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Parque Nacional da Lagoa do Peixe

OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA UNIDADE

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Proteger ecossistemas litorâneos e espécies de aves migratórias que dependem da unidade para seu ciclo vital, como também para fins científicos, culturais e recreativos.

DECRETO E DATA DE CRIAÇÃO

Foi criado pelo Decreto n.º 93.546 de 06.11.1986

ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS

As tribos de índios Tupi-Guarani habitavam a região do Parque há mais de 400 anos atrás. A região foi colonizada por açorianos. O nome da unidade se deve à importância da Lagoa dos Peixes, na verdade uma laguna, dentro do ecossistema, a maior e mais procurada pelas aves para a alimentação.

ÁREA, LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

Possui uma área de 34.400 ha e perímetro de 160 Km. Está localizado no estado do Rio Grande do Sul, abrangendo os municípios de Tavares (80%), Mostardas (17%) e São José do Norte(3%). O acesso é feito, partindo-se de Porto Alegre, através da RS-040, até Capivari (90 Km – estrada asfaltada); de Capivari, pela RS-101 até Mostardas (120 Km – estrada asfaltada), onde localiza-se a sede administrativa do Parque. Da sede aos limites da unidade são mais 25 Km. As cidade mais próxima da unidade são Mostardas e Tavares que ficam à uma distância de 200 Km e 230 Km, respectivamente, da capital.

CLIMA

O clima é subtropical úmido, apresentando temperatura média de 16,5º C e precipitações médias anuais de 1.186 mm.

QUE VER E FAZER (ATRAÇÕES ESPECIAIS)/ÉPOCA IDEAL PARA VISITAÇÃO

Está aberta à visitação pública todos os dias da semana. Não há ainda cobrança de ingresso. Deve-se observar as grandes concentrações de aves migratórias do Hemisfério Norte (no verão) e Sul (no inverno); e também a baleia franca, entre os meses de julho e outubro, migrando para Santa Catarina. A Mata de Restinga, os Banhados e as Dunas completam as atrações. O Parque não dispõe de infra-estrutura de visitação e é proibido acampar em sua área.

RELEVO

Apresenta área de vasta planície arenosa, resultante das extensas e numerosas restingas que barram as lagoas costeiras, sua altitude varia entre 0 a 25 m e há ocorrência de dunas (paralelas à orla marinha).

VEGETAÇÃO

A cobertura vegetal do Parque apresenta-se dominada por formações pioneiras (ambientes extremos),ou seja, dunas, banhados salgados e dunas marítimas e ainda vegetaçäo campestre (campos litorâneos),ou seja, Campo Arenoso Úmido e Mata de Restinga.

FAUNA

A avifauna é predominante na unidade, estão listadas mas de 180 espécies, como gansos marinhos, cisnes, marrecos, flamingos, maçaricos, gaivotas, mariquita, pula-pula, entre outros. Dentre as espécies, pode-se citar algumas ameaçadas de extinção, como: o capororocas (Coscoroba coscoroba), o flamingo (Phoenicopterus ruber), e o cisne-de-pescoço-preto (Cygnus melanocoryphus). Existem mamíferos como o tuco-tuco, o ratão, a baleia franca e o graxaim.

USOS CONFLITANTES QUE AFETAM A UNIDADE E SEU ENTORNO

Pesca comercial (camarão e tainha), caça clandestina, drenagem (cultivo de arroz), especulação imobiliária, tráfego de veículos e acúmulo de lixo.

BENEFÍCIOS INDIRETOS E DIRETOS DA UNIDADE PARA O ENTORNO

Ecoturismo durante todo o ano (incremento da economia local), ordenamento de atividades econômicas (agricultura, Pesca), implantação de infra-estrutura de saneamento básico (projetos-piloto) e geração de conhecimento (pesquisas).

ACORDOS DE PARCERIA

Parcerias informais com a Batalhão Ambiental/Brigada Militar/RS, ONG NEMA e FURG.

INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A UNIDADE

Número total de Funcionários

03 funcionários do IBAMA.

Infra-estrutura disponível

1 sede administrativa/residência funcional com almoxarifado, escritório e área de visitação (115 m2 e 65 m2); 1 residência funcional; 2 alojamentos para servidores (110 m2 e 60 m2 – para 10 e 6 pessoas); 1 alojamento para pesquisadores (base do CEMAVE – 25 m2);1 garagem/depósito (250 m2); sistema de comunicação (telefax, 2 rádios móveis e 1 hand talk); rede elétrica e hidráulica; 14 Km de estradas; 34 Km de picadas; 60 Km de orla marítima; 2 Toyota (1990 e 1996); 1 buggy e 1 motor de popa (8 Hp).

ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA

Praça Prefeito Luiz Martins, 30
96270-000 – Mostardas – RS

Fonte: www.brasilturismo.com

Parque Nacional da Lagoa do Peixe

Seu solo comporta sedimentos quaternários de origem continental e marinha e é caracterizado pela ocorrência expressiva de dunas, desenvolvidas em paralelo à orla marinha. No litoral do Rio Grande do Sul, o Parque Nacional da Lagoa do Peixe ocupa vasta planície resultante de extensas e numerosas restingas que barram as lagoas costeiras.

Sob forte influência marinha, a cobertura vegetal do Parque varia em função de cada ambiente. Na faixa da praia ocorrem espécies com preferência por solos arenosos e alto teor de salinidade, como a espartina (Spartina ciliata), macela graúda (Senecio crassiflorus), brejo-da-praia (Irisine portulacoides) e grama-rasteira-da-praia (Paspalum vaginatum).

A medida que se avança para o interior passam a ocorrer as dunas móveis, que oferecem reduzidas condições de fixação às plantas. Em seguida, junto às encostas das dunas fixas e semimóveis e próximo a locais úmidos, abrigam-se dos ventos pequenos e médios capões arbustivos, em geral formando cordões paralelos ao litoral. Nessas áreas encontram-se a capororoca-vermelha (Rapanea umbellata), maria-mole (Guapira opposita), bugreiro (Lithraea brasiliensis) e embira (Daphnopsis recemosa).

Nos banhados mais ou menos extensos, às margens das lagoas, ocorrem ainda juncos (Juncos spp), grama-branca (Panicum reptans), rainha-dos-lagos (Pontederia lanceolata) e taboa (Typha dominguensis).

Parque Nacional da Lagoa do Peixe

Parque Nacional da Lagoa do Peixe

Rica em aves migratórias, a área ê usada como ponto de apoio, por exemplo, pelo flamingo (Phoenicopterus chilensis), que aparece a partir de março, fugindo do frio. Sua dieta alimentar compõe-se de moluscos e crustáceos. Há também o gaivotão (Larus dominicanus), gaivota-maria-velha (Larus maculipennis) e fragata (Fregata magnificens).

Com acesso por estrada a partir de Rio Grande, o Parque não dispõe de infra-estrutura para a acomodação e locomoção de visitantes.

Parque Nacional da Lagoa do Peixe
Mapa do Parque Nacional da Lagoa do Peixe

Parque Nacional da Lagoa do Peixe

Data de criação: 6 de novembro de 1.986, pelo decreto federal nº. 93.546.
Localização: Rio Grande do Sul, abrangendo os municípios de Mostardas, Tavares e São José do Norte.
Área: 34.700 hectares
Perímetro: 160 km
Clima: temperado, mesotérmico brando superúmido, sem seca.
Temperaturas: média anual de 18 a 20ºC, máxima absoluta de 38 a 40ºC e mínima absoluta de -4 a 0ºC.
Chuvas: Menos de 1250 mm anuais.
Relevo: plano.

Fonte: paginas.terra.com.br

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