Breaking News
Home / Meio Ambiente / Telhado Verde

Telhado Verde

PUBLICIDADE

 

Também chamado de telhado verde (telhado verde em Inglês) ou telhado verde, é para substituir a ardósia ou telha com terra e grama natural.

É um conceito simples, ecológico e pode ser implementado em todos os lugares.

Na verdade, o telhado da casa pode ser plana ou inclinada, que serão cobertos com o solo e plantas.

A camada de solo é mais pesado do que um telhado tradicional certificar-se de que o quadro é forte o suficiente para que o telhado é impermeável e bem isolado.

Vantagens:

Isolamento melhor, especialmente no verão

Armazenamento da água da chuva, no meio de cultura

Integração máxima na paisagem

Composição:

A estrutura de suporte pode ser feito de madeira, aço ou betão. A inclinação máxima de 35 °, mas atenção ao telhado -3 ° C, a água parada pode sufocar as raízes das plantas e do telhado de 15 °, plantas e terra pode deslizar.

Membrana de impermeabilização.

Camada de drenagem, bolas de argila, por exemplo, para direcionar a água da chuva.

Camada de filtro

Suporte da Cultura: pedras de luz, adubo, terra (cerca de 15cm)

Camada vegetal utilizando plantas que se regeneram e não necessitam de manutenção.

Tempo de vida: 30 a 50 anos

Custo: 50 a 100 € por m2

Peso: entre 50 e 300 kg m2

Manutenção: molhar em períodos de seca.

Se o seu interesse em isolamento e estética para uma casa, é particularmente em áreas urbanas densas que o telhado verde deve ser preferido. De fato, um telhado verde é um freio que vai reduzir o escoamento de 30 a 50%. Que em alguns casos não terá que fazer um trabalho importante para redes redimenssionner na coleta de água da chuva e evitar transbordamento em caso de chuvas fortes.

Telhado Verde
Telhado Verde

Telhado Verde
Telhado verde tradicional

Fonte: www.maisoneco.com

Telhado Verde

O que é o telhado verde?

Telhado verde refere-se a um sistema de cobertura que usa plantas para cobertura do telhado em vez de materiais de cobertura tradicionais. O sistema de cobertura verde remonta à década de 1960, mas só nos últimos anos ela se tornou uma alternativa popular para a cobertura tradicional, devido aos seus benefícios ambientais e de poupança para aquecimento e refrigeração. As plantas que cobrem o telhado proporcionar um excelente isolamento para a construção de reduzir significativamente o consumo de energia, mas que também atuam como um filtro natural para a água da chuva, o que significa que eles reduzem significativamente a quantidade de drenagem da chuva. As plantas absorvem mais de 50% da água da chuva que, de outra forma correr em sistema de esgoto. A água que é absorvido pelas plantas no telhado, em seguida, evapora-se de volta para a atmosfera. Mas os benefícios da tecnologia telhado verde não terminam na redução da água da chuva.

Cobertura verde tornou-se cada vez mais popular nas cidades, pois cria espaços verdes adicionais que trazem alguma natureza na selva de concreto e aço. Os telhados verdes em prédios grandes e sótão conversões norte de Londres , muitas vezes imitam parques e incluem vegetação rica que não só proporcionar um espaço verde adicional, mas também atrai vida selvagem, incluindo borboletas, abelhas e outros insetos, bem como aves que pode ser de outra forma raramente vistos em áreas urbanas . Além disso, os telhados verdes são visualmente atraentes e criar um contraste atraente para concreto e aço, enquanto muitas pessoas aproveitam possibilidade de crescer suas próprias frutas e vegetais, bem como flores em telhados. Alguns até têm um bom conjunto de crianças mobiliário de jardim e guarda-sol de jardim para obter o melhor do sol.

Como já foi mencionado anteriormente, o telhado verde é coberta com plantas, mais frequentemente de vegetação que é resistente aos efeitos do tempo e requer pouca ou nenhuma irrigação. Plantas nativas, resistentes, de pragas e doença-resistente, à prova de fogo e que crescem rápido e não são invasivos são ideais para telhados verdes. Além de coletar a água da chuva, as plantas nos telhados das casas também absorvem o calor que mantém o edifício quente durante os meses frios do inverno, enquanto o crescimento médio ajuda a manter a construção de mais frio durante os meses quentes de verão. Os telhados verdes têm sido mostrados para reduzir os custos de aquecimento e arrefecimento para tanto quanto 50 por cento oferecendo grandes benefícios financeiros para os proprietários do edifício. Outra grande vantagem é telhados verdes sobre cobertura convencional é a absorção de poluentes do ar, incluindo o dióxido de carbono pelas plantas que ajuda a diminuir as temperaturas na área urbana e reduzir o efeito de ilha de calor.

