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Clima

 

Clima

Para entender o significado de clima, é importante distingui-lo de tempo atmosférico.

O tempo corresponde a um estado momentâneo da atmosfera num determinado lugar, com relação à combinação de certos fenômenos físicos, como temperatura, umidade, ventos e nebulosidade; ele pode mudar em poucas horas ou até mesmo de um instante para o outro.

Já o clima corresponde ao comportamento do tempo em um determinado lugar durante um período suficientemente longo, ou seja, é a sucessão dos diferentes tipos de tempo. Para compreender o clima de um lugar, é necessário estudar os tipos de tempos que ocorrem nessa região durante um período nunca inferior a 30 anos. Portanto, quando afirmamos “Hoje o dia está quente e úmido", estamos nos referindo ao tempo, ao comportamento da atmosfera nesse instante. Em contrapartida, se ouvimos alguém nos dizer que no noroeste da Amazônia “0 tempo é quente e úmido o ano inteiro", a pessoa está se referindo ao clima da região.

Sabe-se que cada lugar ou região apresenta um clima próprio.

Por exemplo, o clima da cidade do Rio de Janeiro é diferente do de Moscou, capital da Rússia, porque cada um desses lugares apresenta um conjunto distinto de fatores climáticos, ou seja, características que determinam o clima: latitude, altitude, massas de ar, continentalidade, maritimidade, correntes marítimas, relevo, vegetação e urbanização. A conjugação desses fatores é responsável pelo comportamento da temperatura, da umidade e da pressão atmosférica, que são os atributos climáticos (ou elementos climáticos) do local.

É importante salientar que, mesmo dentro do comportamento esperado do clima de um lugar, existe uma variação considerável de ano para ano. É o caso, por exemplo, de verões mais chuvosos e menos chuvosos, invernos rígidos e invernos com temperaturas mais amenas.

Os fatores climáticos são:

Latitude: de forma geral, quanto maior a latitude, ou seja, quanto mais nos afastamos do Equador, em direção aos pólos, menores são as temperaturas médias anuais. Por ser esférica, a superfície terrestre é iluminada por raios solares que a atingem com diferentes inclinações - nos locais próximos ao Equador, a inclinação é menor e os raios incidem diretamente sobre uma área menor; em contrapartida, conforme aumenta a latitude, maior se torna a inclinação com que os raios solares incidem sobre o local, atingindo uma área maior. Como resultado, a intensidade de luz incidente é diferente, e a temperatura média tende a ser maior quanto mais próximo ao Equador e menor quanto mais próximo aos pólos. Assim, a variação latitudinal é o principal fator de diferenciação das zonas climáticas polar, temperada e tropical. Porém, em cada uma dessas zonas encontramos variados tipos de clima explicados pelas diferentes associações dos demais fatores climáticos.

Altitude: quanto maior a altitude, menor a temperatura média do ar. No alto de uma montanha a temperatura é menor do que a verificada no nível do mar no mesmo instante e na mesma latitude. Quanto maior a altitude, mais rarefeito se torna o ar, ou seja, há uma menor concentração de gases e de umidade, o que diminui a retenção de calor nas camadas mais elevadas da atmosfera e, em conseqüência, a temperatura. Além disso, nas maiores altitudes, a área de superfície que recebe e irradia calor é menor.

Os raios solares que penetram na atmosfera e são por ela refletidos, sem incidir na superfície, retomam ao espaço sideral e não alteram a temperatura do planeta, já que não há retenção de energia. O índice de reflexão – o albedo – de uma superfície varia de acordo com a cor dessa superfície. A cor, por sua vez, depende de sua composição química e de seu estado físico. A neve, por ser branca, reflete até 90% dos raios solares incidentes, enquanto a Floresta Amazônica, por ser verde-escura, reflete apenas cerca de 15%. Quanto menor o albedo, maior a absorção de raios solares, maior o aquecimento e, conseqüentemente, maior a irradiação de calor.

Massas de ar: grandes porções da atmosfera que podem se estender por milhares de quilômetros. Formam-se quando o ar permanece sobre uma superfície homogênea (o oceano, as' calotas polares ou uma floresta) e se deslocam por diferença de pressão, levando as condições de temperatura e umidade da região em que se originaram. À medida que se deslocam, vão se descaracterizando pela interação com outras massas, com as quais trocam calor e/ou umidade.

De maneira geral, podemos caracterizar as massas de ar da seguinte forma: as oceânicas são úmidas e as continentais, secas; as tropicais e equatoriais são quentes, e as temperadas e polares são frias.

Continentalidade e maritimidade: a maior ou menor proximidade de grandes massas de água exerce forte influência não só sobre a umidade relativa do ar, mas também sobre a temperatura. Em áreas que sofrem influência da continentalidade (localização no interior do continente, distante do oceano), há maior variação de temperatura ao longo de um dia, ou mesmo de uma estação, do que em áreas que sofrem influência da maritimidade (proximidade ao oceano). Isso ocorre porque o calor específico (a medida da capacidade de retenção de calor) da água é maior que o da terra. Em conseqüência, os oceanos demoram mais para se aquecer do que os continentes. Em contrapartida, a água retém calor por mais tempo e demora mais para irradiar a energia absorvida; assim, os continentes esfriam com maior rapidez quando a incidência de luz solar diminui (como no início do anoitecer ou no inverno) ou cessa. Um dos resultados dessas diferenças é o fato de que no litoral a amplitude térmica diária (diferença entre as temperaturas máxima e mínima de um dia – 24 h) é menor que no interior dos continentes.

Correntes marítimas: extensas porções de água que se deslocam pelo oceano, quase sempre nas mesmas direções, como se fossem larguíssimos "rios" dentro do mar, movimentadas pela ação dos ventos e pela rotação da Terra. Diferenciam-se das águas do entorno do continente em temperatura, salinidade e direção.

Causam grande influência no clima, principalmente porque alteram a temperatura atmosférica, e são importantes para a atividade pesqueira: em áreas de encontro de correntes quentes e frias, aumenta a disponibilidade de plâncton, o que atrai cardumes.

A corrente do Golfo, por ser quente, impede o congelamento do Mar do Norte e ameniza os rigores climáticos do inverno na porção ocidental da Europa. A corrente de Humboldt, no Hemisfério Sul, e a da Califórnia, no Hemisfério Norte, ambas frias, causam queda da temperatura nas áreas litorâneas, respectivamente, do norte do Chile e do sudoeste dos Estados Unidos. Isso provoca condensação do ar e chuvas no oceano, fazendo com que as massas de ar percam a umidade. Ao atingirem o continente, as massas de ar estão secas e originam, assim, desertos, como o de Atacama (Chile) e o da Califórnia (Estados Unidos).

Já as correntes quentes do Brasil (no leste da América do Sul), das Agulhas (no sudeste da África) e Leste-Australiana estão associadas a massas de ar quente e úmido, que provocam fortes chuvas no litoral.

Vegetação: os diferentes tipos de cobertura vegetal - tundra, floresta tropical, campos etc. - apresentam grande variação de densidade, o que influencia diretamente a absorção e irradiação de calor, além da umidade do ar. Numa região florestada, as árvores impedem que os raios solares incidam diretamente sobre a superfície terrestre, diminuindo, conseqüentemente, a absorção de calor e a temperatura. As plantas, por sua vez, retiram umidade do solo pelas raízes e a transferem para a atmosfera pelas folhas (evapotranspiração), aumentando a umidade do ar. Quando ocorre um desmatamento de grandes proporções, há grande diminuição da umidade e aumento significativo das temperaturas médias por causa do aumento da absorção e irradiação de calor.

Relevo: além de estar associado à altitude, que é um fator climático, o relevo influi na temperatura e na umidade, ao facilitar ou dificultar a circulação das massas de ar. Na Europa, por exemplo, as planícies existentes no centro do continente facilitam a penetração das massas de ar oceânicas (Ventos do Oeste), provocando chuvas e reduzindo a amplitude térmica anual. Nos Estados Unidos, as cadeias montanhosas do oeste (Sierra Nevada, Cadeias da Costa) impedem a passagem das massas de ar vindas do Oceano Pacífico, o que explica as chuvas que ocorrem na vertente voltada para o mar e a aridez no lado oposto. No Brasil, a disposição longitudinal das serras no centro-sul do país forma um "corredor" que facilita a circulação da Massa Polar Atlântica e dificulta a circulação da Massa Tropical Atlântica, vinda do oceano. Não por acaso a vertente da Serra do Mar voltada para o Atlântico, em São Paulo, apresenta um dos mais elevados índices pluviométricos do Brasil. Como veremos a seguir, nesta região predominam as chuvas orográficas.

Atributos ou elementos do clima

Destacaremos aqui os três atributos climáticos mais importantes: temperatura, umidade e pressão atmosférica. A temperatura é a intensidade de calor existente na atmosfera. O Sol não aquece o ar diretamente. Se não incidirem sobre uma partícula em suspensão (como poeira e vapor de água), os raios solares atravessam a camada da atmosfera sem aquecê-la e atingem as terras e as águas da superfície do planeta. Só depois de aquecidas, as terras e as águas irradiam o calor para a atmosfera.

A umidade é a quantidade de vapor de água presente na atmosfera num determinado momento, resultado do processo de evaporação das águas da superfície terrestre e do processo de evapotranspiração das plantas.

Todos já ouvimos um apresentador de telejornal ou um locutor de rádio dizer que a umidade relativa do ar é, por exemplo, de 70%. Passadas algumas horas, ele diz que a umidade relativa subiu para 90%. O que significa isso?

A umidade relativa, expressa em porcentagem, é uma relação entre a quantidade de vapor existente na atmosfera num dado momento (umidade absoluta, expressa em g/m3) e a quantidade de vapor de água que essa atmosfera comporta. Quando este limite é atingido, a atmosfera atinge seu ponto de saturação e provoca a chuva.

Se ao longo do dia a umidade relativa estiver aumentando, chegando próximo a 100%, há grande possibilidade de ocorrer precipitação, pois a atmosfera está atingindo seu ponto de saturação. Para chover, o vapor de água tem de se condensar, passando do estado gasoso para o líquido, o que acontece com a queda de temperatura. Em contrapartida, se a umidade relativa for constante ou estiver diminuindo, dificilmente choverá.

A precipitação pode ocorrer de várias formas, dependendo das condições atmosféricas. Além da chuva, existem outros tipos de precipitação, como a neve e o granizo. A neve é característica de zonas temperadas e frias, quando a temperatura do ar está abaixo de zero. Quando isso ocorre, o vapor de água contido na atmosfera se congela e os flocos de gelo, formados por cristais, precipitam-se. Já o granizo é constituído por pedrinhas formadas pelo congelamento das gotas de água contidas nas nuvens. Este congelamento acontece quando uma nuvem carregada de gotículas de água encontra uma camada de ar muito fria.

Nas regiões de clima tropical ocorrem três tipos principais de chuvas: a frontal, a orográfica e a convectiva.

Os tipos de chuva

Os três principais tipos de chuva são:

Chuva frontal: nas frentes, que são zona de contato entre duas massas de ar de características diferentes, uma quente e outra fria, ocorre a condensação do vapor e a precipitação da água na forma de chuva. A área de abrangência (em quilômetros quadrados) e o volume de água precipitada estão relacionados com a intensidade das massas, variável no decorrer do ano.

Chuva de relevo ou orográfica: barreiras de relevo levam as massas de ar a atingir grandes altitudes, o que causa queda de temperatura e condensação do vapor.

