos. Mais tarde o dia de seu nascimento se torna Dia Nacional da Astronomia por ser ele um amante das ciências e astrônomo amador.

Em 1826 com 1 ano de idade, perde sua mãe a Imperatriz Dona Leopoldina.

Dom Pedro II

Em 7 de Janeiro de 1830 Dona Carlota Joaquina de Bourbon, esposa de Dom João VI de Portugal, falece em Queluz, Portugal, aos 55 anos. (veja a biografia completa de Carlota Joaquina na página inicial do site na coluna "Biografias Relacionadas com o Bairro")

Em 7 de abril de 1831 seu pai abdica do trono a seu favor, porém ele conta com apenas 5 anos de idade (completaria 6 anos em dezembro deste ano), A Constituição determinava neste caso que o país deveria ser governado por uma regência eleita pela Assembléia-Geral, visto que o príncipe herdeiro, Dom Pedro II era menor de idade desta forma ele é tutorado primeiramente por José Bonifácio de Andrada e Silva chamado de "O Patriarca da Independência".

O nome de José Bonifácio foi determinado por Pedro I ele foi seu tutor de 1831 a 1833.

Conta-se que quando seu pai abdicou ao trono Pedro estava a alguns quilômetros de distância do Rio de Janeiro, Bonifácio, foi ao seu encontro e anunciou solenemente que já faziam algumas horas ele passara a ser sua majestade o imperador do Brasil. No trajeto de volta ao Rio, começou a chover, Pedro uma criança correu até um casebre em busca de abrigo, bateu a porta e uma velhinha gritou de dentro da casa:

- Quem está aí?

- Abra logo vovó, eu sou Pedro, João, Carlos, Leopoldo, Salvador, Bibiano, Francisco, Xavier, de Paula, Leocádio, Miguel, Gabriel, Rafael, Gonzaga, de Alcântara!

- Cruuuuzes! Como é que eu vou arranjar lugar aqui para tanta gente?!

Em 1833, José Bonifácio foi destituído sendo designado pela Assembléia-Geral do Império para substituí-lo o Marquês de Itanhaém (Manuel Inácio de Andrade Souto Maior) que ficou sendo seu tutor de 1833 a 1840.

José Bonifácio é acusado de tentar promover a volta de Dom Pedro I, com intuito de tornar-lo regente durante a adolescência de Dom Pedro II, foi preso em 15 de dezembro de 1833, e deportado para a Ilha de Paquetá.

Em 1834, morre em Portugal seu pai Dom Pedro I.

Em 1834, a condenação de José Bonifácio foi confirmada pela Assembléia Geral, sendo absolvido mais tarde, passando a residir na Cidade de Niterói - RJ.

Entre 1835 e 1840 ocorreu no Pará a rebelião conhecida como Cabanagem.

Em 1835 aconteceu a insurreição Farroupilha no Rio Grande do Sul.

Em 1837 acontece a Sabinada na Bahia.

A Balaiada no Maranhão em 1838.

Seus estudos prosseguem no Brasil.

Com diversos mestres ilustres de seu tempo, o jovem imperador instruiu-se em português e literatura, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, música, dança, pintura, esgrima e equitação. Mais tarde, adulto estudou muitas outras disciplinas como hebraico e astronomia e posteriormente estudou grego, árabe, tupi, sânscrito, hebraico e provençal.

Dentre seus professores estavam:

A Camareira-mor Dona Mariana Carlota de Verna Magalhães Coutinho, mais tarde Condessa de Belmonte com quem começou a estudar.

O carmelita Frei Pedro de Santa Mariana e Souza mais tarde Bispo de Crisópolis, que Ihe ensinou a doutrina católica, latim e matemática. Às vezes Frei Pedro tinha que apagar a luz para impedir que Pedro ficasse lendo a noite toda.

Seu professor de Francês era o Padre Renato Boiret. De Alemão era Roque Schuch. De Inglês era Nathaniel Lucas. De Dança foram Joseph Lacombe e Lourenço Lacombe. Desenho e Pintura respectivamente Simplício Rodrigues de Sá e Félix Émile Taunay e de esgrima, nada mais nada menos que o Duque de Caxias!