Telhado Verde

Os telhados verdes são sempre criados em várias camadas que além de plantas incluem um meio de cultura, pano de filtro, drenagem, isolamento, bem como membrana impermeável. A construção de um telhado verde, bem como a seleção de plantas de cobertura do telhado depende de vários fatores, incluindo o tamanho do prédio e do tipo do telhado. Ambos os telhados planos e derramou são apropriadas para cobertura verde, mas a criação do parque, como sistemas de telhado permanece limitada a edifícios maiores como alojamento de grandes plantas e árvores é muito pesado para casas e edifícios de médio porte.

De acordo com a seleção de plantas, existem três principais tipos de telhado verde chamado intensivo, semi-intensivo e extensivo. Telhados verdes intensivos referem-se a telhados, que podem acomodar grandes plantas, incluindo árvores, gramado cheio, etc Este tipo de telhado verde requer uma profundidade significativa do solo, bem como muita manutenção, semelhante a manutenção de um parque ou jardim grande. Telhado verde semi-intensiva envolve cobertura do telhado com plantas de tamanho moderado e requer menos manutenção. Telhado verde extensivo é o mais conveniente de todos os tipos de sistemas de telhado verde e envolve a cobertura do telhado com uma fina camada de substrato e vegetação que requer cuidados e manutenção mínima.

Tecnologia telhado verde é o sistema de cobertura mais amiga do ambiente e tem apenas uma desvantagem. Os custos iniciais de telhado verde são muito mais elevados do que para coberturas tradicionais, devido ao aumento dos custos de obras. Apesar de que é mais eficiente do que os sistemas de coberturas mais baratos porque a tecnologia telhado verde proporciona uma economia significativa para o aquecimento e refrigeração. De acordo com algumas estimativas, o telhado verde reduz os custos de aquecimento e refrigeração por mais de 50%. Além disso, os sistemas de telhado verde é extremamente durável. Ela pode durar até 50 anos e praticamente não requer reparos, como muitos outros sistemas de coberturas. Os telhados verdes combinadas com outras tecnologias verdes, como coletores solares térmicos e painéis solares fotovoltaicos pode reduzir ainda mais os custos de aquecimento e arrefecimento, bem como ajudar a combater o aquecimento global.

Fonte: www.greenroofstoday.co.uk

Telhado Verde

A utilização do telhado verde

O espaço desocupado das cidades tem dado lugar a edificações e estradas, cobertas por concreto e asfalto, estas superfícies não permitem mais que a água se infiltre na terra – são obras com características de impermeabilização do solo. Telhados e pavimentos escuros absorvem e conservam energia do sol durante o dia e refletem à noite resultando em maiores diferenciais de temperatura entre áreas urbanas e áreas não urbanas, menos impermeabilizadas e com maior quantidade de verde.

Os telhados verdes são uma solução inovadora para gerenciar o problema de coleta de água de chuva, podendo, ao mesmo tempo, melhorar o desempenho térmico de edificações e qualidade do ar da ecologia urbana, tudo isto sem ocupar áreas adicionais.

Os benefícios econômicos se resumem na proteção da impermeabilização da laje, resultando em uma vida útil mais longa (telhados verdes duram o dobro do que telhados convencionais), manutenção reduzida e economia em peças de reposição; economia nas contas de energia podendo atingir uma redução de 25% nas necessidades de refrigeração; potencial para reduzir o tamanho do equipamento de ar condicionado a ser instalado; e potencial para reduzir o tamanho dos sistemas de coleta de água pluvial, resultando em economia para órgãos públicos, no que tange a políticas de saneamento e bem estar social.

O solo, as plantas e o ar serão usados como isolante contra o som. O substrato tende a bloquear freqüências de som mais baixas e as plantas as freqüências mais altas. Um telhado verde com uma camada de substrato de 12 cm de profundidade pode reduzir o som em 40 decibéis e uma de 20 cm pode reduzir o som em 46 a 50 decibéis.

