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Amazônia

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Amazônia – História

Amazônia é o maior estado do Brasil.

As principais características físicas são os rios Negro e Solimões, que correm juntos para formar o rio Amazonas.

Quando a região foi explorada pela primeira vez pelos europeus na década de 1540, era densamente povoada por povos nativos.

Gradualmente, a população nativa diminuiu, devido principalmente a doenças novas na área.

Na década de 1630, quando as expedições militares portuguesas ali estabeleceram presença permanente, os indígenas já estavam desaparecendo. Em 1669, os portugueses construíram um pequeno forte próximo à confluência dos rios Negro e Solimões/Amazônia, foco de um povoado chamado São José do Rio Negro, que aos poucos se transformou na moderna cidade de Manaus. Na década de 1730, os portugueses haviam desalojado principalmente os espanhóis da Amazônia central.

Estas conquistas territoriais foram legalizadas no Tratado de Madrid de 1750 (confirmado no Tratado de San Ildefonso de 1777).

Durante a maior parte da era colonial, os portugueses administraram a Amazônia central a partir de Belém e São Luís, Maranhão. Em 1755, porém, a região foi designada capitania de São José do Rio Negro para promover a exploração econômica. Nos anos seguintes, mercadores e aventureiros em São José montaram grandes expedições de escravos indígenas.

A cidade também se tornou ponto de encontro de animais e materiais vegetais destinados à exportação.

Amazônia tornou-se uma província separada em 1850 (e um estado depois de 1891). São José foi designada cidade e ganhou seu nome moderno logo depois. A partir de então, Manaus foi o centro de um boom nas exportações de borracha natural, estimulado pelo desenvolvimento de Charles Goodyear em 1839 do processo de vulcanização para endurecimento da borracha.

O boom atingiu o pico nos primeiros anos do século XX, quando lucros incríveis se acumularam nas mãos de comerciantes locais. Antes da bolha estourar, os pais da cidade ergueram uma suntuosa casa de ópera para mostrar sua riqueza. Manaus então entrou em declínio, mas o governo federal começou a promover e ajudar a cidade na década de 1960.

Hoje Manaus tem mais de um milhão de habitantes, um movimentado porto de águas profundas, uma zona de livre comércio e uma grande variedade de exportações.

Por ainda ter 98% de floresta tropical, a Amazônia tem estado no centro dos debates sobre desmatamento e proteção ambiental. Em 2007, Eduardo Braga, governador da Amazônia, assinou a primeira lei de mudança climática do Brasil, que oferecia pagar aos agricultores que evitassem o desmatamento.

Amazônia – Tratado de Tordesilhas

Pelo Tratado de Tordesilhas (1494), toda a região da Amazônia caberia ao reino de Castela. Portugal, no entanto, jamais se acomodou a esse artifício e, com enorme dificuldade, esforçou-se por desbravá-la e colonizá-la ao longo de mais de 200 anos.

Só nas seis décadas em que amargou a dominação espanhola encontrou em seus maiores adversários aliados contra as outras potências europeias. De difícil assimilação econômica e política, a região permaneceu quase completamente isolada do resto do país até o fim do Império.

Apesar disso, muitas de suas sociedades ameríndias originais já tinham sido irremediavelmente devastadas. As desastrosas tentativas de escravização, os massacres, o próprio atrito cultural com os colonizadores contribuíram para o sacrifício quase total dos representantes das línguas aruaque, caraíba, jê, tupi e pano. Graças à existência dos aruaques, responsáveis pela cerâmica marajoara, pôde-se datar a ocupação pré-histórica da Amazônia, isto é, anterior à descoberta europeia, concluindo-se que ela já se fizera no século X.

