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Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

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O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses está localizado no Estado do Maranhão, no nordeste do Brasil, a leste da Baía de São José. É uma área plana, ocasionalmente inundada , coberta com grandes dunas de areia discretas. Ela abrange cerca de 1.500 km2 ( 580 MI quadrado), e apesar de chuva abundante, suporta quase nenhuma vegetação.

A área tornou-se um parque nacional em 02 de junho de 1981.

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Formação

Composto por grandes dunas, à primeira vista Lençóis Maranhenses parece um deserto arquetípico, mas na verdade ele não é um deserto real. A região está sujeita a uma temporada de chuvas regulares durante o início do ano.

As chuvas provocam um fenômeno peculiar: a água doce se acumula nos vales entre dunas de areia e é impedido de percolação para baixo por uma camada de rocha impermeável que se encontra debaixo da areia. Os resultantes azuis, verdes e pretas ” lagoas ” são cercadas por areia desértica, e alcançam seu pleno entre julho e setembro.

As lagoas têm um grande número de peixes que chegam quando estão no seu máximo. Uma espécie de peixe , o peixe lobo ou peixe tigre ( traíra ) permanece dormente na lama e áreas úmidas após a maior parte da água tenha evaporado, re- emergentes durante a próxima estação chuvosa.

Fonte: en.wikipedia.org

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA UNIDADE

Preservação de ecossistemas, educação ambiental e visitação pública.

DECRETO E DATA DE CRIAÇÃO

Foi criada pelo decreto n° 86.060 de 02.06.1981

ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS

O Parque é um celeiro de pescadores, sendo que alguns deles tornam-se nômades em algumas épocas do ano, principalmente no verão que é mais propício a pesca.

Existem dois oásis dentro do Parque onde vivem diversas famílias. Suas dunas são móveis provocando muitas vezes soterramento de casas e carros. O nome da unidade é devido à visão que se tem ao observar o Parque do alto, a qual lembra um lençol jogado com desleixo sobre a cama.

ÁREA, LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

Possui uma área 155.000 ha e 70 Km de praia. Está localizado no estado do Maranhão, abrangendo os municípios de Barreirinhas, Humberto de Campos e Primeira Cruz.

O acesso é realizado por via terrestre pela BR 135, por via Marítima, entrando no canal do Rio Preguiças em Atins e por via Fluvial, a partir de Barreirinhas, através do Rio Preguiças. Por via terrestre, saindo de São Luis, a capital do estado, percorre-se 58 Km até Rosário, e a partir daí mais 22 Km até Morros e 162 Km até Barreirinhas, cruzando-se o trevo para Humberto de Campos.

Por via fluvial, adentra-se através do mesmo Rio Preguiças, a partir de Barreirinhas, onde se pode chegar até Atins, onde existe uma sede administrativa. A sede do Parque fica a 2 Km de Barreirinhas, do outro lado do Rio Preguiças, onde se atravessa de balsa. Existem passeios a partir de Barreirinhas, utilizando veículos apropriados, onde se chega até as Dunas e Lagoas de água doce.

CLIMA

Clima tropical caracterizado por apresentar uma temperatura média sempre superior a 18°C, e um regime pluviométrico que define duas estações: uma chuvosa e outra seca com um total de precipitação mensal inferior a 60 mm nos meses mais secos.

QUE VER E FAZER (ATRAÇÕES ESPECIAIS)/ÉPOCA IDEAL PARA VISITAÇÃO

A visitação é feita a partir de Barreirinhas, onde se obtêm, através de agencias locais, as melhores opções de deslocamento dentro do Parque. As acomodações existentes na região são melhores em Barreirinhas, com pousadas e hotéis, mas também pode- se pernoitar em Atins(2 pousadas) e Caburé(4 pousadas).

O Parque não tem acomodações regularizadas dentro de sua área. O deslocamento interno é feito por veículos 4 x 4, que podem ser locados em Barreirinhas. As melhores atrações do Parque são as belezas cênicas, os passeios nas dunas, os banhos de lagoas, que são melhores nas épocas de chuva (Dezembro a junho), e os banhos de Rio e Mar, em Atins e Caburé.

RELEVO

A Oeste predominam as “rias”, com formação de praias, manguezais, dunas, restingas e pequenas falésias; a leste do rio Piriá, predominam as formações arenosas. As dunas formam os chamados “Lençóis” do litoral do Maranhão.

VEGETAÇÃO

Na maior parte do Parque não há recobrimento de vegetação. Numa área relativamente pequena aparecem os manguezais, cuja ocorrência está ligada aos solos de várzeas, situando-se não só nas áreas diretamente atingidas pelo mar, mas principalmente acompanhando o curso e braços de rios. Nas Restingas, ocorrem espécies importantes na fixação de dunas.