Telhados verdes também retardam ganhos e perdas de calor. Em climas quentes, como nesse caso, quando a temperatura pode atingir 30ºC ou mais no verão, a superfície dos telhados pode atingir 80 ºC. Essas altas temperaturas impactam diretamente os ambientes internos e externos da edificação. O aumento da temperatura externa nos telhados contribui para reação química que cria o ozônio atmosférico baixo, componente básico do “smog”. Do lado de dentro da edificação, faz-se necessário um sistema de refrigeração para condicionar o ambiente. Com o telhado verde, a camada de vegetação e o ar preso na camada de solo melhoram a performance térmica do edifício. Tem-se então uma carga térmica reduzida dentro do edifício, reduzida reflexão de calor para a atmosfera, um microclima mais saudável na superfície do telhado, e uma vida útil mais longa para o mesmo. O telhado é capaz de reduzir em até 10ºC a temperatura interna do ambiente de modo a diminuir em até 25% os gastos energéticos com refrigeração nos dias quentes.

Acima da camada de impermeabilização, coloca-se uma camada de garrafas pet com argila expandida, para acumular a água da chuva. As plantas escolhidas são aquelas mais resistentes a períodos de seca e insolação excessiva e de raízes curtas.

A maior preocupação quando se fala em telhados verdes é a questão de vazamentos. Atualmente existem vários produtos para impermeabilização química e física da laje, para evitar possíveis infiltrações. Vale ainda salientar que não pode ser aplicado o telhado verde em toda a estrutura superior do edifício, pois, necessita-se espaço para colocação de painéis solares.

Fonte: luizmeira.com

Telhado Verde

A implantação de jardins nos telhados das edificações, os chamados “telhados verdes”, populares nos países Escandinavos e Alemanha, aos poucos estão conquistando a América Latina.

Telhado Verde
Telhado verde natureza ambiente

Já bastante populares em países escandinavos, os “telhados verdes” com uma longa história também na Alemanha, aos poucos estão conquistando adeptos na América Latina, a exemplo do Mexico, onde a implantação de jardins nos telhados das edificações têm despertado interesse e aceitação.

Além do México, onde o governo estuda a criação de leis que regulamentam a “naturação” em grande escala” “os telhados verdes” começam a surgir também na Bolívia e em Cuba, onde pesquisadores buscam soluções para as condições tropicais que lhe são inerentes, em espaços urbanos densamente habitados.

Na Universidade Humboldt de Berlim, com financiamento da União Européia, foi criada uma rede de cooperação entre instituições acadêmicas envolvendo pesquisadores de universidades da Alemanha, Brasil, Espanha, Grécia, Bolívia, Cuba, México e Equador, voltada para a pesquisa sobre o melhor tipo de vegetação a ser utilizado em cada “telhado verde” onde através de experimentos práticos os especialistas dessas universidades trocam informações constantes.

Telhado Verde

A idéia é transformar os “telhados verdes” em pequenos pulmões das grandes cidades criando corredores que facilitem a circulação atmosférica, melhore o microclima, reduza o consumo de energia, provoque um decréscimo no uso do ar condicionado em regiões quentes e isolem o frio em regiões com invernos rigorosos, já que sob um telhado coberto de vegetação, as baixas temperaturas demoram mais para chegar aos espaços internos, um problema de pouca importância para o Brasil, mas essencial para países europeus e regiões montanhosas do México e Bolívia.

Outro aspecto interessante é que nas regiões de chuva intensa, as áreas naturadas podem reter de 15% a 70% do volume de águas pluviais, prevenindo a ocorrência de enchentes.

Estudos demonstram que para uma cobertura verde leve de 100m2, cerca de 1400 litros de água de chuva deixam de ser enviados para a rede pública.

Multiplique este valor pela soma de todas as coberturas de uma grande cidade e veja a contribuição para a redução desse problema.

Telhado Verde

Os telhados verdes reduzem também os efeitos danosos dos raios ultravioletas, os extremos de temperatura e os efeitos do vento, vez que nesses telhados.a temperatura não passa de 25º C contra 60º C dos telhados convencionais.

Em termos de custos os dos telhados verdes variam entre 80 e 150 dólares o m2, ou seja de um terço à metade do custo das estruturas convencionais.

Existem dois tipos de telhados verdes: os intensivos basicamente parques elevados que conseguem sustentar arbustos, árvores, passagens, bancos, etc., e os extensivos que são criados por seus benefícios ambientais mas não funcionam como jardins de cobertura acessíveis.