De todas as regiões brasileiras, seguramente nenhuma contou com uma participação tão ampla do índio em seus processos de conquista e transformação econômica, na formação das etnias regionais, no vagaroso crescimento dos núcleos urbanos. Durante a primeira e efêmera fase de prosperidade, o ciclo da borracha, também o índio e seus descendentes tornaram-se mão-de-obra decisiva nas trilhas do duro trabalho dos seringais. Não obstante todas as dificuldades (pois as tribos brasileiras remontam a padrões sociais do neolítico), sua adaptação à sociedade nacional chegou muitas vezes a resultados espantosos, sobretudo em anos mais recentes, a partir da implantação da Zona Franca de Manaus (1972).

No início, a cobiça espanhola, francesa — que levou até à criação da França Equinocial (1612-1615) no Maranhão –, inglesa e holandesa mobilizou os portugueses para muitas medidas de ocupação ostensiva, como erguer o forte do Presépio (1616), germe da Cidade de Belém (1621) e instituir o estado do Maranhão e Grão-Pará (1612), que ia deste último até o Ceará. Vieram depois as capitanias donatárias, a viagem de Pedro Teixeira pela Amazônia em 1639 e especialmente a colonização missionária, que em meados do século XVII chegou a reunir mais de cinqüenta mil índios em aldeias de aculturação, produção agrícola e artesanato.

Na época do marquês de Pombal esses núcleos originais foram secularizados, as aldeias viraram cidades como Santarém, Silves e Bragança, a produção agrícola passou a incluir o café, o algodão, o tabaco e o arroz, e a pecuária invadiu muitos dos claros da floresta, começando a abrir outros e a se expandir durante o século XIX. Na passagem deste para o século XX a Amazônia se tornou atração universal.

Ainda não por suas maravilhas naturais, mas por causa da borracha, na primeira arrancada da indústria automobilística nos Estados Unidos e na Europa.

Exploração violentamente predatória, antagonismo social entre seringalistas e seringueiros, muita ganância e pouco planejamento provocaram um processo rápido de urbanização, desenvolvimento corrido e de alicerces precários: com a perda do monopólio e a queda dos preços, o fracasso reanimou alguns dos maiores problemas da região.

De 1903 a 1930 as questões de fronteira encontraram soluções adequadas e implantou-se a experiência da Fordlândia e suas plantations, que chegou a promover um novo e ilusório surto de progresso, de curta duração: em 1945 estava liquidado. Vem daí uma outra história dentro da história da Amazônia que é a do interesse científico, muitas vezes entre aspas, dos países estrangeiros, no fundo não muito diferente dos motivos que originaram as disputas iniciais.

Desde Alexandre von Humboldt foram feitos estudos sobre a região, sendo ele até precedido por um brasileiro formado em Coimbra, Alexandre Rodrigues Ferreira. Depois vieram Spix, Von Martius, Henri-Anatole Coudreau, todos ao longo do século XIX, tempo de muita ciência mas também de revolução industrial e colonialismo. Na década de 1850 o projeto americano de Matthew E. Maury de exploração da região foi sabiamente absorvido por D. Pedro II que, sem desautorizar o empreendimento, criou uma porção de outros, paralelos, que acabaram por esvaziá-lo.

Já no século XX apareceram tentativas frustradas de internacionalizar a região. Assim a UNESCO (1945), propondo o Instituto Internacional da Hiléia Amazônica, para pesquisas, foi embargado pelo Congresso brasileiro, e os lagos projetados pelo Hudson Institute de Nova York (1964), viram-se desaprovados pelas forças armadas brasileiras, por motivos estratégicos.

Dessa etapa para cá a ênfase vem sendo dada à construção de grandes rodovias “integradoras”, que nem sempre atuaram efetivamente nesse sentido. A Belém-Brasília e a Brasília-Acre foram as mais bem-sucedidas.

Outras, como a Transamazônica, mostraram-se excessivamente agressivas à natureza e às peculiaridades regionais. Na atualidade, a discussão sobre a Amazônia empolga o mundo, no domínio principalmente da ecologia. São veementemente condenadas todas as formas de agressão a suas condições naturais (desmatamentos, queimadas, garimpo poluidor e tantas outras pragas) e perseguidas como solução, até aqui em termos ideais, iniciativas que conciliem o progresso econômico, humano e social com o respeito ao meio ambiente, à riqueza da fauna e da flora amazônica.

