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Manejo Florestal

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Uma boa gestão florestal é essencial para apoiar e equilibrar as necessidades das partes interessadas, ao mesmo tempo que protege a sustentabilidade das florestas e dos seus bens e serviços.

Se você pedir a um engenheiro florestal para definir o manejo florestal, ele provavelmente lhe dirá algo como: ao manejo de uma floresta para atingir os objetivos do proprietário.

Dito de forma mais simples, o manejo florestal é fornecer a uma floresta os cuidados adequados para que ela permaneça saudável e vigorosa e forneça os produtos e as comodidades que o proprietário deseja.

manejo florestal não é tanto um assunto ou uma ciência, mas um processo

Manejo Florestal – O que é

A questão de como os recursos florestais devem ser usados vai além da ciência do cultivo e colheita de árvores; o manejo florestal deve resolver os problemas de equilibrar o valor econômico, estético e biológico de ecossistemas inteiros. Os primeiros gestores florestais da América do Norte eram povos nativos, que colhiam árvores para construir e queimavam florestas para dar lugar a animais de pasto.

Mas muitas populações nativas foram dizimadas por doenças europeias logo após a chegada dos europeus. Em meados do século XIX, tornou-se evidente para muitos americanos que a extração excessiva de madeira juntamente com práticas de desperdício, como a queima descontrolada de resíduos madeireiros, estava desnudando florestas e ameaçando a estabilidade ecológica e econômica futura. O Serviço Florestal (estabelecido em 1905) começou a estudar maneiras de preservar os recursos florestais por seu valor econômico, bem como estético, recreativo e selvagem.

De 1600 a 1820, 370 milhões de acres (150 milhões de ha) de florestas – cerca de 34% do total dos Estados Unidos – foram desmatados, deixando cerca de 730 milhões de acres (296 milhões de ha) hoje. Apenas 10-15% das florestas nunca foram cortadas. Muitas áreas colhidas anteriormente, no entanto, foram replantadas e o crescimento anual agora excede a colheita geral. Mas a natureza das florestas foi alterada, muitos acreditam para pior. Se o corte de florestas antigas continuasse no ritmo mantido durante a década de 1980, todos os remanescentes desprotegidos desapareceriam até 2015. Cerca de 33.000 empregos relacionados à madeira também poderiam ser perdidos durante esse período, não apenas pela proteção ambiental, mas também por colheita excessiva, aumento da mecanização e crescente dependência do processamento estrangeiro de toras inteiras cortadas de terras privadas. Decisões federais e judiciais recentes, principalmente para proteger a coruja manchada do norte nos Estados Unidos, desaceleraram o ritmo da colheita de plantas antigas e, por enquanto, colocaram mais florestas antigas sob proteção.

Mas as questões de como usar os recursos florestais ainda estão sob intenso debate.

Por décadas, o corte raso de áreas tem sido a prática padrão de manejo florestal. Favorecido pelas empresas madeireiras, o corte raso retira praticamente todo o material de uma área.

Mas o corte raso tem recebido críticas crescentes de ambientalistas, que apontam que a prática substitui florestas de várias idades e biologicamente diversas por plantios de uma única idade, uma ou poucas espécies.

O corte raso também depende muito de estradas para transportar madeira, causando danos às raízes, erosão do solo superficial e assoreamento de córregos. Padrões da indústria, como “melhores práticas de gerenciamento (BMPs)” evitam a maior parte da erosão e assoreamento, mantendo as estradas afastadas dos leitos dos córregos. Mas os BMPs tratam apenas da qualidade da água.

O corte raso também remove pequenas árvores, galhos, troncos e detritos lenhosos que são importantes para invertebrados e fungos.

Ao invés de focar no que é removido de uma floresta, o manejo florestal sustentável foca no que é deixado para trás.

Na silvicultura sustentável, as áreas nunca são desmatadas: em vez disso, as árvores individuais são selecionadas e removidas para manter a diversidade e a saúde do ecossistema remanescente.

Tais métodos evitam o replantio artificial, herbicidas, inseticidas e fertilizantes. No entanto, ainda há muito debate sobre quais árvores e quantas são escolhidas para colheita em silvicultura sustentável.