O telhado verde mais famoso dos EUA é o do City Hall de Chicago que reúne sistemas intensivos, extensivos e intermediários e os mais antigos e conhecidos do mundo são os famosos Jardins Suspensos da Babilônia.

Telhado Verde
City Hall de Chicago

Fonte: obviousmag.org

Telhado Verde

Telhado verde é o uso devegetação na cobertura de casas, prédios comerciais ou residenciais, indústrias etc., com o objetivo de melhorar o conforto termo-acústico do imóvel e a relação entre a edificação e o meio ambiente. A implantação do Telhado verdecontribui também para reduzira poluição ambiental comum às grandes cidades e para estabilizar a umidade relativa do ar no entorno.

Benefícios gerais

Dentre muitos benefícios listados, o Telhado verde:

Melhora as condições termo-acústicas do imóvel, no inverno e no verão, dispensando ou minimizando o uso de sistemas de ar condicionado ou climatização.

Contribui para a manutenção da umidade relativa do ar no entorno e para formação de microclima, melhorando a qualidade de vida no imóvel e vizinhança.

Contribui para formação de um mini-ecossistema, atraindo borboletas, joaninhas e pássaros.

Contribui no combate às chamadas ‘ilhas de calor’, formadas nos centros urbanos pela presença excessiva de estruturas de concreto

Contribui no combate ao aquecimento global, aumentando a área verde e o seqüestro de carbono da atmosfera pela vegetação.

Ajuda no combate às enchentes em locais onde o solo é asfaltado e impermeabilizado; aumenta o tempo de detenção da água da chuva, reduz a velocidade da água e também seu impacto geral.

É um excelente atrativo para pontos comerciais e residências, tornando-os mais vistosos.

Traz mais harmonia, bem-estar e beleza para os moradores e/ou ocupantes da edificação.

Composição do Telhado verde

O sistema de Telhado verde consiste no fornecimento de ecomantas, fabricadas a partir de PET reciclado, leves, drenantes e não-degradáveis em contato com a terra e a matéria orgânica. As ecomantas vegetadas são instaladas na cobertura das edificações, resultando em belos projetos de jardinagem e paisagismo sustentável.

Dentre suas vantagens principais estão:

Fácil instalação; fácil manutenção

Ótima drenagem

Substrato (“terra”) leve, balanceado e aerado, contendo nutrientes adequados para as plantas

Excelente enraizamento pelas plantas, o que aumenta sua vida útil

Máximo de 50kg por m2, mesmo com água; sem riscos a estrutura existente

Outros elementos que compõem o Telhado verde, como plantas e substrato, acompanham o sistema completo, instalado.

Plantas para Telhado verde

As plantas para Telhado verde atendem às diretrizes de paisagismo sustentável e tropical, obedecendo as seguintes características:

Fácil adaptação às condições climáticas do país

Resistência a excesso ou falta de água; resistência a variações de temperatura

Forrações que cobrem rapidamente a superfície plantada e beleza

Indicadas de acordo com a posição da área de implantação em relação ao sol: plantas para áreas de sol pleno; meia-sombra ou sombra

Fonte: www.idhea.com.br

Telhado Verde

Telhado Verde

Introdução

O crescimento populacional, o adensamento de construções e a mudança radical da paisagem, têm caracterizado o processo de urbanização em escala mundial nas últimas décadas. Na déca da de 1950 um terço da população mundial residia em cidades. Na atualidad e, metade da população mundial reside nos grandes centros urbanos. Grande parc ela desse crescimento tem ocorrido em países em desenvolvimento. No Brasil, já se verifica um contingente maior que 70% da população residindo nas áreas urbanas.

Neste crescente cenário de urbanização, impactos ambientais e sócio-econômicos decorrentes da interação com eventos hidrológicos têm sido recorrentes, afetando grande parte da população. O conjunto dos impactos ambientais e em especial nos recursos hídricos derivados das aglomerações populacionais e do seu contexto urbano, têm demandado de forma contundente a busca por soluções que, forçosamente não se limitam ao campo restrito de uma disciplina ou de análises isoladas. Ainda, a Lei 9433/97 que define a Política e o Sistema Nacional para Gestão dos Recursos Hídricos, prevê, que o planejamento e a gestão de recursos hídricos, sejam implementados de forma integrada a gestão do uso e ocupação do solo.