Embora ainda a maior reserva de vida selvagem do planeta, especialistas garantem que dez por cento de suas matas já foram destruídas.

Amazônia – Pulmão do Planeta

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Com 60% de sua área em território brasileiro, mais de 200 espécies diferentes de árvores por hectare, 1.400 tipos de peixes, 1.300 pássaros e 300 de mamíferos, totalizando mais de 2 milhões de espécies, a Amazônia representa um terço de toda a área de florestas tropicais do mundo e é essencial para o clima e a diversidade biológica do planeta.

Bacia amazônica

bacia amazônica, região da América do Sul drenada pelo rio Amazonas, representa a maior área de floresta tropical úmida do mundo. Estendendo-se por nove países diferentes e cobrindo uma área de 2,3 milhões de milhas quadradas (6 milhões de quilômetros quadrados), a bacia amazônica contém a maior abundância e diversidade de vida em qualquer lugar da Terra.

Enormes quantidades de espécies vegetais e animais que ali ocorrem ainda não foram descobertas ou devidamente nomeadas pelos cientistas, pois esta área apenas começou a ser explorada por pesquisadores competentes.

Estima-se que a bacia amazônica contenha mais de 20% de todas as espécies de plantas superiores da Terra, bem como cerca de 20% de todas as aves e 10% de todos os mamíferos. Mais de 2.000 espécies conhecidas de peixes de água doce vivem no rio Amazonas e representam cerca de 8% de todos os peixes do planeta, tanto de água doce quanto marinhos.

Esse número de espécies é cerca de três vezes o total da ictiofauna da América do Norte e quase dez vezes o da Europa. Os números mais surpreendentes, no entanto, vêm dos insetos da bacia do rio.

Cada expedição à bacia amazônica produz inúmeras novas espécies de insetos, com algumas árvores individuais na floresta tropical fornecendo aos cientistas centenas de formas não descritas.

Os insetos representam cerca de três quartos de toda a vida animal na Terra, mas os biólogos acreditam que as 750.000 espécies que já foram nomeadas cientificamente representam menos de 10% de toda a vida de insetos que existe.

Por mais incríveis que sejam esses exemplos de biodiversidade, eles podem ser destruídos em breve à medida que o desmatamento desenfreado na bacia amazônica continuar.

Grande parte dessa destruição é diretamente atribuível ao crescimento da população humana. O número de pessoas que se estabeleceram nos planaltos amazônicos da Colômbia e do Equador aumentou 600% nos últimos 40 anos, o que levou ao desmatamento de mais de 65% das florestas da região para a agricultura.

Amazônia – Região

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mais de 60 mil espécies só de árvores, por outro lado determinam a considerável fragilidade dos ecossistemas amazônicos. As árvores gigantescas (algumas ultrapassam os 100 m de altura) vivem muito mais do húmus produzido pela vegetação em decomposição do que dos nutrientes dos solos pobres, que seriam rapidamente degradados se privados de sua cobertura vegetal.

O solo é, portanto, raso, de escasso aproveitamento agrícola, mas fantástica riqueza vegetal: árvores (inclusive excelentes madeiras), fetos, epífitas, milhares de plantas, muitas das quais ainda não classificadas ou conhecidas (onde se podem achar, segundo ilustres farmacólogos os princípios ativos de novos medicamentos para inúmeras doenças).

Amazônia – Ocupação

ocupação humana, que se intensificou na segunda metade do século XIX durante o chamado “ciclo da borracha”, não ameaçava diretamente aquele equilíbrio uma vez que não precisava retirar as árvores; a economia coletora dos seringueiros, assim como a extração das chamadas “drogas do sertão”, destinadas à produção de medicamentos, harmonizava-se com o equilíbrio ecológico.