Esse tipo de chuva costuma ser localizada, intermitente e fina e é muito comum nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, onde as serras e chapadas dificultam o deslocamento das massas úmidas de ar provenientes do Oceano Atlântico para o interior do continente (Serra do Mar, no Sudeste; chapa das da Borborema, Ibiapaba e Apodi, no Nordeste)

Chuva de convecção ou de verão: em dias quentes, o ar próximo à superfície fica menos denso e sobe para as camadas superiores da atmosfera, carregando umidade. Ao atingir altitudes maiores, a temperatura diminui e o vapor se condensa em gotículas que permanecem em suspensão. O ar fica mais denso e desce frio e seco para a superfície, iniciando novamente o ciclo convectivo. Ao fim da tarde, a nuvem resultante está enorme, chegando a atingir 10 km de altura e provocando chuvas torrenciais rápidas e localizadas. Após a precipitação, o céu fica claro novamente.

A pressão atmosférica é a medida da força exercida pelo peso do ar contra uma área. Quanto maior a temperatura, maior a movimentação das moléculas e mais elas se distanciam umas das outras; como resultado, menor é o número de moléculas em cada metro cúbico de ar e menor se torna seu peso; portanto, menor a pressão exercida sobre uma superfície. Inversamente, quanto menor a temperatura, maior o número de moléculas por metro cúbico de ar; tem-se, então, maior peso e maior pressão atmosférica.

Como vimos anteriormente, por causa da esfericidade, da inclinação do eixo imaginário e do movimento de translação ao redor do Sol, nosso planeta não é aquecido uniformemente. Isso condiciona os mecanismos da circulação atmosférica do globo terrestre, levando à formação de centros de baixa e de alta pressão, que se alteram continuamente. Quando o ar é aquecido, fica menos denso e sobe, o que diminui a pressão sobre a superfície e forma uma área de baixa pressão atmosférica, também chamada ciclonal, que é receptora de ventos. Ao contrário, quando o ar é resfriado, fica mais denso e desce formando uma zona de alta pressão, ou anticiclonal, que é emissora de ventos.

Esse movimento pode ocorrer entre áreas que distam apenas alguns quilômetros (vento local, como a brisa, que durante o dia sopra do oceano para o continente e à noite do continente para o oceano em razão das diferenças de retenção de calor destas duas superfícies), ou em escala regional, como a Massa Equatorial Continental, que atua sobre a Amazônia, deslocando-se das áreas de média latitude do Hemisfério Sul.

Há, entretanto, algumas exceções a essa regra. Os ventos alísios, por exemplo, atuam ininterruptamente com a mesma intensidade, soprando dos trópicos para o Equador, pois são decorrentes do próprio movimento de rotação da Terra. Outra exceção é o deslocamento provocado pela expansão de massas de ar quente e conseqüente formação das frentes quentes, situação na qual o ar se desloca das áreas de maior temperatura para as de menor.

Fonte: files.pzaj.webnode.com.br

Clima

O que é clima?

O clima pode ser definido como o conjunto de condições meteorológicas (temperatura, umidade, chuvas, pressão e ventos) que mantém características comuns em uma determinada região do planeta.

É importante não confundir clima com tempo. Tempo é local e passageiro.

Por exemplo, quando chove na sexta-feira no Rio de Janeiro, é comum pensarmos: “Espero que o tempo melhore no final de semana para eu pegar uma praia”.

O clima do Brasil, por uma série de fatores, inclusive pelo tamanho de seu território, tem características diversas. Por exemplo, enquanto na Paraíba o clima é semi-árido, ou seja, quente e seco, no Rio de Janeiro, o clima é tropical, quente e úmido. 

Embora tenha sido assim por muito tempo, ninguém garante que o clima nesses estados será assim para sempre. Até certo ponto, as variações no clima são comuns e fazem parte do funcionamento do planeta Terra. O problema surge quando essas mudanças começam a acontecer de forma rápida e radical. E isso é exatamente o que está acontecendo.

O que chamamos de mudanças climáticas?

O planeta Terra está envolvido por uma camada de gases chamada atmosfera. Os principais gases da atmosfera são o nitrogênio e o oxigênio. Outros gases estão presentes na atmosfera em quantidades bem menores, como os gases de efeito estufa. O vapor de água, o gás carbônico, o metano e o óxido nitroso são exemplos desse tipo de gases.

Os gases de efeito estufa têm a importante tarefa de manter a Terra aquecida, o que vinham fazendo muito bem até agora. Se não fossem eles, a temperatura média do planeta seria 17o C negativos, mais ou menos a mesma temperatura de dentro do congelador. Ou seja, seria impossível viver da forma que vivemos hoje.

O que ocorre é que com o aumento descontrolado dos gases de efeito estufa na atmosfera, essa camada está ficando mais grossa, fazendo com que ela armazene mais calor. Esse aquecimento, somado a outros fatores naturais, está fazendo com que o clima do planeta mude. 

Apesar de o clima da Terra já ter mudado várias vezes ao longo dos milhões de anos de sua existência, chamamos de "mudanças climáticas" as transformações ocorridas nos últimos cem anos e as que ainda vão ocorrer durante esse século, principalmente por causa da ação do ser humano.

Quais as principais causas?

O clima é um sistema bastante complicado. Mesmo os cientistas que o estudam diariamente têm grande dificuldade de entender como o clima funciona. Por isso, sempre haverá dúvidas e incertezas em relação a ele.

No entanto, através de pesquisas e de medições, feitas por especialistas e equipamentos cada vez mais precisos, é possível fazer algumas afirmações sobre o clima. Por exemplo, é possível afirmar que a temperatura da Terra está aumentando, ou seja, o planeta está ficando mais quente.

Muitos cientistas acreditam que esse aumento de temperatura, o chamado aquecimento global, é causado principalmente pela atividade humana.

Desde a Revolução Industrial, nos séculos 18 e 19, quando começou a trabalhar com a ajuda de máquinas, o homem passou a contribuir para a mudança na composição da atmosfera.

Para fazer as caldeiras funcionarem nas fábricas e os carros andarem nas ruas, o homem começou a extrair carvão e petróleo do fundo do mar e transformá-los em energia e combustível.

Quando andamos de carro, o motor queima a gasolina, liberando gás carbônico na atmosfera, o que contribui para o aumento do efeito estufa natural e, conseqüentemente, para o aquecimento do planeta.

Ao queimar florestas e derrubar árvores, o homem também está contribuindo de forma desastrosa para a intensificação do efeito estufa. Além de as queimadas liberarem carbono na atmosfera, as florestas, vivas, são importantes "seqüestradoras" desse gás, pois sugam o carbono do ar para fazer a fotossíntese. Mas derrubadas, elas deixam de fazer esse "serviço" e o resultado, claro, é mais carbono na atmosfera.

Há fenômenos naturais que também são responsáveis por alterar o clima, como a atividade do sol e as erupções de vulcões. Mas ainda não se sabe ao certo o quanto cada um desses fatores contribui para as alterações no clima que estão ocorrendo hoje.

Quais serão as conseqüências?

Os cientistas que estudam o clima alertam que as mudanças climáticas terão graves conseqüências para a vida na Terra. Por isso tanta preocupação e tanto debate em torno do tema.

Mesmo que paremos agora de queimar florestas, derrubar árvores e usar combustíveis fósseis, o clima da Terra irá mudar de forma mais radical do que gostaríamos. Isso porque ainda vamos sofrer as conseqüências dos abusos já feitos ao meio ambiente.

O gás carbônico, um dos principais gases de efeito estufa, fica retido na atmosfera por pelo menos 100 anos. Parte dele pode permanecer por lá até cinco milênios! Mesmo se não emitíssemos mais um grama sequer de gás carbônico, a proporção atual desse gás na atmosfera ainda afetaria o clima da Terra por muito tempo. 

Por mais que seja difícil prever quais serão as conseqüências do aquecimento global e de outras mudanças climáticas, os cientistas já têm algumas pistas do que poderá ocorrer nos próximos 100 anos.

Chuvas

Enquanto algumas regiões devem sofrer com o excesso de chuvas, outras poderão sofrer com a falta dela.

Conseqüência: Haverá menos água potável para o consumo humano, principalmente em regiões secas. Cientistas estimam que cerca de três bilhões de pessoas irão sofrer com a escassez de água. O norte da África, o sul da Ásia e o Oriente Médio devem ser os lugares mais afetados.

Nível do mar

O nível do mar vai subir. Primeiro, porque a água vai se expandir e ocupar mais espaço, por causa do aumento da temperatura global.

Segundo, porque o gelo e as geleiras dos lugares mais frios do planeta, como a Groenlândia e a Antártica, já estão derretendo e se misturando ao mar.

Conseqüência: Algumas cidades e pequenos estados localizados em regiões baixas ou litorâneas poderão desaparecer. Isso colocaria em risco a vida de milhões de pessoas.

Agricultura

O aumento das temperaturas e a redução das chuvas devem diminuir a produção de cereais na África, no Oriente Médio e na Índia.

Conseqüência: Se isso acontecer, a economia e a oferta de alimentos nessas regiões serão fortemente abaladas.

Doenças

O aumento das temperaturas poderá aumentar também a incidência de doenças típicas de países em desenvolvimento, como a malária e a dengue, enfermidades já preocupantes no Brasil.

Conseqüência: Milhões de pessoas poderão contrair malária. O número de casos já está aumentando na China e na Ásia Central.

Florestas tropicais

Temperaturas mais altas e menos chuvas podem levar à extinção de grandes áreas de florestas tropicais no Brasil e no sul da África.

Conseqüência: Isto agravaria ainda mais as mudanças no clima, já que as florestas atuam como importantes "seqüestradoras" de gás carbônico, retirando esse gás da atmosfera para fazer a fotossíntese.

Biodiversidade

Os efeitos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade do planeta são difíceis de serem previstos.

Conseqüência: Os ecossistemas da Terra são muito delicados. Qualquer mudança, por menor que seja, pode ser devastadora. Muitas espécies de plantas e de animais se adaptariam ou mudariam com a alteração do clima, mas muitas simplesmente desapareceriam.

Desastres naturais

As mudanças no clima da Terra poderão tornar as catástrofes naturais, como ciclones e enchentes, cada vez mais freqüentes e mais intensas.

Conseqüência: As vidas de milhões de pessoas estarão em risco.

Soluções para as mudanças climáticas

É verdade que não podemos interromper os efeitos das emissões já feitas de gases de efeito estufa. Mas nós podemos influenciar o futuro.

Cientistas alertam que, para evitarmos mudanças radicais de temperatura, é preciso agir agora.

Muitos acreditam que as emissões, que continuam a aumentar, precisam começar a diminuir nos próximos anos para evitar mudanças extremas no nosso clima.

O gás carbônico é um dos principais gases causadores do efeito estufa. Toda vez que ele é liberado na atmosfera em grandes quantidades, contribui para o aquecimento do planeta. Quando nós evitamos que esse gás seja emitido em excesso, ajudamos a reduzir esse risco.

A boa notícia é que há diversas maneiras de reduzir as emissões de gás carbônico.

Algumas delas são: diminuir o desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis – como a energia dos ventos e do Sol –, reciclar o lixo, melhorar o transporte público e estimular o uso de combustíveis limpos – como o álcool e o biodiesel.

Mas combater as mudanças climáticas não significa apenas reduzir as emissões de gás carbônico. É preciso também encontrar maneiras de retirar o excesso desse gás da atmosfera, o que os cientistas chamam de seqüestro de carbono.

As plantas e as algas, quando fazem a fotossíntese, retiram naturalmente carbono da atmosfera. É por isso que o reflorestamento, a criação de reservas naturais e a recuperação de áreas degradadas são consideradas boas medidas de seqüestro de carbono.

Além das ações de contenção às mudanças climáticas, chamadas de ações de mitigação, é preciso também nos prepararmos melhor para os impactos que já estão por vir, através de medidas de adaptação.

Nesse caso, também há diversas possibilidades: o uso de técnicas de conservação e de estoque de água, evitando-se ao máximo o desperdício, a proteção do solo por meio da plantação de árvores, o deslocamento de populações situadas em locais vulneráveis para locais seguros, o maior controle e acompanhamento de doenças sensíveis ao clima e a diminuição da dependência de combustíveis fósseis.