Os aspectos que caracterizam a urbanização e que estão mais diretamente relacionados ao ciclo hidrológico e aos recursos hídricos estão associados com o crescimento populacional e aumento do número de construções assim como, a conseqüente impermeabilização da superfície do solo. O aumento da impermeabilização reduz as taxas de infiltração, que por sua vez leva à diminuição das taxas de recarga para os aqüíferos e à diminuição do escoamento básico.

O escoamento superficial é intensificado, aumentando em velocidade e, a freqüência e magnitude dos picos de cheia, levando ocasionalmente às enchentes. O aumento da população contribui para o crescimento da demanda dos recursos hídricos e ao mesmo tempo aumentam os volumes de efluentes e de resíduos sólidos.

A mudança do uso do solo também tem impacto no balanço de energia entre superfície e atmosfera. Além da mudança da resistência aerodinâmica que afeta a movimentação do ar das áreas em torno, aumenta a transferência de calor para a atmosfera. Ainda, os depósitos de resíduos sólidos contribuem na emissão de gases do efeito estufa. Esses fatores conjugados tendem a produzir temperaturas mais altas e favorecimento à ocorrência de chuvas convectivas nos conglomerados urbanos do que em regiões com características mais rurais. A interação entre processos físicos que ocorrem na superfície e na atmosfera podem ao longo do tempo levar a mudança na distribuição e disponibilidade dos recursos hídricos (HALL, 1984).

Nesse contexto, têm sido empregados os telhados verdes em várias partes do mundo principalmente com finalidades estéticas de valorização do espaço urbano e para melhoria do conforto ambiental. Essas áreas verdes podem servir também para detenção do escoamento superficial, minimizando as enchentes urbanas. Os telhados verdes são caracterizados como toda cobertura ou telhado, que agrega em sua composição, uma camada de solo ou substrato e outra de vegetação.

Podem ainda serem classificados como telhados verdes extensivos ou intensivos. As coberturas verdes intensivas são caracterizadas por camadas de solo maiores que 20 cm, são constituídos de plantas e arbustos de médio porte, que exigem para o seu desenvolvimento um ambiente mais complexo, exigindo uma estrutura reforçada e com as cargas bem distribuídas devido aos esforços extras promovido pelas plantas, solo e água. Já as coberturas verdes extensivas, são caracterizadas por camadas de solo menores que 20 cm, compostas por espécies de pequeno porte, como as autóctones, por resistirem a pouca ou nenhuma manutenção, onde existe uma maior preocupação com irrigação e fertilização até as plantas se estabelecerem, realizando as manutenções necessárias para a funcionalidade da cobertura verde (CORREA&GONZALEZ, 2002).

Estudos em telhados verdes extensivos identificaram espécies de plantas que resistiram bem em clima tropical, como Portulaca grandiflora, tradescantia pallida, Asparagus densiflorus e Senico confusos, apresentando melhores condições de adequação (Laar, 2001 ), as espécie são vulgarmente conhecidas como Onze-horas, Coração roxo, Aspargo rabo de gato e Margaridão respectivamente, podendo também ser cultivados dezenas de espécies como, Cebolinha, Louro, Jasmim amarelo, Magnolia, Azaléia, Amor perfeito, Begônia entre outras.

Na sua construção é preciso atentar para a impermeabilização da laje onde será implementado o telhado verde, para não comprometer a estrutura da edificação com infiltrações futuras. A escolha correta dos materiais que irão compor a camada filtrante é muito importante, evitando-se a perda das partículas de solo e uma drenagem eficiente, onde a sua espessura irá variar de acordo com a camada de solo ou substrato presente no telhado. A água drenada poderá ser armazenada e aproveitada para futuras irrigações do telhado verde, isso tudo depende de um pré-projeto detalhando todos os itens que irão compor o futuro telhado verde.

Os telhados verdes podem ser definidos ainda como acessíveis e inacessíveis, sendo o primeiro uma área aberta ao uso de pessoas, como um jardim suspenso ou um terraço, proporcionando benefícios sociais aos seus usuários e agregando valor comercial ao edifício, e as inacessíveis, que não permitem a circulação de pessoas, podem ser planas, curvas e com inclinações.