Essa economia combinava com uma reduzida criação de gado nas áreas abertas e a existência de pouquíssimos centros urbanos de certa importância, como Iquitos, Leticia, Manaus, Óbidos, Santarém e Belém do Pará.

No entanto, especialmente nas últimas duas décadas, a ocupação do território adquiriu novas características que claramente entram em conflito com a preservação do meio ambiente.

A criação da Zona Franca de Manaus teve como resultado um crescimento demográfico sem precedentes na região, e esse impacto foi complementado com a atividade de garimpeiros e empresas mineradoras no amplo arco que acompanha a vertente sul do maciço das Guianas e nas bacias dos afluentes da margem direita do Amazonas.

O garimpo, em particular, teve consequências graves do ponto de vista ambiental, devido à contaminação por mercúrio dos rios amazônicos.

A isso se somou o avanço da pecuária, trazendo consigo as grandes queimadas destinadas a eliminar a vegetação arbórea para abrir espaço às pastagens, e mais recentemente à atividade das madeireiras, que exploram as madeiras nobres requeridas pelos mercados consumidores dos países ricos.

Assim como a bacia hidrográfica do Amazonas é a maior do mundo, a floresta amazônica também é a maior floresta equatorial da face da Terra, assentada sobre a desmedida planície sedimentar que se estende entre o maciço Guiano e o planalto Brasileiro.

A grande bacia fluvial do Amazonas possui 1/5 da disponibilidade mundial de água doce e é recoberta pela maior floresta equatorial do mundo, correspondendo a 1/3 das reservas florestais da Terra.

Amazônia – Clima

Amazônia é terra de clima equatorial, de calor intenso e úmido, com temperaturas médias acima de 25ºC e uma variação do mês mais quente ao mais frio de menos de 2o C. No sudoeste, porém, a oscilação térmica é bem maior no inverno, quando a massa polar atlântica faz a temperatura descer a 10ºC ou menos, no que localmente chamam friagem. Importantes são os totais pluviométricos anuais, que ultrapassam os 1.500mm.

Apesar disso, na Amazônia não é particularmente perigosa a incidência de doenças tropicais, e a região apresenta, nesse aspecto, ameaças muito menores que as de regiões parecidas da África e da Ásia.

Amazônia – Localização

A Amazônia está situada em sua porção centro-norte; é cortada pela linha equatorial e, portanto, compreendida em área de baixas latitudes. Ocupa cerca de 2/5 do continente e mais da metade do Brasil. Inclui 9 países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela).

A Amazônia brasileira compreende 3.581 Km2, o que equivale a 42,07% do país. A chamada Amazônia Legal é maior ainda, cobrindo 60% do território em um total de cinco milhões de Km2.

Ela abrange os estados do Amazonas, Acre, Amapá, oeste do Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Roraima e Tocantins.

Apesar de ser o maior estado brasileiro (Amazonas), possui a menor densidade demográfica humana, com menos de 10% da população do país, 7.652.500 habitantes.

Amazônia – Meios de transportes e Zona Franca

O transporte fluvial é ainda o mais importante, mas começa a ser complementado pelas rodovias federais, como a Transamazônica, a Belém – Brasília e a Manaus – Porto Velho.

O aeroporto de Manaus tornou-se um dos principais do país em volume de carga embarcada, sendo utilizado para o escoamento da produção das indústrias eletrônicas da Zona Franca, estabelecida em 1967como área livre de importação e exportação. Nessa área, as mercadorias procedentes do exterior não pagam impostos de importação, quando se destinam ao consumo local, às indústrias da região, ou à reestocagem para reexportação.

Amazônia – Economia

economia é dominada pelo extrativismo vegetal, exercido sobre uma flora com enorme variedade de espécies. Além da seringueira e do caucho, de onde se extrai a borracha, são coletadas a castanha-do-pará, vários tipos de madeira, gomas, guaraná, babaçu, malva e muitas outras.