Esses são apenas alguns exemplos de medidas que podem ajudar na mitigação e na adaptação às mudanças climáticas. No entanto, para serem colocadas em prática, uma série de fatores precisa ser levada em consideração.

Cada nação precisa decidir quais as metas mais eficazes e viáveis para combater e se prevenir contra os impactos das mudanças climáticas, levando em consideração sua situação econômica, localização e outros fatores relevantes. O mais importante é agir rápido!

A luta já começou

A preocupação com o aquecimento da temperatura da Terra levou a Organização Meteorológica Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente a criar, em 1988, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, o IPCC.

Centenas de cientistas e governantes de diversos países fazem parte do IPCC. Eles têm acesso às melhores informações científicas disponíveis sobre o assunto. Sua missão é analisar e documentar essas informações e distribuí-las para o maior número possível de pessoas.

Os relatórios do IPCC têm servido de guia para governantes de todo o mundo. Eles se baseiam nos dados dos relatórios para desenvolver suas estratégias de ação.

Para você ter idéia de como esses relatórios são levados a sério, veja o impacto que eles têm tido nas ações globais de combate às mudanças climáticas.

O primeiro relatório do IPCC, publicado em 1990, levou diversos representantes de mais de cem países ao Rio de Janeiro, para a chamada Rio-92 ou ECO-92, para discutir e assinar a Convenção sobre Mudanças Climáticas.

Os países que assinaram o documento se comprometeram a evitar um aquecimento perigoso para a vida no planeta e estabeleceram uma meta para a redução das emissões de gases de efeito estufa por países desenvolvidos.

O segundo relatório do IPCC, com mais dados preocupantes sobre as mudanças no clima da Terra, levou ao Protocolo de Quioto, o mais ambicioso acordo ambiental, negociado na cidade de Quioto, no Japão, em 1997.

A primeira meta do Protocolo de Quioto é uma redução média de 5,2% em relação às emissões de gases de efeito estufa em 1990. Ela precisa ser alcançada pelos países desenvolvidos até 2012.

Essa é uma meta ambiciosa e representa um grande desafio para os países desenvolvidos, mas ainda é pouco para garantir um planeta seguro para nós e para as futuras gerações.

Muitos cientistas afirmam que a redução tem que ser maior. Por isso é importante que o Protocolo de Quioto seja fortalecido.

Os países desenvolvidos têm que cortar drasticamente suas emissões e os países em desenvolvimento, como o Brasil, devem combater o desmatamento e promover o uso de energias renováveis.

Eu quero provas!

Há muitas opiniões diferentes e várias incertezas sobre as mudanças climáticas. Mas há também muitos estudos que mostram que as temperaturas estão subindo, que os gelos e geleiras estão derretendo e que o nível do mar está subindo. Portanto, há provas importantes de que o clima está mesmo mudando.

Confira a lista abaixo. Ela irá ajudar você a reunir mais argumentos para discutir as mudanças climáticas em casa, na escola e onde quer que o assunto esteja em pauta.

1- As emissões globais de gases de efeito estufa têm aumentado descontroladamente desde a Revolução Industrial. De 1970 a 2004, esse aumento foi especialmente grande, sendo os principais vilões os setores de energia e de transporte, a indústria e a agricultura.
2
- Nos últimos 100 anos, a temperatura média da Terra aumentou cerca de 0,7o C. Se você acha que isso é pouco, é bom saber que esse “pequeno” aumento de temperatura pode levar a drásticas mudanças no clima do planeta.
3
- Os últimos anos estão entre os mais quentes da história.
4
- Desde 1978, o espaço ocupado por gelo no oceano ártico vem diminuindo bastante, principalmente durante o verão. As montanhas glaciais e as coberturas de neve têm diminuído tanto no hemisfério norte quanto no hemisfério sul.
5
- A camada de gelo no Ártico está cada vez mais fina.
6
- O nível do mar subiu mais rapidamente nos últimos anos do que em décadas anteriores.
7
- Nos últimos 100 anos, a quantidade de chuvas cresceu bastante em algumas partes no leste do continente americano, no norte da Europa e no norte e centro da Ásia, mas diminuiu no Mediterrâneo, no sul da África e em partes do sul da Ásia.
8
- Houve aumento da freqüência de furacões mais intensos no Caribe e no Pacífico e de outros desastres naturais, como fortes secas ou tempestades.
9
- Mudanças importantes já foram observadas nos ecossistemas do Ártico e da Antártica, como o aumento de lagos glaciais.
10
- Nos ecossistemas terrestres, alterações nos reinos animal e vegetal estão possivelmente ligadas ao aumento das temperaturas, como o acontecimento prematuro de eventos típicos da primavera.

Linha do tempo

Clima
Joseph Black descobriu o carbono em 1753

Ao contrário do que possa parecer, não foi de um dia para o outro que os cientistas começaram a se preocupar com as mudanças climáticas. Faz muitos e muitos anos que o clima, e suas relações com outros sistemas do planeta, é estudado.

Quando começaram a se deparar com dados inesperados e preocupantes, acenderam um alerta vermelho. A partir de então, cada vez mais cientistas se dedicam à tarefa de tentar entender o que se passa com o clima da Terra.

Oferecemos aqui um breve histórico sobre as mudanças climáticas para você entender os passos da ciência do clima desde os primeiros sinais de mudanças climáticas perigosas.

1753 - Joseph Black descobre o gás carbônico. O cientista escocês dá o nome de "ar fixo" ao gás descoberto. Só depois de alguns anos ele perceberia que o gás carbônico está presente na atmosfera e no ar que expiramos.
1827
- Jean-Baptiste Fourier é o primeiro pesquisador a considerar a existência de um fenômeno atmosférico que deixaria a Terra mais quente. Ele comparou o fenômeno natural a uma estufa, dando origem ao termo "efeito estufa".
1896
- O químico sueco Arrhenius mostra que as emissões de gás carbônico originadas da queima de carvão podem aumentar o efeito estufa e levar a um aquecimento global.
1924
- Com base no uso do carvão em 1920, um físico americano chamado Lotka afirma que a atividade industrial dobraria a quantidade de gás carbônico na atmosfera em 500 anos.
1957
- Instalada em Mauna Loa, montanha vulcânica situada no Havaí, Estados Unidos, uma estação para monitorar a concentração de gás carbônico na atmosfera. As primeiras medições chamaram a atenção dos cientistas da época, pois a concentração desse gás na atmosfera já tinha aumentado muito desde o século 19. Desde então, não parou de crescer.
1967
- A primeira simulação computadorizada calcula que a temperatura média da Terra pode aumentar em mais de 2o C quando o nível de gás carbônico na atmosfera alcançar o dobro da quantidade do período anterior à Revolução Industrial.
1979
- Um relatório da academia de ciências dos Estados Unidos sobre mudanças climáticas adverte que "esperar para ver o que acontece" pode significar esperar até que seja tarde demais para evitar mudanças climáticas drásticas.
Naquele mesmo ano acontece a primeira conferência mundial do clima, que adota as mudanças climáticas como assunto principal. Nessa ocasião, os governos de vários países são convocados a ajudar na previsão e no combate a potenciais mudanças climáticas causadas pelo homem.
1987
- Com base em estudos feitos com amostras de gelo da Antártica, cientistas franceses e russos revelam uma relação íntima entre a concentração de gás carbônico na atmosfera e a temperatura da Terra.
1988
- A Organização das Nações Unidas (ONU) cria o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) para analisar e documentar descobertas científicas sobre o tema.
1992
- A Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima é assinada no Rio de Janeiro por 154 nações, que se comprometem a evitar um aquecimento perigoso para a vida no planeta e estabelecem uma meta para a redução das emissões de gases de efeito estufa por países desenvolvidos.
1995
- É registrado o ano mais quente da história.
1996
- Reunidos em Genebra, representantes de diversas nações solidarizam-se com o segundo relatório do IPCC, apontando uma clara influência humana no clima e afirmando que as mudanças climáticas deverão ter impacto negativo nos ecossistemas, no suprimento de alimentos, nos recursos hídricos e na saúde humana.
1997
- O Protocolo de Quioto é discutido e assinado em Quioto, no Japão. O tratado internacional estabelece um compromisso mais rígido para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa, considerados como principal causa do aquecimento global.
1999
- Utilizando registros de temperaturas, anéis extraídos de árvores, corais e amostras de gelo, cientistas reconstroem o clima da Terra nos últimos mil anos e chegam a conclusão de que a década de 1990 é a mais quente do último milênio.
2001
- Aumentam as evidências das mudanças climáticas. Segundo a ONU, as temperaturas estão aumentando três vezes mais rápido que nos anos 1900.
2002
- É registrado o segundo ano mais quente da história.
2003
- Este é o terceiro ano mais quente já registrado. A Europa vive o verão mais quente dos últimos 500 anos, com cerca de 30 mil mortes como resultado do calor extremo.
2005
- O Protocolo de Quioto entra em vigor. Até abril de 2008, 178 países haviam assinado o acordo. Os Estados Unidos, um dos maiores emissores de gases de efeito estufa, ainda não assinaram o protocolo.

O que o Brasil tem a ver com as mudanças climáticas?

O Brasil tem tudo a ver com as mudanças climáticas. Apesar de não estarmos entre os maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo, contribuímos significativamente com o total das emissões mundiais.

Além disso, somos donos da maior floresta tropical do mundo, a floresta amazônica. Viva, ela é uma importante "seqüestradora" de carbono e, portanto, uma grande aliada no combate às mudanças climáticas.

Derrubada, ela pode vir a ser uma grande inimiga, liberando grande quantidade de carbono na atmosfera. Cabe a nós decidir o que fazer dela!

E ainda, como dependemos fortemente de recursos naturais diretamente ligados ao clima, como na agricultura e na geração de energia hidrelétrica, podemos ser duramente atingidos pelas mudanças climáticas.

Conclusão: nós brasileiros temos muito o que refletir, debater e fazer para enfrentar as mudanças climáticas. Nesta seção, vamos ver como o Brasil tem contribuído para as mudanças climáticas, os impactos que elas podem ter no país e o que podemos fazer para evitar conseqüências mais drásticas. 

Contribuição brasileira para as mudanças climáticas

O Brasil é responsável por algo em torno de 4% das emissões globais de gás carbônico. É pouco em comparação com os principais países emissores desse gás – Estados Unidos, Rússia, China e Japão –, mas é uma quantidade expressiva diante dos desafios atuais.

As queimadas e o desmatamento na Amazônia respondem por mais da metade das emissões totais brasileiras de gás carbônico.

O uso de combustíveis fósseis nos setores energético e de transporte também contribui bastante para a intensificação do efeito estufa. Por causa dele, o Brasil libera por ano de 80 a 90 milhões de toneladas de carbono.

As hidrelétricas e as usinas de carvão também estão entre as contribuições negativas do Brasil.

As hidrelétricas emitem quantidades expressivas de metano. Já as usinas a carvão mineral causam grande impacto ambiental, não só pelas emissões de gás carbônico, mas também pelos resíduos e pela a poluição resultante de suas atividades. 

O impacto das mudanças climáticas no Brasil  

Algumas pessoas acreditam que o furacão Catarina, que atingiu o Rio Grande do Sul e Santa Catarina em 2004, e a seca na Amazônia em 2005 sejam conseqüências das mudanças climáticas. Mas não há provas de que isso é verdade.

Por outro lado, relatórios divulgados pelo IPCC em 2007 apontam impactos preocupantes das mudanças climáticas em lugares como a Amazônia, o semi-árido nordestino e as regiões litorâneas do Brasil.

Amazônia

Até agora, a temperatura não tem aumentado de forma preocupante na floresta amazônica. Mas alguns modelos de previsão do clima mostram que a temperatura poderá subir, até 2100, de 4 a 8º C nessa região, e a quantidade de chuvas poderá diminuir, levando a um processo chamado de savanização da Amazônia.