A freqüência da manutenção, irrigação, fertilização e poda de raízes dependerá das espécies escolhidas no projeto e os objetivos do mesmo. No contexto histórico, os telhados verdes não constituem nenhuma inovação tecnológica, pois há muitos séculos já se fazia uso desta técnica construtiva de estimável valor para a manutenção do ciclo hidrológico. Conta a história que os primeiros jardins suspensos construídos pelo homem foram os zigurates da antiga Mesopotâmia e na Babilônia, região onde hoje se encontra o Iraque, sendo construídos entre 600 a .C. e 450 a.C.. Na Babilônia, onde foram construídos os famosos Jardins Suspensos, se encontrava o mais famoso de todos, o Etemenanki que tinha uma altura total de 91m e base quadrada de 91m. O mais conservado dos antigos zigurates é o que fica localizado na cidade de Ur, é o zigurate de Nanna. O grande número de construções com coberturas verdes, pelos povos antigos dessas regiões, se deve ao seu ótimo desempenho térmico proporcionado, em função da camada combinada entre solo e vegetação, que em ambientes de climas quentes, impedem a passagem de calor para dentrodas edificações e em climas frios retêm por mais tempo o calor dentro das edificações (OSMUNDSON, 1999).

Durante o Império Romano, era comum o cultivo de árvores nas coberturas dos edifícios, como os mausoléus de Augusto e Adriano. Os Vikings utilizavam na construção de suas casas, camadas de gramado em suas paredes e telhados para se protegerem das chuvas e dos ventos. No período renascentista, na cidade de Genova na Itália, eram comuns tetos com vegetação nas casas (PECK, 1999). Também se pode citar o exemplo do México no período pré-colombiano. Na Índia, nos séculos XVI e XVII, e em algumas cidades espanholas já existiam seus exemplos de coberturas com vegetação. A partir deste momento começaram a surgir em algumas cidades francesas e por toda a Escandinávia, até a metade do século XX a construção de coberturas verdes que eram consideradas inclusive como uma prática de cultura popular. Em países como Alemanha, Áustria e Noruega, o conceito de telhado verde já é amplamente difundido, tendo inclusive empresas especializadas no assunto. Sobretudo, devido ao antigo interesse desses países em combater a degradação ambiental e a rápida devastação dos espaços verdes em áreas de desenvolvimento urbano acelerado.

Nos anos 60 foram desenvolvidas muitas técnicas de construção de telhados verdes, principalmente na Alemanha. Nos anos 70 a pesquisa se intensificou e foram introduzidos vários tipos de materiais drenantes, membranas impermeabilizantes, agentes inibidores de raízes, substratos de baixa densidade e espécies adequadas de plantas. Durante os anos 80 o crescimento das construções foi de 15% a 20% ao ano, com um total de dez milhões de metros quadrados de telhados verdes em 1996 na Alemanha. Este expressivo crescimento foi estimulado por leis municipais, estaduais e federais que subsidiavam cada metro quadrado de cobertura verde a ser construída (PECK, 1999).

Em outros países, como na Áustria os subsídios são divididos em três etapas, no projeto, na execução e três anos após a construção, para assegurarem o uso e a manutenção adequada, um dos grandes interesses destes governos em apoiar projetos de coberturas verdes, esta associado aos benefícios qualitativos e quantitativos no gerenciamento das contribuições pluviométricas urbanas (JOHNSTON, 1996).

O principal objetivo dessa monografia é promover uma revisão bibliográfica sobre a temática dos telhados verdes com ênfase nas suas funções de minimização de alguns dos impactos da urbanização no ciclo hidrológico e nos recursos hídricos, como apoio ao experimento de telhados verdes a ser implementado no contexto do Projeto HidroCidades – Cidades, Qualidade de Vida e Recursos Hídricos: Gestão Integrada dos Recursos Hídricos e Planejamento Urbano da Região da baixada de Jacarepaguá (CNPQ, 2006).

Os materiais utilizados para a execução deste trabalho foram pesquisas feitas a partir de publicações sobre o tema, trabalhos de final de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado. O método está associado à síntese destes trabalhos em um material, que pretende difundir e ilustrar as vantagens das coberturas verdes no modelo atual de urbanização, onde a preocupação com a drenagem urbana é essencial, sem esquecer do conforto ambiental proporcionado e a economia de energia para climatizar ambientes urbanos construídos.

Telhado Verde
Edificação em Adobes e Teto-grama no Uruguay

Coberturas verdes

As coberturas verdes contribuem para a sustentabilidade ecológica do ambiente urbano. São constituídas por um sistema de engenharia ligeiro que permite a plantação e crescimento de plantas e flores sobre uma laje convencional. Este é um sistema integrado por seis camadas sobrepostas ao telhado do edifício, para assegurar um correto isolamento, quer para a integridade dos materiais de construção, quer para a vida do reino botânico que acolhe.