O extrativismo mineral, de gemas e pedras preciosas começa a assumir maior importância, já que a região possui inúmeros recursos, até hoje pouco explorados: ouro no Pará, no Amazonas, em Roraima e no Amapá; ferro no Pará (serra dos Carajás), no Amapá e no Amazonas; sal-gema no Amazonas e no Pará; manganês no Amapá (serra do Navio), no Pará e no Amazonas; bauxita no Pará (Oriximiná, no rio Trombetas, e em Tucuruí), além de calcário, cassiterita, linhita, gipsita, cobre, estanho, chumbo, caulim, diamante e níquel.

Na agricultura, as principais lavouras são as de juta, pimenta-do-reino, arroz, milho, cacau e mandioca. A criação de gado bovino concentra-se na região de Marajó, nos arredores de Porto Velho (Roraima), no Amapá e no norte dos Estados de Tocantins e Mato Grosso. A pesca do pirarucu e de outros peixes serve ao consumo local. Várias hidrelétricas, como as de Tucuruí, no rio Tocantins, no Estado do Pará, e a de Balbina, no Estado do Amazonas, próxima de Manaus, foram construídas.

Desmatamento da Floresta Amazônica

Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das espécies conhecidas de flora e fauna. Hoje, a área total vítima do desmatamento da floresta corresponde a mais de 350 mil Km2, a um ritmo de 20 hectares por minuto, 30 mil por dia e 8 milhões por ano.

Com esse processo, diversas espécies, muitas delas nem sequer identificadas pelo homem, desapareceram da Amazônia.

Sobretudo a partir de 1988, desencadeou-se uma discussão internacional a respeito do papel da Amazônia no equilíbrio da biosfera e das conseqüências da devastação que, segundo os especialistas, pode inclusive alterar o clima da Terra.

Amazônia – Povos primitivos

Amazônia é um dos poucos redutos do planeta onde ainda vivem povos humanos primitivos, dezenas de tribos que espalham-se em territórios dentro da mata, mantendo seus próprios costumes, linguagens e culturas, inalterados por milhares de anos.

Antropólogos acreditam que ainda existam povos primitivos desconhecidos, vivendo nas regiões mais inóspitas e inacessíveis.

As características do clima e do solo da região amazônica, pouco propícias conservação de materiais, não deixaram muitos vestígios sobre a vida dos povos pré-colombianos. Mas o patrimônio arqueológico é precioso, com registros que chegam a 10.000 a.C. A riqueza da cerâmica, com suas pinturas elaboradas, demonstra que muitos desses povos atingiram um estágio avançado de organização social, sempre guiados por uma forte relação com a natureza.

Amazônia – Folclore

As origens do folclore da região amazônica se perdem no tempo, mas as raízes negras, indígenas e africanas continuam presentes e são encontradas em diversas manifestações culturais, mostrando influência de todos esses povos, transformada em rituais próprios e característicos da região. Na dança, na música como o carimbo, marabaixo e o boi-bumbá.

folclore é uma das manifestações da cultura popular. E a Amazônia têm um folclore rico com suas lendas, os mitos, as músicas populares, a poesia, as danças, que encantam e fazem parte do imaginário dos turistas e habitantes de toda a Região. As lendas amazônicas fazem parte da vida de cada morador nos mais distantes recantos verdes. Desde criança, é comum ouvir histórias como a do boto que se transforma no homem bonito e encanta as mulheres. A história da cobra-grande assusta, e para muitos é a explicação para a origem de alguns dos grandes rios.

Algumas lendas contam que a floresta é habitada por seres mitológicos que a protegem da fúria de caçadores e madeireiros. A crença em entes como o curupira, a Iara, o Mapinguari, o Matinta Perera dão a ideia da magia amazônica e das raízes culturais do homem da região. O folclore reserva ainda a formação de grupos folclóricos com músicas próprias, roupas típicas, dançarinos, e ritmos contagiantes.