Em um novo estilo de manejo conhecido mais comumente como nova silvicultura, 85-90% das árvores em um local são colhidas e a terra é deixada sozinha por décadas para se recuperar.

Os proponentes dizem que este método reduziria a erosão e aumentaria a diversidade deixada para trás em uma área, especialmente onde uma ou duas espécies dominam.

O Serviço Florestal e alguns estados do Noroeste estão estudando novas florestas, mas ambientalistas dizem que muito pouco se sabe sobre seus efeitos em plantações antigas para usar a prática.

As empresas madeireiras dizem que áreas maiores e maiores teriam que ser colhidas sob novas florestas para atender à demanda.

O futuro de nossas florestas depende do equilíbrio das necessidades reais de curto prazo com o alto preço da saúde florestal de longo prazo.

Manejo Florestal – Técnicas

Manejo Florestal

Manejo Florestal é um conjunto de técnicas empregadas para fazer a colheita de parte das árvores grandes, de maneira que as árvores menores sejam protegidas para futuras colheitas. Com esta adoção, a produção de madeira pode ser de forma contínua ao longo dos anos, pois o manejo envolve a produção, rentabilidade, segurança no trabalho, respeito à legislação, etc.

Este é um grande motivo para que no Código Brasileiro de 1965 fosse definido que as florestas da Amazônia só poderiam ser utilizadas através deste manejo florestal.

Em outras palavras podemos dizer que se trata do planejamento de um uso racional de qualquer produto que seja retirado de uma floresta.

Desta forma, os benefícios econômicos obtidos são muito maiores que os custos do projeto de manejo florestal, onde em curto prazo existe todo o controle e redução de desperdícios de madeira que em longo prazo contribui para uma receita líquida maior, já que os desperdícios diminuem junto com os danos causados as árvores da floresta.

Etapas do projeto de Manejo Florestal

Podemos dividir o projeto nas seguintes etapas:

Apresentação da documentação da propriedade
Atividades de campo
Apresentação do projeto junto a SEMA ou IBAMA
Vistoria do órgão responsável
Exploração da madeira
Acompanhamento.

Atribuições do projeto

São atribuições do projeto:

Promover o aproveitamento sustentável de recursos florestais;
Sugerir medidas técnicas e legais para o aprimoramento das políticas de aproveitamento de recursos florestais;
Prestar assistência aos estados, municípios, entidades civis e não governamentais sobre assuntos que dizem respeito ao ordenamento dos recursos florestais.
Apesar de ainda ser praticado em pequena escala, o manejo florestal é obrigatório por lei. Empresas que não cumprem esta lei e não fazem o manejo estão sujeitas a várias penas. A intenção do Estado é aumentar a fiscalização para que haja menos inadimplências.
Além de todos os benefícios comerciais, este projeto contribui em grande parte para a preservação de animais e vegetais, prolongando o ciclo de vida nas áreas exploradas e, por conseguinte ajudando no equilíbrio do clima regional e global.

MANEJO FLORESTAL E CERTIFICAÇÃO FLORESTAL

Manejo Florestal

Todo sistema feito para uma melhoria na natureza havendo todo um processo conservatório é fundamental para nossa floresta.

O Manejo florestal vem trazendo melhorias para natureza possibilitando a garantia dos produtos extraídos na floresta, com a Certificação Florestal comprovando a qualidade do produto.

Amazônia tem a maior reserva de madeira tropical do planeta. A exploração deste recurso é importante para a economia da região e do País. Porém, os moldes atuais de exploração são insustentáveis além de predatórios, geram lucros apenas para poucos empresários que não estão comprometidos com o desenvolvimento econômico e social dos estados amazônicos.

manejo florestal sustentável pode ser aplicado à madeira, sementes, fibras ou outros produtos florestais. No caso da madeira, o corte seletivo, realizado em áreas já afetadas pela atividade humana, utiliza técnicas e conhecimento científico de forma planejada para minimizar os impactos no ecossistema e proporcionar a regeneração da floresta.

Atualmente, os melhores padrões e critérios de manejo florestal são os estabelecidos pelo FSC (Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal).

O FSC é o único sistema de certificação independente que adota padrões ambientais internacionalmente aceitos, incorpora de maneira equilibrada os interesses de grupos sociais, ambientais e econômicos e tem um selo amplamente reconhecido no mundo todo.