A vegetação adequada para as coberturas verdes é escolhida em função das condições climáticas próprias de cada cidade e das características físicas do edifício.

Em geral, ainda que se concebam coberturas verdes com vegetação caduca ou perene, consideram-se ideais aquelas espécies cuja altura é baixa, que crescem e se expandem com rapidez, com alta resistência à seca e carentes de necessidades especiais de irrigação ou nutrição. A Alemanha conta já com mais de treze milhões de metros quadrados de coberturas verdes e segundo uma normativa do governo municipal de Tókio, todos os edifícios construídos depois de 2001 cuja cobertura tenha extensão superior aos 1000 m2, deverão converter em ‘verde’ pelo menos 20 % de sua superfície.

Suíça, Áustria, Grã-Bretanha, Hungria, Holanda, Suécia e Estados Unidos são alguns dos países onde já se promove e se regula a instalação de coberturas verdes mediante iniciativas locais oficiais, muitas vezes em cooperação com entidades privadas, a fim de integrar nas construções urbanas as propriedades vegetais deste sistema. Projetos recentes de coberturas verdes são acessíveis ao público, oferecendo como espaço de descanso e lazer ao ar livre para os vizinhos de um imóvel ou como parque urbano, sem que diminuam o potencial de ferramenta ecológica. Dois bons exemplos da incorporação ativa de uma cobertura verde na dinâmica cultural da cidade são o Jardim Botânico Augustenborg , que oferece um jardim de 9500 m2 sobre a superfície da cobertura de diferentes edifícios municipais da cidade sueca de Malmö, e o Millenium Park de Chicago, uma cobertura verde intensiva que reabilitou uma importante área da cidade e atualmente constitui um de seus principais centros lúdicos.

Vantagens para o meio ambiente:

1.Combate o efeito albedo ou efeito ilha de calor urbano, fenômeno responsável pelo incremento de temperatura dentro do perímetro de uma cidade devido ao aquecimento que produzem os gases de veículos e aparelhos de ar-condicionado, assim como pela energia solar absorvida pelas superfícies urbanas, depois irradiada à atmosfera como calor.

2. Melhoria da qualidade do ar na cidade devido à capacidade das plantas e árvores para absorver as emissões de CO2.

3. Reduz a incidência de ventos.

4. Filtra o ar absorvendo partículas de pó até 85%.

5. Provoca uma redução das águas pluviais até 70%, e conseqüente redução da pressão nos esgotos da cidade.

6. Proporcionam espaços agradáveis à vista, com possibilidade de uso para lazer, a nível público (jardim ou parque urbano), ou para os vizinhos de um imóvel, ou para os trabalhadores de uma empresa.

7. Aumenta os espaços de habitat para pássaros e borboletas.

Vantagens para o edifício:

1.Maior longevidade do telhado (estimativa de 40 anos contra os 10/15 das coberturas planas tradicionais)

2. Isolamento térmico: No verão, a transmissão de calor pelo telhado pode ser reduzida em mais de 90% se for um teto verde. O mesmo ocorre no inverno, onde é possível observar uma diferença na temperatura de mais de 10°C entre o interior e o exterior. Isto ocorre devido ao colchão de ar dentre a vegetação, à massa térmica da camada de terra, à reflexão dos raios infravermelhos pelas plantas e até à liberação de calorias pelas plantas ao condensar o orvalho da manhã. Além disso há um aumento da eficiência energética nos edifícios pelas suas propriedades isolantes, reduzindo assim os custos de aquecimento e refrigeração sem necessitar de isolamento térmico (ROOFMATE).

3. Isolamento acústico: Apesar da vegetação de um teto-grama absorver apenas 2 a 3dB, por sua vez, uma camada de terra úmida de 12cm de espessura reduz a transferência de som em 40dB, atuando como barreira acústica.

4. Resistência ao tempo: Alguns tipos de materiais usados em coberturas – à base de piche, madeira ou plástico – se deterioram quando expostas aos raios UV ou quando sofrem grande variação térmica. Estes problemas são eliminados mediante uma cobertura de substrato e vegetação. Quando bem projetados, os tetos verdes têm grande vida útil e dificilmente necessitam de manutenção e reparos.