Cândido José de Araújo Viana, professor de português e literatura. Mais tarde ele se tornaria o Marques de Sapucaí, titulo conhecidíssimo em virtude da avenida de mesmo nome na qual se realizam os desfiles das Escolas de Samba no carnaval do Rio de Janeiro.

Veja as determinações do Marques de Itanhaém para a educação de Dom Pedro II:

(Obs: são 12 artigos, caso fique cansativo, pule essa parte.)

"Instruções para serem observadas pelos Mestres do Imperador na Educação Literária e Moral do Mesmo Augusto Senhor."

Artigo 1

Conhece-te a ti mesmo. Esta máxima... servirá de base ao sistema de educação do Imperador, e uma base da qual os Mestres deverão tirar precisamente todos os corolários, que formem um corpo completo de doutrinas, cujo estudo possa dar ao Imperador idéias exatas de todas as coisas, a fim de que Ele, discernindo sempre do falso o verdadeiro, venha em último resultado a compreender bem o que é a dignidade da espécie humana, ante a qual o Monarca é sempre homem, sem diferença natural de qualquer outro indivíduo humano, posto que sua categoria civil o eleve acima de todas as condições sociais.

Artigo 2

Em seguimento, os Mestres, apresentando ao Seu Augusto Discípulo este planeta que se chama terra, onde nasce, vive e morre o homem, lhe irão indicando ao mesmo tempo as relações que existem entre a humanidade e a natureza em geral, para que o Imperador, conhecendo perfeitamente a força da natureza social, venha a sentir, sem o querer mesmo, aquela necessidade absoluta de ser um Monarca bom, sábio e justo, fazendo-se garbo de ser o amigo fiel dos Representantes da Nação e o companheiro de todas as influências e homens de bem do Pais.

Artigo 3

Farão igualmente os Mestres ver ao Imperador que a tirania, a violência da espada e o derramamento de sangue nunca fizeram bem a pessoa alguma...

Artigo 4

Aqui deverão os Mestres se desvelar para mostrarem ao Imperador palpavelmente o acordo e harmonia da Religião com a Política, e de ambas com todas as ciências; porquanto, se a física estabelece a famosa lei da resistência na impenetrabilidade dos corpos, é verdade também que a moral funda ao mesmo tempo a tolerância e o mútuo perdão das injúrias, defeitos e erros; essa tolerância ou mútuo perdão, sobre revelar a perfeição do Cristianismo, revela também os quilates das almas boas nas relações de civilidade entre todos os povos, seja qual for sua religião e a forma do seu governo...

Artigo 5

Lembrem-se pois os Mestres que o Imperador é homem; e partindo sempre dessa idéia fixa, tratem de lhe dar conhecimentos exatos e reais das coisas, sem gastarem o tempo com palavras e palavrões que ostentam uma erudição estéril e prejudicial, pois de outra forma virá o seu discípulo a cair no vicio que o Nosso Divino Redentor tanto combateu no Evangelho, quando clamava contra os doutores que invertiam e desfiguravam a lei, enganando as viúvas e aos homens ignorantes com discursos compridos e longas orações, e se impondo de sábios, embora sendo apenas uns pedantes faladores.

Artigo 6

Em conseqüência os Mestres não façam o Imperador decorar um montão de palavras ou um dicionário de vocábulos sem significação, porque a educação literária não consiste decerto nas regras da gramática nem na arte de saber por meio das letras; em conseqüência os Mestres devem limitar-se a fazer com que o Imperador conheça perfeitamente cada objeto de qualquer idéia enunciada na pronunciação de cada vocábulo...

Artigo 7

Julgo portanto inútil dizer que as preliminares de qualquer ciência devem conter-se em muito poucas regras, assim como os axiomas e doutrinas gerais. Os Mestres não gastem o tempo com teses nem mortifiquem a memória do seu discípulo com sentenças abstratas; mas descendo logo às hipóteses, classifiquem as coisas e idéias, de maneira que o Imperador, sem abraçar nunca a nuvem por Juno, compreenda bem que o pão é pão e o queijo é queijo.

Assim, por exemplo, tratando das virtudes e vícios, o Mestre de Ciências Morais deverá classificar todas as ações filhas da soberba distinguindo-as sempre de todas as ações opostas que são filhas da humildade. E não basta ensinar ao Imperador que o homem não deve ser soberbo, mas é preciso indicar-lhe cada ação, onda exista a soberba, pois se assim não o fizer, bem pode acontecer que o Monarca venha para o futuro a praticar muitos atos de arrogância e altivez, supondo mesmo que tenha feito ações meritórias e dignas de louvor, e isto por não ter, em tempo, sabido conhecer a diferença entre a soberba e a humildade.