Amazônia – Artesanato

As peças que compõem o artesanato amazônico são ricas em detalhes indígenas. Cerâmica, colares, pulseiras, utensílios domésticos, e uma infinidade de outras peças decorativas podem ser apreciadas e compradas.

artesanato regional está diretamente ligado a elementos da cultura local, e até mesmo a matéria-prima utilizada para a produção das peças têm origem na floresta, como sementes, fibras, madeiras, ou a argila para compor peças em cerâmicas. Tudo aproveitado pelos artesãos com criatividade, originalidade e beleza, resultando em belos produtos para a venda. Em Manaus, é fácil encontrar produtos do tipo em feiras permanentes e diárias no centro da cidade, ou nos fins de semana, como a Feira do Artesanato, da avenida Eduardo Ribeiro.

Outras preciosidades podem ser encontradas ainda em lojas de artesanato ou à exposição em museus. As cerâmicas mais antigas de que se tem registro na Amazônia datam de cerca de 7.000 a 8.000 anos

Cultura Amazônica

Entende-se por cultura amazônica aquela que tem sua origem ou está influenciada em primeira instância, pela cultura do caboclo. A Cultura amazônica recebe importante influência dos povos indígenas.

Os povos indígenas são habitantes originais do Pará. Formam, ainda hoje, sociedades que ajudam a entender o universo amazônico, já que se tratam de povos específicos, com um rico e diversificado patrimônio étnico e cultural. Os registros atuais mostram a presença de 32 povos no território paraense, com aproximadamente 16.000 índios.

A maioria desses grupos fala línguas de três troncos distintos: Macro-jê, Tupi e Karib. São 39 terras indígenas oficialmente reconhecidas, que representam 24,52% da área total do Estado.

O calendário de eventos das cidades da região explora elementos como a música, as artes plásticas, o artesanato, e folclores regionais.

A riqueza oferecida pela cultura ribeirinha ocorre pela extensão dos rios e as particularidades do meio onde foi socializado cada grupo, porém oferece um rico arsenal de histórias locais com um olhar próprio.

A Cultura Amazônica onde predomina a motivação de origem rural ribeirinha é aquela na qual melhor se expressam e mais viva se mantêm as manifestações decorrentes de um imaginário unificador refletido nos mitos, na expressão artística propriamente dita e na visualidade que caracteriza suas produções de caráter utilitário ? casas, barcos. Mello (2000).

O mito torna-se um elemento fundamental para compreender o processo da cultura amazônica uma vez que decorre de um imaginário unificador e transfigurado. Por meio do mito o ribeirinho materializa a vida da própria natureza, ele cria seu mundo diante do mundo físico que já encontrou construído.

O mito torna-se um elemento fundamental para compreender o processo da cultura amazônica uma vez que decorre de um imaginário unificador e transfigurado.

Por meio do mito o ribeirinho materializa a vida da própria natureza, ele cria seu mundo diante do mundo físico que já encontrou construído.

Como bom exemplo de demonstração da cultura amazônica pode ser citado: o Boi-Bumbá de Parintins, que já conquistou o prestígio internacional e todo o ano atrai milhares de visitantes para a pequena cidade do Baixo Amazonas, para assistir ao grande espetáculo que conta as lendas da Amazônia, retrabalhando os aspectos indígenas.

Em Manaus, uma grande programação pode ser conferida o ano inteiro, desde o carnaval no sambódromo, em fevereiro, até o Carnaboi, em outubro, passando pelo Festival Folclórico do Amazonas, em junho.

No interior, diversos municípios também realizam suas festas próprias como Manacapuru, com seu Festival de Cirandas, ou o Festival da Canção em Itacoatiara, com artistas e compositores locais.

Para os admiradores de óperas e shows eruditos, durante todo o ano, o Teatro Amazonas reserva diversas montagens no belo palco do período da Borracha.

O Festival Amazonas de Ópera é referência no gênero na América Latina, acontecendo nos meses de abril e maio.

Há ainda diversos museus e centros culturais com exposições permanentes que contam a rica história da região.

Mas cada região possui cultura e lendas próprias. Em outros estados da região também existem essas demonstrações culturais.