5. Valorização do imóvel e da paisagem: Quando bem cuidados os tetos verdes também costumam deixar as edificações mais agradáveis internamente e mais bonitas externamente.

Caio Souza Sabbagh

João Armondi

Umberto Violatto

Fonte: www.arq.ufsc.br

Telhado Verde

Cobertura de edificações com vegetação requer sistema preparado para receber as plantas

O telhado verde, também chamado de cobertura vegetal ou jardim suspenso, é um sistema construtivo caracterizado por uma cobertura vegetal feita com grama ou plantas. É instalado em lajes ou até mesmo sobre telhados convencionais e consiste em camadas de impermeabilização e de drenagem, as quais recebem o solo e a vegetação indicada para o projeto. Além do benefício estético, os telhados verdes funcionam como isolantes térmicos nas coberturas das edificações.

Para as cidades, são uma forma de área vegetada que, em larga escala, contribui para melhorar a qualidade do ar e minimizar o efeito das ilhas de calor. No Brasil, o sistema ainda é pouco utilizado e não tem normatização. Algumas cidades e Estados, como Porto Alegre, Santa Catarina e Guarulhos (SP), têm leis e/ou instruções que incentivam a implementação das coberturas verdes em edificações públicas e privadas.

Telhado Verde

1. Tipos

Segundo a International Green Roof Association (Igra), os telhados verdes podem ser de três tipos:

Extensivo: tem configuração de um jardim, com plantas rasteiras de pequeno porte. A altura da estrutura, descontada a vegetação, vai de 6 cm a 20 cm. O peso do conjunto fica entre 60 kg/m² e 150 kg/m²

Intensivo: comporta plantas de nível médio a grande em uma estrutura de 15 cm a 40 cm. A carga prevista varia entre 180 kg/m² e 500 kg/m²

Semi-intensivo: Esse tipo intermediário tem vegetação de porte médio plantadas num sistema de 12 cm a 25 cm. Pode exercer uma carga de 120 kg/m² a 200 kg/m².

2. Componentes

Independente do tipo, os sistemas empregados em coberturas verdes podem variar bastante.

Em uma aplicação típica, a montagem de um telhado verde pode ser feita diretamente sobre uma laje, aplicando-se todas as camadas nessa sequência:

a) camada impermeabilizante: normalmente feita com mantas sintéticas, ela protege a laje contra infiltrações;
b) camada drenante: serve para drenar a água e também como filtro. Pode ser feita de brita, seixos, argila expandida ou com mantas drenantes de poliestireno;
c) camada filtrante: serve para reter partículas e pode ser feita com um geotêxtil;
d) membrana de proteção contra raízes: serve para controlar o crescimento de raízes da vegetação;
e) solo e vegetação.

Existem sistemas modulares em que os módulos já vêm prontos com a vegetação e, ainda, sistemas que empregam pisos elevados que armazenam a água das chuvas para posterior irrigação da vegetação.

3. Execução

Os telhados verdes exigem a instalação do sistema em uma cobertura impermeabilizada, e a estrutura da edificação deve suportar o sistema dimensionado para ela. Normalmente, o ângulo de inclinação da cobertura é baixo ou nulo – esse fator determina a foma de drenagem ou a necessidade de barreiras para conter o fluxo de água. Após o preparo da cobertura e a instalação das camadas do sistema, deve-se aplicar a terra e plantar as espécies vegetais adequadas.

4. Vegetação e Manutenção

Plantas locais, mais resistentes e que exijam pouca rega e poda, podem facilitar a manutenção. No geral, coberturas verdes extensivas usam grama por conta da durabilidade. Normalmente a manutenção do telhado verde pode ser feita uma ou duas vezes por ano, dependendo do sistema aplicado. Os telhados verdes intensivos requerem maior manutenção.

Rodnei Corsini

Fonte: www.cemara.com.br

Conteúdo Relacionado

 

Veja também

Dragagem

Dragagem

Draga é um navio usado para escavar material, sob o nível da água, e aumentando o material extraído da superfície.

Fitorremediação

Fitorremediação

PUBLICIDADE O fitorremediação é a descontaminação de solo, o tratamento de águas residuais ou de …

Buraco na Camada de Ozônio

Buraco na Camada de Ozônio

PUBLICIDADE Os furos na camada de ozono, são causados pelo aumento das concentrações de produtos …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.