Um dos possíveis impactos desse aumento de temperatura no bioma amazônico é o aumento na freqüência de secas na Amazônia Oriental, com perdas nos ecossistemas, na floresta e na biodiversidade local.

O aumento de temperatura e redução da umidade devem ter impacto no transporte de umidade e de chuvas para o sudeste brasileiro, afetando a geração de energia hidrelétrica nessa região.

Além disso, com a savanização da Amazônia, as condições serão mais favoráveis para o alastramento de queimadas, devido a redução da umidade da floresta.

Nordeste

Parte da região do semi-árido nordestino poderá se tornar árida, devido a redução das chuvas e do aumento da temperatura da região.

A recarga dos lençóis freáticos locais poderá ficar comprometida, sofrendo uma redução grande em sua capacidade de armazenamento.

Sudeste

No Sudeste, o aumento das chuvas previsto deverá ter impacto direto na agricultura, dando origem a inundações e deslizamentos de terra. Cidades como Rio de Janeiro e São Paulo deverão ser afetadas.

Em longo prazo, a savanização da Amazônia poderá diminuir a capacidade da floresta em fornecer umidade ao Sudeste, afetando o regime de chuvas na região.

Como o Brasil pode ajudar no combate às mudanças drásticas no clima?

Ainda que o Brasil não tenha uma meta definida de redução de emissões de gases de efeito estufa, como os países desenvolvidos signatários do Protocolo de Quioto, estamos comprometidos com a estabilização dos gases de efeito estufa em níveis que assegurem a vida no planeta.

Há claras possibilidades de redução das emissões brasileiras. Uma delas é a simples aplicação e o cumprimento das leis ambientais do país, que proíbem muitas das atividades que levam hoje a queimadas e ao desmatamento. Só isso já teria um grande efeito, reduzindo a área desmatada e, assim, diminuindo muito as emissões brasileiras. 

O reflorestamento também tem grande potencial na redução da emissões brasileiras. Para isso, bastaria promover o replantio em áreas degradas e marginais abundantes no território brasileiro.

As florestas em crescimento absorveriam, através da fotossíntese, o gás carbônico da atmosfera, contribuindo para a redução do efeito estufa.

O Brasil pode contribuir ainda investindo em energia renovável. Apesar de ter quase metade de sua energia baseada em fontes renováveis, ainda há como avançar no uso da energia dos ventos e do Sol.

Deve-se também estimular o uso do álcool e do biodiesel como combustível e investir em sistemas mais eficientes e mais baratos de transporte coletivo, como ônibus e metrô, e na construção de ciclovias seguras. 

Na agricultura, é preciso desenvolver e disseminar entre os agricultores técnicas menos nocivas ao meio ambiente. Além disso, novos cultivos devem ocupar áreas degradadas recuperadas e não biomas que estão ameaçados.

A criação do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, em 2000, para conscientizar e mobilizar a sociedade para a discussão e o engajamento no tema, e as pressões para a elaboração do Plano Nacional de Mudanças Climáticas são sinais de que a mobilização já começou.

Cada um de nós brasileiros também pode, através de simples ações e mudanças de atitude, ajudar no combate às mudanças drásticas no clima. Veja na próxima seção algumas dicas de como contribuir.

Mudanças climáticas de A-Z

Clima

Preparamos um mini-dicionário para você entender melhor alguns dos termos mais utilizados em conversas, reportagens e textos sobre as mudanças climáticas.

Adaptação - No debate sobre as mudanças climáticas, a palavra se refere às tentativas de os países se prepararem para os efeitos negativos do aquecimento global.

Aerossóis - Partículas pequenas que ficam suspensas na atmosfera por um longo tempo. As partículas de sal presentes na maresia e as partículas de argila resultantes do desgaste do solo são algumas das fontes naturais de aerossóis. Algumas atividades humanas, como o uso de combustíveis fósseis, também geram aerossóis. Existem aerossóis que contribuem para resfriar a atmosfera e outros que contribuem para aquecê-la.

Agricultura sustentável - Cultivo de vegetais baseado em adubos orgânicos, conservação do solo e da água, controle biológico de pestes e uso mínimo de recursos não-renováveis para a produção de energia.

Antropogênico - Atividades realizadas pelo ser humano.

Aquecimento global - Aumento da temperatura média da superfície do planeta Terra, que, de acordo com especialistas, é causado pelo aumento das emissões humanas de gases de efeito estufa. É considerado o maior problema ambiental do momento.

Área de Proteção Ambiental (APA) - Área com riquezas vegetais, estéticas ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar dos seres humanos. Os objetivos das APAs são proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.

Biocombustível - Combustível produzido a partir de matéria orgânica como cana-de-açúcar, mamona, soja, canola, babaçu, lixo orgânico, entre outros tipos. O álcool e o biodiesel são exemplos de biocombustíveis produzidos no Brasil.

Biodegradável - Capaz de se decompor, por meios naturais e em pouco tempo, em substâncias mais simples, como resultado de ação de bactérias ou outros micróbios.

Biodiesel - Combustível biodegradável derivado de fontes renováveis.

No Brasil, há diversas espécies que servem de matéria-prima para a produção de biodiesel: mamona, dendê, girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso, soja, entre outras.

Biodiversidade - Refere-se à variedade de vida no planeta, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas e a variedade de comunidades, habitat e ecossistemas formados pelos organismos.

Bioenergia - Energia produzida a partir da biomassa, material orgânico de origem vegetal ou animal, que serve como combustível.

Bioma - É uma comunidade biológica que vive sob condições climáticas e geográficas semelhantes. Os principais biomas brasileiros são a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, o Pantanal, a Caatinga, o Cerrado e os Pampas.

Biomassa - É a quantidade total de matéria viva existente num ecossistema. Quando o termo é utilizado no contexto da geração de energia, ele se refere aos derivados utilizados como combustíveis ou na sua produção. Como exemplo, podemos citar a lenha e o bagaço da cana-de-açúcar.

Biosfera - É o conjunto de todos os ecossistemas da Terra, incluindo todos os organismos vivos e seus habitat.

Cadeia alimentar - Representa as relações alimentares entre os organismos de um ecossistema, por meio de um processo em que os seres vivos se alimentam e servem de alimento para outros seres vivos. A cadeia alimentar inicia-se nos produtores, passando pelos herbívoros, predadores e, por último, os decompositores. Ao longo da cadeia alimentar, há uma transferência de energia, que diminui ao longo da cadeia, e de nutrientes.

Camada de ozônio - Fina camada do gás ozônio que envolve a Terra e protege animais, plantas e seres humanos dos raios ultravioletas emitidos pelo Sol. Quando se encontra na superfície terrestre, o ozônio contribui para agravar a poluição do ar das cidades e a ocorrência da chuva ácida. Mas, na estratosfera (entre 25 e 30 km acima da superfície), funciona como um filtro a favor da vida, sem o qual os raios ultravioletas poderiam extinguir todas as formas de vida no planeta.

Chuva ácida - Qualquer tipo de precipitação – chuva, neve ou névoa úmida – caracterizada por um pH ácido abaixo de 4,5. É causada principalmente pela emissão humana de compostos de enxofre e nitrogênio, que se combinam com o oxigênio e a água na atmosfera para formar ácido sulfúrico e ácido nítrico.

Clima - Conjunto de condições meteorológicas obtidas por um período de pelo menos 30 anos, em um ponto ou região da superfície terrestre. Clima é diferente de tempo. O tempo descreve um estado da atmosfera por um curto período. Elementos climáticos incluem precipitação, temperatura, umidade, velocidade dos ventos, insolação. Já os fenômenos como nevasca, geada e tempestades são características do tempo.

Climatologista - Pessoa que estuda a ciência do clima.

Combustíveis fósseis - São recursos naturais não-renováveis usados para gerar energia, como o carvão, o gás natural e o petróleo, e seus derivados, a gasolina, o óleo diesel, o óleo combustível e o gás de cozinha. Eles demoram milhões de anos para se constituir na natureza. Como os combustíveis fósseis são resíduos fossilizados de plantas e animais, eles possuem carbono em sua constituição. Quando queimados, liberam gás carbônico, contribuindo para as mudanças climáticas.

Composto ou adubo orgânico - Matéria orgânica decomposta que pode ser utilizada como fertilizante ou aditivo para o solo.

Concentração - Quantidade de uma substância química num volume ou peso específico de ar, água, solo, ou outro meio. Alguns gases de efeito estufa são tão pouco presentes na atmosfera que suas concentrações são frequentemente expressos em ppm (partes por milhão) ou ppb (partes por bilhão).

Créditos de carbono - São certificados de redução de emissões de gases de efeito estufa lançados na atmosfera. Esses certificados fazem parte do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), um instrumento do Protocolo de Quioto que auxilia na redução das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.

Criosfera - A parte congelada da superfície da Terra. Inclui as calotas polares, os blocos de gelo continentais, as montanhas glaciais, as geleiras marítimas, os lagos e os rios gelados.

Desenvolvimento sustentável - É o desenvolvimento baseado na capacidade de suprir as necessidades da geração atual sem comprometer as gerações futuras, ou seja, é o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

Desertificação - Processo progressivo de degradação e destruição de coberturas vegetais em áreas áridas ou semi-áridas, fazendo com que determinada área adquira características de deserto, com perda de biodiversidade e capacidade produtiva.

Desmatamento - Também chamado de desflorestamento, é o desaparecimento de coberturas vegetais, causada principalmente por atividades humanas. 

Dióxido de Enxofre - Substância composta por um átomo de enxofre e dois de oxigênio. Quando emitido na atmosfera por processos naturais ou pela ação do homem, transforma-se em aerossóis de sulfato e em ácido sulfúrico, acarretando a chuva ácida.

Ecologia - É o campo da ciência que estuda a distribuição e a abundância de organismos vivos, as interações entre os organismos e as relações entre os organismos e seu habitat.

Ecossistema - É o conjunto das relações estabelecidas entre os elementos naturais – ar, água, solo, entre outros – e os seres vivos, animais ou vegetais.

Efeito estufa - O efeito estufa é um fenômeno natural, provocado por gases que permitem a passagem dos raios solares do espaço para a superfície da Terra mas impedem o retorno de parte dessa radiação da Terra para o espaço. Caso essa radiação retornasse ao espaço, a temperatura média da Terra seria muito mais baixa, aproximadamente 17o C. O efeito estufa mantém a Terra aquecida e as temperaturas em níveis favoráveis à manutenção da vida. No entanto, com a emissão excessiva de gases de efeito estufa, a Terra tem se aquecido mais do que o normal.

Emissões - Em geral, significa a liberação de substâncias gasosas ou de partículas para atmosfera por meio da queima de combustíveis.

Energia eólica - Energia gerada a partir dos ventos. É uma alternativa para a produção de energia, mas ainda apresenta custos de transformação em eletricidade mais elevados que a energia gerada a partir da água e dos combustíveis fósseis, como petróleo.

Energia geotérmica - É gerada a partir do calor do interior da Terra. Certas rochas presentes na crosta terrestre podem alcançar uma temperatura de mil graus centígrados.

Energia não-renovável - Aquela que é obtida de fontes naturais esgotáveis, como o petróleo e o carvão. 

Energia renovável - Aquela que é obtida de fontes naturais capazes de se regenerar e por isso ela é, em princípio, inesgotável. As energias renováveis mais conhecidas são a energia da biomassa, dos ventos e do Sol.

Energia solar – É gerada a partir do Sol. Ela pode ser utilizada diretamente como fonte de energia térmica, para aquecimento de ambientes e para geração de potência mecânica ou elétrica. Pode também ser convertida diretamente em energia elétrica.