Artigo 8

Da mesma sorte, tratando-se das potências e das forças delas, o Mestre de ciências físicas fará uma resenha de todos os corpos computando os grãos de força que tem cada um deles, para que venha o Imperador a compreender que o poder monárquico se limita ao estudo e observância das leis da Natureza... e que o Monarca é sempre homem e um homem tão sujeito, que nada pode contra as leis da Natureza feitas por Deus em todos os corpos, e em todos os espíritos.

Artigo 9

Em seguimento ensinarão os Mestres ao Imperador que todos os deveres do Monarca se reduzem a sempre animar a Indústria, a Agricultura, o Comércio e as Artes; e que tudo isto só se pode conseguir estudando o mesmo Imperador, de dia e de noite, as ciências todas, das quais o primeiro e principal objeto é sempre o corpo e a alma do homem; vindo portanto a achar-se a Política e a Religião no amor dos homens. E o amor dos homens é que é o fim de todas as ciências; pois sem elas, em vez de promoverem a existência feliz da humanidade, ao contrário promovem a morte.

Artigo 10

Entendam-me porém os Mestres do Imperador. Eu quero que o meu Augusto Pupilo seja um sábio consumado e profundamente versado em todas as ciências e artes e até mesmo nos ofícios mecânicos, para que ele saiba amar o trabalho como principio de todas as virtudes, e saiba igualmente honrar os homens laboriosos e úteis ao Estado. Mas não quererei decerto que Ele se faça um literato supersticioso para não gastar o tempo em discussões teológicas como o Imperador Justiniano; nem que seja um político frenético para não prodigalizar o dinheiro e o sangue dos brasileiros em conquistas e guerras e construção de edifícios de luxo, como fazia Luís XIV na França, todo absorvido nas idéias de grandeza; pois bem pode ser um grande Monarca o Senhor D. Pedro II sendo justo, sábio, honrado e virtuoso e amante da felicidade de seus súditos, sem ter precisão alguma de vexar os povos com tiranias e violentas extorsões de dinheiro e sangue.

Artigo 11

Sobretudo, recomendo muito aos Mestres do Imperador, hajam de observar quanto Ele é talentoso e dócil de gênio e de muita boa índole. Assim não custa nada encaminhar-lhe o entendimento sempre para o bem e verdade, uma vez que os Mestres em suas classes respectivas tenham com efeito idéias exatas da verdade e do bem, para que as possam transmitir e inspirar ao seu Augusto Discípulo.

Eu não cessarei de repetir aos Mestres que não olhem para os livros das Escolas, mas tão somente para o livro da Natureza, corpo e alma do homem; porque fora disto só pode haver ciência de papagaio ou de menino de escola, mas não verdade nem conhecimento exato das coisas, dos homens, e de Deus.

Artigo 12

Finalmente, não deixarão os Mestres do Imperador de lhe repetir todos os dias que um Monarca, toda a vez que não cuida seriamente dos deveres do trono, vem sempre a ser vitima dos erros, caprichos e iniqüidades dos seus ministros, cujos erros, caprichos e iniqüidades são sempre a origem das revoluções e guerras civis; e então paga o justo pelos pecadores, e o Monarca é que padece, enquanto que seus ministros sempre ficam rindo-se e cheios de dinheiro e de toda sorte de comodidades. Por isso cumpre absolutamente ao Monarca ler com atenção todos os jornais e periódicos da Corte e das Províncias e, além disto, receber com atenção todas as queixas e representações que qualquer pessoa lhe fizer contra os ministros de Estado, pois só tendo conhecimento da vida pública e privada de cada um dos seus ministros e Agentes é que cuidará da Nação. Eu cuido que não é necessário desenvolver mais amplamente estas Instruções na certeza de que cada um dos Mestres do Imperador lhe adicionará tudo quanto lhe ditarem as circunstâncias à proporção das doutrinas que no momento ensinarem. E confio grandemente na sabedoria e prudência do Muito Respeitável Senhor Padre Mestre Frei Pedro de Santa Mariana, que devendo ele presidir sempre a todos os atos letivos de Imperador como seu Aio e Primeiro Preceptor, seja o encarregado de pôr em prática estas Instruções, uniformizando o sistema da educação do Senhor Dom Pedro II, de acordo com todos os outros Mestres do Mesmo Augusto Senhor".