FAUNA

Na parte litorânea do Parque, aves migratórias abrigam-se ou nidificam-se, tais como maçaricos (Calidris fuscicollis e C. pusilla), trinta-réis-boreal (Sterna hirundo) e a marreca-de-asa-azul (Anas discors). Nos manguezais destacam-se a jacaretingá (Caiman c. crocodilus), o veado-mateiro (Mazma americana) e a paca (Agout paca).

Fonte: www.brasilturismo.com

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Chamar a região dos Lençóis de deserto é uma incoerência, pois o que não falta aqui é água pura e cristalina. Explicar ou entender esta região tem sido um trabalho difícil para estudiosos que tentam, por exemplo, saber como pode haver peixes nas grandes lagoas formadas pelas chuvas que ocorrem de janeiro a julho e que no resto do ano estão secas.

As chuvas são responsáveis por todas as mudanças que cercam os Lençóis. Deixando de lado estas questões, o que se tem nesta região é uma paisagem espetacular e maravilhosa, que enche os olhos dos mais céticos viajantes.

Recentemente, os Lençóis Maranhenses foi citado por uma renomada revista estrangeira de turismo como um dos dez destinos mais belos do planeta. Quando se caminha por entre as centenas de dunas, banhando em lagoas refrescantes de cor azul ou verde dependendo da região, você começa a sentir realmente a imensidão dos Lençóis.

A área do parque totaliza 155.000 hectares e atinge vários municípios, sendo que o ponto de partida normalmente é a cidade de Barreirinhas, no Maranhão. A cidade que sempre foi uma pacata vila de pescadores vem sendo atropelada pelo turismo trazido com a chegada do asfalto.

Há apenas 3 anos era preciso cerca de 12 horas para percorrer o trecho entre São Luís e a pequena Barreirinhas, hoje esta mesma distância é feita em 3 horas de carro e 4 de ônibus.

O parque não estava preparado para esta explosão e com isso muita coisa acontece sem estar devidamente aprovada ou prevista no plano de manejo da unidade. Segunda a atual chefe da unidade, muita coisa precisa se adequar ao parque, principalmente em relação aos veículos que muitas vezes entram na área do parque sem autorização, entrando em regiões consideradas intangíveis.

Alguns destes visitantes são despreparados e não conhecem os perigos escondidos nas dunas e rios que serpenteiam os grandes Lençóis.

O parque necessita de recursos e na minha opinião deveria ser feito um trabalho intenso de educação ambiental, orientação nas agências de turismo e a implantação de placas de sinalização e informativas.

Vários veículos já foram engolidos pelas dunas ou afundaram nas águas do rio Negro. Andar pelo parque sem guia ou um morador local é arriscado, no meio das dunas as paisagens são parecidas, confusas e sem um bom senso de direção você se perde facilmente.

As dunas podem chegar a 20 metros de altura e os ventos sopram fortemente atingindo até 70 km/h, transportando dunas e remodelando a paisagem, transformando o relevo num visual que lembra lençóis espalhados numa cama. Algumas regiões são pouco visitadas pelos turistas convencionais e se tornaram oásis escondidos entre dunas.

Um destes tesouros é o povoado de Atins, lugar perfeito para quem quer conhecer os Lençóis sem pressa, poucas pessoas, curtindo toda a paz e tranqüilidade. Em Atins você vai sentir um pouco do estilo de vida de quem vive na região, saber que aqui a noção de tempo e espaço tem novos conceitos para este povo bravo e simples mas de coração valente.

A região do rio Negro é inóspita e deserta, uma paisagem desoladora e ao mesmo tempo envolvente que abriga o pequeno povoado de Baixa Grande que tem ritmo e vida própria. Seguindo mais adiante está a região mais protegida do parque, a Queimada dos Britos, nada de compara a este tesouro dos Lençóis.

Pelo caminho é possível ver momentos raros da natureza como uma cachoeira formada pelo acúmulo de águas das chuvas nas dunas e que descem em direção ao mar.

As mutações não param por aí, a região que já foi uma vasta área de mangue desapareceu coberta por areias e dunas. Atualmente a areia está se movendo e os resquícios do mangue começam a vir à tona, transformando novamente a paisagem.

Outras regiões como Paulino Neves e Santo Amaro também têm seus encantos, vale conferir. O que é mesmo imperdível é o passeio pelo rio Preguiças, o principal rio da região.

De lancha você navega pelas águas calmas emolduradas por buritizais, manguezais e dunas até encontrar o mar. Lugares mais visitados como Caburé, tem uma extensa praia de um lado e o rio Preguiças do outro, já o Farol de Mandacaru vale pela vista de cima, onde se tem uma noção da grandiosidade dos grandes lençóis e todo seu redor.

É difícil convencer alguém a visitar algum lugar em poucas palavras, mas o parque dos Lençóis é um destes lugares que vai te envolver e te transportar para uma paisagem que é um sonho real.

Fonte: expedicaoparquesnacionais.com.br

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