Erosão - É um processo natural de desgaste e deslocamento da camada superior do solo causados pela água da chuva, pelo vento ou pela ação do gelo. É um problema seriamente agravado por desmatamento e manejo agrícola inadequado.

Estratosfera - Camada da atmosfera que se estende de 15 a 50 km de altitude e está localizada logo acima da troposfera. Possui poucas nuvens e quase nada de vapor d’água. Nesta camada atmosférica, a temperatura aumenta com a altitude.

Extinção - Desaparecimento completo de determinada espécie da Terra.

Fertilização - É a utilização de nutrientes para o crescimento adequado das plantas.

São nutrientes essenciais às plantas: nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio.

Fonte de energia alternativa - Aquela que pode suprir as energias ou fontes de energias usadas atualmente, seja por ser menos poluente ou pela sua possibilidade de se renovar.

Exemplos de energias alternativas: solar, eólica e das ondas.

Fotossíntese - É um processo característico dos vegetais, em que eles sintetizam compostos orgânicos a partir do gás carbônico e da água, usando a luz como fonte de energia. Ao final do processo, os vegetais liberam oxigênio na atmosfera.

Gás carbônico - Também chamado de dióxido de carbono, é o principal gás de efeito estufa emitido pelo homem. É gerado no processo de queima de combustíveis fósseis ou de biomassa, cujas moléculas contêm carbono. É um dos compostos principais para a realização da fotossíntese, processo vital para a manutenção dos seres vivos. 

Gases de efeito estufa - São gases que retém radiação solar na atmosfera. Podemos citar como exemplos o gás carbônico, o metano, o óxido nitroso, fluorcarbonos halogenados, ozônio, carbonos perfluorinados, hidrofluorcarbonos e o vapor d´água. Apesar de a natureza emitir a maioria dos gases de efeito estufa durante sua atividade normal, atividades humanas –como a queima de combustíveis fósseis e de florestas – aumentam a concentração atmosférica destes gases, causando aumento na temperatura média da Terra.

Geleira - Também chamada de glaciar, é uma massa continental de gelo de limites definidos, que se movimenta lentamente por ação da gravidade e nunca está parada.

Geologia - Segmento da ciência que estuda a história da Terra, especialmente sua história física, de acordo com evidências como fósseis e outros registros.

Geosfera - Os solos, sedimentos e camadas rochosas da crosta terrestre, incluindo as continentais e as submersas. O termo em português mais adequado para se referir a ela é Litosfera, que representa toda a parte externa da Terra.

Habitat - O local e as condições em que um determinado organismo vive.

Hidrocarbonetos - Substâncias formadas apenas por átomos de carbono e hidrogênio. Combustíveis fósseis como o petróleo e o gás natural são hidrocarbonetos.

Hidroenergia - É o aproveitamento das quedas d´água para a geração de energia.

Hidrofluorcarbonos - Substâncias sintéticas produzidas para substituir aquelas que destroem a camada de ozônio. No entanto, eles atuam sobre o efeito estufa.

Hidrosfera - Uma das divisões da biosfera, que compreende todos os rios, lagos, lagoas e mares, as águas marinhas e glaciais.

Inorgânico - Compostos de origem mineral, não biológica. Compostos inorgânicos podem ser definidos como aqueles que não são compostos orgânicos.

Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) - Órgão criado pelas Nações Unidas em 1988 com objetivo de divulgar informações sobre mudanças climáticas aos governantes, à mídia e a pessoas interessadas no assunto. A sigla IPCC vem do nome, em inglês, Intergovernmental Panel on Climate Change.

O IPCC não faz pesquisa: seu trabalho é reunir e organizar os estudos sobre mudanças climáticas realizados pela comunidade científica, condensando-os em relatórios que tratam da ciência climática, dos impactos e das soluções.

Metano - É o segundo gás de efeito estufa mais importante. Resulta principalmente da decomposição biológica de material orgânico na ausência de oxigênio (anaerobiose), caso típico em aterros de lixo e pântanos.

Modelo climático - Uma forma de representar as interações entre a atmosfera, os oceanos, a superfície terrestre e as camadas polares. Os modelos climáticos têm aumentado em complexidade ao longo do tempo. Atualmente, levam em conta atividades vulcânicas, emissões de aerossóis, contribuições de nuvens, reações químicas de poluentes atmosféricos, vegetação, entre outros fatores ligados ao clima.

Mitigação - Mitigação do aquecimento global envolve ações que visam reduzir a extensão do aquecimento global causada pelo próprio homem. Consenso científico crescente sobre a forte ligação entre a concentração de gases de efeito estufa e o aquecimento da Terra tem aumentado as iniciativas de mitigação.

Monocultura - Cultivo de apenas um tipo de planta, geralmente numa área grande.

Mudanças climáticas - Algumas vezes, esse termo é utilizado para se referir a todas as formas de alterações no clima. No entanto, ele vem sendo mais usado para se referir às transformações ocorridas nos últimos cem anos e as que ainda vão ocorrer durante esse século, principalmente devido a ação do ser humano.

Núcleo de gelo - Também chamado de testemunho de gelo, é uma amostra de gelo retirada de uma geleira ou de um bloco de gelo que permite aos cientistas estudar os padrões do clima no passado. Ao fazer a análise química do ar retido no gelo, é possível estimar a temperatura e o teor de gás carbônico e de outros gases presente na atmosfera em outras épocas.

Nutriente - Qualquer alimento ou elemento necessário para um organismo viver, crescer e se reproduzir.

Orgânico - Todas as coisas vivas e todo produto que vem de organismos vivos – como a madeira, o couro e o açúcar.

Pinhão-manso - Planta bastante comum na Índia, mas originária da América Central e da América do Sul. É uma fonte de óleo vegetal com potencial promissor para transformação em biodiesel, combustível renovável de crescente destaque no cenário mundial. O pinhão-manso tem a vantagem de poder ser cultivado em condições desfavoráveis, inclusive desertos, aterros sanitários e áreas rochosas, pois não necessita de muita água nem de fertilizantes.

Proálcool - Programa implementado em 1975 pelo governo brasileiro, com o objetivo de estimular a produção de álcool no Brasil, em substituição à gasolina.

Nessa época, ocorreu o primeiro choque do petróleo: países exportadores de petróleo diminuíram a produção do combustível, elevando drasticamente o preço do barril. A intenção do governo brasileiro com o Proálcool era diminuir a dependência do Brasil nesses países. O resultado foi o domínio brasileiro sobre a produção do álcool da cana-de-açúcar, atualmente o biocombustível mais barato do planeta.   

Protocolo de Quioto - Tratado internacional acordado no Japão, em 1997, durante a Conferência das Partes (COP-3) da Convenção Quadro sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas. O Protocolo de Quioto trouxe, pela primeira vez, um acordo comprometendo uma série de nações industrializadas a reduzirem suas emissões de carbono entre 2008 e 2012 a um valor 5,2% menor do que as emissões em 1990.

Queimada - É um fogo incontrolado em lugares com vegetação vasta. Pode ser acidental, causada por relâmpagos ou descuidos humanos, mas muitas vezes é propositada.

Reciclagem - É o processo de reaproveitamento de materiais para a elaboração de um novo produto.

Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são: papel, vidro, metal e plástico. Uma das vantagens da reciclagem é poupar recursos naturais, muitas vezes não renováveis.

Recursos naturais - Nutrientes e minerais presentes no solo e em camadas mais profundas da crosta terrestre: água, animais e plantas domésticos e selvagens, ar e outros recursos produzidos em processos naturais do planeta Terra.

Recursos renováveis - Recursos que podem durar indefinidamente sem que sua oferta se esgote. Como exemplos de fontes de energia renovável, temos a energia solar, eólica, geotérmica, entre outras.

Salinização - Acúmulo de sais nos solos, que podem torná-los incapazes de serem usados para o cultivo de plantas.

Seqüestro de carbono - É a captação e a estocagem de carbono. As plantas, por exemplo, são "seqüestradoras de carbono", pois absorvem gás carbônico, liberam oxigênio e estocam carbono.

Sociedade sustentável - É a sociedade que gerencia sua economia e o tamanho da sua população sem causar danos irreparáveis ao meio ambiente.

Sumidouro - Qualquer processo, atividade ou mecanismo que remove gases de efeito estufa e/ou aerossóis da atmosfera.

Sustentabilidade - Refere-se à capacidade de a sociedade satisfazer suas necessidades e se desenvolver plenamente ao mesmo tempo em que preserva a biodiversidade e os ecossistemas naturais ao seu redor e de todo o planeta, garantindo sua manutenção indefinidamente.

Para uma atividade humana ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos: ser ecologicamente correta, economicamente viável, socialmente justa e culturalmente aceita.

Troposfera - Camada da atmosfera mais próxima à superfície terrestre. Sua altitude varia de acordo com a estação do ano e da latitude, com nível máximo de cerca de 15 km, na linha do Equador. É caracterizada pela diminuição de temperatura com o aumento da altitude. Nitrogênio e oxigênio são os principais gases encontrados nesta camada, que abriga toda a biosfera terrestre.

Usina hidrelétrica - É um conjunto de obras e de equipamentos que tem por finalidade produzir energia elétrica através do aproveitamento da força da água de um rio.

Vapor de água - É o nome dado a água em estado gasoso. É um gás de efeito estufa, pois regula a entrada e saída de radiação na Terra. Na climatologia e meteorologia se usa a medida da umidade relativa do ar para expressar a quantidade de vapor de água existente em um determinado lugar. 

Veículos flex - São veículos que podem utilizar diferentes tipos de combustíveis alternadamente ou em misturas. Quando usam dois, como álcool e gasolina, são chamados de bicombustíveis.

Fonte: www.museudavida.fiocruz.br

Clima

Tempo e Clima

O tempo e clima são coisas bem distintas.

O tempo refere-se uma hora, um dia, um momento específico, como por exemplo hoje vai chover ou estar sol, a temperatura está alta ou baixa, etc.

O clima corresponde ao padrão médio de tempo numa dada região, num período alargado (cerca 30 anos para definir o clima de uma dada região).

O clima de uma certa região pode alterar-se por razoes naturais, é normal uma temperatura não ser sempre constante e pode aumentar ou diminuir por exemplo devido a diferenças de intensidade da radiação solar. Mas nos últimos 150 anos o clima da terra tem vindo a sofrer alterações além do normal e com grande velocidade. Pode assim concluir-se que essas alterações não são de origem natural mas sim humana, devido em grande parte à elevada emissão dos gases com o efeito de estufa para a atmosfera.

Fonte: mudancasnoclimaatual.com

Clima

Tempo e Clima

Na meteorologia existe uma diferença entre o tempo e o clima. O tempo é o estado físico das condições atmosférica em um determinado momento e local. Isto é, a influência do estado físico da atmosfera sobre a vida e as atividades do homem. O clima é o estudo médio do tempo para o determinado período ou mês em uma certa localidade.

Também, se refere às características da atmosfera inseridas das observações contínuas durante um certo período. O clima abrange maior número de dados e eventos possíveis das condições de tempo para uma determinada localidade ou região. Inclui considerações sobre os desvios em relação às médias, variabilidade climática, condições extremas e freqüências de eventos que ocorrem em determinada condição do tempo.

A Meteorologia é a ciência que estuda as condições e o comportamento físico da atmosfera. Enquanto que a Climatologia é uma sub-área da meteorologia que estuda o comportamento médio da atmosfera para um determinado período, através de métodos estatísticos. Quando às observações atmosféricas contínuas inseridas durante um período de longo de tempo de 30 anos, para uma localidade, é conhecido como a normal climatológica.

O meteorologista previsor do tempo aplica as leis da física clássica, a sinótica, a dinâmica e as técnicas matemáticas que rege o domínio do movimento da atmosfera, para o estudo das condições de tempo. O climatologista utiliza as técnicas estatísticas para inserir e concluir informações sobre o estudo do clima.