Paço da Boa Vista no Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1838.

Marquês de Itanhaém - Tutor da Família Imperial

Falece na Cidade de Niterói (RJ) José Bonifácio no dia 6 de março de 1838.

Em 1838 no Rio de Janeiro é Inaugurado o Colégio Pedro II

Devido aos problemas políticos da época, sugeriram a antecipação da maioridade de Pedro, tendo ele sido formalmente consultado se desejava ser emancipado ou esperar mais 3 anos ele respondeu "Quero já!".

Em 1840 adquire um aparelho de daguerreotipia (a futura máquina fotográfica), em março do mesmo ano, motivado pelas demonstrações que o abade francês Louis Compte lhe fizera em janeiro, quando introduzia a fotografia no Brasil, adquiriu seu próprio equipamento, oito meses antes que outros similares fossem finalmente comercializados no país sendo então o primeiro brasileiro a praticar fotografia. Também foi grande como mecenas e colecionador de fotografias, exercendo papel essencial para o florescimento da fotografia no Brasil. Posteriormente foi o primeiro soberano do mundo a conceder uma honraria a um fotógrafo, ao atribuir o título de Photographos da Casa Imperial à dupla Buvelot & Prat, a 8 de março de 1851. Como colecionador, constituiu o maior acervo privado das Américas durante o século XIX, a base para o estudo da história da fotografia no Brasil, reunindo ainda imagens de grandes pioneiros internacionais. Quando de seu exílio do país, após a Proclamação da República, doou seu acervo fotográfico para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, que o preserva, desde 1892, com o título de Coleção Thereza Christina Maria.

Uma pequena explicação sobre a Coleção Tereza Cristina:

A coleção fotográfica mencionada no parágrafo acima é uma coisa, outra coisa é a "Coleção Tereza Cristina" exposta quase permanentemente no Museu Nacional (Museu Nacional/UFRJ - Quinta da Boa Vista, São Cristóvão - Rio de Janeiro), esta coleção foi organizada no século XIX a partir de duas origens distintas:

Uma parte do acervo veio do Real Museo Borbonico (hoje Museo Nazionale DI Napoli), com peças presenteadas pelo irmão da imperatriz Tereza Cristina, Fernando II Rei das Duas Sicílias.

Outra parte veio da própria imperatriz que financiou e promoveu escavações arqueológicas na localidade de Veio, outrora município romano de origem etrusca.

Proclamado maior de idade a 23 de julho de 1840, encerrando longo processo de confrontos regenciais, o senado antecipou a maioridade de Dom Pedro II ao proclamá-lo imperador aos 14 anos. Para uns, foi a reafirmação da "força do parlamento"; para outros, uma manobra política – o "golpe da maioridade".

É coroado em 18 de julho de 1841, um ano depois de ser emancipado.

Desde 1841, e pelos próximos 48 anos, foi fixada a renda para a Família Imperial saída dos cofres públicos que seria de 67 contos de réis por mês. Curiosamente, uma das primeiras medidas do Marechal Deodoro da Fonseca foi aumentar o salário do presidente da república (ou seja ele mesmo) para 120 contos de réis por mês, quase o dobro do que recebia toda a Família Imperial.

Em 1841 é criado o primeiro hospital psiquiátrico do país, o Dom Pedro II, no Rio de Janeiro.

Em 1842, nomeou o português Padre Antônio Ferreira Viçoso para bispo de Mariana e o paulista Padre Antônio Joaquim de Melo para São Paulo, dois sacerdotes extremamente fiéis à monarquia, mas que tinham outra formação: eram reformistas e fieis ao Papa.

Em 16 de Março de 1843 a Cidade de Petrópolis foi fundada pelo Imperador Dom Pedro II.

Em 1843, o Brasil se tornou o segundo país a adotar um selo como forma de taxa de serviço postal, uma invenção inglesa de 1840.