O folclore é uma das manifestações da cultura popular. E a Amazônia têm um folclore rico que já faz parte do imaginário dos turistas e habitantes de toda a Região.

As lendas amazônicas fazem parte da vida de cada morador nos mais distantes recantos verdes.

Desde criança, é comum ouvir histórias como a do boto que se transforma no homem bonito e encanta as mulheres. O mito da Vitória-régia que conta a história da índia que se imortaliza em uma flor.

A história da cobra-grande assusta, e para muitos é a explicação para a origem de alguns dos grandes rios.

Algumas lendas contam que a floresta é habitada por seres mitológicos que a protegem da fúria de caçadores e madeireiros.

A crença em entes como o curupira, a Iara, o Mapinguari, a Matinta Perera dão a ideia da magia amazônica e das raízes culturais do homem da região.

O folclore reserva ainda a formação de grupos folclóricos com músicas próprias, roupas típicas, dançarinos, e ritmos contagiantes, como carimbo.

E como não poderia deixar de ser, a culinária também faz parte da cultura da região e é muito bem servida pela variedade de pratos típicos e riquíssimos em sabores de influência indígena.

A culinária regional destaca-se pela enorme oferta de pratos à base de peixes ou frutos existentes apenas nesta porção do planeta.

Cada ingrediente quando combinado com elementos regionais ou o tempero caboclo resulta num paladar impossível de não encantar pelo exotismo do preparo.

Temperos como a pimenta malagueta, pimenta de cheiro e o tucupi são ingredientes essenciais. Os peixes podem ser cozidos, fritos ou assados.

Só é preciso escolher entre o tucunaré, o tambaqui, o jaraqui ou o bacalhau da Amazônia, o delicioso pirarucu, entre tantos outros apreciados com o complemento específico: a farinha de mandioca.

Os povos indígenas são habitantes originais do Pará. Formam, ainda hoje, sociedades que ajudam a entender o universo amazônico, já que se tratam de povos específicos, com um rico e diversificado patrimônio étnico e cultural. Os registros atuais mostram a presença de 32 povos no território paraense, com aproximadamente 16.000 índios.

A maioria desses grupos fala línguas de três troncos distintos: Macro-jê, Tupi e Karib. São 39 terras indígenas oficialmente reconhecidas, que representam 24,52% da área total do Estado.

Amazônia – Índios e Meio Ambiente

Os povos indígenas habitam o Pará desde tempos imemoriais, vivendo geralmente em territórios específicos, de acordo com o modo de vida sócio – cultural peculiar à cada grupo.

Ao longo da História conviveram e se desenvolveram de forma sustentável, preservando o meio ambiente e adquirindo minucioso conhecimento e domínio de sua diversidade biológica e ecológica.

Esta relação interativa com a natureza permitiu-lhes conhecer e criar técnicas específicas de manejo dos diversos ecossistemas, empregando seus conhecimentos no desenvolvimento de tecnologias adequadas à exploração e manutenção do acervo natural e ambiental. O conhecimento indígena, secularmente repassado a seus descendentes, permite que milhões de caboclos produzam e se reproduzam, até hoje, no interior amazônico.

Amazônia – Constituição Federal

A partir da luta dos índios foi inserido, na Constituição Federal de 1988, o capítulo denominado “DOS ÍNDIOS” (CAPÍTULO VIII- artigos 231 e 232), cujo conteúdo introduz avanços políticos e jurídicos significativos, assegurando direitos cruciais à reprodução biológica e cultural desses grupos.

Desta forma, o Estado reconhece os povos indígenas enquanto povo diferenciado, respeitando e garantindo seus direitos à organização social, língua, costumes, crenças e tradições.

Admite ainda seus direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam e os recursos naturais que nelas existem.

Cabe à União proteger e demarcar as terras e oferecer educação dentro dos processos de aprendizado próprios desses povos.