Portanto, a Climatologia dependente da Meteorologia.

Fonte: www.inmet.gov.br

Clima

O tempo e o clima

Clima

É muito comum haver confusão entre o que é tempo e o que é clima. Porém, estes são dois fenômenos diferentes, mesmo que se encontrem inter-relacionados.

No dia-a-dia, a previsão do tempo é a estimativa do que se espera que ocorra em termos de temperatura e de precipitação pluvial em um curto período.

Nesse sentido o tempo está constantemente mudando: em um certo dia pode fazer sol pela manhã, mas chover pela noite ou podemos ter uma semana chuvosa e outra ensolarada. Já a sucessão dos tipos de tempo registrados por um determinado período é o clima. Assim, para definir o clima com maior exatidão, é necessário considerar a média das variáveis climáticas em um longo período.

De acordo com Mozar de Araújo Salvador, meteorologista da Coordenação Geral de Desenvolvimento e Pesquisa do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), para fazer a média do clima são utilizados dados do período médio de 30 anos. “Já a previsão do tempo é questão de dias, semanas”.

Para o nosso tema, cabe destacar que a mudança do clima influencia a freqüência e a intensidade desses eventos (temperatura, chuvas, etc.).

Variabilidade climática

É importante esclarecer o conceito de variabilidade climática. A ciência descobriu que o clima varia naturalmente, independentemente das ações antrópicas, ou seja, mesmo que o ser humano não habitasse o planeta as estações do ano não teriam sempre as mesmas temperaturas. Isso porque, antes de qualquer coisa, o clima é dependente da intensidade da radiação solar.

A aproximação e o afastamento entre o Sol e a Terra, em determinados ciclos, determinam o maior ou menor grau de incidência de radiação solar e, portanto, o grau de aquecimento ou resfriamento da Terra ao longo de períodos históricos.

Mozart Salvador lembra que as alterações na temperatura dos oceanos influenciam diretamente a variabilidade climática do planeta. “O exemplo mais popular é o El Niño, que a cada três ou quatro anos aquece as águas do Pacífico. La Niña, por sua vez, esfria o Pacífico e provoca redução na temperatura da Terra”. Ele explica também que o fenômeno chamado Oscilação Decanal do Pacífico – um ciclo mais longo, que leva de 20 a 30 anos e resulta na variação de temperatura do oceano – também influencia diretamente o clima. “Atualmente estamos entrando numa fase fria dessa oscilação. Se de fato ela se estabelecer, poderemos ter uma pequena redução da temperatura do planeta”.

Especialistas destacam que o impacto da variabilidade climática não é uniforme e que, ao mesmo tempo em que em algumas partes do planeta há aquecimento, em outras pode estar ocorrendo esfriamento. Assim, em determinadas regiões, o resultado das mudanças climáticas que estão ocorrendo atualmente pode ser o de temperaturas mais baixas em algumas épocas do ano. Mesmo assim, a média de temperatura anual pode ser mais alta. Da mesma forma, em alguns lugares pode chover mais e em outros menos.

Aquecimento ou mudança do clima

As mudanças do clima e o aquecimento global estão inter-relacionados, mas não são o mesmo fenômeno. Como vimos, é natural que a Terra passe por alterações climáticas, esfriando e esquentando em diferentes momentos. “Em séculos passados, lagos ficaram anos congelados na Europa e longos períodos de clima estável foram sucedidos por glaciações”, explica Salvador. Outra confusão comum é pensar que qualquer evento atípico ou extremo é resultado da mudança do clima. Se, por exemplo, há um inverno muito rigoroso, ou um período muito quente, isso não significa que esteja ocorrendo uma mudança climática, pois na história do planeta sempre houve extremos de frio e de calor, independentemente desse tipo de fenômeno.

Já o aquecimento global, no contexto dos debates atuais, é realmente um aumento da temperatura além do natural – e da capacidade da atmosfera em reter calor.

Em resumo, a questão do aquecimento da Terra está diretamente relacionada à quantidade de energia que entra (via radiação solar) e sai (via calor) da Terra.

“Aí entra em cena a polêmica sobre as causas desse aquecimento: qual parcela diz respeito às causas naturais e qual resulta da contribuição das atividades humanas, com o progressivo aumento na concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera nos últimos 150 anos”, questiona Mozar.

Fonte: www.mudancasclimaticas.andi.org.br

Clima

CLIMA E TEMPO, QUAL A DIFERENÇA?

Clima

Quando se está de férias, ou em um feriado prolongado com certeza vai querer aproveitar todos os dias de folga, e por isso já se sabe que se estiver chovendo, ou se estiver muito quente terá que mudar os planos ou tomar alguns cuidados importantes. Nestas situações deveremos procurar saber como está o tempo ou o clima?

É muito comum haver confusão entre o que é tempo e o que é clima. Porém, estes são dois fenômenos diferentes, mesmo que se encontrem inter-relacionados.

No dia-a-dia, a previsão do tempo é a estimativa do que se espera que ocorra em termos de temperatura e de precipitação pluvial em um curto período.

Nesse sentido o tempo está constantemente mudando: em certo dia pode fazer sol pela manhã, mas choverá noite ou podemos ter uma semana chuvosa e outra ensolarada. Já a sucessão dos tipos de tempo registrados por um determinado período é o clima.

O conceito de tempo é um problema complexo para as crianças, mas os dias da semana podem ser introduzidos desde pequenos.Uma vez que as crianças começam na escola, seus dias começam a tornar-se organizados, não só na escola, mas em suas vidas pessoais também. É importante que eles saibam que dia é hoje e o que vai acontecer nesse dia.

Fonte: www.maped.com.br

Clima

As variações climáticas ocorridas ao longo dos tempos tiveram influência determinante na multiplicação ou desaparecimento de espécies animais e vegetais e nos processos que modelaram o relevo terrestre até que ele adquirisse sua atual configuração.

Clima é o conjunto de estados da atmosfera próprios de um lugar que, em contato com as massas continentais ou oceânicas, provocam fenômenos como a aridez, umidade ou precipitações. Climatologia é a disciplina que descreve os climas e traça sua gênese, proporcionando dados para ciências aplicadas como a meteorologia.

O clima de uma região é determinado por variáveis como temperatura, umidade, pressão atmosférica, direção e velocidade dos ventos, quantidade e qualidade (chuva, neve ou granizo) das precipitações. Fazem parte do clima elementos como a nebulosidade, as horas de radiação solar nas diferentes estações do ano, a intensidade das tempestades e a existência de neblina e geadas. Todos os elementos que constituem o clima variam de um ano para outro ou dentro de períodos mais longos.

Os primeiros estudos climatológicos se limitavam ao registro das observações sobre o clima de determinadas regiões. Tal método, próprio da climatologia analítica, levou à classificação dessa ciência como um ramo da geografia ou da meteorologia. Posteriormente, a climatologia dinâmica acrescentou a seu objeto de estudo os fenômenos que dão origem às mudanças do tempo atmosférico a longo prazo. Isso permitiu que a disciplina fosse utilizada como área de pesquisa e previsão meteorológicas. Ainda não se descobriu, no entanto, um método preciso e confiável de previsão das condições climáticas.

A climatologia se subdivide em diversos ramos, segundo suas aplicações práticas. A climatologia aeronáutica se aplica à determinação de rotas de navegação aérea e à escolha dos lugares adequados à construção de aeroportos. A climatologia marítima serve a finalidades análogas. Os estudos climatológicos agrícolas visam a estabelecer as melhores relações entre o clima e as atividades de plantio e colheita. A bioclimatologia analisa a relação entre elementos climáticos e fenômenos biológicos e inclui a bioclimatologia humana. Esta subdivide-se em ramos como a climatopatologia, que estuda a relação entre o clima e as doenças, e a climatoterapia, que se ocupa da influência das variações climáticas na cura ou erradicação de enfermidades. A climatologia urbana investiga o microclima das cidades e a influência exercida sobre o clima pela contaminação atmosférica produzida nos grandes núcleos populacionais.

Radiação solar

No sistema atmosfera-superfície terrestre, a energia irradiada pelo Sol é captada durante o dia pela superfície curva e diferenciada da Terra e por seu envoltório gasoso, que refletem ou absorvem as radiações em diferentes proporções. A maior parte da radiação é absorvida e convertida em calor pela superfície terrestre, que o cede à atmosfera na forma de raios infravermelhos. A atmosfera é, assim, aquecida pela base e, como não se deixa atravessar facilmente pelas radiações emitidas pela superfície terrestre, dificulta a dissipação de calor nas altas camadas e impede que os resfriamentos noturnos sejam muito pronunciados.

A atmosfera e a superfície terrestre formam, portanto, um verdadeiro sistema de recepção da energia radiante do Sol e trocas de calor entre si. Do balanço dessas trocas decorrem as características térmicas fundamentais de cada região.

Teoricamente, qualquer ponto da superfície terrestre recebe 4.384 horas anuais de radiação solar, o que não significa que o balanço da radiação seja idêntico em todos. Devido à curvatura da Terra, os raios solares que incidem nas latitudes maiores são mais inclinados, o que acentua a reflexão e aumenta a absorção pela própria atmosfera. Nas altas latitudes, a energia solar se reparte por superfícies maiores. Ambos os fenômenos concorrem para que essas regiões recebam insolação menos intensa.

A duração da insolação não é a mesma nas diferentes latitudes. Nas zonas temperadas e frias, onde as noites são curtas no verão e longas no inverno, os contrastes entre as estações do ano são notáveis e a amplitude térmica anual é maior que a amplitude térmica diária, ou seja, as temperaturas variam relativamente mais de estação para estação do que de acordo com a hora do dia. Nas zonas intertropicais, onde os dias e noites têm quase a mesma duração o ano todo, as estações se diferenciam pouco e a amplitude térmica diária é maior que a amplitude térmica anual.

De maneira geral, o balanço da radiação é positivo na zona tórrida e subtropical da Terra, entre os paralelos de 35o de latitude norte ou sul, e se torna negativo a partir desses paralelos até as regiões polares de cada hemisfério. Poder-se-ia inferir dessa relação que a temperatura aumentaria de maneira constante dos pólos para o equador, e vice-versa. Entretanto, no conjunto do planeta há um equilíbrio, mantido pela circulação de ar atmosférico, que exerce um papel compensador e impede grandes variações térmicas ao longo dos paralelos.

Outro indutor de mudança do clima a longo prazo, relacionado com a radiação solar, é a modificação do traçado elíptico da órbita da Terra em torno do Sol. Existem também variações periódicas na quantidade de energia irradiada pelo Sol, o que faz com que aumente ou diminua a quantidade de energia recebida pela Terra.

Durante centenas de milhares de anos, a temperatura da Terra tem variado numa faixa relativamente estreita, o que significa que não houve perda ou ganho substancial de calor, mas equilíbrio entre a energia captada e a energia emitida.

A atmosfera desempenha papel fundamental na manutenção da temperatura, principalmente por ação de dois de seus componentes: vapor d"água e dióxido de carbono, que permitem a passagem das radiações solares com maior facilidade que as radiações emitidas pela crosta terrestre. Sem interferência da atmosfera, a temperatura média da superfície da Terra cairia aproximadamente 40o C.

Assim, o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera, provocado pelo consumo de combustíveis orgânicos, pode causar profundas alterações na temperatura da superfície da Terra.

Depois de atravessar a atmosfera, os raios solares chegam à superfície terrestre e são refletidos, em maior ou menor medida, conforme a matéria sobre a qual incidam. O potencial de difusão de uma superfície determinada denomina-se albedo e constitui um fator de notável interesse climatológico. Seu valor é alto para a neve e a areia, por exemplo, e reduzido para a água, quando os raios solares incidem perpendicularmente.

