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Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

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Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Conservar e proteger amostra do ecossistema da floresta primitiva da Serra do Mar, e do ecossistema de “campo de altitude”, onde encontra-se grande parte dos casos de endemismo do Parque e promover a pesquisa e a educação ambiental na unidade

DECRETO E DATA DE CRIAÇÃO

Foi criado pelo Decreto n° 1.822 de 30.11.1939 e alterada pelo decreto n.º 90.023 de 02.08.1984.

ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS

A área onde se localiza o Parque abrange a região de Petrópolis à Friburgo, tem origem ocupacional antiga, datando de 1788 num primeiro documento cartográfico produzido para a área de Teresópolis.

ÁREA, LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

Possui uma área de 10.527 ha e 87 Km de perímetro. Está localizada na região sudeste do Brasil, estado do Rio de Janeiro, nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapi-mirim. O acesso à sede do Parque é feito através da Av. Rotariana que liga a BR-116 à cidade de Teresópolis. A cidade mais próxima à unidade é Teresópolis que fica a 90 Km de distância da capital.

CLIMA

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Situa-se numa faixa climática variando entre o quente, sub-quente e super-úmido; porém com período de sub-seca intermediário. A porção do Parque acima das cotas altimétricas de 800 m possui um clima denominado de Mesotérmico brando com temperaturas entre 18 e 19° C.

QUE VER E FAZER (ATRAÇÕES ESPECIAIS)/ÉPOCA IDEAL PARA VISITAÇÃO

O Parque é atrativo principalmente pela vegetação exuberante e suas serras. É mais visitado na época de férias do meio do ano, em julho, e no final do ano, de dezembro a fevereiro. A visitação deve ser feita de terça a domingo e o valor do ingresso é R$ 3,00.

RELEVO

Está na faixa de dobramento remobilizado formado por escarpas e reversos da Serra do Mar; também denominada “frente dissecada do bloco falhado”, sendo que esse bloco falhado se apresenta dividido em dois grupos aparentemente distintos. O Parque está na província biogeográfica da Serra do Mar e no domínio morfoclimático Tropical Atlântico.

VEGETAÇÃO

O Parque possui uma Floresta Tropical Pluvial Atlântica rica em palmeiras, cipós, epífitas, e árvores de elevado tamanho. As formas florestais, apesar de apresentarem aparência primitiva são na verdade matas secundárias bem evoluídas com respeito à sucessão florestal. Entretanto alguns trechos do Parque apresentam cobertura original.

FAUNA

A fauna do parque é semelhante a de outros parques situados na região, com grande número de pequenos mamíferos. A avifauna é muito rica em formas de diferentes grupos, entre as aves ameaçadas, encontramos o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), o bicudo (Oryzoborus crassirostris) e a jacutinga (Pipile jacutinga).

USOS CONFLITANTES QUE AFETAM A UNIDADE E SEU ENTORNO

Poluição hídrica, desmatamentos, erosão dos solos, lixo, ação dos palmiteiros, perturbações humanas, vandalismo, poluição do ar pelo tráfego intenso na BR-116, caça ilegal, ventos poluidos e riscos constantes de afogamentos no Parque.

BENEFÍCIOS INDIRETOS E DIRETOS DA UNIDADE PARA O ENTORNO

A manutenção da área inalterada assegura a proteção da paisagem, incluindo as formações geológicas e geomorfológicas e a proteção dos mananciais, através da minimização da erosão, garantindo o fornecimento de água potável para as populações do entorno.

ACORDOS DE PARCERIA

PRÓ-VITA/RJ e Centro de Criação de Imagem Popular CECIP/RJ.

INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A UNIDADE

Número total de Funcionários

05 funcionários do IBAMA.

Infra-estrutura disponível

10 residências funcionais; 1 museu; 2 apartamentos; 1 sede administrativa; 1 centro de visitantes; 1 depósito; 2 Toyotas; 1 Kombi; 4 carros de passeio; 14 bombas costais; 3 pinga-fogo; equipamentos de áudio e vídeo, escritório e oficina; telefax; 8 rádios transmissores móveis e 1 estação repetidora fixa e 5,4 Km de estradas internas-meio-ambiente.

Fonte: www.brasilturismo.com

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Caracterizada por sua topografia acidentada e por grandes desníveis, com altitudes que variam de 300 metros até 2.263 metros, onde se encontra seu ponto culminante, a Pedra do Sino.

Localiza-se na parte de mais altas vertentes da Serra do Mar, que formada em épocas geológicas muitíssimo antigas, as rochas sofreram na região movimentos mais recentes, o que resultou no imenso paredão que acompanha a planíce costeira em direção ao Rio de Janeiro. Neste paredão, bem ao alto, encontramos o Dedo-de-Deus, bloco rochoso de 1.692 metros em forma de uma mão fechada com o indicador erguido, onde em dias claros se pode avistar a cidade do Rio de Janeiro. Outros momumentos geológicos importantes são o Garrafão, com 1.980 metros, a Pedra da Cruz, com 2.130 metros, São Pedro, com 2.234 metros, São João, com 2.100 metros e Cara de Cão com 2.180 metros.

Cortado por notável rede hidrográfica, representada pelos rios Paquequer, Beija-Flor, Soberbo e Iconha, o solo do Parque deu origem à densa floresta, com diversos ambientes. Na vegetação secundária, predominam as palmeiras, e, em altitudes até 500 metros, há a ocorrência de palmito, pindobinhas, xaxim e, particularmente, embaúba.

Entre altitudes de 500 e 1.500 metros, a chamada floresta montana, a vegetação atige aproximadamente 25 metros, onde encontramos espécies como o baguaçu, jequitibá, canelas e canela-santa, muito admirada por suas floradas amarelas. Já acima de 2.000 metros, a vegetação é representada principalmente por gramineas e espécies que crescem sobre os rochedos. A fauna é rica e diversificada, constituindo-se num de seus últimos redutos na região. Sobre os galhos observam-se bandos de coatis e tamanduás-mirins, enquanto cutias procuram alimentos sobre o solo. Há também grandes predadores carnivoros, como o puma, ameaçado de extinção.

Entre as aves ameaçadas estão o papagaio-de-peito-roxo, bicudo e jacutinga e também podem ser vistos os araçaris, formando bonito contraste com a vegetação. Um cuidado que se deve ter é com as cobras venenosas, como a jararaca e jaracuçu, que camufladas se deslocam pelas folhas em busca de presas desprevenidas.

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

A 90 quilometros do Rio de Janeiro, ou menos de duas horas por rodovia, o Parque recebe o ano todo grande número de visitantes. Seu acesso principal é pela rodovia que vai do Rio para Teresópolis. Além dessa cidade, as visinhas Petrópolis e Nova Friburgo, há completa infra-estrutura para receber o visitante.

Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Mapa do Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Data de criação: 30 de novembro de 1.939, pelo decreto federal nº. 1.822.
Localização: Rio de Janeiro e Minas Gerais, abrangendo os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Guapimirim e Magé.
Área: 11 mil hectares
Perímetro: 87 km
Clima: tropical, quente úmido, com dois ou mais meses secos.
Temperaturas: média anual de 18ºC, máxima absoluta de 36 a 38ºC e mínima absoluta de 0 a 4ºC
Chuvas: entre 1.250 e 1.500 mm anuais.
Relevo: montanhoso

Fonte: paginas.terra.com.br

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