Rio Amazonas

Em 1541, o espanhol Francisco de Orellana e seus homens navegavam no rio Napo (que desemboca em outro rio maior), a leste dos Andes. Passaram-se meses, e era incontável o número de afluentes que engrossavam as águas do imenso rio. A certa altura, a embarcação é atacada por um grupo de indígenas, que disparam flechas envenenadas.

Orellana dá ordem para seus homens desviarem o barco, afastando-o do alcance dos índios. Após safar-se do perigo, Orellana, impressionado com o aspecto dos indígenas, que acredita serem mulheres, lembra-se das Amazonas – as guerreiras da mitologia grega – e batiza o rio que passa a se chamar rio das Amazonas.

rio Amazonas começa no Peru, na confluência dos rios Ucayali e Maranõn. Entra no Brasil com o nome de Solimões e passa a chamar-se Amazonas quando recebe as águas do rio Negro, no interior do Estado do Amazonas.

No período das chuvas, os rio chega a crescer 16 metros acima de seu nível normal e inunda vastas extensões da planície, arrastando consigo terras e trechos da floresta. Sua largura média é de 12 quilômetros, atingindo frequentemente mais de 60 quilômetros durante a época de cheia. As áreas alagadas influenciadas pela rede hídrica do Amazonas, formam uma bacia de inundação muito maior que muitos países da Europa juntos. Apenas a ilha do Marajó, na foz do Amazonas, é maior que a Suíça.

rio Amazonas conta com mais de 1.000 afluentes e é o maior e mais largo rio do mundo e o principal responsável pelo desenvolvimento da floresta Amazônica.

O volume de suas águas representa 20% de toda a água presente nos rios do planeta. Têm extensão de 6.400 quilômetros, vazão de 190.000 metros cúbicos por segundo (16 vezes maior que a do rio Nilo). Na foz, onde deságua no mar, a sua largura é de 320 quilômetros. A profundidade média é de 30 a 40 metros.

rio Amazonas disputa com o Nilo o título de maior rio do mundo, mas é imbatível em volume d’água. Recebe cerca de 200.00 Km2 água por segundo e, em alguns pontos, o rio é tão largo que não dá para ver a outra margem.

Amazônia – Pororoca

Na foz do rio Amazonas, quando a maré sobe, ocorrem choques de águas, elevando vagalhões que podem ocasionar naufrágios e são ouvidos a quilômetros de distância, é a pororoca.

O volume de água do rio Amazonas é tão grande que sua foz, ao contrário dos outros rios, consegue empurrar a água do mar por muitos quilômetros.

O oceano atlântico só consegue reverter isso durante a lua nova quando, finalmente, vence a resistência do rio. O choque entre as águas provoca ondas que podem alcançar até 5m e avança rio adentro.

Este choque das águas tem uma força tão grande que é capaz de derrubar árvores e modificar o leito do rio.

No dialeto indígena do baixo Amazonas o fenômeno da pororoca tem o seu significado exato, poroc-poroc, que significa destruidor.

Embora a pororoca aconteça todos os dias, o período de maior intensidade no Brasil acontece entre janeiro e maio e não é um fenômeno exclusivo do Amazonas.

Acontece nos estuários rasos de todos rios que desembocam no golfo amazônico e no rio Araguari, no litoral do Estado do Amapá, e também nos rios Sena e Ganges.

Amazônia – Rio Negro

Suas águas são mesmo muito escuras. Isso acontece por causa da decomposição da matéria orgânica vegetal que cobre o solo das florestas e é carregada pela inundações.

Como a água é muito ácida e pobre em nutrientes, é este processo que garante a maior parte dos alimentos consumidos pela fauna aquática.

Amazônia – Rio Solimões

Quando o rio Solimões se encontra com o Negro (ganhando o nome de rio Amazonas), ele fica bicolor. Isso acontece por que as águas, com cores contrastantes, percorrem vários quilômetros sem se misturar.

Fonte: www.geocities.com/www.encyclopedia.com/www.webciencia.com/www.istoeamazonia.com.br/www.exercito.gov.br

 

 

 

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