Temperatura, pressão atmosférica e ventos. No equador e em suas proximidades, registram-se temperaturas médias mais elevadas, que em geral decrescem ao aumentar a latitude, tanto ao norte como ao sul. Entretanto, como vimos, a latitude não é o único fator determinante da temperatura. Em latitudes equivalentes, as temperaturas são superiores no hemisfério norte, já que nele se situa a maior parte da terra firme do planeta, que se aquece mais rapidamente que a água e perde calor mais lentamente que ela.

A água atua como regulador térmico

Em geral, as maiores variações de temperatura diária ou anual ocorrem em regiões distantes do mar. As oscilações térmicas aumentam à medida que diminui a umidade do ar. O aquecimento torna o ar mais rarefeito e provoca movimentos ascendentes chamados correntes de convecção. Ao subir, o ar se resfria devido à diminuição de pressão exercida sobre ele pelas camadas atmosféricas superiores. A cada cem metros de altitude, há um decréscimo de cerca de um grau centígrado na temperatura do ar. Essa variação denomina-se queda térmica ou gradiente de temperatura.

A pressão exercida pela atmosfera é mais alta nas regiões subtropicais e menor no equador e nos círculos polares. Tal distribuição determina o regime de ventos das diferentes zonas. Os dois principais sistemas dinâmicos do clima são o ciclone e o anticiclone. O primeiro se caracteriza pela rotação do ar em torno de um núcleo de baixas pressões e o anticiclone corresponde a uma zona de altas pressões ao redor da qual sopram os ventos. A existência de maiores massas continentais no hemisfério norte origina centros permanentes de altas e baixas pressões e provoca alterações mais acentuadas no regime dos ventos.

As correntes oceânicas constituem outro fator determinante das variações de temperatura, pois atuam como transportadoras de calor. Assim, por exemplo, a corrente do Golfo (Gulf Stream), que vai do golfo do México ao mar da Noruega, é responsável por diferenças positivas de temperatura de até 15o C apresentadas por algumas localidades litorâneas norueguesas em relação a outras de mesma latitude.

Umidade, nuvens e precipitações atmosféricas

No processo de evaporação da água, que ocorre principalmente nas zonas oceânicas quentes, há absorção de calor. Antes de condensar-se, com desprendimento de energia térmica, o vapor d"água formado por evaporação pode deslocar-se na atmosfera e percorrer milhares de quilômetros. Desse modo, se produz transferência de calor das zonas onde há maior evaporação que precipitações para outras onde ocorre o contrário.

Dependendo de sua própria temperatura, o ar pode conter diferentes quantidades de vapor d"água. Assim, por exemplo, a 27o C contém seis vezes mais vapor d"água que a 0o C. Define-se como umidade absoluta a quantidade total de vapor d"água contida no ar; e como umidade relativa, expressa em percentuais, a relação entre a quantidade de vapor d"água realmente presente no ar e a quantidade máxima que poderia estar contida nele. A umidade relativa do ar aumenta quando este se resfria. À temperatura de condensação atmosférica pode haver saturação de vapor d"água, o que significa que a umidade relativa do ar chegou a cem por cento.

Nos casos em que o resfriamento do ar se produz por contato com uma superfície fria, formam-se orvalho e cerração. Formam-se nuvens nos casos em que o resfriamento se dá por ascensão de uma corrente de convecção, ou seja, quando uma corrente de ar se encontra com outra mais fria e se sobrepõe a ela, ou quando é obrigada a ascender em função do relevo.

As chuvas, neves e granizos se constituem por coalescência, ou seja, agrupamento de gotículas que se põem em contato. As maiores precipitações ocorrem nas zonas quentes e úmidas, especialmente se são montanhosas.

Variações sazonais e microclimas

A inclinação do eixo da Terra em relação ao plano de sua órbita faz com que o zênite solar (ponto da Terra onde os raios do Sol incidem perpendicularmente) se desloque desde os 23o de latitude norte aos 23o de latitude sul no período de um ano, tempo gasto pela Terra para dar uma volta completa em torno do Sol.

Esse deslocamento produz variações climáticas nas latitudes correspondentes às zonas de altas pressões subtropicais, com alteração no regime de ventos, e a diferenciação, em algumas regiões tropicais, de uma estação seca e outra úmida.

O clima pode receber influência de fatores locais, com formação de microclimas, que se definem pelo conjunto de condições climáticas que caracterizam uma pequena região e diferem do clima circundante. Entre os fatores que propiciam a criação de microclimas estão os fenômenos que interferem na circulação dos ventos, como a existência de montanhas e vales; os que modificam o grau de insolação, como a inclinação do terreno; a existência de água e condições de acumular calor e umidade, como a presença de massas florestais.

Classificação dos climas. Dentre as numerosas classificações de climas, a mais corrente foi estabelecida em 1900 pelo cientista alemão Wladimir Köppen.

A classificação de Köppen compreende cinco grandes grupos de climas, cada um dos quais corresponde a um tipo de vegetação e se subdivide com base nas temperaturas e nos índices pluviométricos:

(1) Grupo A - Climas tropicais chuvosos (megatérmicos). Possuem todos os meses com médias térmicas superiores a 18o C. Tipos: Af - Clima das florestas pluviais, com chuvas abundantes e bem distribuídas. Am - Clima das florestas pluviais, com pequena estação seca, sob a influência das monções. Aw - Clima das savanas, com estação seca hibernal marcante. (As letras f e w podem vir associadas a outros tipos climáticos, indicando sempre chuvas bem distribuídas e chuvas de verão, respectivamente. A letra minúscula i, usada nesse grupo, indicará amplitudes térmicas inferiores a 5o C.)
(2) Grupo B - Climas secos (xerófitos). A correlação entre a temperatura e a precipitação permite distinguir os dois tipos seguintes. BS - Clima das estepes (semi-árido), em que as precipitações são inferiores a certos limites empiricamente estabelecidos por Köppen. BW - Clima dos desertos (árido), em que as precipitações são inferiores à metade dos limites anteriores. (As letras minúsculas h (quente) e k (frio) indicarão suas modalidades térmicas.
(3) Grupo C - Climas mesotérmicos úmidos. O mês mais frio tem média inferior a 18o C, mas superior a -3o C. Tipos: Cf - Mesotérmico sem estação seca. Cw - Mesotérmico com inverno seco. Cs - Mediterrâneo com verões secos. (As letras a ou b indicam, nesse grupo, se o mês mais quente tem média superior ou inferior a 22o C, respectivamente.
(4) Grupo D - Climas microtérmicos úmidos (boreal). Surge em regiões de florestas frias do hemisfério norte, onde a média do mês mais frio for inferior a -3o C, e a do mês mais quente superar 10o C. Tipos: DF - Microtérmicos com invernos úmidos. Dw - Microtérmicos com invernos secos. (As letras a ou b indicam, nesse grupo, se o mês mais frio tem média superior ou inferior a -38o C.)
(5) Grupo E - Climas polares (hequistotérmicos). Todos os meses têm médias inferiores a 10o C. Tipos: ET - Clima das tundras, em que o mês mais quente tem média superior a 0o C. Ef - Clima do gelo perpétuo, com a média de todos os meses abaixo de 0o C.
Dentro da classificação de Köppen, predominam no Brasil os climas do grupo A, tropicais chuvosos, bem representados em todas as suas variedades. Nas regiões Sul e Sudeste, cujas latitudes são mais elevadas e onde há planaltos e regiões serranas, encontram-se climas do tipo C, mesotérmicos, com modalidades de chuvas bem distribuídas e outras de chuvas de verão. Na região Nordeste se evidencia a presença de uma variedade do tipo B, semi-árido quente.

Mudanças climáticas

Durante a evolução geomorfológica da Terra houve três eras, cujo conjunto constitui aproximadamente a vigésima parte do tempo geológico total, em que o clima se tornou extraordinariamente frio, com aparecimento de depósitos de gelo nos pólos e formação de geleiras nas montanhas. Fora desses intervalos, a temperatura se manteve relativamente elevada e os pólos foram ocupados por mares abertos.

As glaciações ocorreram aproximadamente a cada 250 milhões de anos; a última iniciou-se há três milhões de anos e se prolongou até a atualidade. Dentro dela houve períodos mais frios, denominados períodos glaciais, e outros relativamente mais quentes, chamados períodos interglaciais, em um dos quais, iniciado há dez mil anos, se enquadra a história das civilizações humanas. Tanto os períodos glaciais como os interglaciais têm tido duração média aproximada de cinqüenta mil anos.

Não se conhece com precisão as causas desses fenômenos, mas é possível que se relacionem às alterações atmosféricas, já que um maior conteúdo de dióxido de carbono ou vapor d"água provoca aumento de temperatura. É possível também que o processo obedeça às variações periódicas na quantidade de energia irradiada pelo Sol, às mudanças de posição da Terra em relação ao Sol e às alterações na distribuição dos continentes, mares e acidentes geográficos.

Atividade humana e clima

O desenvolvimento da indústria e a formação de grandes conglomerados urbanos têm grande influência na evolução do clima em zonas densamente povoadas. A temperatura nas cidades costuma ser mais elevada que em seu cinturão rural, pois nelas se produz maior quantidade de energia (calefação, indústria, transporte etc.) e existe acumulação de calor pelas superfícies pavimentadas.

A poluição atmosférica é um importante fator desencadeante de inversões térmicas: as partículas poluentes capturam as radiações emitidas pela superfície terrestre e aquecem o ar circundante, que adquire temperatura mais elevada que suas camadas mais baixas. Isso provoca menor deslocamento vertical do ar e acumulação de agentes poluentes. Além da poluição do ar pela concentração de dióxido de carbono, o aumento do número de partículas suspensas no ar pode provocar a diminuição das chuvas.

Fonte: biomania.com.br

Clima

TEMPO E CLIMA

Para entender o significado de clima, é importante distingui-lo de tempo atmosférico. O tempo corresponde a um estado momentâneo da atmosfera num determinado lugar, com relação à combinação de fenômenos como temperatura, umidade, pressão do ar, ventos e nebulosidade. Ele pode mudar em poucas horas ou até mesmo de um instante para outro.

Já o clima corresponde ao comportamento do tempo em um determinado lugar durante um período longo, de pelo menos 30 anos. O clima é a sucessão dos diferentes tipos de tempo que resultam do movimento constante da atmosfera.

O clima depende de diversos fatores.

Os fatores climáticos são:

1. LATITUDE

De forma geral, quanto maior a latitude, ou seja, quanto mais nos afastamos do Equador, em direção aos polos, menores são as temperaturas médias anuais. Nos locais próximos ao Equador, a inclinação é menor e os raios solares incidem sobre uma área menor. Em contrapartida, conforme aumenta a latitude, maior se torna a inclinação com que os raios solares incidem, abrangendo uma área maior. Como resultado, a intensidade de luz incidente é diferente, e a temperatura média tende a ser maior quanto mais próximo ao Equador e menor quanto mais próximo aos polos.

Assim, a variação latitudinal é o principal fator de diferenciação das zonas climáticas - polar, temperada e tropical. Porém, em cada uma dessas zonas encontramos variados tipos de clima, explicados pelas diferentes associações dos demais fatores climáticos.

2. ALTITUDE

Quanto maior a altitude, menor a temperatura média do ar. No alto de uma montanha a temperatura é menor do que a verificada no nível do mar no mesmo instante e na mesma latitude. Isso porque quanto maior a altitude, menor a pressão atmosférica, o que torna o ar mais rarefeito, ou seja, há uma menor concentração de gases, umidade e materiais particulados. Como há menor densidade de gases e partículas de vapor de água e poeira, diminui a retenção de calor nas camadas mais elevadas da atmosfera e, em consequência, a temperatura é menor. Além disso, nas maiores altitudes, a área de superfície que recebe e irradia calor é menor.

O tipo de superfície atingida pela luz solar exerce também influência na diferença de temperatura atmosférica porque o aquecimento do ar é feito por meio da reflexão dos raios solares por essa superfície.