Em 30 de maio de 1843 casa-se por procuração com a princesa napolitana Teresa Cristina Maria Giuseppa Gaspare Baltassare Melchiore Gennara Francesca de Padova Donata Bonosa Andrea d’Avellino Rita Luitgarda Geltruda Venancia Taddea Spiridione Rocca Matilde de Bourbon, filha do rei Francisco I Rei das Duas Sicílias.

Tiveram quatro filhos, mas só sobrevivem Dona Isabel (Princesa Isabel) e Dona Leopoldina Teresa.

Bento Lisboa foi o encarregado de tratar do casamento de Dom Pedro II com o auxílio do futuro cunhado Luis, várias tentativas foram realizadas em busca de uma esposa, como na Áustria, Espanha e Rússia mas não haviam muitas princesas disponíveis afim de vir morar no Brasil.

Alguns contemporâneos de Dom Pedro II contam da sua decepção diante da Imperatriz que veio na base de contrato da Europa e que em nada parecia com os retratos que foram enviados ao Brasil para a apreciação de Dom Pedro. Dona Teresa Cristina seria feia, baixa, gorda e mancava de uma perna; além disso quase 4 anos mais velha que ele. Sob o impacto do primeiro encontro (e se for verdade o que contam, bota impacto nisso) o jovem monarca desolado chorou nos braços de sua aia/professora, a Condessa de Belmonte. Ela, a condessa estava com 63 anos.

Teria dito a condessa ao imperador: "Cumpra seu dever, meu filho".

Só para esclarecer: O título oficial dela era Condessa de Belmonte, porém hoje em dia em ruas, praças e avenidas é mais comum encontrar Condessa Belmonte, sem a preposição.

Seu mordomo Paulo Barbosa teria dito: "Lembre-se da dignidade de seu cargo".

Paulo Barbosa foi a pessoa que sugeriu o nome de Petrópolis para a cidade serrana do Estado do Rio de Janeiro, cidade essa que a família imperial amava.

Em 1845 nasce seu filho Dom Afonso.

Também em 1845 iniciou a construção da residência de verão da família imperial em Petrópolis (o atual Museu imperial), um sonho de seu pai Pedro I. Três anos depois, o imperador e sua família já desfrutavam os ares da serra. Mas só em 1860 o palácio foi concluído. Depois da proclamação da República, em 1889, o Palácio de Verão foi alugado a colégios religiosos. Muito de sua rica mobília sumiu e, hoje, boa parte dos móveis que lá estão expostos são de outras residências do imperador. Em 1943, Getúlio Vargas adquiriu o prédio e abriu o museu.

Em 1845 o imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Tereza Cristina assistiram ao primeiro rodeio que se tem notícia no Brasil, nos alagados de Campinas São José - SC, onde Dom Pedro chegou até a dançar num fandango.

Em 1845 foi decretada pelo Imperador Dom Pedro II a lei "Regimento das Missões", que criou os cargos de Diretores de Índios. Este cargo era administrado por um fazendeiro político, e aliado ao Imperador, deixando cada vez mais fácil o roubo das terras indígenas.

Em 30 de março de 1846 visita a Cidade de Jundiaí (SP) com grande comitiva.

Em 1846, surgiu no extinto Largo do Valdetaro no Bairro do Catete (Rio de Janeiro), a "Sociedade Recreativa Dançante Cassino Fluminense", lá haviam bailes, e conta-se que o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Tereza Cristina costumavam freqüentar, como se pode notar, eles não eram tão jovens assim como vários autores contam em seus livros, ele o imperador estava com 21 anos e a imperatriz com 25; inclusive já eram casados, dificilmente eles freqüentariam neste mesmo ano, pois a imperatriz estava grávida, ou seja eles provavelmente freqüentaram o local mais tarde entre uma gravidez e outra da imperatriz.

Às 18:26H da tarde do dia 29 de julho de 1846 os canhões do Morro do Castelo, no Rio de Janeiro, anunciaram o nascimento no palácio de São Cristóvão - Rio de Janeiro da Princesa Isabel (Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança). Ela viria a ser a primeira e única mulher que governou o Brasil.