O sistema FSC assegura a integridade da cadeia de custódia da madeira desde o corte da árvore até o produto final chegar às mãos dos consumidores.

O FSC oferece a melhor garantia disponível de que a atividade madeireira ocorre de maneira legal e não acarreta a destruição das florestas primárias como a Amazônia.

UA EMPRESA VAI FICAR FORA DO MERCADO

O número de pessoas preocupadas com a destruição das florestas aumenta dia após dia. Como os governos e seus órgãos ambientais não são capazes de garantir a origem não predatória dos produtos florestais, consumidores do mundo todo passaram a procurar produtos ambientalmente corretos, ou seja, produtos que oferecem garantias de que não vieram de desmatamento, exploração predatória e/ou ilegal o que é comum na Amazônia.

certificação, realizada por sistemas privados e com representação igualitária dos setores econômico, social e ambiental fornece garantias de que o produto é ecologicamente correto.

Esses sistemas comprovam que os produtos (madeira, serrada, móveis, laminados, papel, assoalhos, frutos, etc.) vêm de florestas bem manejadas, onde toda a legislação é obedecida, que os direitos dos trabalhadores e comunidades são considerados e que tudo foi economicamente viável.

As empresas que estão na Amazônia e não aderirem ao manejo e a certificação florestal correm o risco de ter seu mercado reduzido ou até fecharem as portas. E é apenas questão de tempo.

CERTIFICAÇÃO FLORESTAL

certificação é o instrumento que atesta determinadas características de um produto ou de um processo produtivo.

certificação florestal visa atestar que determinada empresa ou comunidade obtém seus produtos manejando sua área florestal segundo determinados princípios e critérios.

O certificado é entregue à empresa e serve de garantia para o comprador de que o produto vem de uma área manejada de forma ambientalmente adequada, socialmente justa e economicamente viável.

A certificação da série ISO não garante que o produto florestal foi obtido de forma ambientalmente adequada e socialmente justa, pois só certifica os processos industriais.

Madeira Ilegal

Entre 60% e 80% da produção de madeira da região amazônica ocorre de forma criminosa. A produção ilegal de madeira é considerada a porta de entrada do desmatamento na Amazônia.

A indústria da madeira ilegal está ligada à grilagem de terras, invasão de terras públicas e áreas protegidas e à abertura de estradas que facilitam o desmatamento e as queimadas para a produção de grãos ou gado.

Acreditamos em uma indústria madeireira que trabalhe de acordo com regras de manejo florestal responsável.

O manejo florestal garante a continuidade da produção madeireira, respeitando as condições da floresta e os direitos das comunidades locais. Por isso, apoiamos a certificação de empresas pelo FSC (Conselho de Manejo Florestal), que prevê a adoção dos mais rígidos padrões e critérios de exploração madeireira.

A Importância das Áreas Protegidas

Estudos recentes indicam que a simples criação de áreas protegidas já é suficiente para desestimular o desmatamento. Isto se deve, principalmente, ao desestímulo à grilagem de terras, já que não existe possibilidade de legalizar a ocupação em áreas protegidas. Por isso, a criação urgente de unidades de conservação nas regiões de expansão da fronteira agropecuária é fundamental para estancar a destruição florestal.

Entretanto, se, por um lado, a criação das áreas oferece garantia contra o desmatamento, apenas a implementação efetiva poderá assegurar a proteção integral do patrimônio ambiental contra outras ameaças – como, por exemplo, a exploração predatória de madeira.

Nas regiões mais ameaçadas da Amazônia, como no Estado de Rondônia, a maioria das unidades de conservação já foi invadida e está em processo avançado de degradação ambiental.

A implementação das unidades de conservação, através da regularização fundiária, demarcação, contratação de funcionários, compra de equipamentos e fiscalização permanente é fundamental para proteger efetivamente estas áreas.

A implementação das áreas protegidas também contribui diretamente para melhorar as condições de vida dos povos da floresta que habitam as unidades de conservação e de uso sustentável, com o incentivo ao uso responsável dos produtos da floresta, como óleos, castanhas, fibras e madeira, entre outros.

Fonte: www.fontedosaber.com(Jeniffer Elaina da Silva)/geocities.com/ohioline.osu.edu/analgesi.co.cc

 

 

 

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