3. ALBEDO

Os raios solares que penetram na atmosfera e são por ela refletidos, sem incidir na superfície, retornam ao espaço sideral e não alteram a temperatura do planeta, já que não há retenção de energia. O índice de reflexão de uma superfície - o albedo - varia de acordo com sua cor. A cor, por sua vez, depende de sua composição química e de seu estado físico. A neve, por ser branca, reflete até 90% dos raios solares incidentes, enquanto a Floresta Amazônica, por ser verde-escura, reflete apenas cerca de 15%. Quanto menor o albedo, maior a absorção de raios solares, maior o aquecimento e, consequentemente, a irradiação de calor.

4. MASSAS DE AR

São grandes porções da atmosfera que possuem características comuns de temperatura, umidade e pressão e podem estender por milhares de quilômetros.

Formam-se quando o ar permanece estável por um tempo sobre uma superfície homogênea (o oceano, as calotas polares ou uma floresta) e se deslocam por diferença de pressão, levando consigo as condições de temperatura e umidade da região em que se originaram. À medida que se deslocam, vão se transformando pela interação com outras massas, com as quais trocam calor e/ou umidade.

De maneira geral, podemos distinguir as massas de ar da seguinte forma: as oceânicas são úmidas e as continentais, secas (embora haja continentais úmidas, como as que formam sobre grandes florestas); as tropicais e equatoriais são quentes e as temperadas e polares são frias.

5. Continentalidade e maritimidade

A maior ou menor proximidade de grandes corpos de água, como oceanos e mares, exerce forte influência não só sobre a umidade relativa do ar, mas também sobre a temperatura. Em áreas que sofrem influência da continentalidade (localização no interior do continente distante do litoral), há maior variação de temperatura ao longo de um dia, ou mesmo de uma estação do que em áreas que sofrem influência da maritimidade (proximidade de oceanos e mares). Isso ocorre porque o calor específico da água é maior do que o da terra. Em consequência, os oceanos demoram mais para se aquecer do que os continentes. Em contrapartida, a água retém calor por mais tempo e demora mais para irradiar a energia absorvida; assim, os continentes esfriam com maior rapidez quando a incidência de luz solar diminui ou cessa. Um dos resultados dessas diferenças é o fato de que no litoral a amplitude térmica diária é menor que no interior dos continentes.

Nas regiões litorâneas, há também o sistema de brisas, que são os ventos que ocorrem próximos da superfície do mar.

As altitudes baixas e os ventos locais são extremamente influenciados pela superfície, sendo deflectidos por obstáculos e zonas mais rugosas, e sua direção resulta da soma dos efeitos globais e locais. No começo do dia, o aquecimento do sol faz com que o ar estagnado no fundo do mar, mais denso e pesado, comece a fluir ao longo das encostas sob a forma de ventos de vales. Quando os ventos globais são fracos, os ventos locais podem dominar. É o caso das brisas marítimas.

Como as massas de terra são aquecidas pelo sol mais rapidamente do que o oceano, o ar em cima delas ascende e cria uma baixa pressão no solo, que atrai o ar mais fresco do mar: é o que chamamos de brisa marítima. Ao cair da noite, há muitas vezes um período de calma durante o qual a temperatura em terra e no mar são iguais. De noite, como o oceano arrefece mais lentamente, a brisa sopra da terra na direção oposta, mas é geralmente mais fraca porque a diferença de temperatura é menor.

É por isso que quase sempre os pescadores marítimos preferem sair para pescar à noite, pois é a brisa continental que contribuirá para levar o barco até o alto-mar.

6. Correntes marítimas

São extensas porções de água que se deslocam pelo oceano, quase sempre nas mesmas direções, como se fossem larguíssimos "rios" dentro do mar, movimentadas pela ação dos ventos e pela influência da rotação da Terra, que as desloca para oeste - no Hemisfério Norte as correntes circulam no sentido horário e no Hemisfério Sul, anti-horário.

Diferenciam-se em temperatura, salinidade e direção das águas do entorno do continente.

Causam forte influência no clima, principalmente porque alteram a temperatura atmosférica, e são importantes para a atividade pesqueira: em áreas de encontro de correntes quentes e frias, aumenta a disponibilidade de plâncton, o que atrai cardumes.

A corrente do Golfo, por ser quente, impede o congelamento do Mar do Norte e ameniza os rigores climáticos do inverno em toda a faixa ocidental da europa.

A corrente de Humboldt, no Hemisfério Sul e a da Califórnia, no Hemisfério Norte, ambas frias, causam queda da temperatura nas áreas litorâneas, respectivamente, do norte do Chile e do sudoeste dos Estados Unidos. Isso provoca a condensação do ar e chuvas no oceano, fazendo com que as massas de ar percam a umidade. Ao atingirem o continente, as massas de ar estão secas e originam desertos, como o de Atacama, no Chile, e o da Califórnia, nos Estados Unidos.

Já as correntes quentes do Brasil (no leste da América do Sul), das Agulhas (no sudeste da África) e Leste-Australiana, estão associadas a massas de ar quente e úmido, que aumentam a pluviosidade e provocam fortes chuvas de verão no litoral, fato que acentua quando há a presença de serras.

7. VEGETAÇÃO

Os diferentes tipos de cobertura vegetal, apresentam grande variação de umidade, o que influencia diretamente a absorção e a irradiação de calor, além da umidade do ar. Numa região florestada, as árvores impedem que os raios solares incidam diretamente sobre a superfície terrestre, diminuindo a absorção de calor e a temperatura. As plantas, por sua vez, retiram umidade do solo pelas raízes e a transferem para a atmosfera pelas folhas (transpiração), aumentando a umidade do ar. Isso ajuda a transferir parte da energia solar ao processo de evaporação, diminuindo a quantidade de energia que aquece a superfície e, consequentemente, o ar.

Quando ocorre um desmatamento de grandes proporções, há acentuada diminuição da umidade e elevação significativa das temperaturas médias por causa do aumento da absorção e irradiação do calor.

Além dos fatores climáticos, existem os atributos ou elementos climáticos. Os mais importantes são a temperatura, a umidade e a pressão atmosférica.

1. TEMPERATURA

A temperatura é a intensidade de calor existente na atmosfera. O Sol não aquece o ar diretamente. Se não incidirem sobre uma partícula em suspensão,(como poeira e vapor d'água), os raios solares atravessam a camada da atmosfera sem aquecê-la e atingem a superfície do planeta. Só depois de aquecidas, as terras, as águas e demais elementos presentes na superfície - prédios, calçadas, áreas agrícolas etc., irradiam o calor para a atmosfera.

2. UMIDADE

A umidade é a quantidade de vapor de água presente na atmosfera num determinado momento, resultado do processo de evaporação das águas da superfície terrestre e da transpiração das plantas.

A umidade relativa do ar, expressa em porcentagem, é uma relação entre a quantidade de vapor existente na atmosfera num dado momento (umidade absoluta, expressa em g/m³) e a quantidade de vapor de água que essa atmosfera comporta. Quando este limite é atingido, a atmosfera atinge o seu ponto de saturação e ocorre a chuva.

Se ao longo do dia a umidade relativa estiver aumentando, chegando próximo de 100%, há grande possibilidade de ocorrer precipitação, pois a atmosfera está atingindo seu ponto de saturação. Para chover, o vapor d'água tem de se condensar, passando do estado gasoso para o líquido, o que acontece com a queda de temperatura. Em contrapartida, se a umidade relativa do ar for constante ou estiver diminuindo, dificilmente choverá.

É importante destacar que a capacidade de retenção de vapor d'água na atmosfera também está associada à temperatura. Quando a temperatura está elevada, os gases estão dilatados e aumenta sua capacidade de retenção de vapor; ao contrário, com temperaturas baixas os gases ficam mais adensados e é necessária uma menor quantidade de vapor para atingir o ponto de saturação.

As condições de umidade relativa do ar são importantes para a saúde e a sensação de conforto ou desconforto térmico. Nos dias quentes e úmidos, nosso organismo sente maior necessidade de transpirar, enquanto nos dias secos se agravam os problemas respiratórios e de irritação de pele.

A precipitação pode ocorrer de várias formas, dependendo das condições atmosféricas. Além das chuvas, existem outros tipos de precipitação, como a neve e o granizo. A neve é característica de zonas temperadas e frias, quando a temperatura do ar está abaixo de zero. Quando isso ocorre, o vapor d'água contido na atmosfera se congela e os flocos de gelo, formados por cristais, precipitam-se.

O granizo é constituído por pedrinhas formadas pelo congelamento das gotas de água contidas em nuvens chamadas cúmulos-nimbo, que também estão associadas aos temporais com a presença de raios. Esse congelamento acontece quando uma nuvem carregada de gotículas de água encontra uma camada de ar muito fria.

Chuva frontal: nas frentes, que são zona de contato entre duas massas de ar de características diferentes, uma quente e outra fria, ocorre a condensação do vapor e a precipitação da água na forma de chuva. A área de abrangência e o volume de água precipitada estão relacionados com a intensidade das massas, variável no decorrer do ano.

Chuva de relevo ou orográfica: barreiras de relevo levam as massas de ar a atingir elevadas altitudes, o que causa queda de temperatura e condensação do vapor. Esse tipo de chuva costuma ser localizada, intermitente e fina e é muito comum nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste do Brasil, onde as serras e chapadas dificultam o deslocamento das massas úmidas provenientes do oceano Atlântico para o interior do continente.

Chuva de convecção ou de verão: em dias quentes, o ar próximo à superfície fica menos denso e sobe para as camadas superiores da atmosfera, carregando umidade. Ao atingir altitudes maiores, a temperatura diminui e o vapor se condensa em gotículas que permanecem em suspensão. O ar fica mais denso e desce frio e seco para a superfície, iniciando novamente o ciclo convectivo. Ao fim da tarde, a nuvem resultante está enorme, chegando a atingir até 10 quilômetros de altura e provocando chuvas torrenciais rápidas e localizadas. Após a precipitação, o céu costuma ficar claro novamente. Essas chuvas são as principais responsáveis por alagamentos, especialmente em centros urbanos, onde há grandes áreas impermeabilizadas.

3. PRESSÃO ATMOSFÉRICA

A pressão atmosférica é a medida da força exercida pelo peso da coluna de ar contra uma área. Quanto mais elevada a temperatura, maior a movimentação das moléculas e mais elas se distanciam uma das outras; como resultado, mais baixo é o número de moléculas em cada metro cúbico de ar e menor se torna seu peso; portanto, menor a pressão exercida sobre uma superfície. Inversamente, quanto menor a temperatura, maior é a pressão atmosférica.

Quando o ar é aquecido, fica menos denso e sobe, o que diminui a pressão sobre a superfície e forma uma área de baixa pressão atmosférica, também chamada de ciclonal, que é receptora de ventos. Ao contrário, quando o ar é resfriado, fica mais denso e desce formando uma zona de alta pressão, ou anticiclonal, que é emissora de ventos. Esse movimento pode ocorrer entre áreas que distam apenas alguns quilômetros ou em escala regional, como a Massa Equatorial Continental, que atua sobre a Amazônia.

Já os furacões se formam sobre os oceanos em áreas de águas quentes e baixa pressão.

Já em escala planetária temos os ventos alísios, que atuam ininterruptamente , se deslocando das regiões subtropicais e tropicais (alta pressão) para a região equatorial (baixa pressão), e são desviados para oeste pelo movimento de rotação da Terra. Com esse desvio, formam-se os ventos alísios de sudeste no Hemisfério Sul e os ventos alísios de nordeste, no Hemisfério Norte.

Quando ocorre o deslocamento provocado pela expansão de massas de ar quente e, consequentemente, formação de frentes quentes, temos uma situação na qual o ar se desloca das áreas de maior temperatura para as de menor.

Fonte: professormarcianodantas.com

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