As filhas de Dom Pedro, Isabel e Leopoldina, tiveram como professora a Condessa de Barral (Luisa Margarida Portugal de Barros), que muitos pesquisadores consideram o grande e verdadeiro amor do imperador. Além de cartas de amor com referências a "noites especialíssimas" os dois trocavam seus diários entre si. Infelizmente só sobraram os textos escritos pelo imperador, os da condessa desapareceram e admite-se a hipótese de terem sido queimados por Dom Pedro. Nunca houve identificação intelectual entre o imperador e a imperatriz, já com a Condessa de Barral era diferente, ambos eram amantes das artes e letras, algumas vezes Pedro escrevia a ela em francês e a condessa fazia correções nos textos do imperador.

Registrando em seu diário, a primeira vez em que viu a condessa, e se referindo a forma como ela fez a reverência a frente dele, Pedro diz: "...ela fez a reverência de forma soberanamente submissa... transformava a reverência em obra de arte"

A Condessa de Barral, Condessa da Pedra Branca por parte de pai, Marquesa de Monferrat por casamento, era baiana, porém foi criada na Europa, filha do diplomata Domingos Borges de Barros (Visconde de Pedra Branca) e no Brasil foram famosos suas festas (saraus) regados a boa música e conversas intelectuais.

Foi casada com o fidalgo francês, o Chevalier de Barral que também era Visconde de Barral, filho do Conde de Barral que também era o Marquês de Monferrat; casou por amor, pois já havia recusado um casamento por conveniência arranjado pela família.

Provavelmente só após a morte do marido, em 1868, que a condessa se tornou amante do imperador. Até então, o tom das cartas mostra um relacionamento platônico.

Em sua casa na Rue D'Anjou em Paris freqüentaram grandes nomes da cultura, dentre eles nada mais nada menos que Frederic Chopin.

Dom Pedro II no Brasil trocava correspondência com Louis Pasteur, Alexander Graham Bell, Richard Wagner dentre outros, ou seja a afinidade entre eles era enorme.

Esta relação entre Dom Pedro e a Condessa de Barral, rendeu uma peça teatral chamada Os Olhos Verdes do Ciúme, texto de Caio de Andrade; e Jô Soares utiliza Dom Pedro e a condessa como argumento histórico para o livro e o filme O Xangô de Baker Street. (no livro e no filme ele trata a personagem como Maria Luiza e lhe atribui o título de baronesa). Graças a intervenção junto ao imperador, é que Carlos Gomes conseguiu matrícula no Conservatório de Música de Francisco Manuel da Silva o compositor do Hino Nacional Brasileiro, este conservatório é que deu origem a atual Escola Nacional de Música.

Em 20 de julho de1847 através do decreto 523 o Brasil teve o sistema Monárquico Parlamentar de governo elaborado e definido, criando o cargo de Presidente do Conselho de Ministros. O que seria hoje como o cargo de Primeiro Ministro.

1847 faleceu seu filho Dom Afonso.

Também em 1847 nasce sua filha Dona Leopoldina Tereza. (é muito importante, não confundir esta com a Imperatriz Leopoldina, esposa de Dom Pedro I). Dona Leopoldina, casou em 1864, com o Duque de Saxe

Fonte: www.crazymania.com.br

Dom Pedro II

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bebiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, segundo imperador do Brasil, nasceu no Rio de Janeiro em 2 de dezembro de 1825. Assumiu o trono em 18 de julho de 1841, aos 15 anos de idade, sob a tutela de José Bonifácio e depois do Marquês de Itanhaém.

Em 1843, casou-se como a princesa napolitana Tereza Cristina Maria de Bourbon, com quem teve quatro filhos, dos quais sobreviveram as princesas Isabel e Leopoldina.

Dom Pedro II

D. Pedro II consolidou a soberania nacional e incentivou o progresso do país. Homem culto e avesso à política, protegeu artistas, escritores e cientistas, havendo mantido correspondência com vários deles ao longo de sua vida. Fez inúmeras viagens ao exterior, tendo trazido para o Brasil modernas tecnologias, tais como o telégrafo e o telefone, além do selo postal.

Muito preocupado com a ecologia, construiu um jardim botânico em Manaus e reflorestou parte do maciço da Tijuca, no Rio de Janeiro, criando a floresta do mesmo nome.

Deixou o país dois dias após a proclamação da República, em 17 de novembro de 1889, vindo a falecer dois anos depois em Paris, aos 66 anos, debilitado pela diabetes.

Fonte: www.senado.gov.br

voltar 1234567avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal